
A baía de Santa Cruz, na cidade da Lagoa, foi recentemente palco de uma operação de limpeza da orla costeira que resultou na recolha de mais de meia tonelada de resíduos. A ação, realizada a convite da Escola Secundária de Lagoa, contou com a colaboração da Câmara Municipal, através do Centro de Educação e Formação Ambiental da Lagoa (CEFAL), servindo para assinalar o Dia Mundial da Eficiência Energética.
De acordo com comunicação da autarquia lagoense enviada às redações, durante a iniciativa, foram removidos exatamente 450 quilogramas de detritos, maioritariamente provenientes de intempéries que fustigaram a costa. O balanço detalhado da intervenção revela a gravidade da poluição marinha: foram retirados 260kg de madeiras, 160kg de plásticos rígidos, 23kg de borracha e 7kg de ferros. Esta intervenção direta permitiu não só a preservação do ecossistema costeiro, mas serviu também como uma ferramenta de sensibilização da comunidade para a importância da conservação dos oceanos e dos recursos naturais.
A limpeza da orla costeira está diretamente alinhada com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas, promovendo práticas responsáveis que visam a proteção dos ecossistemas. Em particular, esta ação trabalhou os eixos da “Vida na Água” (ODS 14), focado na conservação dos recursos marinhos, e da “Ação Climática” (ODS 13). Foram ainda destacados os objetivos relativos ao “Consumo e Produção Responsáveis” (ODS 12) e à “Vida Terrestre” (ODS 15), reforçando a necessidade de recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres e marinhos.
Esta iniciativa conjunta entre a Secundária da Lagoa e o CEFAL visa sublinhar a importância estratégica do envolvimento das escolas, das instituições e da comunidade em geral na defesa do ambiente.

A beleza natural da Baía de Santa Cruz, na cidade da Lagoa, foi recentemente confrontada com a acumulação de detritos junto à berma, uma situação que motivou o questionamento do nosso jornal à autarquia. Em resposta, a Câmara Municipal da Lagoa (CML) esclareceu que acompanha a manutenção dos espaços públicos, intervindo sempre que são identificadas situações de “deposição indevida de resíduos”.
A autarquia lagoense sublinha que estas ocorrências, embora tratadas com ações de limpeza e vigilância, são de difícil fiscalização. “Em muitos casos, a identificação dos responsáveis é difícil, uma vez que a deposição de resíduos acontece, frequentemente, de forma isolada e sem testemunhas”, explica a Câmara Municipal, notando que esse facto “limita uma atuação mais direta sobre os infratores”. Ainda assim, a CML garante que, sempre que é possível identificar os autores, “são adotadas as medidas adequadas”.
Relativamente ao comportamento da comunidade, a Câmara entende que “a grande maioria dos munícipes demonstra um comportamento cívico e responsável”, associando o lixo encontrado a “práticas pontuais que importam prevenir e corrigir”. Para o efeito, a autarquia afirma que continua a apostar na sensibilização e na divulgação de meios como o ecocentro municipal e os serviços de recolha disponíveis.
A autarquia lagoense reforça ainda que os cidadãos podem e devem “comunicar estas situações aos serviços municipais”, uma ação que considera fundamental para uma “intervenção mais rápida e eficaz” na valorização do espaço público e da qualidade de vida no concelho.

O Centro de Educação e Formação Ambiental de Lagoa (CEFAL) volta a integrar a 16.ª Semana dos Resíduos dos Açores, inserida na 17.ª Semana Europeia da Prevenção de Resíduos, que decorre de 22 a 30 de novembro.
A edição deste ano centra-se na temática dos Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrónicos (REEE), sob o tema “Liga o Valor, Desliga o Resíduo”. Procura alertar para a correta gestão dos resíduos, divulgar os destinos adequados para o seu encaminhamento e reforçar a importância da redução da produção de resíduos.
Num contexto cada vez mais marcado pela tecnologia, o município associa-se novamente a esta iniciativa, promovendo, durante toda a semana, uma ação de recolha de resíduos eletrónicos em todas as juntas de freguesia do concelho e no Parque de Resíduos de Lagoa.
No concelho de Lagoa, a recolha regular e gratuita, realizada na casa do detentor, de Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrónicos (REEE) ocorre às terças e sextas-feiras, mediante marcação prévia. Os pedidos podem ser solicitados até às 15h00 do dia útil anterior, através do e-mail ambiente@lagoa-acores.pt ou do telefone 296 960 600. Os REEE podem também ser entregues gratuitamente no Parque de Resíduos de Lagoa, no Caminho da Guia, freguesia do Rosário, de segunda a sábado, entre as 09h00 e as 16h00.
A quantidade de REEE gerada anualmente na União Europeia continua a aumentar e já constitui um dos fluxos de resíduos que mais cresce. Entre estes resíduos incluem-se telemóveis, computadores, televisores, frigoríficos, eletrodomésticos, lâmpadas, painéis fotovoltaicos, pilhas, baterias e outros equipamentos.
Os REEE contêm materiais complexos, alguns perigosos, que exigem uma gestão adequada para evitar impactos ambientais e riscos para a saúde. Muitos destes dispositivos possuem recursos raros e valiosos, passíveis de recuperação e reutilização através de processos de reciclagem eficazes.
Todos os anos, os estados da União Europeia colocam no mercado cerca de 14,4 milhões de toneladas de equipamentos elétricos e eletrónicos, sendo recolhidas aproximadamente 5 milhões de toneladas de REEE — uma média de 11,2 kg por pessoa.

A Universidade dos Açores recebe, pela primeira vez na Região, a 14.ª edição das Jornadas Técnicas Internacionais de Resíduos (JTIR), uma organização conjunta com a Associação Portuguesa de Engenharia Sanitária e Ambiental. O evento reúne técnicos de entidades gestoras, investigadores e expositores ligados à gestão de resíduos, num momento de debate sobre os desafios atuais da redução, reciclagem e valorização de resíduos, economia circular e mitigação de emissões.
O programa inclui três Sessões Paralelas e cinco Sessões Plenárias, dedicadas a temas como o impacto do turismo na gestão de resíduos, Ambiente 4.0, prevenção e reutilização, mineração urbana e prevenção do lixo marinho e plástico no oceano.
As sessões decorrem no Anfiteatro A.026 do Complexo Científico, com participação aberta à comunidade académica, mediante lotação disponível.

Foi inaugurada a reestruturação do Centro de Processamento de Resíduos (CPR) da ilha da Graciosa esta terça-feira, 23 de julho, anunciou o Governo regional dos Açores. A reestruturação inaugurada representa um investimento de 969 mil euros, estando previsto no total um investimento de 1,8 milhões até ao próximo ano neste centro.
O presidente do Governo regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, na inauguração que decorreu durante a visita estatutária à Graciosa, disse que se está “a dar passos muito significativos em demonstrar que os Açores são um arquipélago sustentável sob o ponto de vista ambiental, social e económico, e como destino turístico reconhecimento mundialmente”.
José Manuel Bolieiro destacou igualmente que a região está a superar as metas definidas a nível comunitário quanto à reciclagem.
“Estamos a ser pioneiros, estamos à frente em algumas ilhas, e queremos uma aceleração nalgumas ilhas em que a situação é mais complexa”, garantiu.
A reestruturação do centro inclui a aquisição de equipamentos — como um pré-triturador industrial e máquinas giratórias — e a requalificação do espaço.
O Governo regional está a intervir nos CPR das ilhas das Flores, Faial, Pico, São Jorge, Graciosa e Santa Maria, para criar zonas de compostagem específica para bio-resíduos provenientes da recolha.

Em 2021, os serviços urbanos da Câmara Municipal de Ponta Delgada procederam à recolha de um total de 403.860 quilos de resíduos orgânicos, anunciou hoje, 10 de fevereiro, a autarquia daquela cidade.
A recolha foi efetuada de um total de “112 entidades, nomeadamente 17 escolas e 95 estabelecimentos de restauração, cantinas e hotelaria”, é dito em comunicado enviado às redações.
Os dados foram divulgados pelo vice-presidente Pedro Furtado, que tutela a área do Ambiente, na última reunião ordinária da Câmara de Ponta Delgada.
Segundo a informação avançada, tratam-se de resíduos recicláveis que deixam de ser depositados em aterro, evitando-se, inclusivamente, a respetiva deposição nas eco-ilhas e eco-pontos.
Já este ano, nomeadamente, entre janeiro e o presente mês, “foram recolhidos 36.080 quilos de resíduos orgânicos”, revela a autarquia.
A autarquia sublinha que “aposta fortemente na recolha de resíduos orgânicos, cumprindo, desta forma, um dos objetivos da União Europeia para esta área”.
À autarquia já chegaram pedidos de vários restaurantes de Ponta Delgada que querem aderir à iniciativa e, por isso, a câmara municipal refere que “está a encetar procedimentos com vista à aquisição de uma nova viatura sem compactação para aumentar a recolha de orgânicos e, assim, responder às solicitações dos empresários da restauração”.
DL