
O Centro Cultural dos Fenais da Luz tem patente ao público, até ao dia 30 de junho, uma exposição que decorre da terceira edição do PDL Escol@tiva e reúne os trabalhos de artes plásticas dos alunos que participaram no Espetáculo de Talentos, realizado a 15 de maio, no Coliseu Micaelense. A exposição pode ser visitada gratuitamente em dias úteis, entre as 08h30 e as 12h30 e das 13h30 às 16h30.
Recorde-se que aquando da entrega de prémios do Espetáculo de Talentos, foi anunciado que todos os jovens que apresentaram trabalhos nas áreas da literatura e artes plásticas integrariam a programação dos próximos Encontros Literários e teriam a oportunidade de expor os respetivos trabalhos em centros municipais de cultura de Ponta Delgada. Igualmente, aqueles que participaram na modalidade de música fariam parte do cartaz da próxima edição das Noites de Verão.
O Espetáculo de Talentos marcou o primeiro dia da terceira vida do projeto PDL Escol@tiva, cuja programação prossegue nos próximos dias 5 e 12 de junho. No dia 5 de junho, sexta-feira, as atividades decorrerão no Parque Urbano, entre as 09h00 e as 15h00, sendo dedicadas à programação, robótica e ciência, com demonstrações de amostras geológicas, experiências tecnológicas e exploração de cenários de vulcanismo através de óculos de realidade virtual. Já no dia 12 de junho, também entre as 09h00 e as 15h00, o Campo de São Francisco receberá atividades centradas na solidariedade e no voluntariado, encerrando a terceira edição do PDL Escol@tiva.
O projeto surgiu no âmbito do Conselho Local de Educação, com o objetivo de promover dinâmicas pedagógicas fora da sala de aula. Através da sua implementação, procura-se fomentar valores essenciais como a cidadania, o trabalho em equipa e a solidariedade, contribuindo para o desenvolvimento pessoal e social das crianças e jovens do concelho.

A terceira edição do PDL Escol@tiva, projeto municipal que promove atividades lúdicas e pedagógicas fora do contexto da sala de aula junto dos alunos do concelho, arranca no próximo dia 15 de maio, com o Espetáculo de Talentos, no Coliseu Micaelense, a partir das 20h30.
Nesse dia, vários alunos das escolas participantes subirão ao palco para dar a conhecer as suas capacidades em diferentes modalidades artísticas, como música e canto, dança, teatro, escrita criativa e artes plásticas.
O espetáculo é de entrada gratuita, sendo necessário o levantamento prévio de bilhete, já disponível na bilheteira do Coliseu Micaelense. Cada pessoa poderá levantar até um máximo de quatro bilhetes.
A iniciativa integra a programação da terceira edição do PDL Escol@tiva, que prossegue nos dias 5 e 12 de junho.
No dia 5 de junho, sexta-feira, as atividades decorrerão no Parque Urbano, entre as 09h00 e as 15h00, e serão dedicadas à programação robótica e ciência. Entre outras iniciativas, destacam-se demonstrações de amostras geológicas, experiências com robótica e a exploração de cenários de vulcanismo através de óculos de realidade virtual.
Já no dia 12 de junho, também uma sexta-feira, as atividades terão lugar no Campo de São Francisco, entre as 09h00 e as 15h00, com foco na solidariedade e no voluntariado.
À semelhança das edições anteriores do PDL Escol@tiva, os alunos irão colaborar na recolha, transporte e distribuição de bens angariados — como roupas, alimentos e produtos de higiene — pelas bancas das associações que, este ano, aderiram ao evento.
O projeto Escol@tiva surgiu no âmbito do Conselho Local de Educação, com o objetivo de promover dinâmicas pedagógicas fora da sala de aula. Através da sua implementação, a autarquia procura fomentar valores essenciais como a cidadania, o trabalho em equipa e a solidariedade, contribuindo para o desenvolvimento pessoal e social das crianças e jovens do concelho.

A secretária regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, presidiu à primeira reunião do grupo de trabalho para a criação do Centro Académico Clínico nos Açores. Este grupo de trabalho integra representantes da Universidade dos Açores, da Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social, dos três hospitais da região, das Unidades de Saúde de Ilha e do Centro de Oncologia dos Açores.
Importa ainda realçar que este grupo conta com elementos que já tiveram experiência direta em processos de criação e desenvolvimento de outros Centros Académicos Clínicos no país, reforçando a solidez técnica e estratégica deste trabalho.
Na abertura dos trabalhos, Mónica Seidi sublinhou que este processo assenta numa articulação plena entre o Governo dos Açores e a Universidade dos Açores, reafirmando o compromisso comum de construir um projeto sólido, reconhecido e de excelência.
“Estamos a seguir, com rigor, todos os passos necessários para garantir que os Açores possam vir a ter um Centro Académico Clínico ao nível dos melhores do país, com condições, massa crítica e capacidade para igualar ou até superar os restantes centros existentes”, afirmou a secretária regional.
A governante reforçou ainda que o objetivo estratégico passa por criar um modelo robusto, capaz de assegurar elevados padrões de formação, investigação e inovação clínica, sempre orientados para o propósito maior de elevar a qualidade da prestação de cuidados de saúde na região.
“Este é um processo inclusivo, participado e agregador, construído com todas as entidades relevantes e com total interesse do Governo Regional em garantir o seu sucesso”, destacou Mónica Seidi.
A secretária regional recordou também que a criação de um Centro Académico Clínico representa uma oportunidade estratégica para reforçar a diferenciação do serviço regional de Saúde, potenciar a formação médica e académica na região, atrair talento e consolidar os Açores como espaço de inovação em saúde.

A Câmara Municipal do Nordeste lançou um desafio aos alunos da escola profissional para assinalarem o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, iniciativa que, em 2026, se centra na resposta de emergência em contexto de conflitos e desastres tendo em consideração o atual contexto de recuperação do país após uma sucessão de fenómenos meteorológicos extremos.
O município foi à escola desenvolver uma sessão com as turmas dos cursos de desporto e hotelaria que abordou o tema “Do território ao património vivo: o PDM como instrumento de ação climática e ferramenta de proteção em caso de catástrofe”. A iniciativa desafiou-os a pensar, num contexto global de alterações climáticas, em medidas concretas que o município poderá adotar para proteger o património arquitetónico e cultural do concelho.
Posteriormente, os formandos visitaram os Paços do Concelho para apresentarem as suas propostas para proteção de património local que os próprios selecionaram.
O vice-presidente da Câmara do Nordeste, Marco Mourão, esteve presente na apresentação, assim como a vereadora de Ação Social, Sara Sousa, tendo considerando as exposições coerentes e sensíveis face ao que foi proposto, especificamente a proteção do património num cenário climático cada vez mais instável, demonstrando também conhecimento do património mais evidente do concelho.
Num total de cinco grupos, os alunos dos dois cursos foram desafiados a identificar uma zona do concelho que considerassem ser de risco e onde encontrassem um exemplo de património a proteger; deveriam analisar o valor material e imaterial do imóvel e ainda investigar sobre a existência de medidas de proteção já existentes; por fim, pedia-se que propusessem medidas concretas para proteger o local escolhido e que indicassem o contributo dessas medidas para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.
Numa semana, os formandos conseguiram demonstrar, através do trabalho apresentado, que conhecem o património do concelho, que identificam o seu valor cultural para a comunidade, que medidas preventivas de preservação devem ser tomadas e a sua implicação direta ao nível da sustentabilidade.
Foram apresentados trabalhos sobre as casas antigas da Fajã do Araújo, Boca da Ribeira, Parque da Ribeira dos Caldeirões, ermida da Senhora do Pranto/Pocinho e o farol do Arnel.

O projeto “A Avó Veio Trabalhar” atualmente conta com cerca de 25 avós lagoenses, num espaço criativo de cocriação artesanal com pessoas de mais de 50 anos.
O projeto da Câmara Municipal de Lagoa tem tido larga procura e, por isso, o presidente da autarquia lagoense, Frederico Sousa, anunciou, numa visita ao grupo das avós lagoenses, que a iniciativa poderá ser alargada a um maior número de pessoas interessadas.
“Com este projeto social e criativo, estamos a promover um envelhecimento ativo da população sénior do concelho, mas também, a inclusão intergeracional e o combate à solidão, com momentos de aprendizagem e de convívio, em prol do bem-estar físico e mental das avós”, referiu Frederico Sousa.
“A Avó Veio Trabalhar” convida avós a integrarem um grupo onde aprendem e desenvolvem competências que aliam os lavores tradicionais às novas tendências. A autarquia salienta, assim, que se trata “muito mais do que uma oficina criativa”, pois na realidade “é um espaço de encontro, partilha de saberes e valorização da experiência sénior, demonstrando novas formas de olhar para o envelhecimento com dignidade, alegria e propósito”.
O projeto tem desenvolvido diversas parcerias, tanto nacionais como internacionais, nomeadamente com o Centro de Apoio e Design dos Açores (CADA), no que diz respeito à comunicação e comercialização das peças do projeto; Wolf & Rita, marca de roupa infantil que desenhou uma coleção inspirada nos bordados (arte bonecreira) das Avós; Depozito, na comunicação e comercialização das peças do projeto; SPIRA, na programação Cultural – Bienal Artes & Ofícios; TAP, na cedência de milhas; CAS TRIPS, na Programação de workshops de bordado sobre fotografia, para grupos de jovens internacionais; Parque Atlântico, na celebração do Dia Internacional dos Avós; SIC e Time Out, na divulgação do projeto. Existem, igualmente, sete pontos de venda a nível nacional e dois internacionais, mais precisamente no Japão e na Suíça.
Todas as interessadas em aderir ao projeto deverão contactar a Câmara Municipal de Lagoa.

Chama-se “Trans-Lighthouses, Para além do verde: Faróis de soluções transformadoras baseadas na natureza para comunidades inclusivas”. Trata-se de um projeto de investigação à escala europeia e que, nos Açores, é liderado pela Universidade dos Açores em consórcio com outras entidades locais e com um único local a estudar: os Remédios da Lagoa, mais concretamente, tudo o que inclui e envolve o trilho da Janela do Inferno, localizado naquele lugar lagoense, para onde são atraídos, diariamente, centenas de turistas, em época alta. “A ideia é que este nosso trilho, o trilho da Lagoa, não seja só um trilho, queremos que possa ser um trilho diferente, diverso, único, na região dos Açores e que possa ser uma solução para outros problemas sociais complexos”, começa por explicar Eduardo Marques, professor e especialista em serviço social na Universidade dos Açores (UAc), ao Diário da Lagoa (DL). A conversa com o DL decorreu no lugar dos Remédios, na primeira assembleia participativa do projeto, no passado dia 17 de maio, dia em que foi inaugurada também uma exposição onde constam testemunhos, fotografias, desenhos e grafismos feitos pelos alunos de Serviço Social da UAc. Foram 35 os estudantes que andaram pelos Remédios a falar com os residentes, utilizando uma metodologia designada como “walkthrough”.
“A ideia é ter vários faróis para iluminar a governança e novas políticas públicas na Europa, ter luzes que nos apontem caminhos, que nos iluminem para podermos desenvolver uma outra economia e outras políticas baseadas na participação, numa governança colaborativa entre as várias partes que encontramos num território, designadamente as organizações públicas. Pode ser o governo, podem ser as autarquias, as empresas, a universidade e depois todo o setor social”, explica Eduardo Marques.
José Raul Medeiros, um dos moradores mais conhecidos dos Remédios, senão o mais conhecido, gostou de se ver no desenho que os alunos de Serviço Social fizeram dele e da esposa, e que está exposto na Casa da Água, nos Remédios. “Gostei mas mesmo que eu não estivesse ali, estava na mesma todo satisfeito com aquilo que está acontecendo”, diz ao DL. Contudo, José Raul Medeiros admite que são muitos os moradores dos Remédios que nunca fizeram o trilho da Janela do Inferno e não o conhecem. A mesma ideia tem Eduardo Marques. “A maior parte, ou um grande número de pessoas, está de costas voltadas para o trilho, nunca foi ao trilho, apesar de viver aqui na proximidade do trilho”, considera o professor. Ainda assim, ele é procurado por centenas de pessoas e isso impacta a zona que o circunda.

Eduardo Marques explica quais são os principais objetivos deste projeto pioneiro nos Açores. “A ideia é perceber como é que um ativo, um recurso importante, a «Rota da Água – Janela do Inferno», pode alavancar um processo de uma relação mais positiva com o trilho de forma a que também que a comunidade pudesse ter benefícios dessa relação com o trilho”, justifica. O responsável acrescenta que se pretende “transformar o trilho numa solução baseada na natureza para um turismo sustentável. Nós podemos inspirar-nos na natureza e no seu funcionamento para resolver problemas sociais complexos”. E dá exemplos: “como é que se resolve problemas de desemprego, como é que nos podemos inspirar, basear na natureza para resolver problemas de emprego versus desemprego, como podemos melhorar a saúde — temos soluções desde os anos 60 implementadas no Japão que são os parques de terapias da natureza que reduzem o stress, reduzem a tensão arterial — portanto, podemos utilizar a natureza para nos curar, para ser integrada nos sistemas de saúde, podemos integrar a natureza como dimensão da arte e cultura”.
Para o presidente da Câmara Municipal de Lagoa, Frederico Sousa, “cabe-nos a nós, pessoas dos Remédios, junta de freguesia, câmara municipal, tirar proveito dessa avaliação”, ou seja, de todo o “Trans-Lighthouses”. O projeto, inclui várias fases, tem tido contributos da comunidade dos Remédios e pretende melhorar a vida de quem lá vive, sempre em consonância com um desenvolvimento harmonioso e respeitador do ambiente envolvente.

A autarquia lagoense bem como a junta de freguesia de Santa Cruz, e ainda o CEFAL – Centro de Educação e Formação Ambiental de Lagoa ou o OVGA – Observatório Vulcanológico e Geotérmico dos Açores são alguns dos parceiros locais deste projeto europeu. Para o presidente da junta de Santa Cruz, Sérgio Costa, “tudo aquilo que fica registado e aquilo que fica em arquivo é muito importante não só para agora mas também para aqueles que vêm à frente” mostrando-se disponível para “o que for necessário”.
“Acreditamos que só de uma forma colaborativa e interinstitucional poderemos desenvolver os territórios de uma forma sustentável e mais harmoniosa e sempre com o envolvimento da população local”, considera Eduardo Marques, responsável pelo projeto.
Na primeira assembleia participativa que decorreu nos Remédios, a população foi convidada a deixar ideias de negócio, sugestões e propostas para a requalificação de espaços bem como está convidada a conhecer o trilho, num passeio conjunto que deverá acontecer em agosto.
Os Remédios serão “talvez a primeira comunidade a ter um orçamento participativo de base local”, avança Eduardo Marques, que estará entre os cinco mil e os 10 mil euros.

O projeto piloto “Exceção Excecional” (ExE), que visa ajudar a combater o insucesso e o abandono escolar no concelho da Povoação, na ilha de São Miguel, terminou com um convívio no Parque de Arvorismo – Azores Treetop Park, junto à Lagoa das Furnas. Tratou-se do primeiro ano da implementação do projeto que abrange mais de 50 estudantes do sétimo e nono anos, da Escola Básica e Secundária da Povoação.
Segundo a Câmara Municipal local, “já começou a dar frutos com alunos e professores” e será desenvolvido “por mais dois anos, tendo como foco o combate ao abandono e insucesso escolar”.
Implementado em outubro do ano passado, o ExE tem como um dos objetivos inserir os jovens na comunidade, através de experiências que fomentem o sentido de pertença e autoeficácia, contando já com o Azores Treetop Park, nas Furnas, como um dos futuros parceiros para alcançar este propósito.
Para além de ajudar a trabalhar a gestão de conflitos e o desenvolvimento pessoal dos jovens, este projeto da autarquia povoacense, em colaboração com a EBSP, promove ainda competências socioemocionais de apoio, junto dos agentes educativos, nomeadamente professores e encarregados de educação.

O “Exceção Excecional” é promovido pela Câmara Municipal da Povoação e direcionado para os alunos da Escola Básica e Secundária da Povoação. Conta com as parcerias da Universidade dos Açores, através da Fundação Gaspar Frutuoso, da Universidade de Coimbra e é cofinanciado pela Fundação La Caixa – BPI. O projeto tem por base uma abordagem multinível, onde se prevê a intervenção a nível individual, familiar, escolar e da comunidade.

O salão nobre do edifício dos Paços do Concelho, na cidade da Lagoa, recebeu, esta manhã, a apresentação pública da requalificação da frente marítima.
Segundo a Câmara Municipal de Lagoa, o projeto agora apresentado, pelo gabinete M-Arquitectos, já se encontra concluído e candidatado, em outubro de 2024, ao PO2030, tendo sido subdividido em duas componentes. A primeira com incidência na proteção da orla costeira, no âmbito das alterações climáticas, e outra componente, relacionada com a mobilidade e a requalificação urbanística.
A requalificação da frente marítima é uma obra estimada em cerca de seis milhões de euros, sujeita a comparticipação com fundos europeus em 85 por cento, a que acresce mais cerca de 550 mil euros na aquisição de edificações, que estavam classificadas como de risco. A autarquia lagoense, diz que está neste momento, “pendente a aprovação desta candidatura, por parte do Governo regional dos Açores, para posterior lançamento do concurso de empreitada”.
Na ocasião o presidente da Câmara Municipal, Frederico Sousa, salientou que “este é um projeto de continuidade, que retoma o processo iniciado há cerca de quatro anos, que faz uma ligação entre a Atalhada e o Portinho de São Pedro e que agora incide na zona mais complexa da cidade, na malha urbana”.
O autarca referiu ainda que “este projeto da requalificação da frente marítima tem em consideração e expetativa da requalificação da Fábrica do Álcool, pois são dois projetos essenciais para o concelho, que irão permitir o desenvolvimento da cidade e criadas todas as condições para que se possa ter um desenvolvimento harmonioso”.
A autarquia explica, também, em comunicado, que o ponto central do projeto “incide no Portinho de São Pedro, no Porto dos Carneiros até à baía de Santa Cruz, com uma passagem pedonal com uma zona suspensa, que irá desde o Complexo de Piscinas até à freguesia de Santa Cruz, com uma relação harmoniosa entre as duas freguesias da cidade”.
O projeto apresentado numa primeira fase termina na zona da Relvinha, no entanto, a intenção da autarquia é que o mesmo continue até à baía de Santa Cruz. No entanto, a autarquia lagoense refere que “este troço carece de uma integração e de uma articulação com o projeto de proteção costeira da baía de Santa Cruz, anunciado há três anos, pelo Governo regional dos Açores”.
Por outro lado, Frederico Sousa explicou que existe um eixo preponderante, que é o eixo do Portinho de São Pedro até ao Tecnoparque, sendo um eixo único que poderá fazer a ligação até à rotunda do Nonagon. “Este projeto já se encontra, igualmente, concluído, e pretende criar uma abertura da cidade de norte para sul, em termos rodoviários”.
“O desafio deste projeto passou por cumprir com o propósito de não se realizar uma obra demasiada interventiva no território, mas que fizesse toda a diferença na convivência entre a cidade e o mar, salvaguardando a identidade do centro histórico, mas garantindo uma melhor circulação rodoviária, pedonal e ciclável e com isso, potenciar o desenvolvimento económico”, lê-se em nota de imprensa enviada às redações.

A Câmara Municipal do Nordeste colaborou com a cooperativa A Ponte Norte (gestora do GAL Costeiro Mar Açores Oriental) na apresentação pública do programa Mar 2030, destinado às freguesias costeiras das ilhas de São Miguel e de Santa Maria.
A este programa podem concorrer pessoas em nome individual, entidades públicas e associações, com ou sem fins lucrativos, através da apresentação de projetos que podem ser apoiados entre 85 a 100 por cento a fundo perdido.
Os projetos a submeter terão de estar ligados à valorização do mar e de atividades associadas, podendo passar, por exemplo, por projetos de restauração, recuperação de património e de infraestruturas de contemplação da orla costeira, execução de passadiços e de acessos de baixo impacto ambiental.
Também é considerada e valorização do pescado de baixo valor económico, criação ou valorização de artesanato ligado ao mar, disponibilização de meios para atividade náutica, criação de novos produtos ligados ao mar ou a criação/dinamização de micro e pequenas empresas que desenvolvam atividades económicas inovadoras ligadas ao mar.
Contempla ainda ações de investigação que confiram a reabilitação do meio marinho, de formação em áreas da economia do mar, animação sociocultural e literacia da comunidade através da cultura, da arte ou do desporto e ações de formação para profissionais da pesca no ativo e de integração das mulheres no desenvolvimento das comunidades costeiras.

A apresentação do estudo prévio para o projeto da Escola Básica Integrada de Lagoa aconteceu esta sexta-feira, 25 de outubro, tendo sido anunciado que a nova escola estará dimensionada para um total de 240 crianças do segundo ciclo, organizado em, aproximadamente, 15 turmas.
A sessão contou com a presença das secretárias regionais da Educação, Cultura e Desporto, Sofia Ribeiro, e do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, Berta Cabral.
Segundo Sofia Ribeiro, em declarações aos jornalistas, trata-se “de uma obra há 40 anos desejada e que, agora, vai ser concretizada”.
“O dia de hoje resulta de um processo em que trabalhamos sempre em conjunto com o Conselho Executivo e temos um projeto que abrange todas as necessidades deste estabelecimento de ensino, quer para alunos, quer para professores, quer para todo o pessoal de ação educativa”, disse a governante.
Por seu lado, Berta Cabral referiu que se trata de “um grande investimento – mais de 11 milhões de euros – que deve ser rentabilizado e colocado à disposição de toda a comunidade”.
Foi aberto o concurso publico de conceção do projeto para que os gabinetes de arquitetura interessados pudessem apresentar as suas ideias e propostas para o que será a nova EBI de Lagoa.
Concluída a fase de apresentação de propostas, em que foram entregues quatro, as mesmas foram avaliadas e valorizadas de acordo com vários critérios pré-definidos, como a conceção geral, a funcionalidade das soluções e organização dos espaços, a economia geral da construção e o ciclo de vida dos materiais e equipamentos a incorporar na construção.
Após análise das propostas e respetiva valoração, foi selecionada a proposta do gabinete de arquitetura Entreplanos, Gabinete de Arquitetura, Urbanismo e Design.
Contrariamente ao complexo escolar atual, que se compõe por vários blocos dispersos no terreno, o novo projeto prevê a concentração de todo o complexo escolar na parte norte do terreno, numa área total de 15.600m2.
Assim, o estudo prévio agora apresentado prevê a demolição de todas as construções atualmente existentes e compõe-se, essencialmente, por quatro novas zonas distintas: o edifício escolar, o pavilhão desportivo, o polidesportivo exterior e os espaços de recreio para os alunos.
O edifício escolar, com área aproximada de 3.800,00m2 de construção, organiza-se em três pisos: no nível da entrada principal da escola estarão os espaços de administração e gestão, espaços de apoio socioeducativo/educação inclusiva e alguns espaços de ensino. No piso inferior estão localizados a mediateca, o auditório e os espaços sociais e de convívio. O primeiro piso estará praticamente reservado a espaços de ensino.
O projeto propõe a criação 10 salas de aula correntes, cinco salas de aula para pequenos grupos, uma sala de música, um laboratório de ciências da natureza e duas salas multifuncionais (EVT) com todos os espaços de apoio necessário.
O pavilhão desportivo, com área aproximada de 2.100,00m2, inclui a área de jogo e todos os espaços de balneários, sala de professores de educação física, espaços técnicos, entre outros. Este espaço terá acesso independente do espaço escolar para que possa ser utilizado pela restante comunidade fora do horário letivo.
O polidesportivo exterior inclui dois campos de jogos e uma pista de atletismo.
Já o recreio compõe-se por várias zonas exteriores, cobertas e descobertas, destacando-se a salvaguarda e valorização da zona da eira, que será transformada num pequeno anfiteatro ao ar livre para usufruto da comunidade escolar.
Adicionalmente, o projeto prevê a reformulação de toda a frente da escola, sendo que a parte sul do terreno se destinará a estacionamento, contribuindo para aliviar a pressão de estacionamento a que esta área está sujeita.