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“Sejam fermento e transformem as vossas comunidades”, apela o padre Fernando Teixeira na romaria que juntou várias gerações

Iniciativa da Comunidade de Nossa Senhora de Fátima reuniu cerca de 500 peregrinos de várias paróquias, num caminho marcado por dinâmicas de introspeção e pela forte presença de jovens

© IGREJA AÇORES/CR

Ainda antes do nascer do sol, quando a madrugada guarda o silêncio que amplia o som de cada passo, a Romaria da Comunidade de Nossa Senhora de Fátima, em Ponta Delgada, começou a contornar as estradas. Entre quase meio milhar de peregrinos, cruzam-se histórias que ajudam a perceber o sentido profundo de um caminho que, este ano, fez paragem no miradouro do Pisão, perto da Ribeira Chã, concelho da Lagoa, num lembrete de que a romaria nunca acaba, pois somos peregrinos a vida inteira.

Patrícia Varão e a filha Maria João, de 11 anos, são presenças assíduas. A filha segue na frente, como uma das “meninas da Cruz”. A mãe, mais atrás, confessa com orgulho: “Desde que me lembro, venho sempre nesta romaria”. Embora pertençam à paróquia de Nossa Senhora do Rosário, na Lagoa, sentem-se em casa. Para Patrícia, a romaria é “um retiro, um parar dos afazeres para ter um tempo só para nós, com Deus… um tempo de introspeção e reflexão”.

Na correria dos dias, onde tudo parece urgente, a romaria por contraste oferece silêncio, oração e disponibilidade interior. É nesse espaço que muitos dizem reencontrar Deus.

Ao longo do percurso, os participantes foram convidados a viver dinâmicas espirituais. Este ano, cada romeiro recebeu uma pedra acompanhada de um poema na primeira paragem de descanso. “As pedras estão no caminho. Guardemo-las todas porque podemos construir um castelo”, explicou uma das dinamizadoras no Centro Pastoral Pio XII. O grupo de cerca de 500 peregrinos — composto na sua maioria por mulheres, mas também por homens e muitos jovens — acolheu a metáfora: cada pedra representa os desafios e momentos de crescimento. “Que cada pedra seja a descoberta de um dom; que sejamos capazes de perceber onde nos encaixamos, pois grãos de areia constroem uma linda praia”, acrescentou.

Imagem viva da Igreja em movimento

© IGREJA AÇORES/CR

Para o pároco Fernando Teixeira, esta romaria é uma imagem viva da Igreja em movimento. Embora já não caminhe fisicamente, faz-se presente pelo espírito. “Aproveitem a caminhada, fortaleçam-se e, no regresso às vossas comunidades, sejam fermento. Ajudem a transformar a vossa paróquia, sejam amigos”, desafiou o sacerdote, num “caderno de encargos” para uma jornada que culminou com a Eucaristia ao pôr do sol.

O padre Norberto Brum, dinamizador destas romarias quaresmais, sublinhou que a caminhada ganha um significado particular no percurso pastoral da diocese: “Procuramos renovar esta graça batismal e reafirmar o dom de sermos filhos de Deus e termos um Deus que caminha connosco”.

A iniciativa rompe também com o modelo tradicional de romarias exclusivamente masculinas ou femininas. “É uma romaria diferente por ter homens e mulheres; é uma forma de sentirmos esta Igreja como comunidade e povo que se renova dia a dia”, esclareceu o sacerdote.

O simbolismo do vaso novo

Entre as novidades deste ano esteve a dinâmica do vaso partido. Durante a celebração do perdão, um vaso foi quebrado para representar a fragilidade da vida humana, e cada participante depositou ali as suas intenções. No final, os fragmentos foram simbolicamente integrados num vaso novo. “É a nossa vida, muitas vezes fragmentada, que se transforma. É essa mudança que Deus opera em nós”, descreveu o padre Norberto.

Antes da partida, também o bispo de Angra, D. Armando Esteves Domingues, deixou uma mensagem centrada na persistência: “Quanto mais caminhamos, mais longe vamos… é triste o cristão que para. Quanto mais caminhardes, mais O encontrareis”.

Novas vozes na estrada

© IGREJA AÇORES/CR

Para a Irmã Hirondina Mendes, da Congregação de São José de Cluny, a experiência foi uma revelação. “É um momento de interiorizar a fé e partilhar os nossos sofrimentos com os de Cristo e da humanidade. Há uma sede de Deus nesta humanidade e é interessante ver tanta gente a procurar essa fonte verdadeira”, afirmou, impressionada com a emoção partilhada pelo grupo.

Bárbara Ramos, natural de Trás-os-Montes e estudante de Medicina, viveu a romaria pela primeira vez. “É desafiante e sinto uma grande irmandade. Esta diferença geracional é uma novidade para mim”, contou a jovem, que vive atualmente um processo de redescoberta espiritual e de aproximação à Igreja.

Batizados na Esperança

© IGREJA AÇORES/CR

Organizada pela Comunidade de Nossa Senhora de Fátima, esta sexta edição da romaria comunitária, sob o tema “Batizados na Esperança”, integra-se no caminho rumo aos 500 anos da Diocese de Angra.
Mais do que os números ou os quilómetros, os peregrinos demonstram que o que fica desta jornada é o que acontece no interior de cada um. Entre pedras simbólicas, silêncio e partilhas, cada passo recordou uma verdade fundamental: por vezes, é preciso caminhar devagar para reencontrar o essencial.

Ribeira Chã promove décimo Festival da Malassada

© DL

A freguesia da Ribeira Chã, no concelho da Lagoa, ilha de São Miguel, acolhe o décimo Festival da Malassada, que terá lugar no Centro de Catequese e Cultura da freguesia lagoense.

O evento, organizado pelo Centro Social e Paroquial e Junta de Freguesia da Ribeira Chã, decorre nos dias 24 e 25 de janeiro, entre as 15h00 e as 19h00.

O festival conta com um programa diversificado, que arranca, no sábado, dia 24 de janeiro, às 15h00, com a cerimónia de abertura e a atuação do Coro do CATL municipal “O Borbas”. Segue-se, às 16h00, a animação do grupo de castanholas “Dispensa Os Companheiros”, de Rabo de Peixe. Para culminar o dia, pelas 17h00, sobe ao palco Raquel Dutra, em quarteto, enquanto a animação de rua é abrilhantada pelo som dos acordeões de Pedro Estrela, pelas 18h00.

No domingo, dia 25 de janeiro, o festival começa às 15h00 com o grupo de Cantares Tradicionais de Santa Cruz. A par disso, os acordeões de Pedro Estrela voltam a fazer a animação de rua, seguindo-se, pelas 16h00, a atuação do Duo Toadas, com Rafael Carvalho e César Carvalho. Por sua vez, pelas 17h00, o grupo “Urro das Marés” da Associação Tradições anima, ainda, a tarde do festival, culminando com a presença do “Grupo de Cantares Vozes do Mar do Norte”.

Para os mais novos, explica a organização, o festival conta, nos dois dias, com pula-pulas e pinturas faciais e com a presença das mascotes Mickey e Minnie.

O Festival da Malassada, que já é um cartaz turístico da freguesia da Ribeira Chã, tem, ainda, um propósito solidário — todas as receitas reverterão para as obras de beneficiação da Igreja Paroquial de São José da Ribeira Chã, que se preveem arrancar no decorrer deste ano. 

Ribeira Chã faz magia de Natal acontecer

© JF RIBEIRA CHÃ

A Junta de Freguesia da Ribeira Chã, concelho da Lagoa, promoveu no passado dia 16 de novembro o “Workshop Arranjos de Natal”.

A iniciativa, para maiores de 18 anos de idade, decorreu pelas 14h30 na sede da Junta de Freguesia, e teve como formadora Maria Arménia Melo.

 

© JF RIBEIRA CHÃ

O evento formativo pretendeu trazer à freguesia “uma tarde dedicada à criatividade, à partilha e ao verdadeiro espírito natalício”.

O executivo da Junta de Freguesia, na sua página de Facebook, felicitou “todos os participantes pelos magníficos arranjos e pela energia tão positiva que trouxeram a esta atividade”, salientando que “Juntos, fazemos a magia do Natal acontecer na nossa freguesia”.

Lagoa celebra São Martinho em três freguesias

© CM LAGOA

O espírito de São Martinho voltou a animar o concelho de Lagoa, no passado fim de semana, nos dias 7 e 8 de novembro, com diversas iniciativas dinamizadas nas freguesias de Santa Cruz, Cabouco e Ribeira Chã. As celebrações, organizadas por diferentes instituições locais e com o apoio da Câmara Municipal de Lagoa e das respetivas juntas de freguesia, reuniram dezenas de pessoas em torno das tradições outonais, do convívio comunitário e da boa disposição.

Em Santa Cruz, a Associação do São Martinho promoveu dois dias de festa junto ao Convento de Santo António. O programa incluiu o tradicional desfile pelas ruas da freguesia, momentos musicais com os Doce Sinfonia, Zé Barbosa, Bruno Silva e Gonçalo Ferreira, bem como churrascos e petiscos típicos desta época.

A freguesia do Cabouco celebrou a 13.ª edição da sua Festa de São Martinho, organizada pela Associação Cultural de São Martinho do Cabouco, com o apoio da junta de freguesia do Cabouco. O evento contou com cantorias ao desafio, uma tarde infantil, o cortejo de São Martinho, o VII Festival de Sopas, organizado pelo Centro Social e Cultural do Cabouco, e animação musical com Nuno Martins, Doce Sinfonia, Rui Açoriano e DJ Kika, reunindo público de todas as idades na Praça D. Amélia.

Já na Ribeira Chã, a junta de freguesia dinamizou um convívio no Centro Comunitário Padre João Caetano Flores, com castanhas, milho e vinho gratuito, e animação musical a cargo do grupo Sempr’Abrir.

Segundo o Presidente da Câmara Municipal de Lagoa, Frederico Sousa, “estas iniciativas reforçam o compromisso das instituições locais e da Câmara Municipal de Lagoa em preservar e valorizar as tradições culturais, promovendo momentos de encontro e verdadeira partilha comunitária que caracterizam o São Martinho açoriano. Por outro lado, contribuem, também, para promover artistas locais, gastronomia típica e a dinamização cultural e social de cada freguesia”.

Passeio com idosos da Ribeira Chã

© JF RIBEIRA CHÃ

A Junta de Freguesia da Ribeira Chã, no concelho da Lagoa, promoveu mais um passeio de idosos da freguesia no passado dia 1 de outubro, Dia Internacional do Idoso.

No passeio participaram mais de uma dezena de idosos da Ribeira Chã.

O grupo, acompanhado pela presidente cessante da Junta, Vitória Couto, teve como destino a freguesia das Sete Cidades, no concelho de Ponta Delgada. 

Durante o passeio, visitaram a Casa de Chá “O Poejo” onde foi servido um lanche variado a todos os participantes.

A Junta de Freguesia da Ribeira Chã considera que “cuidar dos nossos idosos é preservar a nossa história” e por isso faz questão de proporcionar aos mais velhos momentos de lazer e convívio, trazendo mais qualidade de vida às suas vidas.