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Emigração em Montreal celebra 60 anos de devoção ao Senhor Santo Cristo com a presença do Governo regional

O secretário regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, Paulo Estêvão, acompanhado pelo diretor regional das Comunidades, José Andrade, participou nas comemorações do Jubileu de Diamante das festividades no Canadá, destacando a importância da diáspora na preservação da identidade açoriana

© SRAPC

O Governo dos Açores reiterou o seu compromisso estratégico em consolidar os laços de proximidade e valorização com as comunidades da diáspora. Em visita oficial a Montreal, no Canadá, o secretário regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, Paulo Estêvão, destacou o papel fundamental dos emigrantes na preservação da identidade cultural junto das novas gerações.

De acordo com uma nota de imprensa enviada pelo executivo açoriano, a deslocação oficial enquadra-se nas comemorações do Jubileu de Diamante (60 anos) das Festas em honra do Senhor Santo Cristo dos Milagres em Montreal, uma das mais relevantes expressões religiosas e culturais da comunidade açoriana radicada na província do Quebeque, cuja primeira manifestação remonta a 15 de maio de 1966. Centradas na Missão Santa Cruz e organizadas pela Associação “Saudades da Terra Quebequente”, estas celebrações assumem-se há seis décadas como um pilar essencial na manutenção da fé e das tradições insulares em território canadiano.

Durante a sua intervenção, o governante agradeceu o acolhimento na Casa dos Açores do Quebeque — instituição fundada em 1978 e vital na congregação da comunidade na sociedade de matriz francófona — enaltecendo “a dedicação, a qualidade e o espírito de missão” que caracterizam o seu trabalho. Paulo Estêvão lembrou que este percurso coincide com a celebração dos 50 anos de Autonomia dos Açores e com a preparação das comemorações dos 600 anos da descoberta do arquipélago, momentos que contarão com iniciativas na região, no continente e junto da diáspora.

Evocando também o valor das Festas do Espírito Santo, o secretário regional sublinhou que “o sentimento de pertença açoriana permanece vivo mesmo após várias gerações fora da região”, concluindo que “cabe-nos continuar a criar pontes, fortalecer os laços comunitários e envolver os mais jovens nas nossas tradições, associações e Casas dos Açores”.

Atualmente, existem 20 Casas dos Açores espalhadas pelo mundo, apoiadas por uma vasta rede de associações e órgãos de comunicação social que mantêm viva a ligação à terra de origem.

Açores promoveram conversa com Diniz Borges, escritor da diáspora

Iniciativa integrada no ciclo ‘Escritores da Diáspora’ explorou a experiência da emigração e a preservação da identidade açoriana nos Estados Unidos

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A Biblioteca Pública e Arquivo Regional Luís da Silva Ribeiro, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, promoveu, no passado dia 3 de março, uma conversa com o escritor açoriano Diniz Borges, integrada no ciclo “Escritores da Diáspora”.

O encontro decorreu no auditório da instituição e reuniu participantes interessados em refletir sobre a experiência da emigração e o papel cultural das comunidades açorianas no estrangeiro.

Natural da Praia da Vitória, na ilha Terceira, Diniz Borges reside nos Estados Unidos desde os 10 anos. Ao longo da sua carreira, dedicou-se à docência da Língua e da Cultura Portuguesas junto de alunos do ensino secundário, desenvolvendo também diversos projetos pedagógicos destinados a valorizar a presença e os valores das comunidades açorianas na sociedade americana.

Durante a conversa, o autor abordou temas presentes na sua produção literária e ensaística, nomeadamente a experiência da emigração, a diversidade cultural dos Estados Unidos e a herança cultural açoriana preservada pelas comunidades emigrantes.

A sessão permitiu ainda refletir sobre o papel da diáspora na preservação da identidade cultural açoriana e no reforço das ligações entre as ilhas e as comunidades espalhadas pelo mundo.

Para além da sua atividade académica e literária, Diniz Borges tem também colaborado regularmente com a imprensa local e comunitária, contribuindo para ampliar o diálogo entre as comunidades da diáspora e os Açores.

A iniciativa integrou a programação cultural da Biblioteca Pública e Arquivo Regional Luís da Silva Ribeiro, que assinala 70 anos de atividade, promovendo eventos dedicados à literatura, à história e à reflexão sobre a identidade cultural açoriana e a presença das comunidades no exterior.

A emigração levou famílias inteiras d´Água de Pau

Roberto Medeiros

Na década de 1960, Água de Pau viveu uma ferida aberta — uma perda lenta, mas profunda, que marcou para sempre a história da vila. Famílias inteiras partiram em direção ao desconhecido. Eram mais de mil pessoas. Só da rua dos Ferreiros — a antiga artéria de pedra gasta pelas gerações — saíram mais de 300. A velha pedreira, antes cheia de vozes e vidas, ficou em silêncio. Casa sim, casa não, ficou vazia. As janelas cerraram-se, os cortinados deixaram de esvoaçar com o vento do Sul, e os passos nas calçadas tornaram-se mais raros.

Os que saíram procuravam mais do que uma nova vida: procuravam futuro para os filhos. Deixaram para trás os campos férteis do Valongo, da Amoreirinha, da Terra-de-Reis e da Caloura — terras que, durante séculos, sustentaram a vila. Braços que regavam, cavavam, ceifavam e colhiam, partiram. E com eles, partiu também o coração da comunidade.

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Era a necessidade que os empurrava. A escassez de trabalho, os salários miseráveis, e a certeza de que, ficando, os filhos teriam um destino igual ou pior. Partiam com fé no peito e saudade nos olhos. Deixavam pais e mães, irmãos, vizinhos, as festas de Nossa Senhora dos Anjos e do Espírito Santo e o toque do sino da igreja matriz que ecoava pela vila toda até às terras da Eira na Amoreirinha.

Curiosamente, a emigração não foi aleatória. Os da rua dos Ferreiros criaram raízes em New Bedford, nos EUA, e em Montreal, no Canadá. Como se quisessem reconstruir, tijolo a tijolo, a sua rua noutro lugar do mundo. Já os das ruas da Arrochela, da Travessa da Natividade e do Valverde de Cima, encontraram em Bristol, Rhode Island, um novo lar. Levavam a fé consigo — e isso vê-se nas festas religiosas organizadas pela diáspora, onde trajes tradicionais, danças, folclore e imagens santas ainda hoje são reverenciados como se estivessem na própria vila.

Na fotografia acima, uma família posa em trajes de romaria e devoção. As crianças sorriem, mas os olhos dos adultos trazem o peso da memória. A mulher mais velha segura uma imagem sagrada — talvez de Nossa Senhora dos Anjos ou do Senhor Santo Cristo dos Milagres. É o retrato vivo da ponte entre a terra que se deixou e a fé que se levou. A emigração não foi apenas um movimento de pessoas — foi uma travessia cultural, emocional e espiritual.

Água de Pau perdeu muito com a emigração. Perdeu braços que lavravam a terra e rostos que davam vida às festas e às ruas. Mas ganhou também uma diáspora orgulhosa, que nunca se esqueceu de onde veio. Que transmitiu aos filhos o sotaque dos Açores, as receitas da avó, o respeito pelo trabalho e a fé enraizada. Que fez questão de continuar a celebrar os impérios, as filarmónicas, os cortejos e a língua — mesmo do outro lado do oceano.

Hoje, os filhos desses emigrantes já são americanos ou canadianos de nascimento. Mas dentro deles vive Água de Pau. Vive nos nomes que ainda sabem pronunciar, nas músicas que ainda sabem cantar, nos sonhos dos pais e dos avós que um dia cruzaram o Atlântico para que eles pudessem ter mais do que aquilo que a terra lhes permitia.
Foi a coragem de partir que garantiu a continuidade da memória.

Quando o coração sabe o caminho de regresso

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Há histórias que resistem ao tempo. E há regressos que não precisam de mapa, porque o coração conhece cada beco, cada ribeira, cada pedra onde se brincou em criança. Assim foi o regresso de Victor e João Porto à sua terra natal — Água de Pau, vila ainda de alma rural, de caminhos terrosos e memórias que permanecem intactas, mesmo passados 49 anos de ausência.

Foi no Beco do Saco, junto à rua do Cura, que estes dois irmãos nasceram. Em 1966, partiram com os pais e a irmã rumo à América, como tantos outros açorianos da sua geração. Victor tinha 10 anos. João, apenas 8. A infância ficou-lhes gravada na memória, como uma fotografia antiga guardada numa gaveta da alma.

Durante quase meio século, nunca mais regressaram aos Açores. Até que, em outubro de 2014, integrados numa comitiva de emigrantes de Dartmouth, a ilha chamou por eles — e eles responderam com um regresso carregado de emoção.

Ao entrarem em Água de Pau, mal passaram pela Praça da República (ou como se diz por brincadeira, “a nossa Times Square”), pediram logo para virar depressa na rua da Carreira. Queriam ver a casa onde nasceram, tocar nas paredes que guardaram os primeiros anos da sua vida. Levei-os até lá — mesmo em contramão — e vi-os emocionarem-se ao tocar nas pedras da velha casa.

Foi um reencontro com o tempo e com a verdade das raízes.

Depois, caminhámos juntos pelas ruas que a memória não deixou apagar. No Largo de Santiago, agora sem a ribeira aberta nem lavadeiras, evocaram as festas de 15 de agosto, os bailaricos e os piqueniques, os dias de melancia e risos. Perguntaram-me pelo velho “Crockett”, lembraram-se dos marrecos na água e das brincadeiras com os amigos de infância.

Fomos ao Pico do Monte Santo, onde se vê toda a vila de uma vez só. E ali ficaram por instantes, em silêncio, a contemplar aquilo que nunca verdadeiramente deixaram: a sua terra.

Na Caloura, o João lembrou-se de, em pequeno, ter ido de barco com o pai até ao Ilhéu da Vila, durante a festa da Senhora das Dores. Memórias que voltaram à tona como se tivessem sido vividas ontem.

Ao cruzarem-se com algumas pessoas mais idosas, o espanto e o reconhecimento foram mútuos: todos se lembravam dos pais. E esse pequeno gesto de memória partilhada, esse fio que liga gerações, deu-lhes uma alegria difícil de descrever.

“Parece que nunca saímos daqui”, disseram-me. E eu percebi: realmente, nunca saíram.

A tarde foi passando e, com ela, o sentimento claro de que esta visita não seria a última. “Temos de voltar com a família toda. Eles precisam de conhecer isto, de sentir isto.”

E antes de regressarem à comitiva, visitámos ainda uma plantação de ananases e o Convento do Senhor Santo Cristo, símbolos maiores da ilha que continua a fazer ponte entre o passado e o presente.

Despedi-me deles com um abraço, sabendo que levavam Água de Pau no peito como bandeira. Vão regressar à América, sim, mas transformados em verdadeiros embaixadores da terra que os viu nascer.

Porque há lugares que nunca se esquecem.

Porque há raízes que, mesmo à distância, continuam a crescer.

E porque, como bem disseram no final do dia, entre sorrisos cheios de saudade:

“Água de Pau desbanca!”

Museu da Emigração Açoriana comemora 20 anos de atividade

© CM RIBEIRA GRANDE

O programa comemorativo do 20.º aniversário do Museu da Emigração Açoriana teve início no passado dia 9 de setembro, com inauguração da exposição comemorativa “20 anos de Museu de Emigração Açoriana”. Sob o tema “20 anos de emoções guardadas” o Museu da Emigração Açoriana celebra, até 30 de setembro, 20 anos de atividade com um programa variado.

De acordo com nota de imprensa enviada pela Câmara Municipal da Ribeira Grande, o momento da inauguração contou com a apresentação, no concelho, do livro de Pedro Almeida Maia, “Condenação – A história de um gangster açoriano na América”. No arranque das comemorações, houve também espaço para uma palestra por Onésimo Teotónio d’Almeida sobre “Museus, Memória – Memórias e Esquecimentos”, para o testemunho dos presidentes de Câmara cujos mandatos se realizaram desde a fundação do Museu, e ainda para a atuação, em jeito de concerto comemorativo, do artista luso-açoriano Frank Rod Jr.

As restantes atividades desenrolam-se durante o mês de setembro, nos dias 23 e 30 de setembro. Para o primeiro destes dois dias, está reservado mais uma apresentação de um livro relacionado com a temática “Monumentos ao Emigrante” de Daniel Bastos e Luís Carvalhido, que irá contar com apresentação de Onésimo d’Almeida. Inaugurar-se-á, igualmente, a exposição fotográfica “Monumentos ao Emigrante” e ainda poderá ser assistido o concerto comemorativo de Clayton e Cátia. No dia 30 de setembro, será apresentada a obra de Eduardo Medeiros, “175 anos de Portuguesas nas Bermudas”, inaugurando-se também a exposição “Açores-Bermudas” e o concerto de João Moniz.

A autarquia ribeiragrandense, salienta ainda que todos os sábados serão palco, entre as 10h e as 17h, de animação infantil e familiar com a iniciativa “Pequenos viajantes”.

Fundado a 9 de setembro de 2005, o Museu da Emigração Açoriana tem desempenhado o papel da memória e da história das gentes e dos fluxos migratórios açorianos que se iniciaram no séc. XVIII e que tiveram enorme expressão a partir de meados do séc. XX. Do vasto espólio, constam peças que simbolizam e retratam a busca de novas oportunidades em novas terras.

Brasil: Emigração portuguesa para o país nos “mínimos desde a pandemia”

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A emigração de cidadãos portugueses para o Brasil registou em 2024 o valor mais baixo desde o período crítico da pandemia da covid-19. Segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública brasileiro, divulgados pelo Observatório da Emigração de Portugal, entraram no país 476 portugueses, o que representa apenas 1,3% do total de 37.302 entradas de estrangeiros registadas ao longo do ano.

A queda face a 2023 foi de 13%, acentuando a tendência de retração que já se vinha a verificar nesse ano, a diminuição tinha sido de 2,7%. Em contraste, em 2013, foram registadas 2.904 entradas de portugueses no Brasil, representando então 4,7% do total de migrantes. Desde então, a presença portuguesa perdeu peso relativo, atingindo agora valores “historicamente baixos”.

De acordo com dados do Observatório da Emigração portuguesa, os fluxos migratórios entre Portugal e Brasil mudaram substancialmente na última década. Entre os principais fatores estão a melhoria das condições económicas em Portugal, a crescente atratividade de outros destinos europeus para emigrantes qualificados, e as dificuldades económicas e administrativas encontradas por estrangeiros para se estabelecerem no Brasil.

Apesar do recuo nos números, a presença lusa no Brasil continua significativa em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, onde comunidades históricas mantêm viva a ligação cultural e empresarial entre os dois países. Muitos dos portugueses residentes no Brasil atualmente são empresários, profissionais liberais ou reformados.

Os dados analisados indicam ainda uma alteração no perfil dos emigrantes: a maioria tem mais de 40 anos, revelando o envelhecimento da comunidade e a escassez de novos fluxos migratórios de jovens portugueses para o Brasil. Iniciativas como o Estatuto de Igualdade de Direitos e Deveres, que facilita a integração de portugueses em território brasileiro, continuam em vigor, mas não têm sido suficientes para reverter o decréscimo de entradas.

Especialistas apontam ainda que a recente diversificação de destinos da diáspora portuguesa, incluindo países como o Canadá, Estados Unidos, Reino Unido e Angola, mostram uma reconfiguração das preferências migratórias, com o Brasil a perder protagonismo neste contexto.

Atualmente, não existem dados atualizados sobre o número de portugueses a viverem no Brasil. O último censo foi realizado em 2010 e indicou que residiam no país cerca de 138 mil pessoas nascidas em Portugal.

José Manuel Bolieiro reforça colaboração com senadores americanos para apoiar emigrantes açorianos

© GRA/MM

O presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, recebeu na segunda-feira em audiência o senador estadual Michael Rodrigues, eleito pelo Estado de Massachusetts, acompanhado por uma delegação de senadores e deputados estaduais dos Estados Unidos da América.

A visita visou reforçar os laços com a comunidade açoriana, cuja influência nos EUA tem vindo a crescer nos últimos anos, segundo comunicado do governo regional.

José Manuel Bolieiro, citado na mesma nota, destacou a relevância da comunidade açoriana no continente americano, afirmando que “o prestígio da comunidade nos Estados Unidos é um reflexo do trabalho árduo e do empenho dos açorianos ao longo das décadas”.

O líder do executivo açoriano sublinhou também a importância de um acompanhamento próximo dos açorianos residentes nos EUA, em particular face às recentes políticas de imigração norte-americanas.

A principal questão abordada no encontro foi a preocupação com a possível deportação de emigrantes açorianos pela nova administração dos EUA, lê-se.

“Não estamos alarmados, mas estamos atentos e empenhados em acompanhar a situação. O Governo dos Açores fará tudo o que for possível para garantir o apoio necessário aos nossos emigrantes”, declarou.

O governante reafirmou ainda que “o trabalho articulado entre as autoridades açorianas e os responsáveis políticos dos EUA é fundamental para que se possa agir com eficácia nesta questão”, de acordo com a mesma nota.

Para além de Michael Rodrigues, estiveram presentes os senadores Mark Montigny (New Bedford), John Cronin (Fitchburg) e Patrick O’Connor (Weymouth), que também expressaram o seu compromisso em trabalhar em conjunto com o Governo dos Açores, refere ainda o comunicado.

“Este encontro representou uma oportunidade para reforçar a colaboração entre as autoridades açorianas e os representantes do Estado de Massachusetts, consolidando o apoio à comunidade açoriana e reforçando os laços entre os Açores e os Estados Unidos da América”, lê-se, por fim.

Paulo Estêvão visita comunidades açorianas da Costa Leste dos Estados Unidos

© GRA

O secretário regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, Paulo Estêvão, inicia, a 22 de agosto, uma visita oficial de cinco dias à Costa Leste dos Estados Unidos da América, para participar nas Grandes Festas do Divino Espírito Santo da Nova Inglaterra e reunir-se com entidades das comunidades açorianas dos Estados de Massachusetts e Rhode Island, anunciou o Governo regional.

A visita inicia-se com um encontro comunitário na Casa dos Açores da Nova Inglaterra, em Fall River, que deverá reunir dezenas de representantes das comunidades açorianas de Massachusetts e Rhode Island, no dia 22 de agosto, pelas 19h00 locais.

No dia seguinte, no âmbito das suas competências em matéria de comunicação social, o secretário regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades visita o canal de televisão Portuguese Channel, a estação de rádio WJFD e o jornal Portuguese Times, na cidade de New Bedford.

Pelas 19h00, participa na abertura oficial das Grandes Festas do Divino Espírito Santo da Nova Inglaterra e, uma hora depois, na inauguração das exposições de artesanato e de produtos regionais açorianos, no Kennedy Park, em Fall River.

No sábado, 24 de agosto, Paulo Estêvão participa no tradicional desfile etnográfico das Grandes Festas do Divino Espírito Santo de Nova Inglaterra, em Fall River, e encontra-se com o antigo presidente do Senado do Estado de Rhode Island, o emigrante micaelense John Correia, na cidade de East Providence, em Rhode Island.

Para o dia seguinte, está agendada a cerimónia de assinatura de um protocolo de cooperação entre o Governo dos Açores e a PALCUS – Portuguese American Leadership Council of the United States, organização fundada em 1991 com o propósito de “defender a uma só voz os interesses dos luso-americanos, maioritariamente açorianos, que se encontram radicados nos Estados Unidos da América”.

Este protocolo destina-se a regular o apoio da Secretaria Regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, através da Direção Regional das Comunidades, à PALCUS, em benefício da comunidade açoriana e dos seus descendentes nos Estados Unidos da América.

Ainda no domingo, o membro do executivo açoriano marca presença na Missa da Coroação das Grandes Festas, realizada na Igreja do Senhor Santo Cristo, em Fall River, presidida por D. Armando Esteves Domingues, Bispo de Angra. Pelas 14h00, tem lugar a Procissão da Coroação, pelas ruas da cidade de Fall River, também com a participação dos convidados especiais.

No último dia da deslocação, 26 de agosto, o secretário regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades volta a centrar a sua atenção nos órgãos de comunicação social, que servem as comunidades açorianas da Nova Inglaterra, com visitas à estação de rádio Voz do Emigrante e ao O Jornal – The Portuguese Journal, em Fall River e New Bedford.

Ao final do dia, Paulo Estêvão participa no tradicional banquete de encerramento das Grandes Festas do Divino Espírito Santo da Nova Inglaterra, fundadas em 1986 pelo emigrante micaelense Heitor de Sousa, que são consideradas a maior concentração popular da diáspora açoriana.

Durante toda a sua visita oficial, o secretário regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades será acompanhado pelo Diretor Regional das Comunidades, José Andrade.

Com esta primeira deslocação de Paulo Estêvão aos Estados Unidos da América, enquanto governante açoriano, o Governo dos Açores diz querer “valorizar e potenciar cada vez mais os laços sociais, culturais e económicos entre a região e as suas comunidades de emigrantes e açordescendentes”.

O presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, e o Vice-Presidente do Governo, Artur Lima, participaram em anteriores edições das Grandes Festas do Espírito Santo da Nova Inglaterra, este ano organizadas por uma comissão dirigida pelo emigrante terceirense Herberto Silva, como presidente, e pela emigrante micaelense Márcia Sousa da Ponte, como vice-presidente.

Nas Grandes Festas de este ano, participam três grupos que se deslocam da ilha de São Miguel, nomeadamente, a Filarmónica Lira Nossa Senhora da Estrela, da freguesia da Candelária, no concelho de Ponta Delgada, a Filarmónica Estrela do Oriente, da freguesia da Algarvia, no concelho de Nordeste e a Charanga da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Franca do Campo.