
O jornalista e escritor Ígor Lopes, CEO da Agência Incomparáveis e colaborador do Diário da Lagoa, foi distinguido na nona Gala As Notícias / RadioTV Lusa, realizada no passado dia 6 de fevereiro, no Restaurante Lusitânia, em Londres, numa cerimónia transmitida em livestream internacional. O prémio, atribuído na categoria “Literatura e Divulgação da Língua Portuguesa Ano 2025”, reconhece o percurso do profissional na promoção da língua portuguesa e na ligação entre Portugal, Brasil, União Europeia e Mercosul, com foco nas comunidades portuguesas, luso-brasileiras e lusófonas.
O troféu entregue ao jornalista tem a forma de uma guitarra portuguesa, facto que levou Ígor Lopes a dedicar o galardão à fadista portuguesa Maria Alcina, natural de Castro Daire e residente no Rio de Janeiro há mais de 70 anos, falecida recentemente, depois de anos de trabalho de promoção de Portugal e da sua cultura na América do Sul.
“É um orgulho poder vencer este prémio na categoria “Literatura e Divulgação da Língua Portuguesa Ano 2025”, tendo ao meu lado, como concorrente, o competente Círculo de Leitura em Português de Manchester”, afirmou Ígor Lopes, que sublinhou ter “dedicado o prémio à amiga Maria Alcina, de quem sou biógrafo e com quem convivi na afirmação da cultura portuguesa no Rio de Janeiro, no Brasil e em Portugal, sendo testemunha do seu esforço, dedicação, carisma e talento”.
A organização da Gala, que registou ainda momentos musicais protagonizados pelas artistas convidadas Sofia Escobar, Inês Fernandez e Madalena Alberto, sublinhou que o evento nasceu “para projetar e destacar na opinião pública o excelente trabalho dos portugueses residentes no Reino Unido. De todos aqueles que conseguem ultrapassar a medianidade, ultrapassar os limites do expetável e atingir uma condição de excelência inquestionável”. Essa mesma entidade acrescenta que são “centenas os que conseguem, anualmente, atingir esse estágio”, sendo muitos identificados através de indicações da própria comunidade, após verificação e certificação dos percursos.
A cerimónia contou com a presença do embaixador de Portugal no Reino Unido, Nuno Brito; da cônsul-geral de Portugal em Londres, Ana e Brito Maneira; do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa; e do deputado José Dias Fernandes, eleito pelo círculo da Europa pela emigração, entre outras autoridades portuguesas e representantes diplomáticos. Estiveram ainda presentes empresários, dirigentes associativos e figuras públicas da comunidade portuguesa e lusófona no Reino Unido.
A nona edição da Gala integrou 30 nomeações e 16 galardões, distribuídos em quatro blocos de prémios, com intervenções institucionais e atuações musicais que marcaram a noite.
Recorde-se que, ao longo das edições anteriores, foram distinguidas personalidades como António Horta-Osório, Paula Rego, Mónica Ferro e Dr. Justino Monteiro. Pelo palco passaram artistas como Carlos do Carmo, Luís Represas, Lúcia Moniz, João Pedro Pais e Roberto Leal, entre outros nomes da música portuguesa.
Com apoios institucionais do Consulado-Geral de Portugal em Londres, do Consulado-Geral de Portugal em Manchester, da Direção-Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas e da República Portuguesa, a Gala destacou-se por consolidar-se como um dos momentos de maior visibilidade da diáspora lusa no Reino Unido.
Nascido no Rio de Janeiro, fruto da emigração portuguesa com raízes em Trás-os-Montes e Alto Douro (Vila Real) e Douro (Armamar), Ígor Lopes é jornalista, escritor e social media entre Brasil e Portugal. É CEO da Agência Incomparáveis, agência de notícias sediada no Rio de Janeiro, que atua na América do Sul e do Norte, Europa Central, África Lusófona, Ásia Lusófona e em Portugal continental e ilhas.
Ao longo da carreira, recebeu distinções em Portugal e no Brasil pelo trabalho na área das migrações, da comunicação e da promoção cultural, integrando diversas academias literárias e instituições históricas.
É vice-presidente da Associação Mais Lusofonia, com sede em Castelo Branco; diretor de Relações Internacionais da Sociedade de Excelência Luso-Brasileira; com sede em São Paulo; integra a direção da Casa do Brasil – Terras de Cabral, com sede em Belmonte/Covilhã; Presidente da Assembleia Geral da Plataforma, entidade que atua na defesa da comunicação social da diáspora portuguesa, com sede na Europa. É também “Chanceler” na aproximação cultural entre Brasil e Portugal, título reconhecido pelo Ministério da Cultura do Brasil, através da Sociedade Brasileira de Heráldica e Humanística, entre outras entidades e ações. Colabora, também, há cerca de cinco anos com o jornal Diário da Lagoa, na ilha de São Miguel, nos Açores.
Assumiu recentemente como membro da Comissão de Cidadãos de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas no âmbito do “Projeto Os 230”, na segunda Edição das Comissões de Cidadãos na Assembleia da República portuguesa.
“O reconhecimento agora obtido em Londres reforça o nosso percurso de ligação entre comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo e a afirmação da língua portuguesa como eixo de identidade e cooperação internacional. Há muito ainda por fazer, por isso, agradecendo à organização da Gala, aos profissionais do jornal As Notícias e da RTVLusa, e deixo um abração de gratidão e reconhecimento a todos os nomeados”, finalizou Ígor Lopes.

A reportagem “Estética nos cuidados paliativos: o voluntariado que aproxima mulheres” da colaboradora Sara Lima Sousa publicada na edição de setembro do Diário da Lagoa recebeu o Prémio de Reportagem em Cuidados Paliativos de 2025, da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP).
Sara Lima Sousa venceu na categoria de “Estudante universitário” no âmbito do estágio que fez no Diário da Lagoa (DL). Esta é a primeira vez que o jornal é premiado com uma reportagem a nível nacional.
Para Sara Lima Sousa “foi uma surpresa mas com uma sensação boa, de reconhecimento e também por ser o primeiro prémio”.
Como jornalista, já passou pelo jornal Público e no estágio de verão que fez no DL diz ter sido uma “experiência muito positiva, sendo um mês muito bom porque já conhecia as pessoas e o jornal”.
“Quando fiz aquela reportagem não tinha noção que havia um prémio para esta área. Em setembro saiu o comunicado sobre o prémio. Concorri porque tive um bom feedback da reportagem quando foi publicada. Foi uma junção de timing com bom feedback”, diz Sara Lima Sousa ao DL.
A autora conta que “a reportagem despertou-me muito interesse porque junta dois temas que, antes nunca pensei que poderiam estar juntos, a estética e os cuidados paliativos. São dois tópicos que eu nunca tinha imaginado na mesma fotografia. E quando tive conhecimento desse voluntariado nos cuidados paliativos pareceu-me um trabalho muito interessante”.
“Sinto-me orgulhosa por ter sido a primeira colaboradora a conquistar um prémio no Diário da Lagoa mas tenho a certeza que não vou ser a única por isso sinto-me orgulhosa e esperançosa no futuro. Os meus avós são da Lagoa, a minha família é da Lagoa e por isso é sempre bom ganhar este tipo de reconhecimento a partir do trabalho do jornal da terra”.
Sara Lima Sousa tem 22 anos e tem mestrado em Jornalismo e Comunicação pela Universidade de Coimbra. Desde 2022 que colabora com o Diário da Lagoa.

A poeta e historiadora angolana Ana Paula Tavares foi anunciada na quarta-feira, 8 de outubro, como vencedora do Prémio Camões 2025, o mais importante reconhecimento literário da língua portuguesa. A decisão foi tomada em reunião virtual do júri, composto por especialistas de Portugal, Brasil, Angola e Moçambique, e confere à autora o valor de 100 mil euros, divididos entre o Governo de Portugal e a Fundação Biblioteca Nacional (FBN), vinculada ao Ministério da Cultura do Brasil.
Com 72 anos, Tavares é a quinta autora angolana a receber o prémio, concedido anualmente pelos governos do Brasil e de Portugal a escritores cujo conjunto da obra contribui para a difusão e o fortalecimento da língua portuguesa nos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
O júri destacou a “fecunda e coerente trajetória de criação estética” da escritora e o “resgate de dignidade da poesia” presente em sua obra. O parecer sublinhou ainda o “lirismo sem concessões evasivas” de Tavares e a “relevante dimensão antropológica em perspectiva histórica” que atravessa sua produção poética e narrativa.
Fizeram parte da comissão os professores José Carlos Seabra Pereira (Universidade de Coimbra), Ana Mafalda Leite (Universidade de Lisboa), Francisco Noa (Universidade Eduardo Mondlane, Moçambique), Lúcia Santaella (PUC-SP, Brasil), Arno Wehling (Academia Brasileira de Letras) e o escritor Lopito Feijó (Angola).
A ministra da Cultura do Brasil, Margareth Menezes, afirmou que a escolha “celebra a força e a beleza da literatura lusófona”. Segundo esta responsável, “a poesia de Ana Paula Tavares, tecida de memória, resistência e afeto, revela a potência das vozes africanas e femininas que enriquecem os patrimónios culturais da língua portuguesa”.
O presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Marco Lucchesi, destacou que “o Prémio Camões tem como destino e vocação a lusofonia” e que a premiada “reúne todas as virtudes que desaguam num compromisso ético”, com atenção às questões de África, Brasil e Portugal.
Nascida em 1952 na província da Huíla, em Angola, Ana Paula Tavares iniciou os estudos em História na Faculdade de Letras do Lubango, atual Instituto Superior de Ciências da Educação da Huíla. Em 1992, mudou-se para Portugal, onde concluiu graduação em Letras na Universidade de Lisboa, além de mestrado em Literaturas Africanas e doutorado em Antropologia pela Universidade Nova de Lisboa. Atualmente, leciona na Universidade Católica de Lisboa.
Autora de mais de dez livros que abrangem poesia, crónicas e romances, Tavares é considerada uma das principais vozes da literatura angolana e lusófona contemporânea. Entre suas obras mais conhecidas estão “Ritos de Passagem” (1985), “O Lago da Lua” (1999), “A Cabeça de Salomé” (2004) e “Um rio preso nas mãos” (2019).
Recebeu, em 2004, o Prémio Mário António de Poesia da Fundação Calouste Gulbenkian e, em 2007, o Prémio Nacional de Cultura e Artes de Angola. Os seus textos integram antologias publicadas em Portugal, Brasil, França, Alemanha, Espanha e Suécia, consolidando sua presença na literatura de língua portuguesa.
Recorde-se que o Prémio Camões foi instituído em 1988 pelos governos do Brasil e de Portugal com o objetivo de reconhecer autores pelo conjunto de sua obra e valorizar a criação literária nos países de língua portuguesa. A distinção homenageia Luís Vaz de Camões, o maior poeta da literatura em português, e o diploma é assinado pelos chefes de Estado de Brasil e Portugal. Desde sua primeira edição, em 1989, o prémio já contemplou 36 autores de cinco países lusófonos.
A vencedora da edição anterior, em 2024, foi a poeta brasileira Adélia Prado.

O III Congresso da Cidade Social, realizado no passado dia 17 de junho, em Vila Nova de Poiares, reuniu mais de 200 autarquias de todo o país, tendo a Câmara Municipal da Ribeira Grande sido distinguida.
A Câmara da Ribeira Grande recebeu o reconhecimento anual de Município Amigo do Desporto, bem como o Prémio de Excelência Autárquica nas áreas de Ação Social e Turismo, com os projetos “Orçamento Participativo Sénior” e “Estratégia da Marca ‘Ribeira Grande’”, respetivamente.
A autarquia ribeiragrandense esteve representada pelos vereadores Cátia Sousa e José António Garcia, no evento que juntou um total de 600 presenças ao longo de todo o dia, em ambiente de partilha, reconhecimento e reflexão sobre os desafios e oportunidades da ação autárquica nas áreas sociais.
O prémio Município Amigo do Desporto valida o compromisso com políticas públicas consistentes, inclusivas e orientadas para o bem-estar das comunidades locais, enquanto o Prémio de Excelência Autárquica, destaca as boas práticas na área do Desporto, Ação Social, Turismo, Cultura, Educação e Juventude.
Estes prémios representam ainda o esforço contínuo das autarquias em implementar projetos sustentáveis, inovadores e com impacto real nos seus territórios.

No âmbito da realização do 23.º Seminário dos Municípios Amigos do Desporto, que teve lugar no Auditório Ferreira da Silva, na vila de Água de Pau, a Câmara Municipal de Lagoa recebeu o Prémio de Excelência Autárquica, na categoria de Desporto, através do Projeto Náutica/0.
De acordo com nota de imprensa enviada às redações pela autarquia lagoense, a distinção foi entregue pelo presidente da Rede de Municípios Amigos do Desporto, Pedro Mortágua Soares, ao vereador da autarquia lagoense, Nelson Santos, que agradeceu e disse ser uma honra o Município ser agraciado com o prémio.
Segundo Pedro Mortágua Soares, “esta candidatura reflete o compromisso com a excelência autárquica, destacando-se pelo impacto positivo na comunidade. Considera-se um exemplo inspirador de dedicação e uma visão já concretizada, projetando um bom futuro das populações e uma dinâmica de excelência do seu território”.
Para Nelson Santos, a distinção vem confirmar a importância do Projeto Náutica/0 na comunidade escolar lagoense. “Mais do que formar jovens pretende-se, a médio e longo prazo, voltar uma comunidade para o mar, valorizando-o, respeitando-o e usufruindo de todas as suas potencialidades”, afirmou o vereador.
Criado em 2018, o Projeto Náutica/0 tem como missão motivar os jovens em idade escolar para as práticas náuticas, integrando-as no programa curricular da disciplina de educação física do ensino regular. A cada ano letivo, a câmara da Lagoa tem unido esforços com o Clube Náutico da Lagoa, a Escola Secundária de Lagoa e a Autoridade Marítima/Capitania do Porto de Ponta Delgada, para, junto de cada turma do sétimo e oitavo ano, proporcionar 10 blocos de 90 minutos de sessões náuticas. No ano letivo de 2024/25, são 275 os alunos, a usufruir do Projeto Náutica/0.

O mais prestigiado galardão literário da língua portuguesa, o Prémio Camões, foi entregue este ano à poetisa brasileira Adélia Prado. O júri que decidiu por atribuir a distinção à escritora foi composto por uma reunião virtual de autores e académicos do Brasil, Portugal e Moçambique.
O prémio, no valor de 100 mil euros, é financiado pela Fundação Biblioteca Nacional do Brasil e pelo Governo de Portugal. Esse mesmo júri destacou a originalidade da obra de Adélia Prado, especialmente a sua produção poética, e mencionou a sua ligação com Carlos Drummond de Andrade, que foi um dos seus maiores incentivadores.
A ministra da Cultura do Brasil, Margareth Menezes, celebrou a vitória, sublinhando a importância da conquista para a cultura brasileira e o reconhecimento do talento das escritoras do país.
Marco Lucchesi, presidente da Fundação Biblioteca Nacional, destacou a coincidência de Adélia Prado ser premiada no ano do quinto centenário de Camões, ressaltando a relevância da sua poesia na literatura de língua portuguesa.
Adélia Prado, nascida em Divinópolis, Minas Gerais, em 1935, é licenciada em filosofia e começou a sua carreira literária publicando poemas em jornais. O seu primeiro livro, “Bagagem”, lançado em 1976 com o apoio de Drummond, recebeu elogios pela originalidade. Ao longo da sua carreira, Prado ganhou diversos prémios, incluindo o Prémio Jabuti.
Especialistas afirmam que a sua obra “retrata o cotidiano com perplexidade e encanto, norteados pela fé cristã e permeados pelo aspeto lúdico, uma das características do seu estilo único. Em 1976, enviou o manuscrito de Bagagem para Affonso Romano de Sant’Anna, que assinava uma coluna de crítica literária no Jornal do Brasil, um dos mais importantes desse país sul-americano. Admirado, acabou por repassar os manuscritos a Carlos Drummond de Andrade, que incentivou a publicação do livro pela Editora Imago em artigo no mesmo periódico.
O livro foi lançado no Rio de Janeiro, em 1976, com a presença de Antônio Houaiss, Raquel Jardim, Carlos Drummond de Andrade, Clarice Lispector, Juscelino Kubitschek, Affonso Romano de Sant’Anna, Nélida Piñon e Alphonsus de Guimaraens Filho, entre outros.
O ano de 1978 marcou o lançamento de “O coração disparado”, que foi agraciado com o renomado Prémio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro.
Em 1980, dirigiu o grupo teatral amador “Cara e Coragem” na montagem de “O Auto da Compadecida”, de Ariano Suassuna. No ano seguinte, ainda sob a sua direção, o grupo encenou “A Invasão”, de Dias Gomes. Publicou ainda “Cacos para um vitral”.
Lucy Ann Carter apresentou, no Departament of Comparative Literature, da Princeton University, o primeiro de uma série de estudos universitários sobre a obra de Adélia Prado.
Outro ponto marcante da sua carreira aconteceu 1985, quando participou, em Portugal, num programa de intercâmbio cultural entre autores brasileiros e portugueses, e em Havana, Cuba, no segundo Encontro de Intelectuais pela Soberania dos Povos de Nossa América.
A atriz brasileira Fernanda Montenegro estreou, no Teatro Delfim, no Rio de Janeiro, em 1987, o espetáculo “Dona Doida: um interlúdio”, baseado em textos de livros de Adélia Prado. A montagem, sob a direção de Naum Alves de Souza, fez grande sucesso, tendo sido apresentada em diversos estados brasileiros e, também, nos EUA, Itália e Portugal.
A escritora brasileira apresentou-se, em 1988, em Nova York, na Semana Brasileira de Poesia, evento promovido pelo Comité Internacional pela Poesia. Participou também, em Berlim, Alemanha, no Línea Colorada, um encontro entre escritores latino-americanos e alemães.
Professora por formação, Adélia Prado exerceu o magistério durante 24 anos, até que a carreira de escritora se tornou na sua atividade profissional central. Em termos de literatura brasileira, o surgimento da escritora representou a revalorização do feminino nas letras e da mulher como ser pensante, tendo-se em conta que Adélia incorpora os papéis de intelectual e de mãe, esposa e dona-de-casa.
“A obra poética de Adélia Prado está entre as mais relevantes do século XXI no Brasil, ladeada por nomes como Augusto Branco e Bruna Lombardi, conforme estudo que levou em consideração a propagação da sua obra tanto para o público em geral como em sites especializados em literatura, trabalhos académicos, e a referência aos seus textos em obras literárias de outros autores”, consideraram fontes.
Em 2024, tornou-se na terceira escritora brasileira, e primeira escritora mineira, a vencer o prémio Camões em 35 anos.
Recorde-se que o Prémio Camões, criado em 1988 pelos governos do Brasil e de Portugal, visa “fortalecer os laços culturais entre os países lusófonos e reconhecer autores que contribuem para a literatura em português”.
O prémio é decidido por um júri internacional composto por representantes de países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

O presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA), Luís
Garcia congratulou, hoje, a aprovação, por unanimidade, da proposta para a criação do Prémio
Literário Vitorino Nemésio, considerando-a “uma demonstração clara da unidade e
compromisso” do parlamento açoriano em valorizar a cultura e honrar figuras ímpares da
literatura dos Açores.
“Este prémio pretende homenagear este poeta e escritor açoriano, perpetuando no tempo o seu
nome e com ele elevando a cultura da nossa região”, afirmou o presidente da Assembleia, após
a aprovação da proposta realizada, esta tarde, em sede de plenário.
Na ocasião, Luís Garcia sublinhou que “esta iniciativa, que se espera que inicie já em 2025, é uma oportunidade única para incentivar o surgimento de novos talentos, estimular a criação literária e cultivar um maior apreço pela leitura e pela escrita na nossa comunidade”.
O prémio tem uma periodicidade anual e vai atribuir ao vencedor um valor pecuniário de 2.500 euros, tratado como rendimento de propriedade intelectual, bem como a publicação de até 300
exemplares da obra. O autor premiado terá ainda direito a 10 por cento dos direitos de autor da edição
do livro.
A Proposta de Resolução n.º 4/XIII – “Prémio Literário Vitorino Nemésio” já tinha sido relatada na anterior Legislatura, acabando por não ser apresentada em sessão plenária, na sequência da dissolução da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.

O Museu de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, e o Museu da Horta, na ilha do Faial, foram distinguidos na passada sexta-feira, 30 de maio, com os prémios da Associação Portuguesa de Museologia (APOM).
O Museu de Angra do Heroísmo recebeu o prémio da categoria “Incorporação”, com a “Sala Vergílio Schneider”, através do depósito de coleção, e uma menção honrosa na categoria “Parceira”, com o projeto “Minimaratona de leitura”.
Já o Museu da Horta recebeu uma menção honrosa na categoria “Salvaguarda, Conservação e Restauro”, pelo projeto “Roda do Leme – Do Mar ao Museu”.
De acordo com comunicado, para a secretária regional da Educação, Cultura e Desporto, Sofia Ribeiro, as distinções são “incentivos aos museus da região pelo trabalho desenvolvido e que poderão desenvolver”.
“Somos conhecidos pelo nosso potencial natural, mas constitui um desiderato para o Governo regional dos Açores a capacitação da cultura, e isso faz-se em parceria com os nossos museus”, referiu a governante na cerimónia de entrega dos prémios que decorreu na Alfândega do Porto.
Na ocasião, o diretor do Museu de Angra do Heroísmo, Jorge Paulus Bruno, foi distinguido com o prémio de mérito profissional na área de museologia.
Também a Vitec Azores TV foi distinguida com o prémio “trabalho jornalístico” e Vergílio Schneider recebeu a distinção de “colecionador”.
A APOM promove, desde 1997, a cerimónia de atribuição dos Prémios APOM, destinada a distinguir museus, projetos, profissionais e atividades desenvolvidas no setor.