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Importância estratégica dos Açores destacada no arranque das comemorações do Dia de Portugal na Terceira

José Manuel Bolieiro recebeu o Presidente da República, António José Seguro, no Palácio dos Capitães Generais, sublinhando o papel do arquipélago no contexto nacional e atlântico

© GOVERNO DOS AÇORES

O presidente do Governo regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, recebeu esta terça-feira, 9 de junho, o Presidente da República, António José Seguro, no Palácio dos Capitães Generais, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira.

Segundo uma nota de imprensa enviada pela Presidência do Governo Regional, a audiência serviu para a apresentação de cumprimentos institucionais e antecedeu o início do programa oficial das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, que este ano têm como palco o arquipélago açoriano.

Após o encontro, decorreu a cerimónia do hastear da Bandeira Nacional, assinalando o arranque formal das celebrações. O momento contou também com a presença da Representante da República para a Região Autónoma dos Açores, Susana Goulart Costa.

Durante a audiência, o Chefe de Estado assinou ainda o Livro de Honra da Presidência do Governo dos Açores, imortalizando a sua passagem pela Região neste dia festivo.

Na ocasião, o líder do executivo açoriano, José Manuel Bolieiro, saudou a escolha dos Açores para acolher as comemorações de 2026, considerando que a decisão representa um reconhecimento claro da importância estratégica das ilhas no contexto nacional e atlântico.

O governante fez questão de destacar a posição geográfica singular da Região e a sua vocação histórica de ligação entre continentes e culturas. “Os Açores são um território de paz, de cosmopolitismo e de ligação ao mundo”, referiu.

Sublinhando que a região encara esta responsabilidade com entusiasmo e sentido de missão, Bolieiro reforçou o orgulho açoriano em ser o centro das atenções do país e das comunidades da diáspora. “Estamos de braços abertos para acolher uma celebração de sucesso”, garantiu.

O programa oficial do 10 de Junho prossegue esta quarta-feira na ilha Terceira, tendo como um dos momentos centrais a tradicional cerimónia militar no Cerrado do Bailão, em Angra do Heroísmo.

Conselho da Diáspora debate economia, cultura e jovens com o olhar no futuro da região

O Conselho da Diáspora Açoriana reuniu-se para debater o papel estratégico das comunidades emigrantes no desenvolvimento do arquipélago, num encontro que ficou marcado pelo anúncio de um novo Plano Estratégico das Migrações para a próxima década

© MIGUEL MACHADO

O presidente do Governo regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, presidiu esta terça-feira, 26 de maio, à sessão de abertura do Conselho da Diáspora Açoriana, um órgão consultivo cuja criação foi validada por unanimidade na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores. Segundo uma nota de imprensa enviada à redação do Diário da Lagoa pelo executivo açoriano, os trabalhos da reunião deste órgão — que junta representantes de várias geografias em torno do diálogo e da partilha — centram-se em três dimensões estruturantes: as relações económicas, as ligações culturais além-fronteiras e o envolvimento das novas gerações na afirmação da identidade regional.

Durante a sua intervenção, o líder do executivo açoriano enalteceu o prestígio dos emigrantes espalhados pelo mundo, sublinhando que as comunidades são “fantásticas na sua qualidade e no reconhecimento que conquistaram pelo mundo inteiro”. José Manuel Bolieiro defendeu que esta união confere ao arquipélago uma capacidade única de projeção internacional, lembrando que o percurso construído em conjunto permite hoje afirmar uma visão de confiança. “Nós somos grandiosos na relação com o mundo, através da nossa diáspora. E ninguém perdeu a ligação à sua identidade”, afirmou o governante, reforçando que “este reconhecimento traz também uma responsabilidade: sermos um elo cativante de adesão às nossas raízes e ao nosso futuro comum”.

O presidente do governo açoriano abordou ainda a necessidade de evolução das mentalidades face aos constrangimentos históricos da insularidade, lembrando que, se durante muito tempo a população se habituou a olhar para as ilhas como “distantes e pobres”, hoje o foco está na “grandeza, potencial e confiança”. Na ótica do chefe do executivo, a escala geográfica deve ser encarada como uma oportunidade de afirmação e não como uma limitação. “Somos grandiosos apesar da nossa dimensão e da nossa distância”, vincou o líder açoriano, que aproveitou o momento para destacar a posição geoestratégica do arquipélago no Atlântico Norte como um ativo diferenciador e assegurar que “a nossa geografia, tantas vezes vista como limitação, é hoje um fator de afirmação e de oportunidade”.

A nível de medidas concretas para o futuro, o governante anunciou que o executivo está a preparar o Plano Estratégico das Migrações para a próxima década, um documento que terá uma abordagem integrada ao abranger tanto a realidade da emigração como a da imigração, de forma a consolidar os Açores como uma região aberta ao mundo. A fechar a sessão, que ficou igualmente assinalada pelo lançamento de um novo número da revista Açorianidade para aprofundar a reflexão sobre a identidade dentro e fora do território, José Manuel Bolieiro deixou um voto de agradecimento pelo empenho de todos os conselheiros, rematando que “a nossa diáspora é um exemplo de identidade viva e de ligação às raízes”.

Bolieiro defende Açores como “farol” de sustentabilidade e coesão nos 50 anos da Autonomia

O presidente do Governo regional destaca o salto histórico no emprego e no PIB per capita em Ponta Delgada, apelando à unidade das nove ilhas para vencer a pobreza estrutural e projetar a centralidade atlântica no atual contexto internacional

© MIGUEL MACHADO

O presidente do Governo regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, defendeu esta segunda-feira, 25 de maio, a necessidade de afirmar o arquipélago como um exemplo global de desenvolvimento sustentável, alicerçado na autonomia política e na união de todas as ilhas. De acordo com a nota informativa com o discurso integral enviado pelo executivo açoriano, as declarações foram proferidas no Teatro Micaelense, em Ponta Delgada, durante a Sessão Solene Comemorativa do Dia da Região Autónoma dos Açores. O líder do executivo aproveitou o momento simbólico que marca as cinco décadas de Autonomia Política para sublinhar o orgulho na identidade do povo açoriano, declarando que, “hoje, com elevado orgulho, celebramos Açores. Celebramos açorianidade nesta segunda-feira do Divino Espírito Santo”.

Ao longo da sua intervenção na sessão que homenageou a condição de Ponta Delgada como Capital Portuguesa da Cultura 2026, o governante recordou o percurso histórico do arquipélago, lembrando que a autonomia nasceu da democracia conquistada com o 25 de Abril e foi consolidada com a Constituição de 1976. Para José Manuel Bolieiro, este processo permitiu transformar profundamente a realidade quotidiana das populações locais através da recuperação de enormes atrasos estruturais nas últimas décadas. O chefe do executivo salientou a evolução em áreas essenciais como a saúde, indicando que a região passou de 90 médicos em 1977 para cerca de 900 profissionais na atualidade, num universo de mais de 6.148 profissionais de saúde em funções. No plano económico, o governante evidenciou que o PIB per capita regional subiu de 45% da média nacional em 1974 para 88% em 2026, sustentando que “os açorianos criam riqueza e emprego, como nunca, e, só assim, se pode combater a pobreza histórica”, com um recorde superior a 120 mil pessoas empregadas.

Num discurso focado na coesão territorial, o presidente do governo deixou claro que o sucesso do arquipélago depende diretamente da valorização mútua e da solidariedade entre as nove ilhas, considerando que “a unidade é força transformadora e promotora do desenvolvimento de todas as ilhas, não deixando nenhuma ilha para trás, num processo de desenvolvimento harmónico e integral dos Açores”. Perante o atual cenário de instabilidade geopolítica internacional, o líder açoriano defendeu que a região deve afirmar-se como um espaço de estabilidade e responsabilidade institucional, funcionando como uma referência contrária aos conflitos globais através da aposta firme nas transições climática, digital e energética. “O mundo precisa de exemplos e de faróis. E os Açores são hoje um exemplo e um farol”, reforçou, destacando o papel pioneiro das ilhas na proteção do oceano e na antecipação das metas globais de sustentabilidade ambiental.

A fechar a sua alocução na sessão solene, José Manuel Bolieiro abordou a relevância geoestratégica dos Açores enquanto ponte no Atlântico para Portugal, para a União Europeia e para a NATO, coincidindo com os 40 anos de integração europeia do país. O governante vincou que a condição ultraperiférica da Região deve ser conciliada com a sua crescente centralidade tecnológica, científica e de conhecimento do futuro, visando o desenvolvimento de economias de alta precisão no mar, no espaço e em terra. O presidente do governo terminou com um apelo à mobilização coletiva de todas as gerações para “conjugar a região de necessidades que somos com a região de oportunidades que queremos ser”, transformando a incerteza geográfica em ambição coletiva.

Hospitais dos Açores entram na era da cirurgia robótica com investimento de 2,3 milhões de euros do PRR

O Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira acolheu a primeira intervenção cirúrgica ortopédica com recurso a tecnologia robótica na região, num passo histórico para a modernização do Serviço Regional de Saúde que chegará também ao Hospital Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada

© MIGUEL MACHADO

O Serviço Regional de Saúde deu um passo histórico na modernização tecnológica e na diferenciação dos cuidados prestados aos utentes açorianos. O Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira (HSEIT) acolheu a primeira intervenção cirúrgica com recurso a um robô ortopédico na Região Autónoma dos Açores, assinalando o arranque oficial desta valência médica nas ilhas. De acordo com a nota de imprensa enviada pelo executivo regional, o momento foi presenciado pelo presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, que sublinhou o impacto desta inovação. “Estamos a inaugurar a possibilidade da robótica cirúrgica. Esta era uma necessidade e estamos hoje a celebrar este momento”, afirmou o governante, aproveitando a ocasião para deixar um reconhecimento público à administração hospitalar e aos profissionais do HSEIT pelo empenho em reforçar a capacidade de resposta aos doentes. “Este hospital tem instalações magníficas e profissionais briosos. O objetivo é aumentar a sua diferenciação, as suas capacidades e também torná-lo mais atrativo para mais profissionais”, acrescentou.

A introdução desta tecnologia de ponta resulta de um investimento estratégico global que ascende a 2,35 milhões de euros (acrescidos de IVA), financiado através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), na componente destinada à modernização e requalificação da saúde. Este pacote financeiro permitiu a aquisição de dois sistemas de cirurgia robótica ortopédica: o equipamento agora estreado na Ilha Terceira, orçado em 1,25 milhões de euros, e um segundo sistema, no valor de 1,1 milhões de euros, destinado ao Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), em Ponta Delgada, aproximando esta inovação também dos utentes de São Miguel. A cirurgia robótica destaca-se por permitir uma maior precisão nos procedimentos, um planeamento cirúrgico refinado, menor invasividade e uma recuperação pós-operatória visivelmente mais rápida e eficaz. O executivo antecipa elevados ganhos em saúde, traduzidos na redução do tempo de internamento, na diminuição das sessões de fisioterapia necessárias e na quebra de custos sociais indiretos, como o absentismo laboral, estando já previstos estudos específicos para avaliar o impacto clínico e operacional desta tecnologia.

O ato inaugural no bloco operatório contou ainda com a presença da secretária regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, do presidente do Conselho de Administração do HSEIT, Paulo Diz, da diretora clínica, Rute Couto, da diretora do Bloco Operatório, Lisandra Martins, e da responsável pelo Bloco Operatório, Sandra Pavão. Após acompanharem o procedimento cirúrgico, a comitiva governamental e os responsáveis hospitalares prosseguiram com uma visita de trabalho à Unidade de Cuidados Intermédios Cardíacos (UCIC) e avaliaram o andamento das obras de instalação do novo angiógrafo, infraestruturas que complementam o forte investimento em equipamentos no hospital terceirense, que já soma 15 milhões de euros acumulados entre os anos de 2021 e 2026.

Governo regional anuncia apoios ao setor agrícola na abertura do Concurso Micaelense da Raça Holstein Frísia

O certame, que decorre no Parque de Exposições de São Miguel, serviu de palco para o anúncio de novas medidas de apoio aos agricultores açorianos, incluindo a amortização do gasóleo agrícola e fundos para a autonomia alimentar animal

© MIGUEL MACHADO

O presidente do Governo regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, presidiu à cerimónia de abertura do XXII Concurso Micaelense da Raça Holstein Frísia, um evento central para a lavoura micaelense que decorre no Parque de Exposições de São Miguel, na Associação Agrícola em Santana.

O líder do executivo aproveitou o momento de proximidade com a comunidade rural para destacar a relevância deste certame, promovido pela Associação Agrícola de São Miguel, afirmando que o evento se tem afirmado “pela quantidade e pela qualidade”, conquistando ao longo dos anos “credibilidade, confiança e prestígio”.

Na sua intervenção, José Manuel Bolieiro defendeu a importância do trabalho conjunto entre agricultores, associações e instituições, sublinhando que “o sucesso não se faz a pedido, faz-se trabalhando” e através da procura de soluções “em parceria”. Na ocasião, o governante aproveitou também para elogiar o Comendador Jorge Rita, a quem se referiu como “uma referência” no setor agrícola regional pela sua experiência e capacidade de representação.

No plano dos apoios concretos ao setor, que enfrenta os impactos do atual contexto internacional e o consequente aumento dos custos de produção, o governante anunciou que a Comissão Europeia avançará com a reserva agrícola destinada a apoiar os agricultores face ao encarecimento dos fertilizantes, permitindo aos Estados-membros recorrer a fundos comunitários. “Cá estaremos nós vigilantes, reivindicativos e acompanhando esta solução”, garantiu o presidente do Governo.

Adicionalmente, foi revelado que estarão abertas as candidaturas para a reconversão de explorações de produção de leite para produção de carne nas ilhas de São Miguel, Terceira e Graciosa, seguindo-se o arranque das candidaturas para o apoio à compra de sementes de milho e sorgo. Esta última medida integra a estratégia regional de reforço da autonomia alimentar animal, sendo que os Açores já atingiram os 14.500 hectares dedicados a estas culturas.

O executivo açoriano anunciou também uma majoração de 30% nos apoios previstos para compensar os impactos das intempéries na produtividade e garantiu uma resposta direta à subida do gasóleo agrícola. “O Governo assume amortizar até 10 cêntimos a subida do preço do gasóleo”, anunciou Bolieiro.

O XXII Concurso Micaelense da Raça Holstein Frísia conta este ano com a participação de 221 animais, integrando ainda no seu programa workshops técnicos, exposições e momentos de animação para toda a comunidade.

José Manuel Bolieiro recebe vice-presidente da Comissão Europeia para discutir futuro das verbas regionais

O encontro no Palácio de Santana entre o líder do Governo dos Açores e Raffaele Fitto marca um passo estratégico na defesa das Regiões Ultraperiféricas perante o novo quadro financeiro da União Europeia

© MIGUEL MACHADO/GRA

O presidente do Governo regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, recebeu esta manhã, no Palácio de Santana, o vice-presidente executivo da Comissão Europeia para a Coesão e Reformas, Raffaele Fitto. A audiência de apresentação de cumprimentos, inserida numa deslocação oficial a Portugal que contempla Lisboa e o arquipélago, foca-se no diálogo sobre o futuro da política de coesão e na estratégia europeia para as Regiões Ultraperiféricas (RUP). Segundo nota enviada à redação pela Presidência do Governo Regional, este encontro assume uma importância crítica por ocorrer num momento determinante para a definição do próximo Quadro Financeiro Plurianual, que ditará os apoios europeus aos Açores nos próximos anos.

A visita é o culminar de um esforço diplomático iniciado no final de 2025, em Bruxelas, durante o High-Level Outermost Regions Forum, onde Bolieiro convidou formalmente o comissário europeu a visitar a Região. Para o líder do executivo açoriano, a presença de Fitto é um sinal de proximidade institucional. “Recebemos esta visita com grande apreço, pela atenção e compromisso que revela para com os Açores”, afirmou o presidente do Governo, que classificou o responsável europeu como “um verdadeiro aliado das Regiões Ultraperiféricas” e conhecedor profundo das especificidades e dos desafios que estes territórios enfrentam na atual fase de transição europeia.

Após a audiência inicial, a agenda prosseguiu com uma reunião de trabalho alargada a vários membros do Governo dos Açores, dedicada à apresentação da visão regional sobre as políticas e instrumentos financeiros da União Europeia. O programa da tarde reserva uma componente prática de visita ao terreno, com passagens pelo conjunto habitacional Trás-os-Mosteiros, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), e pelo Ecoparque da Ilha de São Miguel (MUSAMI), projeto cofinanciado pelo FEDER.

José Manuel Bolieiro sublinhou que este contacto direto com as obras permite evidenciar “o impacto concreto das políticas europeias na vida dos açorianos”, reforçando a necessidade de uma política de coesão forte e ajustada à realidade insular. O governante expressou ainda o seu reconhecimento pela disponibilidade de Raffaele Fitto em regressar futuramente para uma visita mais alargada a outras ilhas do arquipélago.

Governo regional liberta 69 mil euros para apoiar recuperação em Água de Pau

O deputado social-democrata Rúben Cabral enalteceu a rapidez do executivo na aprovação de compensações financeiras destinadas a famílias e entidades afetadas pelo mau tempo de outubro passado

© PSD AÇORES

O deputado do PSD/Açores, Rúben Cabral, destacou hoje a ação do Governo Regional no apoio direto à população da Vila de Água de Pau, após o Executivo ter aprovado as compensações financeiras destinadas a mitigar os prejuízos causados pelo mau tempo que assolou a localidade a 25 de outubro de 2025.

De acordo com uma nota de imprensa enviada pelo parlamentar, a decisão foi oficialmente selada através de uma resolução publicada no Jornal Oficial. O documento assegura um apoio financeiro na ordem dos 69 mil euros, verba que será canalizada para cobrir os danos identificados por famílias, entidades e infraestruturas públicas que foram afetadas por aquele fenómeno meteorológico extremo.

Rúben Cabral considera a medida “justa e necessária”, sublinhando que esta verba representa “uma resposta eficaz e responsável do Governo dos Açores, garantindo que os meios públicos chegam de forma eficaz a quem mais precisa”. Para o deputado, a celeridade do processo é fundamental para que a comunidade local possa retomar a sua rotina com a maior brevidade possível.

O parlamentar social-democrata destaca ainda que este apoio constitui um contributo decisivo para o processo de recuperação na Vila de Água de Pau. Segundo refere, o investimento do Executivo reforça a capacidade de resposta às necessidades urgentes que emergiram imediatamente após a intempérie, permitindo a reparação de bens essenciais e estruturas comunitárias.

A concluir, Rúben Cabral realçou que esta medida demonstra o compromisso do Governo liderado por José Manuel Bolieiro com a proteção das populações. Para o deputado do PSD/Açores, a prioridade do Executivo tem sido garantir a segurança e a reposição da normalidade nas zonas fustigadas por catástrofes naturais, mantendo uma política de proximidade com os cidadãos da Lagoa.

HDES distingue 400 dadores de sangue em dia de homenagem

Hospital do Divino Espírito Santo retomou as grandes cerimónias de reconhecimento, assinalando o Dia Nacional do Dador de Sangue com a entrega de medalhas e diplomas a centenas de açorianos que garantem a sobrevivência do sistema de saúde regional

© DL

Cerca de 400 dadores de sangue foram homenageados esta sexta-feira, 27 de março, numa cerimónia solene decorrida no auditório do Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), em Ponta Delgada. O evento, que serviu para assinalar o Dia Nacional do Dador de Sangue, marcou o regresso das distinções públicas com esta dimensão, algo que não ocorria desde 2019. Foram entregues diplomas e medalhas de honra como forma de agradecimento pelo altruísmo de centenas de cidadãos que, através das suas dádivas regulares, asseguram o suporte vital de doentes em toda a região.

O presidente do conselho de administração do HDES, Carlos Pinto Lopes, sublinhou durante a sua intervenção que o ato de doar sangue transcende o mero procedimento clínico, configurando-se como um pilar da responsabilidade cívica. “Dar sangue não é apenas um gesto de solidariedade. É um acto de responsabilidade ética profunda. É alguém que, sem conhecer quem vai ser beneficiado, escolhe fazer parte da sua história, muitas vezes até da sua sobrevivência”, afirmou o administrador, reforçando que para a instituição o sangue é um recurso de valor humano incalculável, assente na gratuidade e na confiança, e que “não é, nem pode ser uma mercadoria”.

A vertente pedagógica e a continuidade geracional da solidariedade também estiveram em destaque através de Fátima Oliveira, diretora do Serviço de Hematologia. A responsável defendeu a construção de uma cultura de entreajuda que deve ser semeada desde a infância. Este mote foi ilustrado com a presença de crianças do Colégio de São Francisco Xavier, que apresentaram uma música original sobre o tema. Como símbolo desta “semente” de esperança, foram distribuídos envelopes com sementes de girassol, preparados por alunos de várias escolas da região, reforçando a ideia de que cada doação permite que uma nova oportunidade de vida floresça.

O encerramento da sessão contou com a presença do presidente do Governo regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, que elevou o papel dos dadores ao de figuras inspiradoras para a sociedade civil num contexto global incerto. “É preciso dar humanismo à humanidade. Os dadores têm coragem e humanismo. Devemos ter olhos para quem nos inspira”, defendeu o governante. Bolieiro aproveitou a ocasião para elogiar o trabalho da Associação de Dadores de Sangue de São Miguel e a evolução do HDES, reconhecendo que, apesar dos desafios na gestão pública, o compromisso ético dos açorianos coloca a região num lugar de destaque no que toca ao sentido humanitário.

Ao longo de 2026, estas distinções continuarão a ser entregues nos três hospitais dos Açores, celebrando um estatuto de cidadania que, como recordou a administração do hospital, nenhuma estratégia política ou tecnologia consegue substituir.

Açores assumem-se como sede nacional da plataforma das Cozinhas do Mar

Protocolo entre governo regional e AHRESP coloca o arquipélago no centro da estratégia de valorização da gastronomia marinha e da economia azul a nível nacional

© GRA

A Região Autónoma dos Açores passou a ser o rosto oficial da valorização dos produtos marítimos em Portugal, com a apresentação da Plataforma Nacional das Cozinhas do Mar. A cerimónia, que teve lugar no Palácio da Conceição, em Ponta Delgada, foi presidida pelo presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, e resulta de uma parceria estratégica com a AHRESP – Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal. Conforme detalha a nota de imprensa enviada pelo executivo, esta plataforma nasce de um protocolo assinado em fevereiro, durante a BTL, visando elevar o pescado e os recursos marinhos a ativos centrais da identidade económica e cultural do país.

Para José Manuel Bolieiro, a escolha dos Açores para acolher a sede desta plataforma nacional é um reconhecimento da “identidade de mar” que define o arquipélago, sublinhando que esta centralidade valoriza o país no seu todo. O governante destacou que o projeto é um pilar fundamental para a “economia azul”, focando-se na preservação de tradições gastronómicas e na promoção de práticas sustentáveis. No terreno, a iniciativa traduzir-se-á em ações concretas, como a criação de uma rota de restaurantes dedicados a produtos locais, a organização de workshops e o conceito “Restaurante ao Vivo”, que será replicado pelos vários municípios e ilhas da região.

Durante a apresentação, que contou com a presença do presidente da AHRESP, Carlos Moura, e dos secretários regionais Berta Cabral e Mário Rui Pinho, o líder do executivo açoriano salientou que, embora a região mantenha a sua competitividade em setores como a carne ou o queijo, o mar oferece uma vantagem diferenciadora. “Ser a sede nacional da plataforma das cozinhas do mar é, sobretudo, permitir a quem nos visita uma experiência de mar e de produto endógeno vantajosa”, explicou Bolieiro. O presidente do governo apelou ainda ao poder local para que colabore estreitamente com os empresários nesta missão de transformar a gastronomia numa “experiência inesquecível”, capaz de fidelizar visitantes e fortalecer o tecido empresarial açoriano.

Governo investe 866 mil euros em viaturas de comando tático para os bombeiros dos Açores

Presidente do executivo açoriano, José Manuel Bolieiro, presidiu à entrega de 19 veículos destinados a reforçar a capacidade operacional e a coordenação de socorro em todas as ilhas, num investimento suportado integralmente por fundos regionais

© MIGUEL MACHADO

O Governo regional dos Açores procedeu esta segunda-feira, 23 de março, à entrega de 19 veículos de Auto Comando Tático aos corpos de bombeiros do arquipélago e ao Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA), num investimento público que ascende aos 866 mil euros.

A cerimónia, que teve lugar no pavilhão da Associação Agrícola de São Miguel, na Ribeira Grande, contou com a presença do líder do executivo, José Manuel Bolieiro, que, segundo nota enviada pela Presidência do Governo, sublinhou o impacto direto desta medida na segurança das populações. Das viaturas entregues, 17 destinam-se a cada uma das corporações da região, enquanto duas reforçam a estrutura do SRPCBA, garantindo uma uniformização de meios e padrões operacionais em todo o território.

Durante o ato oficial, que contou também com a participação do secretário regional do Ambiente e Ação Climática, Alonso Miguel, e do presidente do SRPCBA, Rui Andrade, José Manuel Bolieiro destacou a autonomia financeira desta aquisição. “Estas viaturas, adquiridas com financiamento exclusivo da região, isto é, sem qualquer cofinanciamento comunitário, o que representa muito para a região, significam mais um passo firme na valorização dos nossos corpos de bombeiros, nas suas capacidades de resposta, comando e controlo das operações, bem como no seu potencial de organização”, enalteceu o governante. Os novos veículos estão equipados com material específico para a instalação de postos de comando inicial, permitindo uma resposta mais eficaz e organizada perante situações de emergência em cada concelho.

A atribuição destes meios baseou-se em critérios de exigência operacional, inserindo-se numa estratégia mais ampla de renovação de frotas iniciada em maio de 2025. O presidente do governo aproveitou a ocasião para recordar que o investimento total na capacitação da proteção civil e bombeiros já atingiu os oito milhões de euros, abrangendo a compra de 14 viaturas de combate a incêndios, 21 ambulâncias de socorro e 70 monitores desfibrilhadores. “Este investimento tem uma finalidade: servir as pessoas, e não apenas na reação e resposta à calamidade e ao sinistro, mas sobretudo pela capacidade preventiva e de resiliência”, afirmou Bolieiro, revelando ainda que estão previstas para breve novas entregas de viaturas pesadas às corporações da Horta e da Povoação.

No encerramento da sessão, que coincidiu com o Dia Mundial da Meteorologia, foi também enaltecida a cooperação com o IPMA e o reforço da rede de radares meteorológicos nas ilhas como peça fundamental para a antecipação de riscos e salvaguarda de vidas e bens.