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Famílias da Maia recebem chaves de novos apartamentos com opção de compra

Doze agregados familiares do concelho da Ribeira Grande têm agora novas casas no Aldeamento de São Pedro, num modelo de arrendamento que abate o valor das rendas à futura aquisição do imóvel

© MIGUEL MACHADO

Doze famílias receberam esta sexta-feira, 7 de agosto, as chaves de novos apartamentos no Aldeamento de São Pedro, na freguesia da Maia, concelho da Ribeira Grande, numa iniciativa do Governo regional dos Açores direcionada para o acesso à habitação e fixação da população local. Os imóveis foram atribuídos em regime de arrendamento com opção de compra ao fim de um ano, valor esse que será deduzido no montante final de aquisição do imóvel.

Durante a cerimónia de entrega das habitações, o presidente do Governo regional, José Manuel Bolieiro, sublinhou que a medida visa responder às necessidades concretas das famílias locais. “As famílias hoje veem concretizar-se uma grande ambição e um grande desejo”, afirmou o chefe do executivo açoriano, destacando que “a habitação é um elemento decisivo para fixar populações” e defender a importância de “uma partilha de custos e de corresponsabilidade no acesso à habitação” entre o setor público e os agregados familiares.

O empreendimento é constituído por seis apartamentos de tipologia T2, com rendas mensais compreendidas entre os 394,22 e os 462,21 euros, e seis de tipologia T3, com valores entre 489,48 e 495,18 euros. O concurso público para a atribuição das habitações decorreu em março de 2026 e registou 201 candidaturas. Do total de agregados selecionados, 11 são constituídos por jovens até aos 35 anos, 11 integram dependentes e uma das candidaturas corresponde a uma família monoparental.

O processo relativo ao Aldeamento de São Pedro iniciou-se em fevereiro de 2009 com a emissão do alvará de loteamento, tendo o contrato de empreitada sido assinado em outubro de 2024 e o auto de receção provisória da obra concluído em junho de 2026. A construção esteve a cargo da empresa Marques, S.A. e representou um investimento de 2,3 milhões de euros, acrescido de IVA, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

No concelho da Ribeira Grande, as intervenções no âmbito da habitação englobam 187 respostas habitacionais, num montante global de cerca de 11 milhões de euros que inclui 64 novos apartamentos, 105 reabilitações e 18 lotes infraestruturados na freguesia da Ribeirinha. Em termos globais, o investimento do PRR em habitação na Região Autónoma dos Açores abrange 767 respostas habitacionais (142 novas construções, 480 reabilitações e 145 lotes), num montante de cerca de 65 milhões de euros.

A sessão contou igualmente com as presenças da secretária regional da Juventude, Habitação e Emprego, Maria João Carreiro, do presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, Jaime Vieira, e do diretor regional da Habitação, Daniel Pavão.

Navio de investigação “Azores Ocean” chega ao Porto da Horta num investimento de 30 milhões de euros

Financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência, a nova embarcação oceanográfica reforça a capacitação científica da Universidade dos Açores e apoiará a monitorização da Rede de Áreas Marinhas Protegidas

© JOÃO FREITAS

O presidente do Governo regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, acompanhou no Porto da Horta, na ilha do Faial, a chegada do navio de investigação “Azores Ocean”, infraestrutura que classificou como “um dia histórico” para a capacitação científica, tecnológica e de conhecimento ligado ao mar na região, de acordo com uma nota divulgada pelo executivo.

Financiado no âmbito da Componente C10 Mar do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), o projeto representa o maior investimento público de sempre efetuado pela Região Autónoma dos Açores numa infraestrutura de oceanografia, totalizando cerca de 30 milhões de euros (valor que ascende a sensivelmente 35 milhões de euros com a aplicação do IVA). O pacote financeiro compreendeu perto de 20 milhões de euros destinados à construção da embarcação, cinco milhões para a aquisição de equipamentos científicos de última geração e 4,5 milhões de euros aplicados na compra de um veículo operado remotamente (Remote Operated Vehicle – ROV), apto a efetuar missões de recolha e observação em profundidades até aos 3.000 metros.

O chefe do executivo açoriano sublinhou que a embarcação visa alargar a capacidade de investigação oceanográfica do arquipélago, criando melhores condições de trabalho operacionais para o centro de investigação OKEANOS e para a comunidade académica da Universidade dos Açores, além de assegurar o suporte técnico necessário à gestão do Cluster do Mar. José Manuel Bolieiro relacionou igualmente a chegada da embarcação com a monitorização no terreno da recém-criada Rede de Áreas Marinhas Protegidas do Atlântico Norte, visando sustentar a gestão sustentável dos recursos marinhos e o desenvolvimento da economia azul na Região.

Com 46 metros de comprimento e um sistema de propulsão diesel-elétrica concebido para reduzir a emissão de ruído, o “Azores Ocean” dispõe de laboratórios integrados e equipamentos de observação oceânica aptos para operar em todo o Atlântico Norte em missões de mapeamento do fundo marinho, monitorização ambiental e estudo de ecossistemas de profundidade.

A receção oficial no Faial contou com a presença do presidente da câmara municipal da Horta, Carlos Ferreira, da reitora da Universidade dos Açores, Susana Mira Leal, do capitão do Porto da Horta, Amílcar Gomes Braz, da presidente da Portos dos Açores, Sancha Santos, da presidente da Atlânticoline, Isabel Dutra, e do coordenador da estrutura de missão do PRR Açores, Rui Luís.

Governo regional reforça emergência médica com três novas tripulações de bombeiros a partir de 2027

Investimento anual na emergência médica pré-hospitalar vai atingir os nove milhões de euros, garantindo cobertura 24 horas por dia em todas as secções destacadas da região

© SRAAC

O Governo regional dos Açores vai reforçar o Sistema de Emergência Médica Pré-Hospitalar da região com a atribuição de três novas tripulações aos corpos de bombeiros da Calheta, de Santa Cruz das Flores e de Angra do Heroísmo, com entrada em funcionamento prevista para 2027. O anúncio foi feito pelo secretário regional do Ambiente e Ação Climática, Alonso Miguel, durante uma visita ao Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA), segundo uma nota divulgada pela tutela.

O governante salientou que a emergência médica pré-hospitalar representa cerca de 93% de toda a atividade operacional da Proteção Civil nos Açores, registando mais de 154 mil ocorrências nos últimos cinco anos — uma média anual de 31 mil assistências. Diante do aumento contínuo da procura operacional, o novo reforço financeiro traduz-se num investimento adicional de 360 mil euros por ano. Com esta verba, o investimento anual da Região na emergência médica pré-hospitalar passará dos 4,9 milhões de euros registados em 2020 para aproximadamente nove milhões de euros em 2027, o que representa um crescimento de cerca de 85%.

A atribuição das novas equipas permitirá assegurar a cobertura noturna nas secções destacadas do Topo, na ilha de São Jorge (Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários da Calheta), e das Lajes das Flores (Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Santa Cruz das Flores). Com este ajuste, a totalidade da rede de secções destacadas de bombeiros no arquipélago passará a operar de forma ininterrupta, 24 horas por dia, 365 dias por ano. No caso da secção do Topo, a medida responde também às preocupações apresentadas pela população através de uma petição pública, na sequência do encerramento do serviço de prevenção domiciliária local, garantindo apoio permanente às populações do Topo e de Santo Antão.

No concelho de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, a nova tripulação destina-se a dar resposta à elevada casuística e ao número de ocorrências simultâneas registadas no município. A corporação angrense passará a dispor, também durante o período noturno, de três ambulâncias operacionais: duas sediadas no quartel principal de Angra do Heroísmo e uma afeta à secção destacada dos Altares.

Governo regional lança concurso para construção de 24 moradias nos Fenais da Luz

Concurso público aprovado pelo Conselho do Governo prevê a construção de moradias T3 e T4 no Loteamento das Candeias, em Ponta Delgada, com um prazo de execução de 720 dias

© MIGUEL MACHADO

O Conselho do Governo da Região Autónoma dos Açores aprovou a abertura do concurso público para a construção de 24 moradias no Loteamento das Candeias, na freguesia dos Fenais da Luz, no concelho de Ponta Delgada. 

Segundo nota de imprensa enviada à nossa redação, a intervenção representa um investimento público com um preço base de 5,1 milhões de euros e integra a estratégia regional de reforço da oferta habitacional.

O projeto contempla a edificação de 18 moradias de tipologia T3 e seis de tipologia T4. A abertura do concurso foi aprovada após a conclusão dos projetos de licenciamento e de execução, bem como da respetiva revisão técnica, permitindo avançar para a fase de contratação da obra, que terá um prazo de execução de 720 dias.

José Manuel Bolieiro afirmou que “o compromisso do governo com a habitação traduz-se em obra concreta, criando mais oportunidades para as famílias e promovendo uma maior oferta habitacional na região”. O presidente acrescenta que “o nosso objetivo é continuar a responder às necessidades das famílias açorianas através de investimentos estruturantes que contribuam para melhorar a qualidade de vida das pessoas”.

A decisão dá continuidade ao investimento já realizado no Loteamento das Candeias. As obras de infraestrutura do loteamento foram consignadas, a 1 de outubro de 2024, à empresa Albano Vieira, S.A., num investimento de cerca de 935 mil euros, permitindo dotar o espaço das condições necessárias para acolher as novas habitações.

A aprovação do concurso representa mais um passo na concretização de um projeto aguardado há vários anos. O arranque das obras de infraestrutura ocorreu 24 anos após a aquisição dos terrenos pela região e o loteamento, anunciado em 2008, nunca chegou a ultrapassar a fase de intenção.

Governo regional investe 3,8 milhões de euros em cirurgia robótica para os hospitais da Terceira e da Horta

Decisão aprovada em conselho do Governo visa reforçar a capacidade tecnológica do Serviço Regional de Saúde através da aquisição de dois equipamentos de cirurgia robótica, permitindo realizar cirurgias minimamente invasivas e alargar o acesso a tecnologia avançada nos Açores

© MIGUEL MACHADO

O governo regional dos Açores aprovou, em conselho do Governo, um investimento global de cerca de 3,8 milhões de euros destinado à aquisição de dois novos equipamentos de cirurgia robótica para o Hospital de Santo Espírito da ilha Terceira (HSEIT) e para o Hospital da Horta (HH). 

Segundo nota de imprensa enviada, a medida integra a estratégia de modernização tecnológica do Serviço Regional de Saúde, reforçando a capacidade cirúrgica e a diferenciação dos hospitais públicos da região.

Para o Hospital de Santo Espírito da ilha Terceira está prevista a aquisição de um sistema de cirurgia robótica, acompanhado de uma mesa operatória emparelhável, num investimento de 2,5 milhões de euros. 

O equipamento permitirá reforçar a capacidade cirúrgica em várias especialidades através de procedimentos minimamente invasivos, reduzindo o trauma cirúrgico, o risco de complicações e os tempos de internamento.

No Hospital da Horta será adquirido um equipamento de cirurgia robótica dedicado à especialidade de ortopedia, num investimento de 1,25 milhões de euros, com o objetivo de reforçar a diferenciação técnica da unidade hospitalar e aumentar a capacidade de resposta nesta área.

Em declarações reproduzidas na nota divulgada, o presidente do governo regional, José Manuel Bolieiro, enquadrou a decisão no objetivo de “garantir aos açorianos acesso às tecnologias mais avançadas sem necessidade de sair da região”. 

O presidente sustentou igualmente que a aposta na modernização das infraestruturas visa criar condições para a fixação de profissionais no arquipélago: “Ao investir na inovação, estamos também a criar melhores condições para captar talento e reforçar a excelência do Serviço Regional de Saúde”, afirmou.

Ambos os investimentos inserem-se no Objetivo Específico 4.5 do Programa Açores 2030, destinado a promover a igualdade de acesso aos cuidados de saúde, reforçar a resiliência do sistema regional de saúde e modernizar as infraestruturas hospitalares através da aquisição de equipamentos tecnologicamente mais avançados.

São Miguel com novos autocarros e a marca AzoresBus a partir de 1 de setembro

A concessionária Vale do Ave Açores assume o transporte público na ilha por dez anos, integrando mais de 100 veículos novos, cerca de 130 colaboradores e reforço de ligações entre concelhos

© NOTÍCIAS QUE CONTAM

O novo modelo de serviço público de transporte rodoviário de passageiros na ilha de São Miguel entra em vigor no dia 1 de setembro, assinalando o encerramento da operação assegurada durante várias décadas pelas empresas Easyazores, Caetano, Raposo & Pereiras e Autoviação Micaelense. A reestruturação decorre do concurso público internacional lançado pela Secretaria Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, que formalizou uma concessão com a duração de 10 anos, prorrogável por mais cinco, no valor global de 44,3 milhões de euros.

A exploração do serviço será efetuada pela empresa Vale do Ave Açores, Unipessoal Lda., sediada em Ponta Delgada, através da marca comercial AzoresBus. Em nota de imprensa emitida na sequência da apresentação oficial promovida pelo Governo regional, a concessionária informou que o seu plano de arranque envolve “um investimento na ordem dos 14 milhões de euros” e integra uma frota de “cerca de 100 autocarros e uma equipa de aproximadamente 130 colaboradores”.

A tutela regional refere que a alteração representa uma “mudança de paradigma que visa elevar a qualidade, a eficiência e a fiabilidade do transporte público terrestre coletivo de passageiros, promovendo uma maior coesão territorial entre os seis concelhos de São Miguel e todas as freguesias da ilha”. Por outro lado, a direção da Vale do Ave Açores sublinha que a AzoresBus “nasce com a missão de aproximar pessoas e comunidades, promovendo uma mobilidade mais acessível, eficiente e sustentável”, apostando em “oferecer uma resposta moderna às necessidades de mobilidade de residentes e visitantes”.

O processo inclui a salvaguarda dos postos de trabalho da operação cessante, estando garantida a transição direta de cerca de 90% dos motoristas para a nova concessionária, que prestará o serviço de forma autónoma, sem recurso aos meios ou instalações das antigas empresas. Com vista a assegurar a continuidade do transporte de passageiros até à entrada em vigor do novo contrato, o Governo regional aplicou cerca de um milhão de euros na implementação de soluções operacionais temporárias.

Ao nível da bilhética e do apoio ao utente, a concessionária abre esta terça-feira, 4 de agosto, o Posto de Venda de Ponta Delgada, localizado na Loja 22 do Edifício Solmar, na Avenida Infante D. Henrique. A empresa prevê abrir em breve um posto de venda no Terminal Rodoviário da Ribeira Grande, tendo já ativado os canais digitais e de contacto direto, designadamente o portal www.azoresbus.pt, o endereço eletrónico apoiocliente@azoresbus.pt e linhas de atendimento telefónico e WhatsApp.

A nova rede manterá a cobertura de toda a ilha com veículos equipados com climatização, bilhética digital e condições de acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida. Entre as novidades operacionais está a criação das linhas Expresso Nordeste (servindo Nordeste, Ribeira Grande, Lagoa e Ponta Delgada) e Expresso Povoação (ligando Povoação, Furnas, Ribeira Grande, Lagoa e Ponta Delgada), com horários ajustados às deslocações diárias da população no período da manhã e de regresso ao final da tarde.

Governo regional destaca “maior investimento de sempre” na saúde em São Miguel

Em reunião realizada na Ribeira Grande, Mónica Seidi apresentou o ponto de situação do Programa Funcional do HDES e detalhou intervenções no valor de dezenas de milhões de euros em centros de saúde e equipamentos

© SRSSS

A secretária regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, afirmou na passada quinta-feira, 30 de julho, que o Governo regional dos Açores está a concretizar “o maior investimento de sempre no setor da saúde”, apontando a ilha de São Miguel como exemplo do reforço nas infraestruturas, equipamentos e recursos humanos do Serviço Regional de Saúde. A governante falava na reunião do Conselho de Ilha de São Miguel, realizada na Biblioteca Municipal Daniel de Sá, na Ribeira Grande, onde apresentou a estratégia governamental para o setor e o ponto de situação do Programa Funcional do novo Hospital do Divino Espírito Santo (HDES).

Durante a intervenção, Mónica Seidi salientou que a estratégia assenta numa visão integrada para responder às necessidades atuais e futuras da população. “Estamos a concretizar o maior investimento de sempre na saúde da Região, com mais infraestruturas, mais equipamentos, mais profissionais e mais capacidade assistencial, com o objetivo de garantir melhores cuidados de saúde aos açorianos”, declarou a titular da pasta da Saúde.

No âmbito dos cuidados de saúde primários, a nota da Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social destaca a inauguração, agendada para o próximo mês de agosto, dos novos Postos de Saúde da Maia e de Livramento/São Roque, num investimento conjunto superior a nove milhões de euros, além do avanço do concurso para o novo Centro de Saúde da Ribeira Grande. Foram igualmente elencadas intervenções nos restantes centros de saúde da ilha, designadamente o Centro de Saúde da Lagoa, as obras previstas para este ano no Centro de Saúde da Povoação para reabertura da enfermaria encerrada em 2020, a reabilitação do Centro de Saúde de Vila Franca do Campo, a criação do Serviço de Atendimento Urgente (SAU) no Centro de Saúde de Ponta Delgada e as obras de reabilitação no Nordeste.

Ao nível do investimento tecnológico e de equipamentos através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), o HDES beneficiou de mais de 25 milhões de euros para a aquisição de robótica cirúrgica e ortopédica, sequenciador genético, TAC, Ressonância Magnética, EBUS e ecógrafos. Adicionalmente, a Unidade de Saúde de Ilha de São Miguel (USISM) recebeu cerca de três milhões de euros do PRR para a aquisição de 20 viaturas elétricas, equipamentos de radiologia, cadeiras de medicina dentária e outros dispositivos de apoio assistencial.

Relativamente aos recursos humanos, a governante adiantou que se encontra a decorrer um procedimento concursal na USISM para a contratação de seis médicos de Medicina Geral e Familiar, fixando a taxa de cobertura de médico de família em São Miguel nos 96%. A USISM conta atualmente com 917 colaboradores, mais 152 do que em 2019. No HDES, estão em curso 15 procedimentos concursais para a contratação de 18 médicos internos de especialidades hospitalares, somando a instituição 2431 colaboradores, o que representa um aumento de 447 profissionais em comparação com o ano de 2019.

Entrega de 23 habitações em Vila Franca do Campo garante casa a famílias do concelho

Vila Franca do Campo acolhe 23 famílias no empreendimento Foros Sol Mar, num investimento de 2,2 milhões de euros do PRR para arrendamento com opção de compra

© MIGUEL MACHADO

Vinte e três famílias do concelho de Vila Franca do Campo receberam esta sexta-feira, 31 de julho, as chaves das suas novas habitações no empreendimento Foros Sol Mar, numa cerimónia presidida pelo presidente do Governo regional dos Açores, José Manuel Bolieiro. O conjunto habitacional, destinado ao regime de arrendamento com opção de compra, resultou de um investimento de 2,2 milhões de euros (acrescido de IVA), financiado através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), segundo informação divulgada pelo executivo açoriano.

A intervenção insere-se na estratégia do Governo regional para mitigar as necessidades habitacionais na ilha de São Miguel, abrangendo uma população maioritariamente jovem. Do total de agregados contemplados neste empreendimento, 87% correspondem a famílias jovens, registando-se ainda 17 famílias com dependentes, 10 agregados monoparentais e cinco que incluem pessoas com deficiência.

O empreendimento disponibiliza apartamentos de várias tipologias, designadamente quatro frações T1, nove T2 e dez T3, com valores de renda mensal situados entre os 259,05 euros e os 500,75 euros. Os contratos estabelecidos salvaguardam a possibilidade de os inquilinos exercerem a opção de aquisição do imóvel a partir do primeiro ano de vigência, sendo a totalidade do valor das rendas liquidadas até essa data deduzida no preço final de compra.

Durante o ato oficial, o presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, classificou a habitação como “uma das prioridades da ação governativa” por constituir um fator de “estabilidade, dignidade e qualidade de vida para as famílias”. O responsável salientou que “a maior satisfação da ação política é poder transformar decisões em respostas concretas que melhoram a vida das pessoas”, acrescentando que “cada chave hoje entregue representa mais segurança, esperança e felicidade para uma família açoriana”. José Manuel Bolieiro reforçou ainda que a finalidade da governação passa por “criar condições para que cada pessoa possa concretizar o seu projeto de vida”.

No concelho de Vila Franca do Campo, o plano público de habitação prevê um total de 61 soluções, distribuídas pelos 23 apartamentos agora concluídos, 23 habitações sujeitas a reabilitação e 15 lotes infraestruturados destinados à autoconstrução. Em termos globais, a dotação do PRR afeta à habitação na Região Autónoma dos Açores ascende a cerca de 65 milhões de euros, prevendo a concretização de 767 respostas habitacionais através de construção nova, recuperação de imóveis e disponibilização de terrenos urbanizados.

A cerimónia contou também com as presenças da secretária regional da Juventude, Habitação e Emprego, Maria João Carreiro, e da presidente da Câmara Municipal de Vila Franca do Campo, Graça Melo.

Estudo vai avaliar impacto social e económico das migrações nos Açores a partir de 2027

Iniciativa foi anunciada durante o V Encontro Consular dos Açores e pretende avaliar o contributo social e económico das migrações para o desenvolvimento da região

© JOÃO FREITAS

O governo regional dos Açores anunciou que irá promover, em 2027, um estudo destinado a avaliar o impacto social e económico das migrações no arquipélago. 

O anúncio foi feito durante o V Encontro Consular dos Açores, realizado no Palácio da Conceição, em Ponta Delgada, que reuniu representantes do corpo consular acreditado na região para refletir sobre os desafios e oportunidades das comunidades residentes no arquipélago, segundo nota de imprensa enviada à nossa redação.

Atualmente, os cidadãos estrangeiros representam cerca de 4% da população açoriana, realidade que o governo regional considera essencial para responder aos desafios demográficos, dinamizar a economia e reforçar a coesão social.

Na sessão de abertura do encontro, José Manuel Bolieiro assinalou a alteração no perfil demográfico e migratório da região, que concilia a tradição emigratória com a receção de novos residentes.

“Os Açores são uma terra de emigração, com uma Diáspora prestigiada em todo o mundo, mas são hoje também uma região de acolhimento, capaz de integrar pessoas, criar oportunidades e fortalecer a sua economia com quem escolhe viver entre nós”, declarou o presidente, acrescentando que o estudo permitirá “conhecer melhor o impacto das migrações no desenvolvimento dos Açores e valorizar o contributo daqueles que escolheram as nossas ilhas para viver, trabalhar, investir e empreender”.

A sessão enquadrou-se também nos preparativos para a celebração, no próximo ano, dos 600 anos do povoamento e da descoberta dos Açores, momento assinalado como oportuno para analisar a evolução da sociedade insular. 

A segunda parte do encontro foi dedicada à valorização das comunidades estrangeiras residentes nos Açores, através de testemunhos de representantes do Brasil, Alemanha, Cabo Verde, Estados Unidos da América e Espanha, que partilharam os seus percursos de integração e o contributo que têm prestado à sociedade açoriana nas áreas da cultura, investigação, artes e empreendedorismo.

O encerramento do evento contou com a apresentação do Grupo Folclórico e Etnográfico Estrelas do Atlântico, vindo de Laval, no Quebeque, Canadá. 

Promovido pela Secretaria Regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, através da Direção Regional das Comunidades, o encontro consular realiza-se anualmente desde 2022. Segundo o governo regional, desta cooperação resultou, em 2025, a assinatura de um protocolo com a Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), que permitiu alargar os seus serviços às 55 lojas da Rede Integrada de Apoio ao Cidadão (RIAC) existentes nas nove ilhas dos Açores.

Investimento em exames e tratamentos convencionados nos Açores aumenta 3,2 milhões de euros

Serviço Regional de Saúde destinou mais de 22 milhões de euros às entidades convencionadas em 2025, garantindo a realização de 2,5 milhões de atos médicos na região

© SRSSS

O investimento do Governo dos Açores nas convenções do Serviço Regional de Saúde registou uma subida de 3,24 milhões de euros em 2025 face ao ano anterior, permitindo assegurar, de forma complementar, a prestação de cuidados de saúde em várias ilhas do arquipélago.

Segundo nota de imprensa enviada pela Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social, no cômputo geral das especialidades verificou-se um aumento de cerca de 720 mil exames e tratamentos realizados em relação a 2023, ano em que o investimento global se fixou nos 17,7 milhões de euros.

Entre as áreas com maior volume de atividade em 2025 destacam-se as Análises Clínicas, com mais de 1,8 milhões de exames e um montante superior a 7,6 milhões de euros, e a Medicina Física e Reabilitação, que ultrapassou os 523 mil atos num valor superior a cinco milhões de euros. 

A Imagiologia contabilizou cerca de 89 mil exames, representando um investimento superior a 4,4 milhões de euros. O Governo Regional procedeu ainda à atualização dos valores pagos às entidades privadas nesta área e na Medicina Física e Reabilitação, algo que não acontecia desde 2014.

A Secretária Regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, sublinha que “estes números demonstram a importância estratégica dos parceiros do setor, que ao realizarem convenções reforçam a resposta do Serviço Regional de Saúde, permitindo assegurar aos açorianos um acesso mais célere, próximo e eficiente a cuidados de saúde fundamentais”.

O regime em vigor abrange áreas como Anatomia Patológica, Cardiologia, Gastroenterologia, Medicina Nuclear, Procriação Medicamente Assistida, Psiquiatria e Radioterapia, contribuindo para reduzir a necessidade de despesas diretas das famílias com cuidados de saúde.

Apesar do reforço da capacidade de resposta, a governante assinala que a Imagiologia continua a enfrentar constrangimentos no setor privado para assegurar a resposta pretendida, devido à dificuldade em contratar médicos especialistas. 

A tutela reafirma, contudo, a intenção de manter o reforço deste modelo complementar, defendendo Mónica Seidi que “o compromisso do Governo dos Açores é continuar a consolidar um Serviço Regional de Saúde moderno, robusto e centrado nas pessoas, assegurando que todos os açorianos, independentemente da sua ilha de residência, tenham acesso aos cuidados de saúde de que necessitam, com qualidade, segurança e em tempo útil”.