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Biblioteca Tomaz Borba Vieira recebe “Histórias Requinhas” para tarde mágica em família

Biblioteca volta a ser o palco da iniciativa “Sábado em Família” no próximo dia 28 de março. A sessão de narração oral, conduzida por um grupo com 15 anos de experiência, promete uma viagem pelo mundo da imaginação aberta a todas as gerações

© DIREITOS RESERVADOS

A Biblioteca Municipal Tomaz Borba Vieira, na cidade da Lagoa, em São Miguel, reafirma a sua aposta na promoção da literacia e no fortalecimento dos laços comunitários com a realização de mais uma edição do projeto “Sábado em Família”. Segundo a nota de imprensa enviada pela Câmara Municipal da Lagoa à nossa redação, o evento terá lugar no dia 28 de março, pelas 16h00, nas históricas instalações do Convento de Santo António.

Sob o mote “Uma sessão para rir, sonhar e viajar sem sair do lugar!”, o encontro desta vez conta com a participação especial do grupo «Histórias Requinhas», coletivo que se dedica à arte de contar histórias como ferramenta de aproximação entre pais, filhos e o objeto livro. O grupo convidado, que iniciou o seu percurso em 2011, traz à cidade da Lagoa uma bagagem sólida na mediação de leitura. Com foco no despertar lúdico para o universo literário, as «Histórias Requinhas» têm investido continuamente em novas técnicas de narração oral e expressividade, transformando cada sessão num momento de performance envolvente. Ao longo dos anos, o coletivo tem colaborado com diversas bibliotecas e espaços culturais, especializando-se em ciclos de contos que privilegiam a proximidade com o público e a estimulação da criatividade tanto em crianças como em adultos.

A iniciativa, promovida pela autarquia lagoense através da sua biblioteca municipal, é de participação aberta ao público e não requer inscrição prévia, convidando as famílias da freguesia de Santa Cruz e de todo o concelho a desfrutarem de uma tarde diferente. 

Vila Franca do Campo celebra tradição e animação com a Feira da Páscoa no Açor Arena

Certame promete reunir artesanato, doçaria e atividades para toda a família. Inscrições para expositores estão abertas até à próxima semana

© CLIFE BOTELHO

O Pavilhão Açor Arena, em Vila Franca do Campo, na ilha de São Miguel, vai transformar-se no centro das celebrações pascais nos próximos dias 28 e 29 de março. A Feira da Páscoa, evento que já se tornou um ponto de referência no calendário local, regressa com uma proposta que combina o apoio à economia regional com momentos de lazer para todas as gerações. Segundo uma nota enviada pela organização à nossa redação, o certame pretende celebrar a quadra com “cor, tradição, dinamismo e animação”, oferecendo uma montra diversificada de artesanato, doçaria tradicional e produtos da terra.

O evento foi desenhado com um foco especial no público mais jovem, transformando o interior do pavilhão num espaço de diversão com insufláveis, mascotes, pinturas faciais e modelagem de balões. De acordo com a organização, a partilha será um dos pontos altos da iniciativa, estando prevista a oferta de ovos de Páscoa às crianças. No exterior do recinto, o espírito de feira mantém-se vivo com a instalação de carrosséis e as habituais bancas de algodão-doce e cachorros-quentes, garantindo um ambiente festivo que se estende por todo o complexo.

Para além da componente lúdica, a Feira da Páscoa assume-se como uma plataforma de dinamização para a comunidade e para os produtores locais. A organização sublinha que este será “um fim de semana pensado para reunir famílias, valorizar os nossos expositores locais e regionais, e dinamizar a comunidade, celebrando a Páscoa com entusiasmo e espírito de união”. Para garantir o conforto dos visitantes, o bar do pavilhão estará em pleno funcionamento durante os dois dias do certame.

Os artesãos e comerciantes interessados em participar na feira e escoar os seus produtos ainda o podem fazer. As inscrições para expositores estão abertas até ao próximo dia 18 de março, podendo ser formalizadas através do correio eletrónico ccultural@cmvfc.pt ou do contacto telefónico 296 582 862.

A família Eleutério e o legado de cuidar da saúde em São Miguel

O projeto da família Eleutério começou na Lagoa em 1975 pelo Odontologista Luís Eleutério. Hoje, com uma equipa de cerca de 30 colaboradores e junto dos filhos dá-se continuidade à missão com duas clínicas em São Miguel, apostando na qualidade, expansão de áreas médicas e proximidade ao cliente

Pedro e Maria João Eleutério © DL

Na porta de entrada da clínica médica, há algo que não se vê logo à primeira vista, mas que se sente: uma história de família feita de trabalho, missão e um forte sentido de continuidade. É ali, entre a Lagoa e a Ribeira Grande, que a família Eleutério tem vindo a construir muito mais do que um negócio.

À conversa com o Diário da Lagoa (DL) estiveram a Nutricionista Maria João Eleutério, de 43 anos, e o Médico Dentista Pedro Eleutério, 47 anos, ambos naturais da Lagoa e representantes da segunda geração de um projeto familiar dedicado à saúde. A história remonta ao pai Luís Eleutério e a 1975, ano em que se abriram as portas da primeira clínica dentária da família na Lagoa – A Clínica Dentária de Lagoa. Luís Eleutério, 74 anos, também natural da cidade, iniciou o seu percurso profissional aos 18 anos, na área da prótese dentária, e recorda: “Em 1975 estabeleci-me por conta própria, exercendo funções de cirurgião dentista”. Posteriormente, obteve a carteira profissional de Odontologia, profissão que continua a exercer “com muita dedicação e empenho”.

Hoje, o legado iniciado por Luís é continuado com orgulho pelos filhos Pedro, Maria João e Luís Eleutério, o filho e irmão mais novo, com 42 anos, e juntos tornam possível dar continuidade a esta história de constante crescimento e evolução.

“Fui quase criado dentro da clínica”, conta Pedro. “O meu avô ia buscar-me à escola e deixava-me lá. Eu assistia às consultas do meu pai e percebi muito cedo que era aquilo que queria fazer. Nunca tive dúvidas”.

As duas unidades de negócio da família

Instituto Médico e Dentário Eleutério resulta da expansão para a Ribeira Grande e está aberto desde 2010 © DL

O legado da família Eleutério expandiu-se para a Ribeira Grande através do Instituto Médico e Dentário Eleutério, aberto desde 2010. “O projeto da Lagoa nasce dos nossos pais, mas este da Ribeira Grande nasce dos filhos”, referem Pedro e Maria João, sócios-gerentes da empresa, demonstrando que “a ajuda dos nossos pais foi fundamental para que este projeto se tornasse realidade e, desde o início, tivemos a sorte de contar com trabalho constante”.

Para além da Medicina Dentária, o Instituto é constituído por outras especialidades como a Cardiologia, Dermatologia, Endocrinologia, Imunoalergologia, Oftalmologia, Gastrenterologia, Medicina Interna, Pediatria, Pneumologia, Cardiologia, Medicina Geral e Familiar, Nutrição, Psicologia, Ginecologia, entre outras. Dispõem ainda de exames complementares de diagnóstico, numa tentativa clara de acompanhar a evolução e as necessidades da comunidade.

“Contar com mais dois dentistas na família foi uma vantagem importante, pois permitiu-nos ter um profissional em cada clínica e manter a rotação”, afirma Maria João Eleutério, não ignorando “o apoio de alguns amigos que exercem atividades noutras especialidades que disponilizaram-se para colaborar connosco porque acharam o projeto interessante”.

Atualmente, o grupo conta com estas duas unidades de negócio e emprega cerca de dez trabalhadores fixos e mais de duas dezenas de colaboradores/prestadores.

Perguntamos se ter um pai como referência tornava-os mais exigentes, responderam que sim. “Eu acho que tem um espírito de missão e responsabilidade associado”, acrescenta Maria João.

As clínicas pretendem apostar sempre na melhor qualidade possível e na proximidade ao cliente. E têm conseguido. A articulação entre as duas clínicas, o investimento em novas áreas médicas e a aposta constante na qualidade mostram um projeto em crescimento. Ainda assim, garantem que tudo é feito com os pés bem assentes na terra e não dando “passos maiores que a perna”.

E o futuro?

Ao meio o pai, Luís Eleutério, acompanhado pelos filhos, Luís (esquerda) e Pedro (direita) © DIREITOS RESERVADOS

“Eu penso que o futuro é promissor. A nossa mãe sempre nos disse que sonhar é bom, que temos de ter um objetivo seja ele qual for”, afirma Pedro Eleutério reforçando que se o futuro for como o presente, “ficamos bastante satisfeitos”.

A base continua a ser a mesma: os valores herdados dos pais, trabalho, responsabilidade, humildade, honestidade e o respeito por cada pessoa que entra na clínica.

Para o pai Luís, os filhos são orgulho e alegria e a “continuação viva de um projeto de vida sonhado e realizado, com perseverança e dedicação”. Já os filhos, confessam que foi lhes dada uma “bandeja” para aguentar, “pode parecer uma tarefa fácil, e numa fase inicial facilitou a nossa atividade, mas na realidade torna a responsabilidade ainda maior. Para nós é um privilégio, mas o nosso verdadeiro orgulho é conseguirmos aguentá-la e desenvolvê-la continuamente”, concluem os dois irmãos felizes e seguros do trabalho desempenhado até ao momento.

O nosso Lugar à Mesa

Júlio Tavares Oliveira

Estou a comercializar um novo livro, ‘Quadro de Domingo à Mesa’, um livro que, de si, reproduz um conjunto de poemas que vão beber ao íntimo de cada Família – um pouco ao estilo do poema que lhe dá nome e razão ‘Quadro de Domingo à Mesa’, dedicado, este ‘A todas as famílias’. Na verdade, este poema subjaz uma máxima fundamental: que, entre todas as famílias, ocorre, a dada altura, uma quebra, uma separação, um vínculo de despedida ou de partida que, muitas vezes, sem nos apercebermos anuncia a morte ou o fim de qualquer coisa.

Nas famílias o nosso Lugar à Mesa pode vir a estar sempre ocupado e ser de facto insubstituível: mas quantos de nós já não estamos lá, realmente? Mas quantos de nós desejaríamos voar, partir dali para outro lugar e assentar o nosso voo, quiçá, noutro Domingo, noutra Mesa, noutra Família?

Esses desejos, que nos surgem, são rápidos, vorazes, instantâneos e, muitas vezes, inconscientes. Contudo, podem denunciar algo bastante mais profundo: a nossa necessidade de renovação e de desprendimento. A necessidade de renovar esse vínculo à Família, a nós mesmos, e aos outros.

‘Quadro de Domingo à Mesa’ vai buscar a essa necessidade uma nova premente Luz – a importância da renovação do vínculo familiar, da Família, de nós e da nossa relação com a Família, usando, e dispondo, de um meio em particular: da Mesa e do nosso lugar à Mesa.

A Mesa, essa, cada vez mais desusada, cada vez mais extorquida, cada vez mais violada pelos iphones ou pelos tablets, ou sequer, se for, cada vez mais atormentada pelas discussões, pela violência ou pelo silêncio ensurdecedor. A Mesa, em família, cada vez mais vazia e despovoada – mesmo que cheia de gente. A Mesa, aos Domingos, cada vez menos sentida e menos significante para o seu real significado.

Este livro pretende, entre tantos sentidos, usar e dispor de um sentido real, que é o de dar um novo, e importante, valor à Família, à sua instância, enquanto Lugar de princípio, de valores e de significados: porquanto se perda o seu amor pelo caminho tantas e tantas vezes na bruma das circunstância, e o pão arrefeça nas nossas mãos, ou a comida queime no forno de distração, não percamos a esperança naquilo que é verdadeiramente fundamental. A Família, a nossa Família, a única que temos.

Sendo um livro ‘Quadro de Domingo à Mesa’ com um pendor saudosista, tanto ou quanto com um caminho, longo caminho, ainda, a percorrer, na sua demanda em chegar realmente aos seus leitores, entendo, pessoalmente, que este livro de poesia congrega valores de memória, de paixão, de sentimento, de união, de esperança e de fraternidade que, uma ou outra vez, convocam até o Passado ao Presente -numa saudade, ou nostalgia podemos dizer, do Impossível ou do Perdido.

Aos leitores que queiram adquirir este pequeno e humilde livro de poesia ‘Quadro de Domingo à Mesa’, podem fazê-lo via mensagem privada através de mim, seu autor.