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Câmara da Lagoa lamenta posição do Governo dos Açores sobre a demolição do Pavilhão do Fisher

Autarquia lagoense lembra que a Secretaria Regional da Educação, Cultura e Desporto é “a entidade responsável pela implementação de uma solução para garantir a continuidade das atividades desportivas naquele pavilhão”. Sofia Ribeiro respondeu ao Diário da Lagoa

Novo pavilhão desportivo terá uma área aproximada de 2.100,00m2. Polidesportivo exterior terá dois campos de jogos e uma pista de atletismo © SRECD

A demolição do pavilhão desportivo da Escola Básica Integrada (EBI) de Lagoa não é consensual e está a fazer correr tinta no Diário da Lagoa (DL). Em resposta a várias questões colocadas pelo DL à Câmara Municipal de Lagoa (CML), a autarquia liderada por Frederico Sousa escreve que “é de lamentar a posição tomada pela senhora Secretária Regional, entidade responsável pela implementação de uma solução para garantir a continuidade das atividades desportivas naquele pavilhão”. A CML garante ter enviado “em fevereiro de 2025, um pedido de solução de construção que salvaguardava o aumento e reforço das instalações desportivas no concelho”. A autarquia lagoense diz só ter obtido resposta da tutela vários meses depois, ou seja, “a somente a 17 de dezembro de 2025”. Nessa missiva a secretaria regional da Educação, Cultura e Desporto responde que “a alteração proposta pelo município implicaria a necessária reformulação do estudo prévio e um novo procedimento de contratação pública, o que levaria a um adiamento substancial da obra”. A CML considera que “o município emitiu um pedido com o tempo suficiente para que o estudo prévio fosse alterado sem comprometer os prazos de reabilitação da escola, visto que, à data do pedido, o projeto ainda não se encontrava finalizado, aliás nem até à presente data”.

O DL colocou a seguinte questão à secretária regional da Educação, Cultura e Desporto: “Qual a alternativa que a Secretaria Regional da Educação, Cultura e Desporto tem para facultar ao Clube de Patinagem de Santa Cruz (e dar continuidade aos treinos do clube), quando for feita a demolição do pavilhão desportivo da EBI de Lagoa (Escola do Fisher)?”. Em resposta ao DL, Sofia Ribeiro escreve que “o processo de reabilitação da EBI de Lagoa está em fase de revisão para aprovação do estudo prévio, para posterior elaboração de projeto de execução. A questão colocada será naturalmente analisada e considerada, dependendo das exigências da empreitada, tendo em conta a sua calendarização. O Governo dos Açores está ciente do cuidado específico que o planeamento da empreitada requer, face às exigências desportivas”.

Para a CML “é urgente requalificar a Escola Padre João José do Amaral (Fisher), que se encontra num estado de degradação considerável, de modo a devolver aos alunos lagoenses uma escola com condições de conforto e segurança e adequada às práticas pedagógicas atuais”. A autarquia considera que não vê “razão nenhuma para que o investimento não arranque em 2026, mesmo que já tardiamente, pois tanto quanto se sabe, este será feito com recurso ao PO2030 e já se encontra previsto em Planos e Orçamentos da Região há cerca de cinco anos, cabendo, única e exclusivamente à Secretaria Regional da Educação, Cultura e Desporto a execução atempada deste investimento, que é crucial para o bem-estar dos alunos e jovens desportistas lagoenses”.

Em janeiro deste ano, o DL noticiou que o pavilhão desportivo da EBI de Lagoa iria mesmo ser demolido dando lugar a um novo com ligação à nova escola que vai ser construída. Nesse artigo, a secretária regional da Educação, Cultura e Desporto explicava que “é uma fase que é complexa, mas com a reconstrução de um novo pavilhão, a fazer uma ligação ao edifício central para que os alunos possam ter uma deslocação ao abrigo da chuva e do vento, que é um problema atual desta escola, já há muitos anos neste tipo de construções”. A governante diz que manter o atual pavilhão “implicaria uma reformulação de todo o projeto e, lá está, com os atrasos que nós temos, não podemos comportar”.

A solução para a prática desportiva aquando da demolição do pavilhão do Fisher continua, para já, indefinida.

Construção da nova escola Básica Integrada de Lagoa não deve arrancar em 2026 e pavilhão desportivo vai mesmo ser demolido

Explicações foram dadas pela secretária regional da Educação, Sofia Ribeiro, que justifica as decisões com os prazos da obra e uma reformulação do projeto que o Governo regional não poderia comportar

Escola Básica Integrada de Lagoa vai ser demolida dando lugar a uma nova escola mas as obras não deverão arrancar em 2026 © DL

Não há muito a alterar àquilo que já estava projetado e o pavilhão da escola vai mesmo ser demolido dando lugar a um novo. A garantia é da secretária regional da Educação, Cultura e Desporto, Sofia Ribeiro, ao Diário da Lagoa: “Há situações que nós podemos recalcular, outras não. Outras não, porquê? Tudo aquilo que pudesse implicar um atraso no projeto e com a necessidade de devolver o anteprojeto na sua estrutura, para nós foi uma opção não o fazermos”. Isto porquê? Devido sobretudo aos investimentos que já foram feitos. “Nós temos uma janela de investimento que tem de ser aproveitada. Não fazendo grandes alterações ao anteprojeto inicial. Portanto, agora está na fase pré-entrega”, explica a governante. “ O próprio plano para 2026, que foi aprovado aqui há 15 dias, contempla, ainda não foi publicado, mas contempla a verba precisamente para fazermos o pagamento na fase final da entrega desse projeto e, a partir daí, depois, então, dar-se-á início à empreitada”.

Questionamos se a obra arrancaria durante o ano de 2026. A resposta foi: “o arranque da obra em 2026 é difícil, o que não quer dizer que não se arranque com o concurso em 2026, pois vai tudo depender das nossas fases e da nossa capacitação”.

Sofia Ribeiro sublinha que 2026 “é um ano em que temos que dar prioridade à conclusão dos investimentos ao abrigo do PRR [Plano de Recuperação e Resiliência] e também do «Açores 2030», que já estão em execução. Isso também traz muita pressão ao nível da oferta por parte dos empresários ao nível das empreitadas e da construção”.

“Tem sido muitas as situações em que lançamos obras e as obras acabam por ficar desertas, porque há, de facto, neste momento, muita obra a ser feita na região inteira. E, portanto, é difícil poder avançar aqui com um grau de certeza de quando é que ela poderá arrancar”, sublinha a secretária da Educação.

Pavilhão desportivo da escola vai ser demolido

Um dos anseios da câmara municipal da Lagoa bem como dos clubes que utilizam o pavilhão da EBI de Lagoa para a prática desportiva era mantê-lo como tal e não optar pela sua demolição aquando da construção da nova escola.

“Nós temos previsto nesta obra a construção de um novo pavilhão”, começa por explicar Sofia Ribeiro ao DL. E prossegue: “implicando a demolição deste, sim. É uma fase que é complexa, mas com a reconstrução de um novo pavilhão, a fazer uma ligação ao edifício central para que os alunos possam ter uma deslocação ao abrigo da chuva e do vento, que é um problema atual desta escola, já há muitos anos neste tipo de construções”. A governante diz que manter o atual pavilhão “implicaria uma reformulação de todo o projeto e, lá está, com os atrasos que nós temos, não podemos comportar”.

Torneio de judo reuniu mais de uma centena de atletas nos Remédios da Lagoa

Judo Clube Lagoa faz um balanço positivo do evento e destaca os momentos de partilha entre participantes e a forte presença do público

© DL

O Pavilhão Professor Jorge Amaral, no lugar dos Remédios, na Lagoa, foi palco, no passado dia 8 de março, do Torneio de Judo Cidade de Lagoa, reunindo 113 atletas, 12 treinadores e 17 árbitros.

Organizada pelo Judolag sob a égide da Associação de Judo do Arquipélago dos Açores, a competição contou com a participação de sete clubes, incluindo o Clube Ana de Santa Maria, que fez a sua estreia neste torneio.

Os escalões em prova – Benjamins, Infantis, Iniciados, Juvenis, Cadetes e Juniores – demonstraram grande entrega e evolução, proporcionando combates dinâmicos e emocionantes.

Segundo a direção do Judolag, o balanço da iniciativa foi “bastante positivo”, com destaque para os momentos de partilha entre participantes e a forte presença do público.

“A estrutura organizada do evento garantiu uma experiência fluida e confortável para atletas, treinadores e familiares. O Judolag – Judo Clube Lagoa, reconhecido pela qualidade dos seus eventos, mais uma vez proporcionou um ambiente de excelência, onde os atletas puderam brilhar e os pais acompanhar os seus filhos em segurança e conforto”, apontou a direção do clube lagoense em declarações ao Diário da Lagoa.

O evento destacou-se não só pela qualidade competitiva, mas também pela valorização dos atletas, com a tradicional entrega de troféus a celebrar o esforço e dedicação de todos os participantes.