
O Clube Operário Desportivo (COD), na cidade da Lagoa, ilha de São Miguel, deu início ao processo para a eleição dos seus novos corpos diretivos. Segundo um comunicado emitido pela Mesa da Assembleia Geral da instituição sediada na mais jovem cidade açoriana, os sócios interessados podem apresentar as suas listas de candidatura até ao próximo dia 30 de abril.
As propostas devem ser entregues formalmente na sede do clube, situada na Rua da Fábrica, ou diretamente ao presidente da Mesa da Assembleia Geral, na Rua Dr. Botelho, no Rosário. Este ato eleitoral visa dar continuidade à gestão da histórica Instituição de Utilidade Pública, fundada em 1948, que permanece como uma das referências desportivas da Associação de Futebol de Ponta Delgada.
O culminar deste processo ocorrerá no dia 5 de maio, data em que será realizada a Assembleia Geral. A reunião magna dos sócios terá lugar pelas 20h30, nas instalações da sede do COD, para a definição do futuro elenco diretivo do clube.

Frederico Sousa
Candidato pelo PS a Presidente da Câmara Municipal de Lagoa
Autárquicas 2025
Lagoa com futuro é mais do que um simples slogan, é a construção diária de planeamento, de ambição e de compromisso com os lagoenses.
Por isso, é com enorme respeito pela minha terra e movido pelo espírito de serviço público, que concorro à presidência da Câmara Municipal de Lagoa, com uma equipa de pessoas experientes e competentes.
Acredito que o verdadeiro desafio da política local, para além de executar obras, ou atrair investimentos, está nos valores da proximidade, transparência e respeito pela palavra dada. Está em saber ouvir, em ter a humildade de recuar quando necessário e a coragem de avançar quando é preciso.
Em 2021 apresentámos cerca de 90 ações, previstas para 10 anos, mas que conseguimos concretizar, cerca de 80%, em apenas 4 anos.
Agora, renovamos o projeto e contamos concretizar as que faltam e fazer ainda muito mais.
Nestas autárquicas sou orgulhosamente o rosto de um projeto de continuidade, mas também de renovação e inovação, mesmo quando os restantes partidos alegam o facto do Partido Socialista da Lagoa estar na Câmara há vários anos, o que, na verdade, é um enorme motivo de orgulho, pois é a prova viva do excelente trabalho que tem sido desenvolvido pelos anteriores presidentes e suas equipas, fazendo da Lagoa um dos concelhos mais procurado e privilegiado para se viver na atualidade, sendo, por isso, que a política feita com seriedade e com visão continua a merecer a confiança dos lagoenses.
Para os próximos 4 anos comprometo-me reforçar as políticas de habitação, emprego, juventude, desporto, mobilidade, cultura, educação, saúde e apoio social, não como temas abstratos, mas como partes de uma missão maior que é garantir que cada lagoense possa viver com dignidade, oportunidades e com futuro.
E dou alguns exemplos de ações que iremos concretizar:
Criação da rede minibus Urbana para todas as freguesias, em articulação com os táxis;
Ampliação do Tecnoparque para desporto, habitação e empresas;
Instalação dos Bombeiros na Lagoa, como reforço de resposta à população;
Criação da Polícia Municipal para reforço da fiscalização e complementaridade à PSP;
Construção de mais 100 novas habitações a preços acessíveis, para além das 100 já em execução;
Requalificação da Frente Marítima da Cidade;
Construção da ETAR e reforço da rede de esgotos e abastecimento de água;
Apoio às pequenas empresas e aos empreendedores, através do Lagoa Investe.
Essas são apenas algumas propostas, com a vantagem de já termos provado que o que prometemos cumprimos e que não prometemos nada que não seja possível concretizar.
Também ambicionamos executar projetos que dependem da articulação com outras entidades, como é o caso da:
Criação de mais uma creche na cidade;
Reabilitação da Fábrica do Álcool;
Reforço de respostas dedicadas aos idosos, nomeadamente na Vila de Água de Pau;
Rede de sistemas de radar para reforçar a segurança rodoviária;
Alargamento da via da SCUT no troço de Sta. Cruz.
Todas reivindicações pautadas pelo respeito e lealdade institucional e que vêm beneficiar os lagoenses.
Trata-se de dar continuidade a um projeto com provas dadas, que não se limita a gerir o presente, mas que ousa pensar o futuro, pois os lagoenses não merecem que esse caminho de progresso seja interrompido ou condicionado por uma gestão autárquica fragilizada.
A Lagoa é hoje um concelho em crescimento, com mais notoriedade e afirmação, fruto de um projeto político claro, coerente e comprometido com as pessoas.
A Lagoa é a nossa casa! É a nossa identidade! É o lugar onde queremos continuar a viver com qualidade, oportunidades e orgulho!
Dia 12 de outubro, espero que os lagoenses optem por uma equipa com provas dadas e por uma política que escuta, que age, que transforma e que coloca as pessoas no centro das decisões.
O mandato será novo, mas os princípios são os mesmos: compromisso e respeito pela palavra dada aos lagoenses, na construção de uma Lagoa com Futuro!
“Sozinhos vamos depressa, mas juntos vamos mais longe”.
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O Diário da Lagoa convidou os candidatos à presidência da Câmara Municipal de Lagoa a expressarem as suas ideias aos leitores. Frederico Furtado Sousa é o candidato pelo Partido Socialista (PS).

Orlando Guerreiro
Candidato pelo BE a Presidente da Câmara Municipal de Lagoa
Autárquicas 2025
Sou candidato com o objetivo de apresentar propostas para melhorar a qualidade de vida de quem vive neste concelho. Queremos, com esta candidatura, um concelho com melhor qualidade de vida e com futuro para os seus munícipes. O nosso concelho terá um destino promissor se tiver políticas que o preparem para o futuro e resolvam os grandes obstáculos que as e os Lagoenses sentem no dia-a-dia. Combater as desigualdades, a falta de habitação, melhorar os transportes e acessibilidades, aplicar medidas sociais e fomentar a educação são prioridades que abraçamos.
Para mitigar o grave problema da falta habitação, sentido principalmente pelos mais jovens, propomos a construção pública de novos alojamentos destinados ao arrendamento social e para classes médias, integrados na malha urbana. A mobilização de edifícios públicos devolutos ou sem utilização para habitação a custos controlados e a definição de metas municipais para o aumento da habitação pública. Também, ainda neste tópico, é importante criar uma regulamentação local para o alojamento turístico temporário.
Relativamente aos transportes e mobilidade propomos a criação de rede de uma rede de transportes coletivos públicos urbanos gratuitos municipais, recorrendo a mini – autocarros elétricos. Introduzir a modalidade de “transporte a pedido” como forma de satisfação de necessidades nas freguesias e localidades mais distantes do centro (como, por exemplo, a localidade de Remédios). Propomos, também, a criação de ciclovias na rede viária municipal como forma de fomentar uma circulação ambientalmente sustentável dos residentes e, simultaneamente, encorajando uma vida mais ativa e saudável.
Para nós, apostar em politicas para a educação é apostar no futuro. Por isso, propomos a criação de um programa de combate ao abandono escolar precoce, fomentando o prosseguimento de estudos superiores e técnicos. Garantir, através de protocolos com instituições locais culturais e desportivas, atividades extracurriculares a todos os jovens do concelho. é, também, imperativo criar e dinamizar centros de atividades de tempos livres e creches municipais que abranjam as crianças desde o pré-escolar ao 2º Ciclo.
Por fim, temos a ambição de criar um mercado municipal para comercialização dos produtos locais. Esta será uma excelente forma de estimular e apoiar a produção local, principalmente, a prática da produção biológica.
Acreditamos que o concelho da Lagoa pode ser um lugar onde todas e todos tenham futuro. A Lagoa precisa de políticas que cuidem das pessoas e do ambiente. Com o Bloco de Esquerda, queremos dar vida à Lagoa — com justiça social, igualdade e futuro.
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O Diário da Lagoa convidou os candidatos à presidência da Câmara Municipal de Lagoa a expressarem as suas ideias aos leitores. Orlando Guerreiro é o candidato pelo Bloco de Esquerda (BE).

Olivéria Santos
Candidata pelo CHEGA a Presidente da Câmara Municipal de Lagoa
Autárquicas 2025
Aceitei a candidatura à presidência da Câmara Municipal de Lagoa com muito orgulho e muito sentido de responsabilidade, pois entendo que se trata de um projecto sério que não pode ser levado a cabo de forma leviana.
Esta é uma candidatura, acima de tudo, de compromisso, com o objectivo de devolver a Lagoa aos Lagoenses e de romper com as políticas socialistas do passado, acabando com os amiguismos, os compadrios, os favores e as cunhas e mostrando transparência em toda a acção camarária.
Assumo esta candidatura comprometendo-me a dar o meu melhor, estando ao lado de todos os lagoenses e sabendo ouvir os seus anseios e as suas preocupações.
Sei que os desafios são mais que muitos, mas acredito profundamente que é possível mudar o rumo que este concelho leva há 50 anos.
A Lagoa tem um grande potencial que necessita ser elevado, de modo que este concelho volte a ter vida e seja um chamariz a todos os níveis.
Só estando próxima da nossa comunidade, ouvindo as preocupações dos cidadãos, participando activamente na vida local e construindo soluções em conjunto é que poderemos ter um projecto credível, algo que tem falhado nos últimos Executivos socialistas, mas que me comprometo a mudar!
Estou convicta de que podemos fazer mais e melhor!
Vou lutar pela transparência, proximidade e justiça. Já está mais do que na hora de mudar estas políticas assistencialistas e olhar para cada um dos habitantes da Lagoa.
Quero uma Câmara Municipal que trabalhe com e para as pessoas, que promova a participação cívica, que valorize os recursos locais e que saiba responder com eficácia às necessidades reais da população.
Assumo o compromisso de liderar com ética, escutando todas as vozes e promovendo políticas inclusivas que beneficiem não apenas o presente, mas também as próximas gerações.
O CHEGA vai ser a voz de todos os lagoenses e habitantes do concelho.
A Lagoa não pode continuar a viver de remendos sociais, não pode continuar invisível no turismo, não pode continuar sem identidade cultural própria, não pode ser apenas um dormitório.
Com o CHEGA estamos comprometidos em trabalhar diariamente, lado a lado com as pessoas, sem esquecer nenhuma freguesia, tudo por um concelho mais justo, mais seguro e com oportunidades para todos.
Só o CHEGA tem a coragem de enfrentar os interesses instalados e devolver a Lagoa aos Lagoenses.
Quero fazer da Lagoa um concelho de orgulho, segurança e oportunidades e para isso apresento-me com um programa sério que tem como principal prioridade resolver o problema da falta de habitação no concelho. A Lagoa precisa de mais habitações, em especial para a classe média e para os casais jovens. Os lagoenses merecem viver com dignidade e terem casas que possam pagar.
Precisamos ainda de mais e melhor saúde, levando a cabo políticas camarárias que beneficiem os nossos doentes, os nossos idosos e as nossas crianças.
Não podemos esquecer a educação, a juventude e a cultura. A Lagoa precisa ser um concelho onde os jovens tenham vontade de ficar. Precisamos de políticas de educação, juventude e cultura que incentivem a fixação de jovens no concelho e os tornem mais activos nas suas freguesias.
No turismo, é preciso colocar a Lagoa no mapa e aproveitar todo o potencial do concelho, não podendo a Lagoa ficar reduzida a uma “passagem” entre Ponta Delgada e Vila Franca do Campo.
Temos uma equipa com vontade de trabalhar pelo concelho e por todos os munícipes, apresentando-se a estas eleições autárquicas com coragem e com verdade e com o objectivo de devolver vida, orgulho e um melhor futuro ao concelho de Lagoa.
Está na hora de mais acção, de transparência e de resultados concretos.
O CHEGA quer um concelho de Lagoa mais vivo, seguro, com oportunidades para os jovens, dignidade para os idosos e prosperidade para todos. O nosso projecto coloca o cidadão no centro, defende as nossas tradições e garante que cada euro dos nossos impostos é investido onde realmente faz falta.
A hora é esta. Se queremos um novo rumo, é tempo de mudar. É tempo de dizer CHEGA!
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O Diário da Lagoa convidou os candidatos à presidência da Câmara Municipal de Lagoa a expressarem as suas ideias aos leitores. Olivéria Santos é a candidata pelo CHEGA.

Acácio Vicente
Candidato pela CDU a Presidente da Câmara Municipal de Lagoa
Autárquicas 2025
A Lagoa é uma cidade jovem, cheia de potencial, mas enfrenta desafios que não podem esperar. Entre todos, o acesso à habitação é o mais urgente. Muitos trabalhadores, famílias e jovens veem o sonho de uma casa própria tornar-se impossível. Rendas que aumentam sem controle, casas cada vez mais caras e salários que não acompanham os custos estão a empurrar pessoas para situações precárias ou a fazê-las voltar à casa dos pais. Isto não é apenas uma questão social: é um obstáculo ao desenvolvimento do concelho e à fixação de profissionais essenciais na saúde, na educação e na segurança.
A solução é clara: mais habitação pública, cooperativa e social, com rendas acessíveis, reabilitação de imóveis e oportunidades para pequenos construtores. É fundamental que os jovens possam encontrar uma habitação digna sem sacrificar o seu futuro, que as famílias tenham condições para crescer e que profissionais qualificados se sintam motivados a permanecer e investir no concelho. Só assim conseguiremos garantir que a juventude e os trabalhadores possam viver e crescer na Lagoa, contribuindo para a vitalidade e inovação da cidade.
Mas não basta falar de casas. Uma cidade moderna precisa de infraestruturas e serviços de qualidade. É urgente investir em saneamento básico e ETARs completas em todo o concelho, protegendo o nosso oceano e garantindo a segurança ambiental que todos merecemos. Centros de saúde bem equipados, creches suficientes e lares públicos acessíveis são essenciais para garantir uma vida digna e saudável. As escolas devem ser inclusivas, gratuitas, de qualidade e preparadas para o desenvolvimento integral das crianças e dos jovens, assegurando que todos tenham oportunidades iguais de aprendizagem e crescimento.
A mobilidade também é determinante. Transportes públicos eficientes e baratos conectando todas as freguesias, com ligações diretas a aeroportos, hospitais, universidades e escolas profissionais, não são um luxo: são uma necessidade para integrar o concelho, facilitar o acesso a serviços e reduzir desigualdades. Uma Lagoa que se move de forma inteligente e sustentável é uma Lagoa que cresce economicamente e socialmente.
A Lagoa precisa ainda de uma intervenção social forte, capaz de apoiar quem enfrenta dependências e comportamentos de risco, com políticas coordenadas entre saúde, educação e solidariedade social. O investimento em cultura, desporto e lazer fortalece a identidade local, promove bem-estar e cria oportunidades para jovens e famílias. Projetos estratégicos, como a criação do Mercado Municipal, a requalificação da frente marítima e a expansão do Clube Naval, são exemplos de como desenvolvimento económico e qualidade de vida podem caminhar juntos.
Não podemos ignorar a importância de criar emprego estável e com direitos, apoiar o comércio local, o turismo e as pequenas empresas, garantindo que o crescimento do concelho beneficie todos os cidadãos e não apenas interesses especulativos. A Lagoa tem potencial para ser um polo de inovação e empreendedorismo, mas isso exige coragem política e decisão firme.
O que está em jogo não é apenas política: é o futuro da cidade e das pessoas que aqui vivem. A escolha é entre continuar como estamos – com rendas altas, serviços insuficientes e oportunidades limitadas – ou apostar numa mudança que valorize a vida da população. A Lagoa pode ser um lugar moderno, inclusivo e sustentável, mas isso exige ação decidida e compromisso com o bem-estar das pessoas, colocando sempre a população no centro das decisões.
É hora de transformar compromissos em ações concretas, de garantir habitação digna, serviços públicos de qualidade, oportunidades reais para jovens e famílias, e políticas que protejam o nosso património natural e cultural. A mudança começa agora, nas decisões que tomamos e no voto que damos.
Por isso, se quer uma Lagoa viva, solidária e próspera, vote CDU e permita que a nossa ação e compromisso façam a diferença na vida de todos os lagoenses.
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O Diário da Lagoa convidou os candidatos à presidência da Câmara Municipal de Lagoa a expressarem as suas ideias aos leitores. Acácio Vicente é o candidato pela CDU.

A Coligação Democrática Unitária (CDU) apresentou publicamente Acácio Vicente como candidato à Câmara Municipal da Lagoa, na ilha de São Miguel, num evento realizado, esta segunda-feira, 22 de setembro, no Porto dos Carneiros, na freguesia de Nossa Senhora do Rosário. O candidato, natural de Lisboa mas residente na Lagoa há três anos, assume a liderança com um “espírito humanista, democrático e progressista”.
A candidatura à Assembleia Municipal é encabeçada por Maria Antonietta Fabi. Nascida em Roma, Itália, onde trabalhou durante 22 anos numa agência de publicidade, é atualmente sócia de uma empresa de design industrial. Em 2016, motivada por um ambiente de vida mais natural, mudou-se para os Açores com a família, fixando-se na Lagoa. Maria Antonietta Fabi está envolvida com causas ecológicas e de bem-estar animal, mantendo relações com a comunidade local e estrangeira.
Na tarde de segunda-feira, Acácio Vicente, no seu discurso, sublinhou que a CDU concorre com o objetivo de “fazer a diferença na vida das pessoas”, focando-se na resolução do problema da habitação. O candidato classificou a habitação como um direito fundamental, criticando as políticas que a transformaram numa “mercadoria ao dispor da especulação”, com “sucessivos aumentos de renda” e a proliferação de “rendas especulativas”. Defendeu que a falta de habitação a custos controlados é um fator que impede a fixação da juventude e de profissionais de serviços essenciais, como os da saúde, educação e segurança.
O programa eleitoral da CDU propõe “alargar significativamente a oferta pública de habitação”, apoiando o movimento cooperativo e o setor social para a construção de um parque habitacional de qualidade. O candidato criticou a atual Câmara, considerando-a “muito pouco ambiciosa na alocação de verbas do PRR” para este fim.
Além da habitação, a candidatura da CDU apresenta outras propostas para a Lagoa, destacando a necessidade de obras de saneamento básico, com a construção faseada de ETARs com tratamento completo, de forma a “proteger de forma definitiva e segura o nosso Oceano”.
O programa inclui também a melhoria de equipamentos sociais, com a criação de creches e lares públicos, a requalificação de todas as escolas do concelho, a criação de um Mercado Municipal de Lagoa e de um Posto Permanente dos Bombeiros. No âmbito da mobilidade, a coligação defende a implementação de transportes públicos “baratos e eficientes” que liguem todo o concelho, com rotas diretas para o aeroporto, o Hospital Divino Espírito Santo e escolas profissionais.
Para os jovens, propõe-se a criação de mais vagas em ATL e o acesso gratuito às Piscinas Municipais para todos os estudantes da Lagoa. A CDU defende que é dever da autarquia “assumir uma posição clara” e “fazer valer o seu peso na tomada de decisões públicas”, mesmo em oposição ao Governo regional dos Açores.
As eleições autárquicas estão agendadas para o próximo dia 12 de outubro.

Acácio Vicente candidata-se pela CDU à Câmara Municipal de Lagoa, na ilha de São Miguel. É reformado, natural de Lisboa mas reside na freguesia de Nossa Senhora do Rosário, na Lagoa, há três anos, sendo com “espírito humanista, democrático e progressista” que assume ser o cabeça de lista pelo partido à câmara da Lagoa.
A candidatura da CDU pretende disponibilizar mais habitação para quem vive no concelho alargando “significativamente a oferta pública de habitação”.
No programa liderado por Acácio Vicente, candidato à presidência da autarquia, e Maria Antonietta Fabi, candidata à Assembleia Municipal da Lagoa, pode ler-se que pretendem “apoiar o movimento cooperativo e o sector social, para a construção de um parque habitacional de qualidade, a custos controlados, destinado ao regime de renda apoiada ou condicionada e à recuperação e reabilitação ou acabamento de habitações”.
Para além disso, a CDU pretende a criação de um Posto Permanente dos Bombeiros e de um mercado municipal. É intenção da candidatura o reforço das respostas sociais para crianças e idosos, com a criação de creches e lares públicos, a requalificação da zona norte da Baía de Santa Cruz e de toda a frente marítima da cidade, a requalificação da antiga Fábrica do Álcool e zona contígua ao Porto dos Carneiros e a requalificação de todas as escolas do concelho. A CDU quer criar mais vagas de ATL com colónias de férias e garantir o acesso gratuito às piscinas municipais para todos os estudantes da Lagoa. É intenção da CDU, entre outras medidas, avançar também com obras de saneamento básico, de forma faseada, com a construção de ETAR´s com tratamento completo em todo o concelho.
No seu programa, a CDU defende que deve “ser dever de uma autarquia preocupada com o bem-estar das populações basear a sua prática nestes pressupostos, assumindo uma posição clara perante estas questões, e fazendo valer o seu peso na tomada de decisões públicas, mesmo e sobretudo naqueles casos em que o Governo Regional a isto se oponha”.
As eleições para os órgãos autárquicos acontecem no próximo dia 12 de outubro.

Orlando Guerreiro é o candidato do Bloco de Esquerda (BE) à Câmara Municipal da Lagoa e Luís Borges será o primeiro candidato à Assembleia Municipal.
Em nota de imprensa, o BE refere que o combate às desigualdades, a atuação urgente sobre a crise na habitação, os transportes e educação são as prioridades que a candidatura defende.
Orlando Guerreiro considera que o concelho da Lagoa tem futuro se tiver políticas que resolvam os grandes obstáculos que as e os Lagoenses sentem no dia a dia. Defende, por isso, uma atuação urgente sobre a crise na habitação, através da mobilização de edifícios públicos devolutos ou sem utilização para habitação a custos controlados, assim como a definição de metas municipais para o aumento da habitação pública. Para além disso, defende a construção pública de novos alojamentos destinados ao arrendamento social e para classes médias, integrados na malha urbana e a criação de regulamentação local para o alojamento turístico temporário.
A candidatura pretende também mais e melhores transportes, através da criação de uma rede de transportes coletivos públicos urbanos gratuitos municipais, recorrendo a mini-autocarros elétricos e a introdução da modalidade de “transporte a pedido” como forma de satisfação de necessidades nas freguesias mais distantes do centro. A criação de ciclovias na rede viária municipal é outra das propostas.
Como forma de valorizar os produtos e economia locais, Orlando Guerreiro defende a criação de um mercado municipal para comercialização dos produtos locais, que estimule e apoie a produção local e a prática da agricultura biológica.
A candidatura do Bloco à Câmara Municipal da Lagoa pretende criar um programa de combate ao abandono escolar precoce, fomentando o prosseguimento de estudos superiores e técnicos, assim como quer garantir atividades extracurriculares — culturais e desportivas — a todos os jovens do concelho. Para além disso, considera essencial criar e dinamizar ATLs e creches municipais que abranjam as crianças desde o pré-escolar ao 2º Ciclo.
Orlando Guerreiro tem 48 anos, é professor e reside no concelho da Lagoa.

André Silveira
A noite eleitoral das Legislativas de domingo trouxe algumas poucas confirmações e uma enorme surpresa: a dimensão do crescimento do Chega, que se tornou a segunda força política nacional, com resultados impressionantes nos Açores, contrariando todas as previsões e sondagens. Olhando para os dados históricos, antecipava-se já que o partido poderia alcançar um resultado em alta, mas nem os mais entusiastas, nem os mais pessimistas, previam que atingisse esta expressão, em particular nos Açores após o triste escândalo que envolve o deputado eleito em 2024 e artigos de viagem. Mais desconcertante ainda foi perceber que, ao contrário do que se dizia, este crescimento não se fez à custa da abstenção, que, aliás, aumentou, mas sim de votos captados diretamente aos partidos tradicionais. PS e PSD perderam terreno, influência e ligação à realidade social e política, e o mapa eleitoral tingido de azul escuro deixa avisos sérios a quem os quiser ler.
Começando pelo PS. Os resultados de ontem são uma catástrofe política, daquelas que não podem passar sem consequências, nem cujas feridas não deixarão profundas cicatrizes. O partido, que há muito se tornou refém das suas próprias estruturas e interesses internos, paga agora o preço de anos de arrogância, de escândalos sucessivos e de uma governação distante da realidade das pessoas. Não basta mudar de líder ou fazer um congresso. O PS precisa de uma verdadeira renovação e refundação se quiser voltar a ser relevante. Cá e lá. Sendo que o risco da irrelevância é real.
O PSD, apesar de ter eleito mais um deputado devido às idiossincrasias do método de Hondt, vive uma situação embaraçosa. Perde votos em toda a linha, perde em freguesias que historicamente controlava e, mais grave, fica atrás do Chega em dois concelhos Açorianos. Em São Miguel, o cenário é particularmente preocupante. Apesar de estes serem resultados de umas legislativas nacionais, e de não se deverem tirar conclusões diretas para o panorama regional ou autárquico, há sinais que não podem ser ignorados. O mapa de São Miguel pintado de azul escuro é um aviso claro de que os partidos ditos tradicionais estão a caminho da irrelevância se não se souberem renovar e, sobretudo, se não começarem a falar a sério para os jovens.
Em São Miguel em particular, a implantação do Chega é surpreendente, não apenas pela expressão que atinge, mas pela forma metódica e persistente como foi construída. Feita através de políticas de base pura e dura, rua a rua, freguesia a freguesia, com candidatos e estruturas locais a assegurarem o trabalho de proximidade que PS e PSD abandonaram há anos. O PS, preso a uma estrutura em ruínas no pós-24 anos de poder absoluto, sem militância ativa e desmobilizado. O PSD, refém de lideranças incompetentes e incapaz de perceber o valor da política de proximidade. Onde uns desapareceram, outros ocuparam o espaço. O resultado está à vista.
Basta ouvir as reações no dia das eleições para perceber que persistirão em negar a realidade, agarrados a uma narrativa de negação que culpa fatores externos pelo desastre eleitoral, ignorando responsabilidades próprias. Reduzir este crescimento do Chega a um mero fenómeno de protesto, ou sugerir que os eleitores não sabem em quem votam, é não apenas um insulto à inteligência coletiva, mas também uma expressão de arrogância política que só contribuirá para aprofundar o fosso entre eleitos e eleitores.
Uma nota positiva para a Iniciativa Liberal, que cresce e consolida a sua posição como quarta força política. É verdade que continua a ser um partido muito urbano e concentrado em algumas ilhas, mas o crescimento consistente mostra que há espaço para um discurso alternativo, liberal nos costumes e na economia. Falha, no entanto, em apresentar um projeto verdadeiramente regional e em dialogar com o eleitorado fora das cidades principais.
Estas eleições deixam um aviso claro: quem não se renovar, quem continuar a ignorar o descontentamento popular, quem persistir nos velhos vícios da política insular, arrisca-se a tornar-se irrelevante. Os partidos tradicionais ainda vão a tempo, mas a janela está a fechar-se rapidamente. Nos Açores, onde o descontentamento é cada vez mais visível, ignorar este sinal seria um erro de consequências históricas.

Alexandra Manes
Decorrem os últimos dias de uma campanha eleitoral que deveria estar ao rubro. Desde os dias inglórios da Primeira República que já não se sentia um clima de instabilidade política tão aceso. Ou pelo menos alguns querem vender-nos essa narrativa. Todavia, o que é mais certo é que nem sequer parece que estamos propriamente em campanha. Na televisão passam os debates e os comícios, com as entrevistas repetidas e remastigadas até à exaustão. Nas ruas, ouvimos as músicas em repetição, saídas de carrinhas travestidas em molduras para as caras das senhoras e, na esmagadora maioria, dos senhores candidatos. Deveria ser coisa para nos empolgar. Para nos obrigar a refletir. Para nos orientar pensamento.
Mas não é, pois não? Quantas e quantos de nós sentem verdadeiramente a véspera das eleições? Quantas pessoas deram a devida importância a esta campanha? Já leram o programa dos partidos? Sabem alguma medida concreta?
Nos Açores, salvo raras exceções, a campanha eleitoral resume-se, como quase sempre, às visitas/reuniões com direito a espaço televisivo e às redes sociais, algo que para alguns era inconcebível, até perceberem que estas são uma ferramenta que, devidamente utilizada, consegue uma abrangência enorme. Aqui pelas nossas ilhas já restam muito poucas iniciativas para um político que se queira destacar e inovar. E neste caso, nem é preciso propriamente um destaque. Os candidatos são, na generalidade, os mesmos. As mulheres parece que continuam escassas no Atlântico. É quase como se fôssemos uma terra de conservadores e machistas com elevados índices de violência doméstica e repressão social.
A AD transformou esta campanha, num cenário de vitimização diluída em mentira, em que a eleição se resume a uma espécie de final do festival da canção, onde estamos a torcer pelo mais bem vestido ou pela miss simpatia. É lamentável assistir ao declínio do pensamento livre e da massa crítica. Fomos empurrados até esta miséria de ato eleitoral, na qual muitas pessoas estão literalmente na dúvida entre a espada e a parede.
Pelo caminho, o país voltou a estar parado. Os governantes utilizam este tempo para desculparem a sua incompetência. Mesmo nas regiões autónomas, são muitas as vozes que correm nos bastidores a desculparem-se com a velha máxima portuguesa: “isso só lá para depois das eleições, e mesmo assim não sei, porque depois mete-se o verão e sabem como é…”
Sabem, não é? O velho truque do apagão e do deslumbramento. Os populistas sedentos de tomar o palácio. E os palacianos inquietos e desinsofridos, prontos para lhes entregar as chaves. Pelo caminho, perdem-se as causas legítimas e as lutas necessárias. O 25 de abril passa para maio e o Zeca Afonso canta sobre os sonhos do menino da província que só queria uma empresa para dar aos filhos. Não se fala na pobreza galopante. Não se recordam os números assustadores na educação e na saúde. Escudam-se os engravatados na imigração e na deportação, tomando o exemplo do Rei-Sol do outro lado do oceano.
Também aqui falhamos totalmente nestes assuntos. Compromissos com a república que podiam estar a ser resolvidos ficaram para trás. Falou-se de casos e casinhos, mas faltou perceber a razão pela qual os Srs. Deputados da AD, eleitos pelo círculo eleitoral dos Açores, permitiram a imposição de um teto máximo de 600 euros, para a aquisição de uma viagem para o restante território nacional, por exemplo. Mas, agora, é que vai ser. Agora é que Paulo Moniz e Francisco Pimentel pretendem reverter essa situação vergonhosa, imposta pelo seu governo. Até à campanha eleitoral, a coesão territorial era algo supérfluo. Tiveram sorte com a queda do Governo, facilitada por eles próprios. Agora, podem bradar aos céus o seu descontentamento com tal.
O texto desta semana não é mais do que um desabafo, de quem passou pelo mundo da política, de quem lutou por uma realidade de proximidade, e vai agora, como sempre, ao boletim eleitoral, encarando-o como um direito e um dever cívico. Votei antecipadamente. Votei certa e em consciência da necessidade de Portugal mudar de rumo. Votei à Esquerda, acreditando que o Futuro é Já. Um voto consciente de que quem executa os projetos são as pessoas e que esses projetos não podem ser uma série de discursos que não se adequam às práticas, conforme dá jeito às lideranças políticas.
Por tudo o que possam identificar de errado na política, é fundamental votar. Hoje, mais do que nunca. Mas, também, seria fundamental exigir mais da nossa classe política. Obrigar a retomar procedimentos e a centrar ideias e temáticas, para que o outro senhor, com o seu coelho e a sua trupe de malfeitores, não chegue lá.
A política necessita de ser empática, com uma aproximação diária às pessoas e às suas necessidades. Que mais nenhuma mulher ou homem pensionista tenha de ouvir, por parte de um primeiro-ministro, em campanha, que a culpa das baixas pensões é resultado da sua carreira contributiva.