
O Convento de Santo António, na freguesia de Santa Cruz, Lagoa, acolheu este sábado, 16 de maio, a última jornada do Torneio da Juventude em Xadrez, uma prova que movimentou o panorama desportivo local. A iniciativa foi organizada pela Associação de Xadrez da Região Autónoma dos Açores (AXRAA) e contou com o apoio estratégico da Câmara da Lagoa, segundo informou a autarquia em nota enviada à redação do Diário da Lagoa.
Presente na cerimónia de entrega de troféus, o vice-presidente da autarquia lagoense, Nelson Santos, fez questão de salientar o empenho e o dinamismo que a AXRAA tem demonstrado ao longo dos anos na promoção do xadrez. O autarca defendeu que a modalidade deve continuar a ser fomentada junto dos mais novos, destacando os seus benefícios no desenvolvimento de aspetos intelectuais e recreativos, tais como a concentração, o raciocínio, o cálculo mental, a autoconfiança, a tática e a estratégia, sem esquecer o seu papel na socialização e no respeito pelas normas.
A fechar o evento, foi recordado o estatuto de relevo que o arquipélago detém no panorama nacional: os Açores são atualmente a região do país com o maior número de atletas federados por habitante nesta modalidade. Esta forte adesão é bem visível na elevada participação que se regista nas iniciativas locais, sendo que, em 2025, a AXRAA alcançou um total de 280 atletas federados, na sua grande maioria jovens.

O Município da Lagoa, na ilha de São Miguel, reafirmou o seu posicionamento de destaque no panorama desportivo nacional ao ser distinguido com o galardão de “Destino Desportivo do Ano”. O prémio, referente à categoria de municípios com uma população entre 10.001 e 25.000 residentes, foi entregue durante o VI Seminário – Município Amigo do Desporto. O evento reuniu especialistas e autarcas na ilha Terceira entre os dias 25 e 28 de março e, de acordo com nota de imprensa enviada pela Câmara Municipal, a distinção premeia a consistência das políticas públicas locais na valorização do desporto de natureza e na afirmação do território como um destino de referência para o turismo ativo.
O galardão foi recebido em mãos pelo vice-presidente da Câmara da Lagoa, Nelson Santos, que destacou o impacto desta vitória para a estratégia de desenvolvimento do concelho. Conforme sublinhou o autarca, “esta distinção reconhece o trabalho estratégico que o município tem vindo a desenvolver na promoção da atividade física, na valorização do desporto e na afirmação do concelho como um destino de referência para a prática desportiva, particularmente no âmbito do desporto de natureza e do turismo ativo”.
Nelson Santos fez ainda questão de partilhar o mérito com o tecido associativo local, referindo que “este galardão representa também o reconhecimento do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido em articulação com clubes, associações e parceiros locais, na promoção do desporto e de estilos de vida saudáveis. É, ainda, uma confirmação do potencial do nosso território para acolher e dinamizar eventos desportivos, valorizando simultaneamente os nossos recursos naturais e contribuindo para o desenvolvimento do concelho”.
Com uma população de aproximadamente 15.000 habitantes, a Lagoa tem vindo a consolidar uma aposta na organização de eventos de diversas escalas aproveitando as infraestruturas existentes e o seu património natural. As condições naturais do concelho permitem uma oferta diversificada que vai desde o mergulho e atividades náuticas até ao trail running e caminhadas, sob o lema municipal “Desporto do Mar à Montanha”. Segundo a autarquia lagoense, esta identidade visual e estratégica simboliza a amplitude geográfica da Lagoa, que se estende desde a orla marítima até aos 947 metros de altitude no Pico da Barrosa, oferecendo um cenário privilegiado para o contacto direto com a natureza e a superação desportiva.

O auditório do Nonagon, na cidade da Lagoa, ilha de São Miguel, serviu de palco este sábado, 7 de março, para uma análise profunda e multifacetada sobre a segurança dos motociclistas em Portugal. A iniciativa, organizada pela Associação Bênção dos Capacetes (ABC), reuniu governantes, autarcas e especialistas num esforço conjunto para encontrar soluções que permitam inverter os indicadores preocupantes de sinistralidade que envolvem veículos de duas rodas.
A sessão de abertura do V Fórum Nacional de Segurança, Sensibilização e Prevenção Rodoviária para Motociclistas, foi marcada pela intervenção do presidente do Governo regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, que defendeu a necessidade de uma “abordagem de proteção cívica e civil” perante os riscos da estrada. O líder do executivo açoriano destacou que a segurança não depende apenas de infraestruturas, mas de uma estratégia assente em três pilares fundamentais: proteção, conhecimento e valorização. Segundo Bolieiro, a literacia sobre os riscos da condução e o papel das escolas de condução são “fundamentais na preparação de condutores mais conscientes”, sublinhando que a responsabilidade individual deve ser o ponto de partida para a proteção coletiva. “A cada passo que damos devemos reforçar um espírito de proteção pessoal e de proteção pelo outro”, afirmou o governante, reforçando o compromisso do executivo regional com esta causa.
Por outro lado, a visão técnica e operacional da gestão do território foi trazida pelo vice-presidente da Câmara Municipal da Lagoa, Nelson Santos. O autarca destacou que o Município tem procurado passar das palavras aos atos através de medidas concretas, como a renovação de pavimentos, o reforço da sinalização e a reorganização do estacionamento para eliminar bloqueios de visibilidade. Nelson Santos foi incisivo ao abordar a complexidade da gestão urbana, lembrando que “o território não é elástico” e que a segurança exige, muitas vezes, opções que privilegiam o bem comum em detrimento da conveniência individual. “No momento decisivo, o que salva vidas é uma escolha”, afirmou o vice-presidente, concluindo com o apelo de que “chegar a casa não pode ser sorte, tem de ser uma certeza”.
O debate contou ainda com a participação de diversos especialistas e forças de segurança, que alertaram para a evolução negativa dos dados de acidentes com motociclos a nível nacional. Foi consensual a ideia de que é necessário intensificar a fiscalização, mas também apostar numa formação contínua que acompanhe a evolução dos meios de mobilidade. A presença de entidades como a PSP, a GNR e a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária reforçou o caráter nacional do encontro, que procurou não apenas diagnosticar o problema, mas traçar recomendações práticas. No encerramento dos trabalhos, ficou clara a expectativa de que este fórum resulte em compromissos de continuidade, unindo o poder político, as autoridades e o movimento associativo, representado pela Associação Bênção dos Capacetes, num objetivo comum: garantir que a estrada seja um espaço de circulação segura para todos.

O vice-presidente da Câmara Municipal de Lagoa, Nelson Santos, avançou que já há entendimento com Associação de Bombeiros Voluntários de Ponta Delgada (AHBVPD) para que, em 2026, o concelho da Lagoa, na ilha de São Miguel, passe a contar com presença operacional permanente dos bombeiros.
A secção que será instalada em espaço disponibilizado pela autarquia, incluirá uma Ambulância de Transporte de Doentes (ABTD), um Pronto Socorro Ligeiro, com reservatório e um Veículo Ligeiro de Combate a Incêndios, com respetivas tripulações.
A revelação foi feita durante o discurso do autarca na comemoração do 146.º aniversário da associação de bombeiros do concelho vizinho.
De acordo com nota de imprensa enviada às redações pela autarquia lagoense, apesar da associação de bombeiros de Ponta Delgada não ter formalmente a designação “Lagoa” no nome, Nelson Santos sublinhou no seu discurso que “pela história, pela proximidade e, sobretudo, pelo serviço prestado à comunidade”, esta é também uma corporação que serve a Lagoa diariamente.
O vice-presidente destacou também que o município da Lagoa investe, anualmente, cerca de quatro euros por habitante no apoio aos Bombeiros Voluntários e anunciou a intenção de evoluir dos atuais acordos anuais para acordos plurianuais.
O autarca apelou, ainda, para que o programa Açores 2030 possa integrar de forma mais natural o papel das autarquias na proteção civil, viabilizando financiamento para aquisição de meios de proteção civil. Contudo, assegurou que, caso tal não seja possível, o município avançará com fundos próprios para financiar meios de apoio direto na Lagoa.
Nelson Santos defendeu, por fim, que “vale a pena investir ainda mais” enquanto realçou que “honrar o passado é também investir no futuro” e que a ligação entre a Lagoa e os Bombeiros Voluntários de Ponta Delgada é motivo de orgulho para o município.
“Que daqui a muitos anos, quando outros celebrarem esta data, e em particular os lagoenses, possam olhar para trás e dizer: em 2025, demos todos em conjunto um passo que mudou para melhor a forma como cuidamos uns dos outros”, finalizou.