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“Esta é uma ocasião especial para louvar Deus”

© ACÁCIO MATEUS

No domingo de Pentecostes, cinquenta dias após a Páscoa, o padre Agostinho Lima celebrou as bodas de ouro sacerdotais. A igreja Matriz de São Jorge, na vila do Nordeste, foi pequena para acolher o mar de gente de ali acorreu para assistir à comemoração do jubileu de ordenação presbiteral.

Acompanhado por familiares, amigos e muitas forças vivas do concelho, e fora dele também, Agostinho Lima é um exemplo de resiliência. Nascido na freguesia da Ribeira Seca, concelho da Ribeira Grande, a 6 de julho de 1952, foi ordenado padre em 1975, após ter ingresso, em 1963, no Seminário do Santo Cristo, em Ponta Delgada.

Foi ouvidor eclesiástico do Nordeste durante mais de trinta anos, assistente do CNE, capelão da Santa Casa da Misericórdia do Nordeste e do centro de saúde e ainda um dos fundadores da escola profissional do Nordeste, instituição a que esteve ligado entre 2008 e 2024. Também foi professor na escola básica/secundária do Nordeste.

Os cinquenta anos de vida dedicados ao sacerdócio foram resumidos pelo próprio em breves palavras. “Esta sessão evocativa dos cinquenta anos de vida sacerdotal é uma ocasião especial para louvar Deus por me ter segurado a vida. Segurou-a até este momento. A consciência das minhas limitações ao longo da minha existência leva-me a louvar o bom Deus que sempre esteve comigo, nas alegrias e nas esperanças, nas tristezas e nas angústias”, disse.

Agostinho Lima lembrou, também, a família e as paróquias por onde passou antes de fixar no Nordeste. “Recordo a minha família: faz hoje 53 anos que a minha mãe faleceu e em menos de três anos faleceu meu pai. Recordo as paróquias por onde passei: São Pedro e São Roque, de Ponta Delgada; e agora Pedreira, Matriz do Nordeste e Santo António Nordestinho. Não posso esquecer o bispo que me ordenou, D. Aurélio Granada Escudeiro”.