
A iniciativa, organizada pelo Clube Motard de São Roque – Sempre Livres em colaboração com a Associação Bênção dos Capacetes, marcou a estreia deste evento na ilha de São Miguel, integrando uma mobilização que decorreu em simultâneo no Funchal e no Santuário de Fátima. Perante os fiéis reunidos no Campo de São Francisco, o prelado açoriano usou a metáfora da condução para abordar a missão cristã no quotidiano, frisando aos participantes que “temos nas nossas mãos um veículo veloz que nos pode levar rapidamente a Cristo ou empapar-nos na lama da vida”.
Aprofundando a mensagem de evangelização e presença ativa na sociedade, D. Armando Esteves Domingues exortou os motociclistas a levarem os valores da fé para as vias de circulação, avisando que “quem não leva o Evangelho sobre rodas não espere que haja frutos”. Num apelo à superação do individualismo e do conforto, o bispo de Angra sublinhou que a atitude cristã exige movimento e decisão, referindo que “basta a tua decisão de arrancar, pôr o motor a trabalhar, sair do remanso, do conforto. O Senhor quer-nos a bulir”.
A intervenção abordou também as divisões e exclusões da sociedade contemporânea, onde “facilmente queremos calar as pessoas, quem tem mais direitos, quem merece o nosso alimento e quem não merece”. Em contrapartida, o representante da Igreja Católica nos Açores apontou o exemplo de Jesus Cristo, que “convida sobretudo os que não têm voz, os proscritos e vai à procura deles”, recordando que “os pequenos passos têm tanto significado. Nós não merecemos, mas temos que dar os passos”.
Na vertente da prevenção e da cidadania, o bispo elogiou a ação pedagógica desenvolvida em prol da segurança no trânsito, recordando que a proteção da vida humana “passa pela mão de cada um como trava e acelera”. D. Armando Esteves Domingues encerrou a homilia exortando os motociclistas a atuarem como “veículos de unidade”, promovendo a segurança, o respeito mútuo e a difusão do “Evangelho da alegria e do convívio”.
A Missa campal em Ponta Delgada foi concelebrada pelo reitor do Santuário do Senhor Santo Cristo dos Milagres, cónego Manuel Carlos Alves, e pelo capelão do Clube Motard de São Roque – Sempre Livres, padre André Resendes. A vertente nacional da peregrinação juntou 170 mil pessoas na Cova da Iria, sob a presidência do Patriarca de Lisboa, D. Rui Valério, que advertiu que “um capacete abençoado sobre uma condução irresponsável seria uma contradição”. O clube micaelense integrará a comissão organizadora nacional no próximo ano, estando assegurada a continuidade do evento no arquipélago.

O novo pároco da ilha da Graciosa, padre André Furtado, natural da freguesia de Nossa Senhora do Rosário, na cidade da Lagoa, foi recebido no Município de Santa Cruz da Graciosa para uma audiência de apresentação de cumprimentos. O encontro institucional assinalou o início das suas funções pastorais na ilha, de acordo com uma nota da autarquia local.
Durante a receção, a Câmara Municipal reconheceu o papel que a Igreja tem desempenhado ao longo de gerações na vida da comunidade, identificando-a como um espaço de apoio, proximidade e promoção de valores que contribuem para a coesão social da ilha.
O município aproveitou a ocasião para reafirmar a importância de manter uma relação de colaboração com as várias forças vivas locais, defendendo que a articulação entre entidades civis, religiosas, sociais e culturais é fundamental para fortalecer as respostas à população e assegurar o desenvolvimento participado do concelho.
A autarquia de Santa Cruz da Graciosa manifestou votos de bom trabalho ao sacerdote no desempenho da sua missão e renovou a disponibilidade para trabalhar em parceria com a Paróquia e com a comunidade local.

A Ouvidoria do Pico e o Serviço Diocesano da Mobilidade Humana promoveram, na passada segunda-feira, 14 de setembro, um encontro na Igreja de Santa Maria Madalena com o objetivo de lançar as bases para a criação de novas respostas de acolhimento e integração da população migrante na ilha. A iniciativa contou com a orientação do psicólogo António Caldeira, do Serviço Diocesano da Mobilidade Humana, e reuniu cerca de 45 agentes da pastoral social, técnicos de serviços de integração e representantes de estruturas locais que acompanham de perto esta dinâmica no terreno.
O debate centrou-se na crescente expressão que a população estrangeira tem vindo a adquirir na ilha do Pico, onde a comunidade de origem cabo-verdiana se destaca atualmente como a mais numerosa. O aumento deste fluxo populacional tem colocado novos desafios às instituições e à sociedade civil picoense, nomeadamente nos domínios do acompanhamento social, da habitação, da inserção laboral e da participação ativa dos cidadãos migrantes na vida comunitária.
A ação insere-se na preparação do Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, assinalado pela Igreja Católica a 27 de setembro. Para a edição deste ano, o Papa Leão XIV definiu o tema “Mesmo uma só destas crianças”, focando a atenção na vulnerabilidade dos menores que integram as deslocações forçadas por conflitos, pobreza ou catástrofes ambientais. Na sua mensagem para a efeméride, o Pontífice defende que a atuação junto destas populações deve superar a lógica do assistencialismo, exortando as comunidades locais a promoverem uma verdadeira integração e valorização dos refugiados e migrantes enquanto membros de pleno direito.
Com a realização deste encontro, a Igreja na ilha do Pico e o Serviço Diocesano pretendem transformar a reflexão num plano de trabalho conjunto que envolva as estruturas pastorais e sociais açorianas, capacitando a comunidade para dar uma resposta mais organizada e humanizada a uma realidade demográfica e cultural em consolidação no arquipélago.

A Igreja Matriz da Horta, no Faial, acolheu a Eucaristia de ação de graças pelos 50 anos da consagração da autonomia político-administrativa dos Açores. Perante o presidente da República e os titulares dos órgãos de governo próprio da Região Autónoma dos Açores, o Bispo de Angra, D. Armando Esteves Domingues, defendeu uma Autonomia assente na solidariedade, na coesão territorial e na interdependência entre todas as ilhas do arquipélago, segundo notícia publicada no sítio Igreja Açores.
Inspirando-se no relato evangélico da pesca milagrosa, o prelado diocesano comparou o percurso autonómico a um “fazer-se ao largo” e sublinhou a necessidade de cooperação mútua. “A Autonomia não se constrói no isolamento das pessoas ou de uma ilha contra a outra, mas na interdependência dos barcos”, afirmou o bispo de Angra durante a homilia, acrescentando que “quando uma ilha apanha peixe, a outra tem de vir ajudar a puxar a rede” e que “o futuro da Autonomia exige a solidariedade dos dois barcos, partilhando o peso do mar e a alegria do peixe”.
Na sua intervenção, D. Armando Esteves Domingues abordou também a figura de São Gregório Magno, cuja memória a Igreja celebrava no próprio dia, e a expressão “servo dos servos de Deus” para caracterizar a função dos decisores públicos. Para o prelado, as decisões políticas devem ter “o cheiro do povo” e priorizar as populações vulneráveis, utilizando a autoridade como ferramenta de justiça social e combatendo problemas como a pobreza, a exclusão social, os desafios demográficos e a integração de pessoas em risco.
O bispo recordou ainda o papel histórico da Diocese de Angra, criada em 1534, na construção da identidade e unidade arquipélagica antes da existência de um poder político centralizado na região. Apontando o contributo da rede paroquial, das misericórdias e das devoções populares, como o Culto do Divino Espírito Santo e o Senhor Santo Cristo dos Milagres, o responsável enfatizou a matriz cultural que sustentou o ideal autonómico e renovou o compromisso da Igreja Católica com o desenvolvimento integral dos Açores.
A celebração religiosa decorreu na véspera da sessão solene comemorativa dos 50 anos da Autonomia Político-Administrativa na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, na cidade da Horta.

A Diocese de Angra inicia o seu novo ano pastoral focada na concretização de ações prioritárias nas comunidades, prescindindo da criação de novas estruturas organizativas. A orientação surge no âmbito do segundo ano do primeiro triénio do plano diocesano com vista a 2034, ano em que a diocese assinalará 500 anos de história. As diretrizes resultam do discernimento comunitário efetuado no último ano, reunindo contributos do Conselho Pastoral Diocesano, ouvidorias, serviços e movimentos locais.
Segundo o diretor do Serviço Diocesano de Coordenação Pastoral, padre Jacob Vasconcelos, o plano pretende que cada realidade adapte as propostas às suas próprias condições sem sobrecarregar as paróquias. “Em cada espaço da nossa Diocese estas propostas poderão ganhar vida tendo em conta as necessidades, os recursos e as potencialidades existentes”, explica o sacerdote, reforçando que o objetivo do trabalho proveniente das bases passa por produzir consequências práticas no quotidiano das ilhas.
O programa estrutura-se em três eixos centrais: conversão, acolhimento e missão. No âmbito da conversão, o documento aponta para o reforço de iniciativas de espiritualidade e primeiro anúncio já consolidadas, como retiros, Cursilhos, o Movimento da Mensagem de Fátima, orações de Taizé e Grupos Alpha, além do acompanhamento continuado da juventude pós-eventos e da atenção aos estudantes universitários e jovens deslocados.
Na vertente do acolhimento, as orientações visam fortalecer o convívio comunitário nos adros das igrejas, festas paroquiais, Impérios do Espírito Santo e romarias, promovendo a integração de famílias, idosos e migrantes. O plano prevê ainda a melhoria das acessibilidades aos templos para pessoas com deficiência, a adequação de horários celebrativos às rotinas de trabalho e o acompanhamento de situações de fragilidade, luto ou doença.
A dimensão missionária propõe a criação de equipas de leigos voluntários para uma pastoral de proximidade junto daqueles que estão afastados da vida paroquial. De acordo com a informação divulgada pela Diocese de Angra, o plano prioriza igualmente o combate à pobreza e à vulnerabilidade social nos Açores através do método “ver, julgar e agir”, aliando o testemunho cristão ao compromisso social e cultural nas várias ilhas do arquipélago.

A ilha do Pico acolhe, de 4 a 6 de setembro, o II Encontro Diocesano da Juventude, uma iniciativa do Serviço Diocesano á Juventude, que reunirá dois representantes de cada ouvidoria da Diocese, acompanhados pelos respetivos assistentes da pastoral juvenil.
O encontro tem como principal objetivo preparar a Aldeia 2027, que terá como tema “Da Esperança à Fraternidade” e decorrerá na Povoação. Ao longo destes três dias, os participantes serão chamados a refletir sobre a organização deste grande encontro diocesano, definindo linhas de ação e propostas que respondam às expectativas e desafios da juventude. Também nesta altura serão escolhidos o hino e o logotipo da segunda edição da Aldeia da Esperança, encontro de jovens que se realizou em São Jorge em 2025.
Para além da preparação da Aldeia 2027, o II Encontro Diocesano da Juventude será um espaço privilegiado de diálogo, partilha e discernimento sobre as principais problemáticas que afetam os jovens na atualidade. Pretende-se que sejam os próprios jovens a identificar as suas necessidades, a apontar prioridades e a construir soluções, assumindo um papel ativo na definição do caminho da pastoral juvenil da Diocese.
A iniciativa reforça a aposta numa Igreja que escuta os jovens, promovendo a sua participação e corresponsabilidade na vida das comunidades. O encontro pretende ainda fortalecer os laços entre as diferentes ouvidorias, fomentar o espírito de comunhão e incentivar o compromisso dos jovens na construção de uma sociedade mais fraterna e esperançosa.
Durante os trabalhos, haverá momentos de formação, reflexão, oração e convívio, proporcionando um ambiente propício à partilha de experiências e ao fortalecimento da missão dos jovens nas suas comunidades paroquiais.
Com este segundo encontro diocesano, a Pastoral Juvenil dá continuidade ao caminho de preparação para a Aldeia 2027, convidando os jovens a serem protagonistas de um projeto que pretende transformar a esperança em compromisso e a fraternidade em realidade.
O I Encontro Diocesano de Jovens teve lugar no Seminário de Angra, na ilha terceira, em outubro de 2024.

A ouvidoria de Vila Franca do Campo, na ilha de São Miguel, promoveu esta semana o último encontro de acólitos antes da pausa para as férias de verão, encerrando um percurso de seis sessões direcionado a crianças e jovens das várias paróquias do concelho. A iniciativa, divulgada pela ouvidoria de Vila Franca do Campo, integrou momentos de formação litúrgica, oração e dinamização comunitária em torno do serviço do altar.
A caminhada teve início a 28 de novembro de 2025, na paróquia de Ponta Garça, e prosseguiu a 20 de dezembro de 2025, na Ribeira das Tainhas, sob o lema “O acólito serve Cristo no altar e na comunidade”. Ao longo das seis etapas dinamizadas pelas diferentes paróquias da ouvidoria, os participantes abordaram matérias como a identificação das alfaias litúrgicas, os tempos e gestos da celebração e a postura adequada nas missas, combinando a aprendizagem técnica e espiritual com atividades de grupo.
A experiência reuniu participantes de diversas idades, entre os quais Artur Amaral, de seis anos, acólito da paróquia de Ponta Garça, que fez o balanço da participação nestas sessões. “As reuniões dos acólitos foram muito divertidas e especiais. Fizemos jogos, cantámos, rezámos e conhecemos melhor os outros meninos e meninas. Também aprendemos a servir melhor no altar, a ajudar o padre e a perceber como é importante participar na Missa com alegria. Estes encontros foram muito importantes porque fizemos novos amigos, aprendemos a trabalhar em equipa e a sermos mais bondosos e responsáveis. Gostei muito de participar”, afirmou.
Por seu turno, Bernardo Botelho, de 13 anos, acólito na paróquia de Água d’Alto, sublinhou a vertente de aprendizagem e de partilha proporcionada ao longo dos meses de formação. “Estes seis encontros para acólitos foram uma ótima oportunidade para o convívio, para a formação no serviço do altar e para a partilha de conhecimentos entre acólitos. Cada encontro começava com um momento de oração e reflexão, incentivando cada acólito a fazer da oração um alicerce da sua vida quotidiana. Nestes encontros aprendemos diversas coisas, desde o nome de cada alfaia litúrgica ao comportamento e à postura de cada acólito na celebração da eucaristia, contribuindo, assim, para a beleza e a dignidade de cada celebração. Estes encontros tiveram uma enorme importância na vida de cada um de nós, formando cada um para o serviço do altar e incentivando-os a convidar outros para serem acólitos e a crescerem na sua amizade com Jesus”, declarou.
A dinamização do ministério do acolitado nas paróquias visa apoiar os sacerdotes na condução dos atos litúrgicos e assegurar a preparação técnica dos intervenientes nas celebrações, promovendo simultaneamente o envolvimento dos jovens na vida comunitária da Igreja local.

A Diocese de Angra anunciou que a totalidade das coletas das missas celebradas em todas as paróquias da Região Autónoma dos Açores, nos dias 11 e 12 de julho, será integralmente canalizada para apoiar as vítimas dos violentos sismos que assolaram a Venezuela no passado dia 24 de junho. A informação, avançada através de notícia publicada no sítio Igreja Açores, detalha um esforço logístico e financeiro que visa mitigar o rasto de destruição num país com fortes ligações afetivas e migratórias ao arquipélago, mobilizando os fiéis açorianos num momento de extrema urgência humanitária.
Esta iniciativa reforça a primeira linha de resposta que já tinha sido ativada a nível local. A Cáritas Diocesana dos Açores procedeu de imediato ao envio de uma verba inicial de 2.500 euros logo após a catástrofe. O montante que vier a ser angariado nas eucaristias deste fim de semana será centralizado e remetido para a Cáritas Portuguesa que, através da rede da Cáritas Internacional, assegurará que os fundos cheguem de forma célere e segura às instituições venezuelanas que se encontram no terreno a prestar assistência direta às populações afetadas.
A liderança do organismo católico regional apela a uma mobilização alargada que ultrapasse o contexto estritamente paroquial. “Vamos interpelar, ainda, todas as Cáritas de ilha para que também contribuam com ajuda financeira. Neste momento, é o mais importante”, afirmou a presidente da Cáritas Diocesana de Angra, Anabela Borba, em declarações ao Sítio Igreja Açores, expressando o objetivo claro de envolver as diferentes estruturas insulares num esforço conjunto. A responsável esclareceu ainda que, devido à distância geográfica e à complexidade logística, o envio de bens materiais se torna inviável para a instituição açoriana, sendo o apoio monetário a via mais eficaz, uma vez que a congénere das Caraíbas já se encontra a distribuir kits de emergência no local.
O cenário na Venezuela assume contornos de profunda gravidade, afetando de perto a comunidade portuguesa e lusodescendente fixada na capital, Caracas, e na região de La Guaira, onde dezenas de edifícios ruíram ou sofreram danos estruturais severos. Os dados oficiais mais recentes são dramáticos, contabilizando mais de 1700 mortos e acima de 5 mil feridos, aos quais se somam, de acordo com estimativas das Nações Unidas, mais de 50 mil pessoas desaparecidas, o que confere uma escala trágica à catástrofe natural.
Na ilha de São Miguel, a corrente de solidariedade já se tinha feito notar anteriormente através do Santuário do Senhor Santo Cristo dos Milagres, em Ponta Delgada. O maior polo de devoção do arquipélago antecipou-se a este peditório geral e destinou as coletas das suas missas dominicais do passado dia 28 de junho para esta mesma causa. Para além das vias eclesiais e paroquiais, os cidadãos que pretendam contribuir a título individual para a campanha nacional da Cáritas Portuguesa podem fazê-lo de forma direta através do sítio oficial da Internet da instituição ou recorrendo a canais de transferência bancária.

A ilha de Santa Maria, nos Açores, prepara-se para receber, entre os próximos dias 6 e 10 de julho, 80 jovens acólitos vindos das ilhas do Faial, de São Miguel e da própria ilha anfitriã. O grupo vai reunir-se na décima Peregrinação Diocesana de Acólitos, uma iniciativa que promete aliar momentos de formação, oração, convívio e descoberta daquela que é a primeira ilha do arquipélago açoriano.
De acordo com a notícia publicada no sítio Igreja Açores, esta jornada de cinco dias pretende, acima de tudo, reforçar o espírito de serviço à Igreja. O encontro visa ainda estreitar os laços de amizade entre os jovens que desempenham este ministério litúrgico nas suas respetivas comunidades paroquiais.
A logística deste grande encontro comunitário terá como base central o Quartel dos Bombeiros Voluntários de Vila do Porto. Este espaço estratégico acolherá todas as refeições, os momentos de convívio e as diversas atividades dinâmicas programadas para a semana.
Embora a chegada dos primeiros grupos de fora da ilha comece a registar-se logo no dia 6 de julho, o programa oficial arranca na terça-feira, dia 7. Este primeiro dia será inteiramente dedicado ao acolhimento formal dos participantes, com almoço e jantar comunitários, terminando a noite com uma sessão de boas-vindas e confraternização.
Para o dia 8 de julho, a organização preparou um roteiro especial pelos locais mais emblemáticos de Santa Maria. Os jovens vão realizar uma oração na Ermida de Nossa Senhora de Fátima, seguida de um almoço convívio no Parque Florestal das Fontinhas e de um momento de lazer na icónica Baía dos Anjos. A noite fechará com uma vigília na Igreja de Santo Antão.
A dimensão formativa e o ponto alto das celebrações religiosas estão reservados para o dia 9 de julho. A manhã começará com uma sessão intensiva promovida pela Comissão Diocesana de Acólitos, focada na partilha de experiências e no aprofundamento das funções litúrgicas.
Durante a tarde do mesmo dia, os peregrinos concentrar-se-ão no Jardim Municipal de Vila do Porto. Dali partirá uma procissão solene em direção à Igreja Matriz de Nossa Senhora da Assunção, onde será celebrada a Eucaristia Central. O encerramento definitivo do evento e o regresso progressivo dos participantes às suas ilhas de origem acontecem a 10 de julho.
Segundo a agência Igreja Açores, a iniciativa recorda que o serviço ao altar é também um caminho de crescimento humano e espiritual, vivido com alegria e dedicação. Na Igreja Católica, o acólito tem a missão de acompanhar e servir discretamente nas celebrações.
Recorde-se que estes ministros se dividem entre acólitos instituídos (um ministério laical para adultos) e não instituídos (geralmente crianças). Em Portugal, o patrono oficial destes jovens é São Francisco Marto, um dos três pastorinhos videntes de Fátima.

O bispo de Angra, D. Armando Esteves Domingues, apelou este domingo, 14 de junho, ao novo sacerdote da Diocese de Angra, padre Fábio Silveira, para viver o sacerdócio como uma entrega total a Cristo e ao serviço dos outros. Numa notícia publicada no sítio Igreja Açores, o prelado sublinhou o impacto desta missão na comunidade, afirmando que “o sacerdote existe para reunir, reconciliar, aproximar e construir pontes”.
Na homilia da celebração de ordenação presbiteral de Fábio Silveira, natural da ilha do Pico e com 37 anos de idade, o responsável diocesano fez questão de partilhar uma reflexão profunda sobre a verdadeira essência deste compromisso. Dirigindo-se aos fiéis, destacou que o sacerdócio “não é uma função ou tarefa”, mas uma vocação que encontra a sua verdadeira fecundidade na união com o divino.
Procurando balizar o caminho do novo presbítero num jornalismo que conta as histórias da nossa gente, o bispo de Angra deixou um aviso claro sobre as tentações do quotidiano e o ativismo desmedido: “Não é a atividade que salva o sacerdote; é a intimidade com o Senhor. Não é o muito fazer, mas o muito amar a Deus e aos irmãos. A ordenação sacerdotal, como qualquer outra vocação a seguir Jesus, não é uma promoção nem uma conquista. É uma resposta ao amor a Deus que a todos dá o Seu Espírito e adequados carismas”.
De seguida, dirigindo-se diretamente a Fábio Silveira, o prelado deixou conselhos práticos e espirituais para que a rotina não apague o fervor inicial. “Antes de seres padre, és discípulo. Antes de seres enviado, és amado. Antes de falares de Cristo, és chamado a viver em Cristo”, vincou D. Armando Esteves Domingues, pedindo-lhe que nunca permita que a oração se torne um elemento acessório no seu dia a dia.
Ao refletir sobre o ministério, o bispo recordou que o mundo atual, marcado por divisões, precisa de padres com “um coração reconciliado, manso, disponível, capaz de escutar, de acolher, de amar quem sofre e quem se alegra”. O responsável exortou ainda o novo sacerdote a focar o seu trabalho na proximidade com as populações locais, amando os pobres, os doentes, os jovens e os idosos da região.
Num dos momentos mais dinâmicos da cerimónia, o prelado analisou o peso das promessas que o candidato assume perante a Igreja. “São perguntas que pesam. São provocantes num tempo de perigosas aparências, de fácil maquilhagem de personalidade, de dualismos e polarizações”, observou, incentivando o novo padre a “perder-se” e a não ter medo de despender as suas energias em prol do Evangelho.
A celebração ficou também marcada por uma sentida homenagem aos sacerdotes jubilados da diocese, cuja fidelidade ao longo das décadas foi apontada como o grande exemplo para as novas gerações açorianas. “Deus não vos pediu sucesso; pediu amor”, afirmou o prelado, agradecendo publicamente “a fidelidade silenciosa, as lágrimas escondidas, os sacramentos celebrados e as vidas tocadas” pelo ministério destes homens.
No total, são sete os presbíteros que celebram o seu jubileu este ano, estando cinco presentes na cerimónia. Fazem bodas de prata os padres Hélder Miranda Alexandre, Hélder Cosme e Silvano Vasconcelos; bodas de diamante os padres Ivo Rocha, Vasco Parreira e Norberto Pacheco; e uns históricos 70 anos de ordenação presbiteral o padre José Fernandes Medeiros, um dos sacerdotes mais velhos de toda a diocese.
D. Armando Esteves Domingues aproveitou ainda a ocasião para abordar a reestruturação da formação na Diocese de Angra, revelando que Fábio Silveira é o último seminarista a realizar todo o percurso formativo no Seminário Episcopal de Angra. Os futuros candidatos passarão a realizar os estudos académicos na cidade do Porto, mantendo-se a formação pastoral e o acompanhamento nos Açores.
Para sossegar a comunidade local, o bispo garantiu o futuro da instituição: “O Seminário não acabou, apenas tem vida mais exigente: acompanha os candidatos, antes, durante e depois dos estudos; continua a fazer a formação dos diáconos e a formação permanente do clero; orienta o final do curso de teologia, aqui. É a nossa grande Instituição formativa”.
Neste mesmo contexto de renovação, o líder da diocese anunciou que a futura Escola Diocesana para Leigos iniciará a sua atividade já em setembro com cerca de 120 inscritos. O prelado considera a formação dos leigos “um grande desafio que o Espírito Santo está a propor à nossa Igreja dos Açores” e uma oportunidade fulcral para o surgimento de novos ministérios e dinâmicas nas paróquias açorianas.
O novo sacerdote, Fábio Silveira, chegou a Angra do Heroísmo em 2010 para estudar música e acabou por ingressar no seminário há oito anos, tendo realizado o seu estágio pastoral recente na ilha de São Miguel. No final da cerimónia, onde esteve rodeado por familiares e amigos, recebeu as boas-vindas oficiais à “nova família” do presbitério açoriano, com o desejo de que se sinta sempre sustentado pelos seus irmãos de sacerdócio.