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Frederico Sousa afirma que filarmónicas são “verdadeiras escolas de cidadania”

© CM LAGOA

A Sociedade Filarmónica Estrela D´Alva assinalou o seu 138.º aniversário com um vasto programa comemorativo.

O presidente da Câmara Municipal de Lagoa (CML), Frederico Sousa, felicitou a sociedade filarmónica pelo seu aniversário, afirmando que “é de louvar a existência e continuidade, ao longo destes vastos anos, desta Filarmónica, principalmente pela importância que as bandas filarmónicas têm para a Lagoa e também para os Açores, pela tradição e património cultural insular que representam”, segundo nota de imprensa enviada pela CML.  

“Através da música e da educação não-formal conseguimos educar e incutir aos mais jovens o espírito de união e de equipa, fomentando a paixão pelas tradições culturais. É, aliás, por este facto, que a Câmara Municipal de Lagoa apoia quer financeira, quer logisticamente, os eventos que realizam e que dignificam culturalmente o território lagoense”, disse ainda o autarca, citado no mesmo comunicado.

O município de Lagoa “considera, assim, a existência das sociedades filarmónicas essenciais para a Lagoa, promovendo o seu desenvolvimento social e cultural no concelho”.

No âmbito da celebração da Festa de N. Sra. da Estrela e do Aniversário da Filarmónica, teve lugar o Cantar às Estrelas, que vai na sua 15.º edição e onde participaram 19 grupos musicais, que foram recebidos no edifício dos Paços dos Concelho, entoando músicas alusivas à tradição até à Igreja Matriz de Santa Cruz, onde também atuaram numa simbólica homenagem a N. Sra. da Estrela, lê-se.

Esta celebração contou ainda com a abertura do quarto ornamentado em honra da padroeira N. Sra. da Estrela, em que todos os presentes puderam integrar a procissão de velas, seguido de uma missa em homenagem a Nossa Senhora da Estrela. As comemorações do aniversário da Sociedade Filarmónica culminaram com um concerto por parte desta instituição, sendo que decorreu ainda uma missa de festa em honra da padroeira, que foi abrilhantada pela atuação da Filarmónica Estrela D´Alva e da Filarmónica Lira do Rosário, lê-se.

Coligação propõe isenção de pagamento de direitos de autor de cópias de partituras

© PSD/A

Os partidos da coligação que suporta o Governo dos Açores (PSD, CDS-PP e PPM) entregaram, no dia 10 de janeiro, na Assembleia Legislativa, uma anteproposta de lei que visa assegurar a isenção do pagamento de direitos de autor, em contextos específicos como os de ensino e bandas filarmónicas, pelo uso de cópias de partituras adquiridas legalmente, segundo nota enviada pela coligação.

“Esta iniciativa legislativa visa estabelecer a excecionalidade na utilização de cópias físicas e digitais de partituras em contextos muito específicos como os de ensino, culto religioso ou simples fruição cultural, desde que por entidades sem fins lucrativos”, afirmou o deputado do PSD/Açores Joaquim Machado, citado na mesma nota.

O parlamentar social-democrata, acompanhado dos deputados Délia Melo e Rúben Cabral, falava aos jornalistas após uma reunião com a Sociedade Filarmónica Estrela D’Alva, na Lagoa, em que foi apresentada uma anteproposta de lei que altera o Código do Direito de Autor e dos Direitos Conexos.

“Não podíamos ficar indiferentes ao surgimento de uma entidade de gestão coletiva de direitos de autor que se propõe cobrar valores muito significativos pela reprodução de partituras, mesmo tratando-se de cópias de trabalho de peças musicais cujos originais já foram comprados por estas instituições”, salvaguardou, lê-se ainda.

Para Joaquim Machado, “os encargos resultantes de tal procedimento seriam absolutamente ruinosos para a atividade das filarmónicas e poriam mesmo em risco a continuidade de muitas delas, razão pela qual o PSD, o CDS-PP e o PPM entregaram já no Parlamento dos Açores, com caráter de urgência, uma anteproposta de lei que altera o Código dos Direitos de autor e dos Direitos Conexos”.

A iniciativa legislativa visa permitir “a reprodução das partituras, para trabalho e contexto escolar, desde que legalmente adquiridas, ficando, assim, protegidos os legítimos interesses de compositores e editores e protegidas as filarmónicas, as escolas de música e conservatórios, os grupos musicais e corais sem fins lucrativos”, concluiu.

Joaquim Machado destacou que “os Açores são a região do país com a maior concentração de bandas filarmónicas por habitante: uma por 2.500 habitantes, comparada com a relação de uma para 20 a 40 mil habitantes no resto do país”.

De acordo com o deputado do PSD/Açores, “são quase uma centena de filarmónicas que agregam muitos milhares de músicos, maioritariamente jovens, que perpetuam uma tradição que remonta à primeira metade do século XIX”, em todos os concelhos.

A seu ver, lê-se ainda, “as filarmónicas são parte importante da vida cultural e social nos Açores, desempenhando um papel fundamental na preservação e promoção da música, no fortalecimento das comunidades locais e na educação das gerações mais novas”, realçou, lembrando que a sua atividade “assenta no voluntariado e gratuitidade”.

Município da Ribeira Grande renova apoio à filarmonia do concelho

© CM RIBEIRA GRANDE

As direções das sete bandas filarmónicas com sede no concelho reuniram com o presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, Alexandre Gaudêncio, acompanhado pelo vereador para a Cultura, Juventude e Desporto do Município, José António Garcia, e assinaram os protocolos de apoio ao programa de atividades de cada uma das filarmónicas presentes, no valor unitário de seis mil euros, segundo nota enviada pela autarquia.

Para Alexandre Gaudêncio, citado na mesma nota, “as filarmónicas continuam a desempenhar um fundamental papel nas localidades onde se inserem, proporcionando o ensino da música aos jovens que pretendem aderir à instituição, mas também preservando e promovendo uma identidade cultural muito vincada”, afirmou.

“Com o apoio agora concedido, pretende-se ajudar os corpos sociais de cada uma das filarmónicas a enfrentar as despesas decorrentes da realização do plano de atividades anual a que cada uma se propõe, permitindo que se concentrem na sua missão e trabalho”, concluiu o presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande.

Harmónica Furnense assinala hoje 160 anos de vida com concerto

© CM POVOAÇÃO

Para celebrar os 160 anos de existência, a Sociedade Musical Harmónica Furnense, a mais antiga do concelho da Povoação, vai realizar hoje, dia 23 de novembro, pelas 20h30, um concerto, intitulado ‘Entre Vapores e Melodias’, na Igreja Nossa Senhora da Alegria, nas Furnas, sob a direção artística de Jéssica Medeiros, segundo nota enviada pela câmara da povoação.

A Harmónica Furnense, que assinalou, no dia 1 de outubro, o seu 160.º aniversário, conta com 23 elementos. Segundo Daniel Bulhões, vice-presidente da Direção, citado na mesma nota, “a nossa prioridade é manter a atual geração motivada para dar continuidade a este percurso, que nos remete para muitos desafios, e que nos orgulha e motiva a fazer mais e melhor em prol da cultura musical”.

O mesmo referiu que “o concerto de sábado é produto do trabalho que tem vindo a ser realizado no último mês, com uma enorme cooperação entre formadores e músicos, assim como o apoio logístico prestado por parte da nossa direção. Acreditamos que o resultado final será muito gratificante”, lê-se.

No concerto que assinala os 160 anos de vida da banda das Furnas, na Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Alegria, “serão abordados temas bastante diversificados e desafiantes para os músicos, de modo a sair um pouco daquilo que estão habituados. O objetivo é honrar os nossos antepassados com uma enorme visão sobre o futuro”, concluiu, o vice-presidente, Daniel Bulhões, de acordo com o mesmo comunicado.

A Sociedade Musical Harmónica Furnense foi fundada por José Ferreira Seridónio e pelo marquês da Praia e Monforte, em 1864, sendo a mais antiga banda do município da Povoação e uma das mais antigas, em atividade, de São Miguel.

Ao longo do seu historial foram três os trabalhos editados. O primeiro foi na década de 70, o segundo na década de 80 e o terceiro já em 2004; uma recompilação para CD dos dois trabalhos anteriormente realizados, lê-se.

Presentemente, são 23 os executantes, que vão desde os 10 aos 59 anos de idade. José dos Santos Medeiros é o Maestro da Harmónica Furnense, desde 2010, e acumula as funções de presidente da direção, desde 2014.

A Harmónica Furnense alcançou, no percurso da sua história, diversos méritos e prémios, de entre os quais se destaca o primeiro lugar no Certame de Filarmónicas Micaelenses. As suas apresentações públicas vão para além das habituais participações nas festas religiosas da Freguesia, do Concelho e da Ilha. A Harmónica Furnense já se deslocou a várias ilhas do arquipélago açoriano e à Madeira, atuando na XVI Semana Gastronómica do Machico, lembra a nota.

Já foi também a Fall River, onde participou nas Festas do Espírito Santo, realizadas por emigrantes e, em 2023, foi convidada pela Orquestra Harmonie La Renaissance para participar num intercâmbio sociocultural em Paris, França. Este evento promoveu a cultura musical das Furnas e dos Açores, através de três concertos de grande destaque: – Jardin du Luxembourg -Théâtre Traversière -Parc Montsouris, lê-se, por fim.

Filarmónica do Faial da Terra apresenta concerto dedicado aos seus 130 anos de história

© CM POVOAÇÃO

A igreja de Nossa Senhora da Graça, no Faial da Terra, concelho da Povoação, recebe o concerto “130 anos de história – Um legado musical” no próximo dia 5 de outubro, pelas 17h00. O concerto encerra as comemorações dos 130 anos da Sociedade Musical Sagrado Coração de Jesus (SMSCJ).

A banda filarmónica vai apresentar um projeto “único”, que contará com a presença do Coral de São José e do maestro convidado Valter Palma, segundo nota enviada pela Sociedade Musical.

“Tendo em mente o papel preponderante que esta instituição tem tido na dinamização de eventos culturais na freguesia do Faial da Terra, mas também o compromisso da formação musical dos jovens
da freguesia, surge este projeto que é constituído por duas fases: estágio na primeira fase e concerto, na segunda”, pode ler-se, no mesmo comunicado.

Nesta primeira fase, a banda iniciou um estágio para orquestra de sopros e percussão, repartida por duas semanas diferentes, e ministrado pelo maestro convidado Valter Palma, com um currículo completo a nível de formação e de direção. O estágio começou de 19 a 21 de setembro e continua de 3 a 5 de outubro.

A segunda fase do projeto é o concerto que encerra as comemorações e que aborda o legado musical da Sociedade Musical Sagrado Coração de Jesus. O concerto vai contar com a presença do Coral de São José, Ponta Delgada, que vai atuar na segunda parte do evento.

A escolha do Coral para fazer parte destas comemorações, explica a nota, passa por trazer um outro tipo de trabalho musical, 14 anos após termos apresentado o concerto “MISSA PRO PACE”, que percorreu as várias freguesias do concelho da Povoação. Este é um passo de grande importância na vida desta filarmónica, pois o Coral de São José é um coro de renome a nível regional e nacional.

Este projeto “130 anos de história – Um legado musical”, com direção artística do maestro João Pedro Resendes, apresenta uma vertente pedagógica e uma vertente cultural, ambas de extrema importância para esta instituição, mas também para a freguesia do Faial da Terra.