
A livraria Letras Lavadas recebe, no próximo dia 16 de maio, às 15h00, o espetáculo músico‑teatral para crianças “Das Profundezas da Terra dos Sonhos”, criado e interpretado por Filipa Gomes. Dirigido a crianças dos 3 aos 6 anos, o espetáculo tem um carácter itinerante e combina música, literatura e poesia num formato pensado para estimular a imaginação e a escuta ativa dos mais novos. As inscrições são limitadas a quinze crianças.
“Das Profundezas da Terra dos Sonhos” inspira‑se em três obras da literatura infantil açoriana — “Contos a Rimar Histórias de Espantar”, de Maria das Mercês Pacheco e Tomaz Borba Vieira (Letras Lavadas); “Miguel dos Botões”, de Blanca Martín‑Calero e Matilde Horta (Araucária); e “O Mundo de Gaspar Frutuoso” (Fundação Gaspar Frutuoso). A partir destes livros, Filipa Gomes constrói uma narrativa onde personagens se cruzam e dão forma a um universo de fantasia que conduz as crianças até uma terra imaginária situada no interior de um vulcão. O espetáculo conta com o apoio PARES – Anda&Fala e da Fundação Gaspar Frutuoso.
Filipa Gomes é mestranda em Ensino de Música, licenciada em Performance com especialização em violino, e tem desenvolvido trabalho nas áreas da interpretação, declamação, arte sonora e criação para infância. Nos últimos anos, tem composto e apresentado vários espetáculos músico‑teatrais.
O seu percurso inclui colaborações com Luís Senra em projetos de interação entre arte e natureza, participação em produções cinematográficas e parcerias em teatro, nomeadamente com a encenadora Eleonora Marinho Duarte. Leciona violino na Escola de Música de Rabo de Peixe.
As inscrições para o espetáculo podem ser realizadas através do link: https://www.letraslavadas.pt/espetaculo-musico-teatral-com-filipa-gomes/

A Festa do Livro está de regresso à livraria Letras Lavadas, que entre 18 e 24 de abril se transforma num espaço de encontro, partilha e celebração da literatura. A edição deste ano apresenta uma programação diversificada, pensada para leitores de todas as idades, com horas do conto, apresentações de livros, oficinas, podcasts em direto, palestras, música e várias iniciativas culturais ao longo de toda a semana.
As atividades começam no dia 18 de abril, sábado, com duas Horas do Conto para famílias, com Ana Catarina Lima (11h00) Sónia Garcia (14h30), seguindo-se, às 16h00, um curso com o escritor Paulo José Miranda dedicado a “As Viagens de Gulliver”.
Na segunda-feira, 20 de abril, a manhã abre com uma sessão sobre contos tradicionais portugueses dinamizada pela Associação da Dor Crónica dos Açores, às 10h00. Às 16h00, decorre uma emissão em direto do podcast “Há Conversa na Livraria”, com Carlos Nuno Granja, transmitida no YouTube e Facebook da Letras Lavadas. O dia termina às 18h00 com uma sessão do Projeto Game On – Histórias em Jogo.
O dia 21 de abril, terça-feira, é dedicado ao público infantil, com duas apresentações do livro “O Barco e o Sonho”, que inclui o livro infantil mais pequeno do mundo, conduzidas por Sandra Bairos, às 10h00 e às 15h30. Às 17h00, o podcast “Há Conversa na Livraria” regressa, desta vez com Marco Neves, novamente em direto. Às 18h00, realiza-se o lançamento de “Mimos”, de Herodas, com tradução, introdução e notas de Rui Tavares de Faria.
Na quarta-feira, 22 de abril, às 10h00, acontece a sessão intergeracional “A Mala de Histórias”. Às 16h00, segue-se uma palestra dedicada aos problemas sociais e ao papel da literatura. O dia encerra às 18h00 com o lançamento da segunda edição da revista “Ilhéu”, de Kathleen McCaul, com a presença de Urbano, no Pico do Refúgio.
A programação continua na quinta-feira, 23 de abril, com uma oficina de criação de marcadores às 10h00, com participação da APPDA Açores. Às 14h30, o podcast “Há Conversa na Livraria” recebe Filipa Fonseca Silva, em direto. Às 17h30, o Bar L’Epicure Azores acolhe o Sarau Poético “Palavras Sentidas”, seguido, às 18h30, do lançamento de “Lin‑Tchi‑Fá/Flor de Lótus”, de Maria Anna Acciaioli Tamagnini, com a presença do editor da N9na Poesia, Henrique Levy, também no L’Epicure Azores.
A sexta-feira, 24 de abril, começa às 10h00 com uma Hora do Conto para escolas, dedicada ao “Dragão Furninhas e o Cozido das Furnas”. Às 14h45, Filipe Bacelo conduz uma sessão para alunos do secundário sobre o seu livro “O meu erro foi não saber amar-te”. Às 17h30, realiza-se o Clube de Leitura, seguido, às 18h30, da apresentação do livro “Lembra-te de mim sob as estrelas”, também de Filipe Bacelo. A noite termina com um concerto intimista de Sara Gago da Câmara e João Cordeiro, às 19h30.
Ao longo de toda a Festa do Livro, o público poderá participar em encontros com autores, atividades para famílias, momentos musicais e usufruir de descontos especiais.

A Livraria Letras Lavadas, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, vai acolher, no próximo dia 22 de outubro, dois momentos culturais. A Galiza e a Madeira estarão em destaque, com propostas que convocam a poesia, a história e a memória.
De acordo com nota de imprensa enviada às redações, o evento pretende reafirmar “o papel da livraria como espaço de encontro e transmissão inter-regional de património literário, histórico e cultural”.
Às 15h00, o artista galego Juan Carballo apresenta Portugalego, uma digressão poética e musical que celebra as afinidades entre galegos e portugueses. A sessão combina poemas de autores como Miguel Torga, Manuel Alegre, Florbela Espanca, Manuel María e Celso Emilio Ferreiro, entre outros, num gesto fronteiriço que atravessa línguas, territórios e afetos. Juan Carballo, voz da cena literária galega, tem publicado poemários e discos, e realizado recitais em diversos países. Lidera o grupo Juan Carballo & Os Imperfectos e fundou recentemente A Banda do Poeta, com músicos de Coimbra.
Às 18h00, Graça Alves apresenta a obra Elisabeth Phelps – Com a Madeira no coração, escrita por Cláudia Faria, que documenta a vida e o legado de uma figura central na história social e cultural da Madeira. De origem britânica, Elisabeth Dickinson Phelps chega à Madeira em 1819 acompanhada pelo marido, Joseph Phelps, herdeiro da firma Phelps Page & Co. Instalada no Funchal, integra-se no círculo britânico residente e, a partir dessa posição, desenvolve a sua ação no plano social e cultural. Fundou uma escola para raparigas, promoveu excursões e iniciativas ambientais, e viveu mais de quatro décadas entre o Funchal e Londres.
“Do gesto poético à memória histórica, a tarde de 22 de outubro na Letras Lavadas será marcada por dois encontros que reafirmam o papel da cultura como território comum”, conclui a livraria.

O professor e investigador Rui Tavares de Faria vai lançar o livro Diversa e Absoluta – Estudos Sobre a Obra de Natália Correia, na livraria Letras Lavadas, em Ponta Delgada, no próximo dia 15 de maio, às 18h00.
Segundo nota de imprensa enviada pela Letras Lavadas, a obra Diversa e Absoluta procura dar a conhecer ao leitor contemporâneo a vastidão da sua obra e incentivar a investigação académica sobre o legado da autora que se definiu como “metade fêmea, metade mar como as sereias”.
O evento contará com a apresentação de Ângela de Almeida, reconhecida especialista na obra de Natália Correia, “proporcionando um momento de descoberta, reflexão e homenagem à autora, cuja escrita continua a inspirar gerações”.
O livro resulta da investigação levada a cabo em 2024 pelo professor Rui Tavares de Faria, onde este analisa tanto a obra narrativa como a lírica, reunindo sete estudos aprofundados sobre a produção literária de Natália Correia, destacando a riqueza e diversidade do seu legado.
Rui Tavares de Faria tem uma carreira académica e investigativa extensa, com mais de uma centena de títulos publicados. Doutorado em Literatura Portuguesa pela Universidade do Porto e em Estudos Clássicos pela Universidade de Coimbra, dedica-se à investigação sobre literatura portuguesa e greco-latina.

A Livraria Solmar, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, comemorou o seu 34.º aniversário na passada sexta-feira, 21 de março. A livraria encheu-se de leitores, antigos jornalistas, locutores de rádio, escritores, artistas e responsáveis políticos.
De acordo com nota de imprensa enviada às redações, o presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, Pedro Nascimento Cabral, marcou presença e manifestou a sua redobrada satisfação por poder partilhar a ocasião com uma audiência envolvida com a causa literária e com a liberdade de expressão, tendo destacado que o espaço literário constitui-se como um símbolo do “livre pensamento” que prevalece no concelho.
“Esta é uma cidade onde impera o livre pensamento, um livre pensamento que também é fomentado por locais como a Livraria Solmar, sempre um ponto de encontro para intelectuais, artistas, escritores e leitores”, afirmou.
O presidente da autarquia de Ponta Delgada enalteceu, também, a profunda dedicação e dinamização cultural que o proprietário José Carlos Oliveira Frias emprestou ao espaço ao longo das suas 34 primaveras e ao próprio município onde está sediado.
“Ponta Delgada não seria a mesma cidade e o mesmo concelho sem este espaço de liberdade que sempre promoveu distintamente a literatura, enquanto abria caminho ao espírito crítico e a que pudéssemos concordar em discordar. Até porque é desta dinâmica e da diversidade de opiniões que a sociedade evolui. É pela palavra e também na elevação da crítica que nos superamos”, partilhou o presidente da autarquia.
O aniversário coincidiu com o lançamento do livro “Soneto da Separação” do poeta Daniel Gonçalves, numa sessão aberta ao público. A cerimónia contou ainda com a presença do presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro.

Nasceu em Santa Maria, mas é na ilha mais próxima que cresceu e desenvolveu vários projetos em São Miguel. “A nossa família vivia num sítio rural e os meus pais vieram à procura de um futuro melhor”, começa por contar José Ernesto Rezendes, 69 anos, sócio e fundador da tipografia Nova Gráfica. Veio para a ilha aos seis anos de idade e aos 11 anos teve o seu primeiro trabalho. Anos mais tarde, “fiquei sozinho em São Miguel” porque “a minha família emigrou toda para os Estados Unidos da América e Canadá”, conta. Aos 15 anos iniciou a sua carreira na Tipografia Insular, onde descobriu o gosto e interesse pelas artes gráficas. O seu percurso, quando já tinha 22 anos, passou pelo jornal Açoriano Oriental, onde trabalhou durante cinco anos como diretor de produção. No entanto, como sempre demonstrou interesse pelas artes gráficas, procurou outro futuro e juntamente com três colegas da primeira tipografia onde trabalhou, fundou, há 42 anos, a tipografia Nova Gráfica. “Sabia que tínhamos capacidade para fazer coisas diferentes e sabíamos que dentro do espaço onde estávamos a trabalhar, estas coisas não seriam possíveis de realizar”.
Nesta altura, existiam 18 gráficas em São Miguel, agora “deve existir umas sete ou oito”, diz José Ernesto, comparando esta mudança com a própria mudança dos tempos. “Tudo evoluiu, o papel está cada vez mais em escassez e isso faz com que as gráficas comecem a desaparecer”, diz.

Um dos seus maiores projetos chama-se Letras Lavadas. A livraria surge porque há 17 anos, a Nova Gráfica adquiriu a editora e agência de publicidade Publiçor, Lda., ficando assim a livraria pertencendo à Publiçor, Lda.. “Tentamos transformar a agência numa editora porque é aquilo que sabemos fazer, produzir livros e colocar livros no mercado”, confessa. A experiência foi aumentando gradualmente ao longo dos anos e “chegou a uma altura em que ser só editores não se justificava”, continua. Por esta razão, decidiu-se criar uma “livraria de rua”, principalmente, “fora dos centros comerciais”.
Aberta desde 2019, celebrou no mês passado o seu quinto aniversário numa festa que juntou presentes colaboradores, autores e leitores.
A principal política editorial da editora passa por produzir livros de pessoas que escrevam sobre os Açores. “Neste momento, devemos ser a editora dos Açores com o maior número de livros sobre os Açores”, garante o fundador.
Na ótica do entrevistado, os livros que saem mais para venda na livraria são infantis. Para José Rezendes o livro, hoje em dia, funciona de duas maneiras: “para leitura, para as pessoas que têm necessidade de ler, aprender e evoluir” e, também, “como objeto de decoração e oferta”. Como editores e promotores de livros, “nós tentamos fazer livros cada vez mais bonitos e atrativos” através do design gráfico ou da matéria-prima que se utiliza no livro para que “as pessoas sintam que vale a pena comprar aquele livro”.
Na opinião do empresário, a leitura de livros está a diminuir e considera que os governantes, secretarias e outras instituições poderiam fomentar e promover mais a leitura.
“Uma livraria pequena em meios pequenos dificilmente sobrevive só por vender livros”, afirma José Ernesto Rezendes, referindo que, ou a livraria associa-se a uma grande empresa, como é o caso da livraria Letras Lavadas, ou então, por si própria, “não tem sucesso”, diz. Atualmente, os e-books são cada vez mais utilizados, mas para o empreendedor, quem lê através destes livros eletrónicos, “vai-se cansar” havendo pessoas que “já voltaram para o livro em papel”.

No mundo livreiro e das artes gráficas há certas dificuldades que são difíceis de combater, a título de exemplo dado pelo entrevistado, a matéria-prima que vem de países como a França ou Alemanha leva mais tempo a chegar ao arquipélago comparativamente ao continente e o transporte utilizado é o marítimo porque o aéreo é muito difícil e dispendioso. O transporte inter-ilhas torna-se também complicado por ser só uma vez por semana que é enviada mercadoria de São Miguel para outras ilhas, excetuando Santa Maria que são duas vezes.
Ao longo dos anos, a Nova Gráfica obteve 150 prémios de qualidade gráfica, sendo a primeira empresa dos Açores a ser certificada em gestão de qualidade de produção.
Para o entrevistado, o futuro é incerto, mas é necessário pensar nele. “O futuro é adaptarmo-nos aos que vem”, ajudando a alargar “a nossa missão e os nossos horizontes”, afirma o empresário, garantindo que sabe o caminho que quer e deve seguir.
Às oportunidades da vida e às pessoas que foram aparecendo no seu percurso, deve tudo aquilo que sabe. Aos leitores diz para “continuarem a ler”, referindo que se pode encontrar nos livros o que não se encontra no dia a dia.
“Nós, na gráfica, não somos melhores que os outros, mas temos a certeza que fazemos igual àqueles que fazem bem”, concluiu Ernesto Rezendes, confessando que é feliz e realizado com o seu trabalho e com o que conquistou em quase sete décadas de vida.
Quinto aniversário das Letras Lavadas

O quinto aniversário da livraria Letras Lavadas decorre ao longo desta segunda-feira, 22 de julho. Várias atividades acontecem em comemoração do aniversário junto à Livraria situada em Ponta Delgada no Largo da Matriz.
No início da manhã, no exterior da loja, instalou-se uma máquina da tipografia Nova Gráfica com o intuito de personalizar blocos de notas para oferta. A partir das 10h00, incentiva-se a população a participar na leitura, em voz alta, de passagens de alguns dos livros editados pela Letras Lavadas.
Às 11h00 acontece um momento musical com o saxofonista micaelense Luís Senra, natural de Rabo de Peixe. Os momentos musicais continuam durante a tarde, sendo que às 14h00 o lagoense Luís Paulo Moniz, maestro da Sociedade Filarmónica Estrela D’Alva, também atua. Às 15h00, Raquel Gomes e Vitória Carvalho apresentam o seu talento através do violino.
A partir das 17h30, celebra-se o aniversário com bolo, acompanhado de champanhe. Entidades oficiais estarão presentes. Na página do Facebook da livraria pode ler-se que o momento serve para desfrutar “de um momento de confraternização entre amigos, leitores e a equipa da livraria”.
A cerimónia termina às 18h00 com a atuação da tuna masculina da Universidade dos Açores, os Tunídeos.