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O ADN de um povo e a memória coletiva do desporto na Lagoa

Da resiliência dos operários da Fábrica do Álcool ao primeiro “jogo de canas” em 1522, um novo livro de Marcelo Borges resgata a alma do desporto lagoense, provando que o carácter de uma cidade se molda muito além dos troféus

Marcelo Borges é natural da freguesia de Nossa Senhora do Rosário, na Lagoa © CM LAGOA

Não é sobre estatísticas. Não é sobre o peso do metal das medalhas ou as datas precisas de campeonatos regionais. O projeto que nasceu de um convite para o álbum dos 500 anos do Concelho de Lagoa transformou-se em algo muito mais profundo: uma radiografia da alma de um povo. “O meu propósito era humanizar a informação”, explica o autor, Marcelo Borges, que dedicou quase dois anos a escavar memórias que o betão do tempo ameaçava enterrar.

“O meu pai, desde de cedo, levou-me para o desporto, acompanhava-me muito. Quando me fizeram o convite, disse que aceitaria ir nesse propósito, mas num propósito mais de humanizar a informação”, explica o autor.

A história do desporto na Lagoa começa com um ato de sobrevivência psicológica. Em 1522, após o terramoto devastador que arrasou Vila Franca do Campo, o capitão donatário Luís Gonçalves encontrou no “jogo de canas” — uma disputa de perícia a cavalo — a forma de demover as pessoas de abandonarem a ilha. O desporto foi, ali, a primeira ferramenta de reconstrução social.

Recorda os tempos idos em que em 1905 foi instalado um campo de cricket no jardim do Rosário, pela câmara municipal. 

Em 1917, foi criado o Eden Park. Onde antes se empilhava carvão para a Fábrica do Álcool, nasceu um espaço de lazer vanguardista com o primeiro ginásio público ao ar livre. Foi ali que as famílias se reuniam, onde as senhoras faziam renda enquanto assistiam aos primeiros jogos de futebol, e onde a dinâmica social da rua ganhou uma nova vida.

O livro “Breve História da Cultura Desportiva na Lagoa”, editado pela Câmara da Lagoa, destaca um período áureo: a era das grandes indústrias. A Fábrica do Álcool e a Fábrica do Sabão (Provimi) não eram apenas polos económicos, mas o coração pulsante do desporto. Os operários terminavam turnos exaustivos e corriam para os treinos. O autor recorreu sobretudo a testemunhos orais, a livros e à imprensa da época. 

“O que mais me agradou foi confirmar a resiliência dos lagoenses”, afirma Marcelo Borges. As histórias de bastidores são comoventes: dirigentes que transformavam as suas próprias casas em sedes de clubes e treinadores “vanguardistas” que, perante a escassez, davam “quadradinhos de marmelada” aos atletas para garantir que tinham calorias para competir. É este “ADN” de sacrifício que explica como clubes com poucos recursos conseguiram, tantas vezes, bater-se contra gigantes.

Se outrora era preciso esperar horas para conseguir um lugar nos polidesportivos de Santa Cruz ou do Rosário, hoje o silêncio nas ruas preocupa. O autor aponta para um “desligamento” das novas gerações, provocado não só pelos ecrãs, mas por uma alteração na dinâmica familiar.

“Eu não ouço as bolas a baterem na rua”, lamenta, recordando o tempo em que o sentido de pertença era tão forte que os próprios alunos tomavam a iniciativa de decorar os pavilhões escolares com azulejos. Para o autor, o desporto não é apenas exercício físico; é uma lição de cidadania e de dever sobre o direito.

Um contributo para o futuro

O livro “Breve História da Cultura Desportiva na Lagoa” destaca o período das grandes indústrias © CM LAGOA

A obra, que agora integra a coleção da Biblioteca Tomás Borba Vieira, não pretende ser um ponto final. Com atletas como Natacha Candé e Apollo Caetano a reescreverem a história no presente, o livro serve como um estandarte para que os clubes não deixem perder os seus arquivos orais, sendo a história atual um desenrolar constante de novos marcos. “O livro já está desatualizado”, diz Marcelo Borges, assumindo que é a própria história a acontecer. O autor espera que este trabalho incentive outros a escreverem sobre modalidades específicas antes que a memória dos dirigentes mais antigos se perca.

Numa altura em que a informação digital é efémera, este resgate das fontes orais e dos periódicos antigos (como “O Lagoense” de 1905) é um presente para a Lagoa de amanhã eternizando assim a história da cultura desportiva no concelho.

Olivéria Santos: “Temos que insistir e trabalhar para o bem da população”

Candidata pelo Chega à Câmara da Lagoa não poupa críticas ao que considera o “abandono” do concelho. Em entrevista ao Diário da Lagoa assegura querer devolver o orgulho aos lagoenses

Olivéria Santos nasceu a 7 de maio de 1976 e é natural da Vila de Água © CLIFE BOTELHO

DL: Na entrevista que nos deu em 2024 referiu que “a Lagoa está abandonada”. Continua a pensar da mesma forma?
Sim, continuo. Eu acho que a Lagoa foi esquecida pelo Poder Local. Um concelho tão grande, no meio da ilha e com tanto potencial, poderia ser mais projetado, mais dinâmico, apoiar mais o tecido empresarial local, revitalizar-se, criar eventos-chamariz, eventos-âncora que atraiam as pessoas à Lagoa. Onde está o investimento na Lagoa nos últimos anos? Não vejo nada feito, apenas pequenas intervenções. Falta aquela obra grande que mostre que o investimento foi feito. Há pequenas iniciativas, outras que são promessas antigas, agora, com a proximidade das eleições, começam a tapar buracos e a promover inaugurações só para ficar bonito. Lembro-me, por exemplo, do Auditório Ferreira da Silva, que fazia parte de inúmeros programas eleitorais e só há dois anos foi inaugurado, e com tantas falhas. Estão a realizar eventos, mas onde está o essencial? É preciso incluir os lagoenses no seu concelho, torná-los participativos e colaborativos. Os lagoenses são muito vaidosos do que lhes pertence e, quando é bem feito, apreciam. Falta que os lagoenses voltem a ter orgulho naquilo que é seu.

DL: Então o que é que falta efetivamente nas cinco freguesias da Lagoa?
Por exemplo, falta um Mercado Agrícola. Temos imensos agricultores e muitos empresários que poderiam participar nesse mercado, e há essa vontade. Há anos que se fala nisso.
É preciso dinamizar os jovens, as nossas filarmónicas locais, criar escolas de música e apoiar os ranchos folclóricos, pois a cultura é muito importante. A cultura é sempre tratada como um parente pobre e as verbas acabam por ser apenas migalhas. Esquecem-se que, ao incentivar a cultura, estamos, se calhar, resolvendo e prevenindo muitos outros problemas no futuro, como o da droga.
Se investirmos na cultura e atrairmos esses jovens, isso vai gerar envolvimento, porque envolve também as famílias e as coletividades — como as filarmónicas, os ranchos folclóricos e os grupos de jovens.
Precisamos que haja investimento nas coletividades, nas escolas e nos ATL’s. Seria muito mais eficaz, por exemplo, investir em programas como a “Escola Segura” e em ações de formação do que, por exemplo, investir na criação de uma cooperação de bombeiros. A Lagoa está adormecida.

DL: Não concorda com a opção de um posto avançado de Bombeiros na Lagoa ou com a criação de um quartel?
A Lagoa está, no máximo, a 10 minutos de Ponta Delgada e com boa acessibilidade. Talvez o que se justifique seja um reforço já que atendem tanto Ponta Delgada quanto a Lagoa. Seria mais eficaz reforçar o quartel de Ponta Delgada com mais meios, tanto humanos quanto de equipamentos. A Lagoa já tem um compromisso e atualmente já lhes presta apoio. Creio que deveríamos partir daí e não criar algo do zero. Um quartel de bombeiros na Lagoa é uma ideia megalómana e completamente sem sentido. Temos um quartel de bombeiros em Ponta Delgada, então deveríamos focar em apoiá-lo de forma mais robusta e melhorá-lo, em vez de ter dois que, no final, podem não funcionar bem.

DL: Foram anunciadas novas habitações para a Lagoa.
Eu já não acredito nessas promessas feitas em período pré-eleitoral. A questão das casas é um caso gritante, pois o concelho tem um problema de falta de habitação, mas isso é transversal a outros concelhos.
Foram anunciados 25 milhões de euros para a Lagoa. Onde está esse dinheiro? Estava orçamentado e foi anunciado pela então presidente. Falta muita transparência, não basta apenas anunciar, pois são fundos do PRR. Temos de perceber realmente se vão ficar prontas no próximo ano. E para quem são essas casas? São para a classe média, que é quem efetivamente precisa? É irónico que o discurso do atual presidente tenha sido de que as casas são para os jovens da classe média. Ora, isso é o discurso do Chega. Só acordaram agora? O Chega já defende isso há muito tempo, pois quem essencialmente precisa de casas é a classe média. Esta nunca pediu casas de graça, mas sim, casas que pudessem pagar, com opção de compra.
O Estado não pode continuar a sustentar as pessoas, as pessoas têm de dar o seu contributo. Se querem uma casa, têm de trabalhar por ela.

DL: O Tecnoparque e a Fábrica do Álcool são temas de debate, agora também a Frente Marítima. É sinal de que o concelho está a crescer?
São investimentos que poderiam fazer a diferença na Lagoa, mas falta o grande investimento, o tal verdadeiro chamariz. Há quantos anos se fala nessa bendita fábrica? E continua lá. Quando a campanha começar, vamos voltar a falar na Fábrica e no Tecnoparque? Ações concretas, colocar as mãos à obra, é o que precisamos.
Acabam as eleições, ganha-se o poder e tudo fica arrumado na gaveta até que, quatro anos depois, volta-se a falar do mesmo. Não pode ser, não se pode desistir dos projetos. Temos que insistir e trabalhar para o bem da população, senão não faz sentido.

DL: Quer deixar uma mensagem aos lagoenses?
Peço que confiem em mim. Estou aqui, não para fazer promessas, mas porque abracei este projeto e vesti a camisola. Sou da Lagoa, fui a vida toda e adoro a Lagoa. Estou aqui para trabalhar com todos e para todos, sem excluir ninguém, e peço a vossa ajuda.
Salvar a Lagoa, limpá-la, transformá-la, colocá-la no mapa e revitalizá-la. Quero que as pessoas falem da Lagoa que a visitem para conhecer as suas belezas naturais, os restaurantes, as pessoas e as tradições. Mas para isso é preciso um trabalho que não foi feito.
Portanto, espero que as pessoas me deem essa oportunidade. Se, daqui a quatro anos, não gostarem, haverá novas eleições e poderão escolher outra opção. Mas estou aqui e assumo este compromisso com os lagoenses, e é para isso que vou trabalhar, desde que confiem em mim. Estou preparadíssima.

Lagoa pretende alargar projeto “A Avó Veio Trabalhar”

© CM LAGOA

O projeto “A Avó Veio Trabalhar” atualmente conta com cerca de 25 avós lagoenses, num espaço criativo de cocriação artesanal com pessoas de mais de 50 anos.

O projeto da Câmara Municipal de Lagoa tem tido larga procura e, por isso, o presidente da autarquia lagoense, Frederico Sousa, anunciou, numa visita ao grupo das avós lagoenses, que a iniciativa poderá ser alargada a um maior número de pessoas interessadas.

“Com este projeto social e criativo, estamos a promover um envelhecimento ativo da população sénior do concelho, mas também, a inclusão intergeracional e o combate à solidão, com momentos de aprendizagem e de convívio, em prol do bem-estar físico e mental das avós”, referiu Frederico Sousa.

“A Avó Veio Trabalhar” convida avós a integrarem um grupo onde aprendem e desenvolvem competências que aliam os lavores tradicionais às novas tendências. A autarquia salienta, assim, que se trata “muito mais do que uma oficina criativa”, pois na realidade “é um espaço de encontro, partilha de saberes e valorização da experiência sénior, demonstrando novas formas de olhar para o envelhecimento com dignidade, alegria e propósito”.

O projeto tem desenvolvido diversas parcerias, tanto nacionais como internacionais, nomeadamente com o Centro de Apoio e Design dos Açores (CADA), no que diz respeito à comunicação e comercialização das peças do projeto; Wolf & Rita, marca de roupa infantil que desenhou uma coleção inspirada nos bordados (arte bonecreira) das Avós; Depozito, na comunicação e comercialização das peças do projeto; SPIRA, na programação Cultural – Bienal Artes & Ofícios; TAP, na cedência de milhas; CAS TRIPS, na Programação de workshops de bordado sobre fotografia, para grupos de jovens internacionais; Parque Atlântico, na celebração do Dia Internacional dos Avós; SIC e Time Out, na divulgação do projeto. Existem, igualmente, sete pontos de venda a nível nacional e dois internacionais, mais precisamente no Japão e na Suíça.

Todas as interessadas em aderir ao projeto deverão contactar a Câmara Municipal de Lagoa.

Utentes lagoenses do programa Novos Idosos celebraram Carnaval

Santa Casa da Misericórdia de Santo António de Lagoa salienta que as atividades desenvolvidas promovem “um envelhecimento mais digno e humanizado para todos”

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O Salão Paroquial de Santa Cruz, na Lagoa, foi palco de uma festa de Carnaval no passado dia 26 de fevereiro, organizada pela equipa técnica local da Lagoa do Programa Novos Idosos da Santa Casa da Misericórdia de Santo António de Lagoa (SCMSAL).

De acordo com a nota de imprensa enviada ao nosso jornal pela instituição, o evento contou com a participação ativa dos utentes do Programa Novos Idosos do concelho da Lagoa e dos Centros de Convívio de Água de Pau e de Santa Cruz, proporcionando “um ambiente de celebração, partilha e alegria”.

Entre as atividades desenvolvidas, destacou-se uma sessão de yoga do riso, conduzida pela formadora Délia Oliveira, que incentivou o bem-estar através do riso e promoveu momentos de descontração e interação entre os participantes. “Esta atividade revelou-se uma excelente ferramenta para estimular o humor, reduzir o stress e fortalecer os laços sociais”, realça a SCMSAL em comunicado.

Realizou-se também um concurso de fantasias, onde os participantes “demonstraram grande criatividade e entusiasmo”. “O desfile, que ocorreu perante uma plateia animada e um júri atento, foi marcado pela originalidade e diversidade dos trajes apresentados. O concurso foi muito renhido, com os concorrentes a desfilarem em grande estilo, e culminou na atribuição de prémios aos três primeiros classificados, que se destacaram pela sua originalidade, elegância e espírito carnavalesco”, descreve a instituição lagoense.

Para além das atividades principais, segundo o comunicado, o evento contou ainda com muita animação, música e dança, onde os participantes puderam cantar, dançar e reviver memórias associadas ao Carnaval, num ambiente de grande alegria e confraternização.

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A Santa Casa da Misericórdia de Santo António de Lagoa, através da equipa técnica local do Programa Novos Idosos, salienta que “assume um papel fundamental na promoção do envelhecimento ativo e na melhoria da qualidade de vida da população idosa. Através da sua abordagem inovadora e centrada na pessoa, este programa proporciona apoio essencial às pessoas mais velhas, permitindo-lhes permanecer no seu ambiente familiar com a assistência necessária para manter a sua autonomia e o bem-estar”.

A equipa técnica local assegura um acompanhamento próximo e personalizado, incluindo atividades de estimulação física e cognitiva, visitas domiciliárias e momentos de convívio que fortalecem os laços sociais. “A importância destas ações é refletida no impacto positivo que têm na vida dos idosos, promovendo não apenas a sua participação ativa na comunidade, mas também a sua felicidade e dignidade”, justifica a SCMSAL.

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A Santa Casa da Misericórdia de Santo António de Lagoa reforça, por fim, a necessidade da continuidade do Programa Novos Idosos e faz um apelo às entidades governamentais para que reconheçam “o seu valor social e económico, com o objetivo de garantir um envelhecimento mais digno e humanizado para todos”.

Autarquia assina contratos-programa com 27 instituições da Lagoa

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Foram 27 as instituições recreativas e culturais do concelho da Lagoa, na ilha de São Miguel, que assinaram um contrato-programa com a Câmara Municipal, num investimento autárquico de cerca de 150 mil euros, anunciou a autarquia lagoense.

Na ocasião, segundo comunicado enviado ao nosso jornal, o presidente da Câmara Municipal, Frederico Sousa, aproveitou para felicitar cada associação, salientando que as instituições são uma mais-valia para o concelho. Do mesmo modo, agradeceu aos dirigentes “por investirem o vosso tempo e o da vossa família”, considerando que “são essas atuações que engrandecem a cidade e o nosso concelho”.

“A responsabilidade não é só nossa, também é do Governo regional, que tem uma grande responsabilidade, mas nós, Câmara Municipal, fazemos a nossa parte para que nenhuma instituição do concelho fique refém de outra parceria”, realçou o presidente da autarquia.

De acordo com a nota de imprensa enviada às redações, as associações culturais e recreativas lagoenses que estiveram no edifício dos Paços do Concelho para a assinatura dos contratos-programa foram: a Associação Cultural e Recreativa dos Remédios; a Associação dos Pescadores de Lagoa – Açores “Bom Porto”; a Paróquia da Matriz de Santa Cruz – Museu Coleção Visitável de Lagoa; o Grupo Cantares Tradicionais de Santa Cruz; o Grupo de Jovens Som do Vento; a Sociedade Filarmónica Lira do Rosário; a Associação Criativa e Promotora de Eventos Culturais “Os Quiridos”; o Grupo de Escoteiros n.º 97 – Água de Pau; o Agrupamento de Escuteiros n.º 798 – Cabouco; o Agrupamento de Escuteiros n.º 1333 – Ribeira Chã; o Agrupamento de Escuteiros n.º 1290 – Santa Cruz; o Clube de Ciência e Tecnologia – Expolab – Centro de Ciência Viva; o Orfeão Nossa Senhora do Rosário; a Associação Centro Cultural da Caloura; a Associação Cultural Amigos de São Martinho Cabouco; o Observatório Vulcanológico e Geotérmico dos Açores (OVGA); o Grupo Musical Nova Geração; a Sociedade Filarmónica Estrela D’Alva; o Instituto Cultural Padre João José Tavares; a Escola Básica Integrada de Lagoa; a Escola Secundária de Lagoa; a Associação de Pais e Encarregados de Educação da EBI de Lagoa; a Associação de Jovens da Ribeira Chã; a EBI de Água de Pau; a Banda Filarmónica Fraternidade Rural; O Grujola – Grupo de Jovens de Lagoa e a Associação Musical de Lagoa.