
A Associação Agrícola de São Miguel (AASM) vai assinalar, no próximo dia 27 de maio, o Dia Nacional da Agricultura com uma iniciativa de grande escala inteiramente dedicada às crianças. De acordo com a nota de imprensa enviada pela organização, o evento vai reunir mais de 3.000 alunos de diversas escolas da ilha de São Miguel, proporcionando-lhes uma experiência enriquecedora de aproximação ao mundo rural fora do contexto tradicional da sala de aula.
Esta ação é promovida em parceria com o Governo dos Açores e com a Confederação dos Agricultores de Portugal. O evento conta ainda com a colaboração de várias entidades públicas, privadas e cooperativas da região, unidas no propósito de sensibilizar os mais novos para a relevância estratégica do setor primário.
O principal objetivo da iniciativa é dar a conhecer às novas gerações a importância crucial que a atividade agrícola desempenha na economia regional dos Açores, bem como o seu papel determinante na sustentabilidade e na preservação do território e da paisagem açoriana. Ao longo de todo o dia, os milhares de alunos do ensino básico terão a oportunidade de participar em diversas atividades educativas, interativas e lúdicas, concebidas especificamente para a sua faixa etária, que incluem ainda o contacto direto com animais da quinta.
Com a organização deste dia festivo e pedagógico, a AASM refere em comunicado que reitera o seu compromisso na promoção e valorização da agricultura junto dos cidadãos do futuro. A associação sublinha ainda que este evento pretende não só quebrar barreiras entre o meio urbano e o meio rural, mas também incentivar uma maior proximidade e empatia entre a comunidade escolar e o quotidiano dos produtores agrícolas da região.

No coração do arquipélago, a Escola Básica Integrada (EBI) de Lagoa provou que a criatividade é a melhor bússola para encontrar novos mundos. Sob a coordenação de Alda Casqueira Fernandes, educadora de infância e responsável pela biblioteca escolar da EBI de Lagoa, a instituição levou a cabo uma nova edição da Semana da Leitura que, este ano, navegou pelo mote “Mar de Letras”. Esta iniciativa, que já se tornou um pilar fundamental no calendário pedagógico da região, não se limitou ao ato de ler, mas expandiu-se como um movimento multidisciplinar. Alda Casqueira Fernandes diz que se trata de uma “mescla de atividades que todas caminham no sentido da leitura”, procurando colmatar o facto de que, “estando numa ilha, num arquipélago, não é muito fácil termos contacto próximo com escritores”.
A docente explica que o conceito deste ano foi desenhado para abraçar a identidade da instituição como “Escola Azul”. Ao assumirem o compromisso com a preservação dos oceanos, a biblioteca decidiu que o livro deveria ser o barco que transporta os sonhos. O cenário central foi o “Bibliobarco”, uma peça pintada pelos alunos que serviu de metáfora para a própria vida. Segundo a coordenadora, o objetivo foi fazer a leitura não apenas dos textos, mas “também de modos de vida, de modos de estar na vida, formas de conhecer o outro”. A responsável recorda que a escolha do tema foi estratégica, pois “o barco poeticamente é capaz de fazer muita coisa. Podemos embarcar com os nossos sonhos, podemos embarcar na leitura”. A professora refere que “as letras por vezes andam à deriva, os livros às vezes andam à deriva também e alguém ainda não encontrou o seu livro favorito”, sendo esta semana a oportunidade ideal para esse encontro.
A programação foi um exemplo de como a educação pode ser multifacetada. A abertura contou com o Exército Português e o projeto “Missões de Paz”, seguida por sessões de ciência pelo Expolab e encontros com autores locais como Ana Isabel Arruda. Alda Casqueira Fernandes destacou ainda o projeto “Canta Comigo, Leia Contigo”, que há dez anos promove o livro na escola, e que incluiu uma sessão noturna para adultos intitulada “Ler e Contar Custa é Começar”, onde se partilharam “visões acerca do livro, experiências, memórias, afetos, tudo em volta do livro”. Para a responsável, o sucesso é visível na adesão dos estudantes, embora confesse uma limitação física: “Nunca conseguimos chegar a todos, porque nós somos uma escola com sete edifícios e numa semana nós não conseguimos neste espaço tão pequeno, que é a nossa biblioteca, tão pequeno mas tão acolhedor, comportar todos os alunos”. O desejo de uma nova escola, é antigo: “seria um sonho termos uma escola nova onde pudessem todos participar e todos caber”.
A celebração atingiu o seu auge no Dia Mundial do Teatro, com a peça “A Capuchinho Vermelho na Floresta de Água”, produzida inteiramente pelos educadores da EBI de Lagoa. “Desde cenografia, sonoplastia, tudo foi feito por nós”, realça com orgulho, evidenciando o espírito de entrega da equipa. Além das artes, a tecnologia marcou presença com lembranças produzidas em impressoras 3D. Com a entrega dos prémios “Top Leitor”, a Semana da Leitura encerrou com a certeza de que, através deste “Mar de Letras”, a escola cumpriu a sua missão de ser uma espécie de “farol do conhecimento”.

No dia 30 de abril, decorreu na Escola Secundária de Lagoa a segunda edição do Evento Print Jam 3D e o lançamento do Erasmus+ 3DPrintED. O evento contou, mais uma vez, com a parceria do Expolab – Centro Ciência Viva, do Colégio do Castanheiro e com a colaboração de toda a escola. Incluiu uma forte participação de alunos e docentes, que dinamizaram e participaram de diversas atividades de caráter pedagógico e tecnológico.
O evento incluiu uma feira de impressão 3D, onde foram apresentados vários projetos, workshops de impressão 3D dirigidos a alunos e professores e ainda uma palestra sobre inteligência artificial na educação, ministrada pelo Professor Doutor José Cascalho, da Universidade dos Açores. O professor universitário presenteou a comunidade escolar com conhecimentos profundos sobre inteligência artificial, salientando os perigos, mas também as vantagens na nova realidade digital em que vivemos.
O Erasmus+ 3DprintED encontra-se na reta final. Permitiu o acesso a impressoras 3D modernas e competências do século XXI, preparando a escola para os desafios tecnológicos atuais e futuros. Constituiu-se como uma resposta tecnológica à necessidade de inclusão de todos os alunos e, ainda, como outra forma de ultrapassar as limitações insulares, recorrendo à internet, que actua como um repositório e canal para objetos digitais que podem ser materializados por meio da impressão 3D.
A impressão 3D voltará, em breve, no próximo ano letivo, durante o Steam & Games, que decorrerá na Escola Secundária de Lagoa, em novembro. Em abril do próximo ano, esperamos realizar uma nova edição do Print Jam, na qual apresentaremos novas abordagens à impressão 3D.

A Federação das Associações de Pais e Encarregados de Educação dos Açores (FAPA) promove, entre os dias 29 e 31 de maio de 2026, o seu V Encontro regional no Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas, na Ribeira Grande. O evento surge num contexto em que os indicadores educativos locais revelam desafios estruturais, como a taxa de abandono escolar precoce que ainda atinge 21,1% dos jovens açorianos, apesar dos progressos registados no ensino básico e secundário em 2025. A iniciativa pretende transformar o movimento associativo parental num catalisador de mudança, fortalecendo a parceria entre escola, família e poder local para fomentar trajetórias de sucesso educativo.
A programação tem início na sexta-feira, dia 29, às 21h00, com a sessão aberta à comunidade “Educar pela Positiva: missão (im)possível?”, dinamizada por Nuno Pinto Martins, formador certificado e fundador da Academia Educar pela Positiva. No sábado, o foco recai sobre a comunidade educativa com uma sessão de abertura que contará com a presença do presidente da FAPA, Pedro Tavares, da vice-presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, Délia Melo, e da secretária regional da Educação, Cultura e Desporto, Sofia Ribeiro. Ao longo do dia 30, serão realizados debates e grupos de trabalho em formato world café sobre temas como literacia digital, mediação parental e o fortalecimento do movimento associativo, contando com a participação do diretor regional da Educação, Rui Espínola.
De acordo com a nota de imprensa da organização, os trabalhos de sábado resultarão na compilação de um “Guia de Ativação Parental”, que reunirá medidas concretas a propor à comunidade educativa. O encerramento do encontro acontece no domingo, dia 31 de maio, com a realização da primeira Assembleia Geral presencial da história da FAPA, agendada para as 09h30, onde será formalmente aprovado o documento resultante dos debates dos dias anteriores. O evento conta com o apoio de diversas entidades, incluindo o Governo dos Açores e a Câmara Municipal da Ribeira Grande.

A Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, na ilha do Faial, vai acolher a final regional do Desafio Kahoot Cultura Geral dos Açores, que este ano assinala a sua oitava edição e tem como tema central a comemoração dos 50 anos da autonomia regional. O evento terá início pelas 10h00.
Na final vão estar presentes os três primeiros classificados de cada ciclo de ensino – 1.º, 2.º e 3.º ciclos – e ainda a categoria Azores Quiz, disputada em inglês e destinada aos alunos do ensino secundário das nove ilhas do arquipélago. Ao todo serão cerca de trinta concorrentes, acompanhados pelos professores que dinamizam a iniciativa em cada uma das ilhas.
O Desafio Kahoot Cultura Geral dos Açores tem-se afirmado como um marco dos planos de atividades das escolas e uma atividade atrativa para os alunos que, ano após ano, procuram repetir a experiência, enquanto aprofundam o conhecimento da sua terra.
Este concurso consiste numa competição digital, disputada através da plataforma ????????ℎ????????????, e incide sobretudo nas temáticas de História, Geografia, Cultura, Literatura, Botânica, Biologia e Etnografia das nove ilhas dos Açores.

O presidente da Câmara Municipal da Lagoa, Frederico Sousa, e o vice-presidente, Nelson Santos, reuniram-se ontem com o diretor regional do Desporto, Ricardo Matias, para definir as prioridades estratégicas do setor desportivo na Lagoa. Segundo nota enviada pela autarquia, o encontro serviu para analisar as carências das instalações desportivas locais, os mecanismos de apoio ao associativismo e os principais desafios enfrentados pelos clubes e dirigentes do concelho. Durante a sessão, Frederico Sousa sublinhou o investimento contínuo do município, destacando a intervenção desenvolvida “quer no apoio regular às coletividades, quer na disponibilização de meios e equipamentos”, reforçando a importância do movimento desportivo local e da plena utilização das infraestruturas municipais.
Um dos pontos centrais da discussão prendeu-se com a necessidade urgente de qualificação de espaços que apresentam limitações de praticabilidade e problemas estruturais, com particular enfoque nos equipamentos desportivos da Escola Secundária da Lagoa e da Escola de Água de Pau. O executivo municipal aproveitou a ocasião para reiterar a sua posição quanto à gestão do Pavilhão da Escola Básica Integrada Padre João José do Amaral. A autarquia manifestou-se novamente disponível para assegurar diretamente a conservação e manutenção daquele pavilhão, defendendo que tal medida não só faz sentido por “razões de racionalidade económica”, como é fundamental para a “prática desportiva na ilha, permitindo reforçar a capacidade de resposta existente e promover uma distribuição mais equilibrada das diferentes modalidades”.
Para além das infraestruturas gerais, a reunião abordou temas específicos como a melhoria das condições para a prática do judo no concelho, modalidade que requer uma articulação conjunta entre as entidades para garantir o seu crescimento. No encerramento dos trabalhos, os responsáveis municipais reafirmaram a total disponibilidade para colaborar com a Direção Regional do Desporto, visando a valorização do desporto como um pilar estruturante na vida dos lagoenses e na coesão social do concelho.

A Câmara da Lagoa oficializou a assinatura de um conjunto de contratos-programa destinados a associações culturais, recreativas e entidades do setor educativo do concelho. O ato público, conduzido pelo presidente da Câmara, Frederico Sousa, e pela vereadora Albertina Oliveira, formaliza o apoio financeiro da autarquia a estas instituições, visando a execução dos seus planos de atividades. Segundo a nota de imprensa enviada pelo Município ao Diário da Lagoa, o investimento justifica-se pelo papel destas entidades no desenvolvimento local e na promoção de competências complementares ao ensino formal, reconhecendo o executivo o contributo dos dirigentes que dedicam o seu tempo ao bem comum.
No plano educativo, Frederico Sousa aproveitou a cerimónia para identificar necessidades estruturais no parque escolar, defendendo a urgência de processos de requalificação na Escola Básica e Integrada de Lagoa, na Escola Secundária da Lagoa e na Escola Básica de Água de Pau. Paralelamente, foi anunciado o desenvolvimento de um projeto de ocupação de tempos livres, em parceria com associações desportivas e musicais, focado numa faixa etária que não se encontra abrangida pelos atuais Centros de Atividades de Tempos Livres (CATL). O objetivo passa por criar uma rede municipal de ocupação para os períodos de interrupção letiva, sendo que, nesta área, os protocolos abrangeram a Escola Básica e Integrada de Lagoa, a Escola Básica e Integrada de Água de Pau, a Escola Secundária da Lagoa, o EXPOLAB e a Associação de Pais e Encarregados de Educação da EBI de Lagoa.
O movimento associativo cultural e recreativo representa a maior fatia dos beneficiários destes contratos-programa, integrando instituições de diversas freguesias do concelho. Na lista de entidades apoiadas figuram o Agrupamento de Escuteiros n.º 1290 da Paróquia de Santa Cruz, o Agrupamento de Escuteiros n.º 798 do Cabouco, a Associação Musical Nova Geração, a Associação Amigos de São Martinho do Cabouco e o Grupo de Cantares Tradicionais de Santa Cruz. Foram também contemplados o Orfeão Nossa Senhora do Rosário, o Grupo Som do Vento, a GRUJOLA, a Associação Musical da Lagoa, a Associação de Pescadores de Lagoa – Bom Porto e as três sociedades filarmónicas do concelho: a Lira do Rosário, a Estrela D’Alva e a Fraternidade Rural. Durante a sua intervenção, o autarca sublinhou que a agenda cultural da Lagoa depende diretamente da colaboração ativa destas associações.

O governo dos Açores anunciou um reforço nos apoios destinados aos docentes do sistema educativo regional, focando-se no alojamento e nas deslocações para o próximo ano letivo. Segundo uma nota enviada pela Secretaria Regional da Educação, Cultura e Desporto, o novo pacote de incentivos pretende, conforme explica a secretária regional Sofia Ribeiro, “promover o incentivo à estabilidade de pessoal docente, devidamente habilitado, nas ilhas e nas escolas do sistema educativo regional mais carenciadas”. A medida surge como uma resposta direta às dificuldades de fixação de profissionais em determinadas áreas do arquipélago.
De acordo com a portaria publicada esta quinta-feira, 12 de março, o apoio à habitação passará a ter um valor de 500 euros mensais por ano escolar. Na prática, cada docente que beneficie deste mecanismo poderá receber um montante global superior a seis mil euros anuais. Adicionalmente, o executivo açoriano assegurará o pagamento de uma passagem aérea anual de ida e volta em território nacional, tendo como referência o valor máximo da “Tarifa Açores” ou do subsídio social de mobilidade. Para aceder a estes benefícios, no entanto, existem critérios de permanência: Sofia Ribeiro esclareceu que o docente deve “cumprir o serviço docente por um período mínimo de três anos na escola em que foi colocado”.
Para além do compromisso de permanência, os beneficiários devem apresentar um contrato de arrendamento ou uma certidão que comprove a aquisição de habitação própria na ilha onde a vaga se localiza. Segundo a tutela da educação, as vagas abrangidas por estes incentivos correspondem a necessidades de quadro identificadas após a análise das contratações dos últimos três anos letivos. Trata-se de situações em que, por falta de candidatos no concurso centralizado, foi necessária a abertura de procedimentos através da Bolsa de Emprego Público dos Açores (BEPA), demonstrando a urgência de medidas que garantam a estabilidade do corpo docente nas comunidades escolares mais isoladas ou deficitárias.

A rede de escolas e Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) de todas as ilhas dos Açores passou a contar com a presença regular da imprensa escrita regional. A execução deste programa de aquisição e distribuição de jornais foi assinalada esta quinta-feira, 5 de março, na Ribeira Grande, na ilha de São Miguel, como uma ferramenta estratégica para garantir o acesso a conteúdos fidedignos e apoiar a sustentabilidade dos órgãos de comunicação social locais.
Durante uma visita à Santa Casa da Misericórdia da Ribeira Grande, o secretário regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, Paulo Estêvão, reforçou que a presença dos jornais nestas instituições é uma garantia de transparência. “Num mundo em que a informação está disponível através de diversos mecanismos, mas essa informação não é uma informação fidedigna, os órgãos de comunicação social produzem uma informação confiável”, afirmou o governante, destacando o papel do jornalismo no combate às notícias falsas.
O programa, que teve início na segunda metade de 2025 e mantém a sua continuidade este ano, assegura que as assinaturas de todos os jornais da Região Autónoma dos Açores sejam distribuídas de forma abrangente por todo o território. Paulo Estêvão sublinhou a eficácia do modelo face ao panorama nacional: “Estamos a fazer com que os nossos jornais cheguem a todo o lado, a todo o território da região”, contrastando com as dificuldades de distribuição que se registam atualmente em várias capitais de distrito no continente português.

Esta distribuição direta constitui o primeiro de quatro eixos de um plano estratégico mais vasto para o setor. O segundo pilar assenta no Sistema de Incentivos aos Media (SIM), que em 2025 representou um investimento regional de cerca de um milhão de euros. O terceiro eixo foca-se na publicidade institucional, abrangendo agora de forma equitativa as rádios que, segundo o governante, eram anteriormente o “parente pobre” dos apoios regionais.
O quarto pilar do plano dedica-se à capacitação profissional, com formações agendadas para 2026 em áreas como inteligência artificial e jornalismo de investigação, em parceria com o CENJOR e o Sindicato dos Jornalistas. Ao balançar a implementação destas medidas, Paulo Estêvão afirmou que o conjunto de apoios à comunicação social “triplica aquilo que acontecia antes”, em governações socialistas, reiterando o compromisso com a independência e a modernização da imprensa em todas as ilhas.

A Assembleia Municipal de Ponta Delgada aprovou a adesão do concelho à Associação de Limpeza Urbana – Parceira para Cidades + Inteligentes e Sustentáveis (ALU), entidade nacional de referência no setor. A medida surge como uma tentativa de profissionalizar e aferir a eficácia dos serviços de higiene pública, num período em que a pressão turística e o dinamismo económico do concelho têm resultado num aumento da produção de resíduos. Para o presidente da autarquia, Pedro Nascimento Cabral, o objetivo é a incorporação de inovação e a partilha de conhecimento, afirmando que “Ponta Delgada tem registado uma evolução muito positiva na limpeza urbana, fruto de um investimento estratégico, consistente e continuado”, mas sublinhando que a ambição passa por “medir com rigor o impacto” das políticas implementadas.
Simultaneamente, de acordo com a fonte municipal, à vertente operacional, o município está a desenvolver nas escolas o projeto “Literacia para a Floresta”, em parceria com a Liga para a Proteção da Natureza (LPN). O programa, direcionado a alunos entre o quarto e o nono ano de escolaridade, foca-se na capacitação das novas gerações para temas como as alterações climáticas e a escassez de recursos. Através de metodologias participativas, os estudantes realizam atividades de campo em espaços como o Parque Urbano e o Jardim António Borges, transformando o património natural local numa ferramenta pedagógica de preservação de ecossistemas e reservatórios de biodiversidade.
Estas iniciativas integram um plano mais vasto de ação climática que, desde o último mandato, já mobilizou mais de 20 milhões de euros para a área ambiental. Este investimento permitiu o reforço de meios técnicos de recolha em todas as 24 freguesias, a criação de novos pontos de armazenamento de contentores no centro urbano e a abolição do uso de glifosato no controlo de plantas infestantes. De acordo com o autarca, o foco nestas áreas constitui “um compromisso claro com o presente e, sobretudo, com as futuras gerações”, procurando manter os indicadores que levaram a cidade a ser considerada a quarta mais sustentável da Europa em 2025, segundo o ranking da European Best Green Capitals divulgado pela revista Forbes. Na mesma sessão, foi ainda viabilizado o regulamento do Conselho Municipal do Ambiente e Ação Climática, órgão que deverá reforçar o modelo de governação participada no concelho.