
A integração de pessoas com baixa empregabilidade, deficiência ou incapacidade no mercado de trabalho açoriano atingiu um novo marco com a medida “Incluir”. Desde a sua criação em 2025, o programa já viabilizou a entrada de mais de 130 desempregados em projetos de estágio em contexto real, representando uma taxa de preenchimento de 80% das vagas disponíveis no Mercado Social de Emprego (MSE).
Os dados, avançados esta quarta-feira, 4 de fevereiro, pela Secretaria Regional da Juventude, Habitação e Emprego, revelam que a estratégia de cooperação entre o setor público, instituições sem fins lucrativos (IPSS) e empresas privadas está a dar frutos. Até à data, foram aprovadas 124 candidaturas de entidades promotoras, que servem de ponte para integrar estes trabalhadores em funções produtivas, combatendo o isolamento social e o desemprego de longa duração.
A secretária regional, Maria João Carreiro, destaca que os resultados confirmam que a medida “está, de facto, a abrir as portas das empresas” a um público que frequentemente enfrenta barreiras à contratação. Para a governante, o sucesso da iniciativa prova que a responsabilidade social pode caminhar lado a lado com a produtividade, uma vez que estas contratações levam valor efetivo às organizações.
Além da vertente social, a medida apresenta uma forte componente de apoio financeiro. Os estágios, com duração de 24 meses, garantem aos participantes uma bolsa equivalente ao salário mínimo regional e subsídio de refeição. Para as empresas, o incentivo é contínuo: através do programa “Contratar Social”, a transição de um estagiário para um contrato de trabalho pode gerar apoios até 26 mil euros. No caso de trabalhadores com deficiência, a região chega a comparticipar até 90% dos custos salariais durante seis anos, dependendo do grau de incapacidade.
Com o período de candidaturas aberto até 31 de dezembro de 2026, o Governo regional reforça o apelo às empresas para que utilizem o portal emprego.azores.gov.pt. O objetivo é manter o dinamismo de uma política pública que, mais do que subsidiar o desemprego, investe na capacitação e na dignidade laboral de quem mais precisa.