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Autarquia lagoense apresenta plano de eventos culturais para o ano de 2026

Documento, que reúne cerca de 50 iniciativas, foca-se na descentralização pelas freguesias, na manutenção de festividades tradicionais e na introdução de um novo evento dedicado ao setor agrícola no Cabouco

© CM LAGOA

A Câmara Municipal da Lagoa oficializou, no edifício dos Paços do Concelho, a Agenda Cultural para 2026. A apresentação foi conduzida pelo presidente da autarquia lagoense, Frederico Sousa, acompanhado pela vereadora Albertina Oliveira, detalhando um plano composto por meia centena de eventos que abrangem áreas como o cinema, música, teatro, literatura e património histórico. Segundo a nota de imprensa enviada pelo Município às redações, o documento agrega os principais eventos realizados de forma regular no concelho.

Sobre a estratégia para este ano, Frederico Sousa afirmou que a agenda “mantém-se consistente, contando com a parceria e o apoio de diversas instituições e associações lagoenses”. O autarca salientou ainda que o objetivo passa por reforçar a “valorização das tradições, da identidade local e do património”, adaptando a oferta às preferências do público, especialmente no que concerne aos eventos festivos que já integram o calendário local.

No que respeita aos equipamentos culturais, o plano prevê a continuidade da exibição regular de cinema no Cineteatro Lagoense Francisco D’Amaral Almeida e a dinamização do Auditório Ferreira da Silva, em Água de Pau. Para este último espaço, estão previstos oito eventos principais, incluindo concertos de Rita Rocha, a 1 de maio, e o espetáculo “Namasté”, com Inês Aires Pereira, a 31 de outubro, além de iniciativas de caráter gratuito em parceria com associações locais e a Sinfonietta de Ponta Delgada.

O calendário de verão inclui a 10.ª edição da Festa Branca do Convento, a 22 de agosto, e a Festa de Santo António, entre 9 e 14 de junho, que retoma o modelo de arraial aberto ao público com as tradicionais marchas e atuações de artistas como Toy e Augusto Canário. O Festival Lagoa Bom Porto e as festas em honra do Divino Espírito Santo, em Água de Pau, mantêm-se na programação. Uma das novidades inseridas para 2026 é o Cabouco AgroFest, agendado para os dias 4, 5 e 6 de setembro, dedicado à promoção do mundo rural e dos produtos locais na freguesia do Cabouco.

A vertente literária e de preservação da memória encerra as prioridades da agenda, com destaque para o lançamento da obra “Memória da Cultura Desportiva da Lagoa”, de Marcelo Borges, e a apresentação da edição completa da “Etnologia dos Açores”, de Francisco Carreiro da Costa, no dia 26 de junho.

A agricultura também tem rosto de mulher

Patrícia Miranda
Deputada pelo PS na ALRAA

Celebramos o Dia Internacional da Mulher.
Este ano com um significado ainda mais especial: 2026 foi declarado, pela ONU, como o Ano Internacional da Mulher Agricultora.

É uma oportunidade importante para reconhecer algo que sempre esteve presente, mas que muitas vezes passou despercebido.

A agricultura sempre teve mãos de mulher. Hoje começa, finalmente, a ter voz.

Talvez por isso seja tão importante dizê-lo de forma simples, mas clara: a agricultura também tem rosto de mulher.

Tem o rosto das mulheres que acordam cedo para ajudar na ordenha, que tratam dos animais, que cuidam das culturas, que plantam vinhas e colhem as uvas, que acompanham as contas da exploração e que equilibram o trabalho no campo com a vida familiar. Mulheres que, muitas vezes sem grande visibilidade, foram sempre uma parte essencial da vida agrícola.

Nos Açores, essa realidade é particularmente evidente. Em muitas explorações, as mulheres estão presentes nas decisões, nas tarefas diárias e também nos momentos difíceis que o setor enfrenta. São parte da força silenciosa que sustenta muitas famílias e muitas comunidades rurais.

Durante muito tempo, o papel das mulheres na agricultura foi visto como um complemento. Hoje sabemos que não é assim. As mulheres são cada vez mais agricultoras, gestoras, técnicas, empreendedoras e líderes no setor.

Mas, acima de tudo, são pessoas profundamente ligadas à terra e ao que ela representa.

A agricultura ensina-nos muitas coisas: a paciência, a persistência e o respeito pelos ciclos da natureza. Quem vive da terra sabe que nada se constrói de um dia para o outro e que o futuro depende das decisões que tomamos hoje.

Talvez por isso muitas mulheres tragam também para a agricultura uma forma particular de olhar para o trabalho agrícola: com sentido de cuidado, de responsabilidade e de continuidade.

Mulheres que não pedem privilégios, pedem apenas reconhecimento, condições e oportunidades.

Mas falar das mulheres na agricultura não é apenas reconhecer o passado. É, sobretudo, pensar o futuro.

Quando falamos do futuro da agricultura, falamos da necessidade de atrair jovens para o setor. E isso é verdade. Mas esse futuro também passa por criar condições para que mais mulheres possam escolher a agricultura como projeto de vida.

Isso significa reconhecer o valor do seu trabalho, garantir melhores condições para quem produz e dar espaço para que as mulheres possam também participar nas decisões sobre o futuro do setor.

No fundo, trata-se de algo simples: valorizar quem trabalha a terra. Sem isso, falar de rejuvenescimento do setor é apenas retórica.

Eu própria cresci ligada à agricultura e sei bem o que ela representa para muitas famílias.
Foi na agricultura que aprendi o significado da persistência, da responsabilidade e da ligação profunda entre trabalho e vida.

Sei também que por trás de muitas explorações agrícolas existe sempre uma mulher que ajuda a manter tudo de pé, muitas vezes com discrição, mas com uma força enorme.

A política ensinou-me outra coisa: que liderar é também abrir caminhos para os outros.

E é por isso que acredito que o futuro da agricultura deve ser construído com mais mulheres a decidir, a inovar, a produzir e a liderar.

Porque quando uma mulher ocupa o seu lugar, não transforma apenas a sua própria vida.

Transforma também a comunidade que a rodeia.

Por isso, neste Dia Internacional da Mulher, e neste Ano Internacional da Mulher Agricultora, vale a pena lembrar algo que sempre esteve diante de nós:

A agricultura não se faz apenas com máquinas, terras ou números.

Faz-se sobretudo com pessoas. E muitas dessas pessoas são mulheres.

Mulheres que trabalham, que cuidam, que resistem e que continuam, todos os dias, a ajudar a construir o futuro da nossa agricultura.

Talvez por isso seja tão importante dizê-lo de forma simples, mas clara: a agricultura também tem rosto de mulher.

Tem o rosto das nossas avós, das nossas mães, das nossas filhas, das agricultoras que hoje continuam a escolher a terra como caminho.

E reconhecer esse rosto é também reconhecer uma verdade essencial: valorizar as mulheres agricultoras não é apenas fazer justiça. É investir no futuro da agricultura e no futuro da nossa sociedade.

Sónia Cabral: “O ensino profissional é um pilar essencial e não um parente pobre da educação”

A diretora pedagógica da Inetese – Instituto de Educação Técnica da Lagoa defende a valorização do ensino profissional rejeitando o estigma associado ao ensino profissional e destacando o sucesso e a empregabilidade dos seus alunos na região

Sónia Cabral encontrou na Lagoa a oportunidade de desempenhar o cargo de diretora pedagógica © ACÁCIO MATEUS

Sónia Cabral é natural de Santo António, concelho de Ponta Delgada, nasceu a 1 de janeiro de 1981, e é a atual diretora pedagógica da Inetese.

O seu percurso é definido por uma vocação que se manifestou cedo onde Sónia sabia que o seu futuro passaria pelo ensino de Inglês. Fiel a esse objetivo, licenciou-se em Português e Inglês pela Universidade dos Açores, iniciando um caminho de dedicação à educação que já conta com quase duas décadas.

A sua trajetória profissional é marcada por uma profunda ligação à comunidade. Escoteira dos 6 aos 22 anos, procurou desenvolver valores de serviço e liderança. Além disso, demonstrou o seu espírito competitivo e de equipa tendo jogado futebol de cinco em Santo António, onde se sagrou campeã regional pela Casa do Povo de Santo António na época de 2002/2003.

Durante 19 anos, trabalhou na Casa do Povo de Santo António, onde, no Centro Comunitário Jovem, acompanhou o crescimento de várias gerações de alunos. Em 2010, abraçou o desafio do Ensino Profissional em Vila Franca do Campo, desafiando a sua capacidade de trabalho ao conciliar a docência com a intervenção social.

No ano de 2020, Sónia viveu um dos seus maiores marcos pessoais ao ser mãe de uma menina. Este acontecimento, ocorrido em plena pandemia, trouxe novos desafios e reforçou a sua resiliência, obrigando-a a equilibrar a maternidade com as exigências de um mundo em adaptação.

Na Inetese desde 2015, o seu percurso tem sido de constante evolução. Após quase dez anos como formadora, assumiu a Direção Pedagógica da instituição há dois anos. Este novo cargo é o reflexo de um caminho ascendente onde a experiência acumulada no terreno e a sensibilidade de quem educa e cuida se unem para liderar o futuro da instituição.

DL: Como tem sido gerir a maternidade e a vida profissional ao mesmo tempo?
Não é fácil. Se queremos continuar a fazer um bom trabalho na escola, profissionalmente, acabamos por ter de fazer algum trabalho em casa. Nos primeiros tempos chegava a casa, o foco era a minha filha, pois eu sentia que tinha de separar as águas. Hoje tento manter essa postura. Apesar de a responsabilidade ser agora muito maior e de dormir muitas vezes com ansiedade, só depois de ela estar a dormir é que me dedico às tarefas da instituição.

DL: É um desafio que a obriga a “cuidar” de muitos mais filhos. Quantos alunos tem a escola atualmente sob a sua responsabilidade?
É, de facto, um desafio muito exigente, mas extremamente gratificante quando alcançamos as metas definidas. Neste momento, temos 97 alunos no polo da Lagoa. Além disso, sou também a diretora pedagógica do polo de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, onde temos três turmas que totalizam 48 alunos. No total, gerimos o percurso formativo de 145 jovens.

DL: Quais são as maiores dificuldades que encontra na gestão pedagógica?
A maior dificuldade prende-se com a necessidade constante de equilibrar os recursos humanos com as exigências pedagógicas e o enquadramento legal, que é muito dinâmico. Atualmente, as escolas profissionais deixaram de estar sob a tutela da Direção Regional da Educação para passarem para a Direção Regional de Qualificação Profissional e Emprego. Esta transição criou um certo “limbo” documental que tem sido um processo de grande aprendizagem. Assumi estas funções sozinha há quase dois anos e tem sido um caminho de afirmação e responsabilidade.

DL: O facto de as escolas públicas da região também oferecerem cursos profissionais coloca em causa a sobrevivência de instituições como a Inetese?
As escolas profissionais possuem uma identidade própria, muito mais próxima do tecido empresarial e com uma forte componente prática, algo que continua a ser valorizado. No entanto, é inegável que se uma escola secundária próxima oferece o mesmo curso, o aluno acaba por não sentir necessidade de mudar para a Inetese, o que nos prejudica. É fundamental que os decisores políticos reconheçam, de uma vez por todas, o trabalho das escolas profissionais como um pilar essencial da formação e não apenas como um complemento. Durante muitos anos, fomos vistos como o “parente pobre” da educação. Esse preconceito de que o ensino profissional servia apenas para alunos com menos capacidades tem de acabar.

DL: Sente que essa perceção tem mudado junto da comunidade?
Sim, penso que já começou a haver uma mudança de mentalidade. Notamos isso na elevada procura: este ano fechámos as turmas de Ação Educativa e de Auxiliar de Saúde com o limite máximo de alunos, tendo ficado vários candidatos pelo caminho. As pessoas começam a perceber que a escola profissional deve ser valorizada. Temos exemplos claros de sucesso: alunos que saíram daqui diretamente para a universidade e até um antigo aluno que, após licenciar-se, regressou à Inetese agora como formador. É a prova de que este ensino abre portas reais para o futuro.

DL: O abandono escolar na Lagoa continua a ser dos mais elevados. De que forma essa realidade afeta a escola?
Esta realidade desafia-nos diariamente, mas também nos leva a reforçar o nosso papel social. Trabalhamos ativamente na prevenção do abandono através de metodologias práticas. Tentamos “agarrar” os jovens mostrando que a escola não é apenas teoria, sentados o dia todo numa sala. Além da parte prática de cada curso, promovemos atividades, visitas de estudo e trazemos pessoas com capacidades reconhecidas para darem palestras e incentivarem os alunos.

DL: A permanência da escola na Lagoa está garantida para o futuro?
O crescimento da escola e a procura registada permitem-nos encarar o futuro com muita confiança. A parceria da Inetese com a Câmara Municipal de Lagoa tem sido fundamental para que esta permanência seja uma realidade. Temos uma relação muito boa; as instalações são do município e essa colaboração tem-nos ajudado muito a crescer.

DL: Que investimentos têm sido feitos na qualidade do ensino?
Através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), adquirimos material de ponta, como uma sala de informática com 25 computadores e quadros interativos em todas as salas. Na área da saúde, temos uma sala prática apetrechada com o que há de melhor — desde camas articuladas a manequins — para que a formação técnica seja o mais próxima possível da realidade hospitalar. Além disso, como temos a capacidade física máxima instalada, estamos a expandir para o virtual com a medida Qualifica.IN, que oferecerá formação online para ativos e desempregados a partir de fevereiro.

DL: Atualmente fala-se muito em saúde mental. Como é que a escola lida com esta questão?
Deve ser pensada e trabalhada. Temos alunos com muita ansiedade que desistem com facilidade perante obstáculos. O papel da direção, dos formadores e até das nossas colaboradoras é fundamental nesse sentido. Às vezes o apoio é apenas um abraço ou uma palavra de incentivo. Também me preocupa a dependência do telemóvel; dou ordens expressas para que não sejam autorizados durante as aulas. Todas as nossas decisões são pensadas para o bem-estar deles.

DL: Quais são os grandes objetivos para 2026?
O objetivo passa por manter o crescimento alcançado. É um desafio, pois sabemos que o número de alunos está a diminuir devido à baixa natalidade. Queremos continuar a manter os padrões de qualidade pedagógica, reforçar as parcerias locais e garantir que os nossos alunos continuam a ter percursos de sucesso, seja no mercado de trabalho ou no prosseguimento de estudos.

Lagoa acolhe exposição «Gestos de Abundância» do Walk & Talk

© CM LAGOA

A exposição «Gestos de Abundância» será inaugurada no próximo dia 26 de setembro, pelas 17h00, na sala de exposições Numídico Bessone, no Convento de Santo António, na cidade da Lagoa, anunciou a autarquia lagoense.

Da autoria de Inês Coelho da Silva & Kita Rancaño Ward, Soya the Cow, Uhura Bqueer, Mirna Bamieh, trata-se de uma iniciativa inserida no âmbito da Bienal de Artes do Walk & Talk que decorre por toda a ilha de São Miguel entre 25 de setembro e 30 de novembro do corrente ano.

De acordo com nota de imprensa enviada pela Câmara Municipal, a iniciativa que promove o encontro com as artes na ilha de São Miguel, “convida o público a uma reflexão coletiva sobre o território, os seus imaginários e transformações, desenvolvendo-se exposições, performances, encontros, caminhadas e ações públicas que envolvem artistas, curadores, especialistas e comunidades locais”.

A exposição intitulada «Gestos de Abundância» explora diferentes formas de conhecimento que vão além dos livros e das instituições, valorizando práticas do quotidiano, da memória e da partilha. A mostra reúne obras que abordam temas como a relação entre pessoas e comunidades, a transmissão de saberes fora dos circuitos formais, a preservação do tempo e da memória e a importância dos vínculos coletivos e ecológicos.

A exposição fica patente até ao dia 30 de novembro, no Convento de Santo António, na freguesia de Santa Cruz. O horário de visita funciona de segunda a sexta-feira, das 9h30 às 13h00 e das 14h00 às 17h30.

Lagoa recebe Wave Jazz Ensemble no convento de Santo António

© DIREITOS RESERVADOS

O claustro do convento de Santo António, na freguesia de Santa Cruz, cidade da Lagoa, vai receber o concerto Wave Jazz Ensemble, que terá lugar no próximo dia 18 de julho, pelas 21h30.

Segundo comunicado da Câmara Municipal de Lagoa, a iniciativa acontece no âmbito das comemorações dos 25 anos do Festival AngraJazz.

“Trazendo a magia do jazz a um dos sítios mais emblemáticos do concelho, este espetáculo promete uma noite envolvente, marcada por ritmos sofisticados e melodias intensas, numa simbiose perfeita entre a história do espaço e a liberdade criativa do género musical”, refere a autarquia lagoense na nota de imprensa.

O Wave Jazz Ensemble é um quinteto composto por músicos do panorama jazzístico nacional: Paulo Borges no trompete, Rui Melo no saxofone, Antonella Barletta no piano, Antero Ávila no baixo elétrico e Nuno Pinheiro na bateria.

Este concerto integra-se na programação cultural da autarquia da Lagoa que justifica como “uma oportunidade única para o público local e visitantes usufruírem de um momento artístico de elevada qualidade, num cenário intimista e histórico”.

A entrada é livre, mas sujeita à lotação do espaço.

Casamentos de Santo António 2025

Durante o mês de junho, na freguesia de Santa Cruz, na Lagoa, decorrem as maiores festas populares da cidade de Lagoa. Desde 2017 que a Junta de Freguesia de Santa Cruz promove a iniciativa “Casamentos de Santo António”, que permite o casamento de vários casais.

No dia 12, pelas 17h00, quatro casais irão contrair o sacramento do matrimónio, sob a bênção do santo casamenteiro, nomeadamente: Liliana Cordeiro e Dino Correia, Lina Silva e João Silva, Linda Pavão e João Botelho, Cátia Vital e Gualter Tavares.

Após a cerimónia religiosa, no adro do Convento de Santo António, haverá a partilha gratuita do bolo comunitário, bem como o tradicional brinde aos noivos de Santo António.

A realização deste evento, conta com a colaboração de vários patrocinadores locais e dos arredores que proporcionam aos noivos uma experiência única e inesquecível.

É de referir que a oportunidade de casar numa data tão especial, com o apoio da comunidade e o simbolismo da tradição, torna este momento ainda mais significativo.

Campo de futebol de Santo António vai ser alvo de melhoramentos

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As obras de requalificação do campo de futebol de Santo António, no concelho de Ponta Delgada, ilha de São Miguel, foram adjudicadas por cerca de 600 mil euros. O anúncio foi feito pelo presidente da autarquia. 

“Foi um compromisso público que assumimos e estamos a cumpri-lo. Trata-se de uma importante intervenção no campo de futebol, que entendemos como um forte incentivo à prática de atividade física e valorização social de centenas de jovens da freguesia de Santo António e da costa norte do concelho”, salienta Pedro Nascimento Cabral.

As empreitadas envolvem a substituição do relvado sintético e da rede de rega do campo de futebol, assim como a colocação de novos assentos de bancada e pintura dos muros do recinto desportivo,  obedecendo, respetivamente, a prazos de execução de 120 e 45 dias.

A autarquia promoveu a requalificação do Estádio de São Roque, num investimento próximo de 1 milhão de euros, e arrancou recentemente com os procedimentos para construir um novo e moderno campo de futebol no concelho.

Ao longo dos últimos quatro anos, os apoios direcionados pela Câmara Municipal de Ponta Delgada aos clubes e coletividades desportivas do concelho ascenderam aos cinco milhões de euros.

 

Festas de Santo António na Lagoa com Tony Carreira como cabeça de cartaz

© CM LAGOA

O cantor português Tony Carreira é cabeça de cartaz da 32.ª edição das Festas de Santo António, na freguesia de Santa Cruz, Lagoa, que irá decorrer entre 9 e 15 de junho.

De acordo com nota de imprensa enviada às redações pela Câmara Municipal de Lagoa, o concerto do cantor popular decorre no feriado, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, dia 10 de junho, a partir das 22h30, junto ao Convento de Santo António. O concerto terá o custo de cinco euros, no entanto será gratuito para crianças até aos 12 anos de idade (inclusive), sendo que a entrada far-se-á mediante a apresentação de pulseira, que poderá ser adquirida nos seguintes locais: Convento de Santo António; Gabinete de Atendimento ao Munícipe no Rosário; Posto de Turismo do Passeio Marítimo da Cidade de Lagoa; Posto de Turismo do Mar, na Caloura; Casa de Água Trail Point e Junta de Freguesia de Água de Pau.

As festas, organizadas entre a Câmara Municipal de Lagoa, Junta de Freguesia de Santa Cruz e a Paróquia de Santa Cruz, têm a sessão oficial de abertura marcada para o dia 9 de junho, pelas 17h00, seguindo-se a distribuição gratuita de sardinhas e pão de milho e da atuação do grupo Doce Sinfonia, sendo o ponto alto deste primeiro dia, o concerto dos Sons do Minho, às 22h30, finalizando com a atuação do DJ Ricky.

A tarde do dia 10 de junho, será dedicada aos mais novos com uma tarde infantil, entre as 15h00 e as 18h00, com pulas-pulas e pinturas faciais. Neste mesmo dia, antes do concerto do artista nacional Tony Carreira, irá atuar o cantor lagoense, Nuno Martins, a partir das 21h00.

No dia 11 de junho, pelas 19h30, o polidesportivo de Santa Cruz acolherá uma demonstração por parte dos atletas do Centro Karaté de Lagoa, seguida da atuação do grupo «Som do Vento». A noite será ainda abrilhantada pela Gala de Patinagem Artística do Clube de Patinagem Artística de Santa Cruz.

O dia 12 de junho será marcado pelos Casamentos de Santo António, com início pelas 17h00, na igreja do convento de Santo António. A cerimónia inclui um brinde aos noivos com bolo comunitário. Neste mesmo dia, iniciará a Feira de Artesanato que terá as suas portas abertas entre as 20h00 e as 22h30, onde haverá lugar para a atuação do grupo folclórico “O Grujola”, seguindo-se, às 21h00 da atuação do Grupo de Cantares Tradicionais de Santa Cruz.

No dia 13, pelas 19h00, realizar-se-á a missa solene de Santo António, com bênção do novo guião, seguida de procissão acompanhada pela Banda Estrela d´Alva e da tradicional bênção e distribuição do “pão de Santo António”. Em seguida, decorrerá a abertura da Feira de Artesanato, entre as 20h00 e as 22h30, em que todos os presentes poderão assistir a uma Noite de Tunas Académicas.

No penúltimo dia das festas em honra de Santo António, a Feira de Artesanato terá as suas portas abertas entre as 17h00 e as 22h00, onde haverá lugar para a atuação do grupo “Sempre a Abrir”. Este dia será marcado pelo desfile e atuação das Marchas Populares de Santo António, com início pelas 19h30, com as atuações das Charangas dos Escuteiros 1290 de Santa Cruz e dos Bombeiros Voluntários. Crianças, jovens e adultos desfilarão no Polidesportivo de Santa Cruz, abrilhantando e animando toda a noite, que termina pelas 24h00 com a tradicional fogueira de Santo António e fogo de artifício, sendo que o grupo Brunim do Acordeão e Amigos encerram as festividades neste dia.

Por último, no dia 15 de junho, a partir das 8h00, decorre a 25.ª Prova de Pesca Desportiva de Santo António, marcando, assim, o encerramento das festividades.

Lagoa palco de Festival Mini-Tremor

Festival decorre no próximo dia 12 de abril no convento de Santo António e conta com uma programação destinada a crianças e famílias

© CM LAGOA

A Associação Cultural e Recreativa – Plutão Camaleão, assinou esta sexta-feira, 21 de março, um contrato-programa com a Câmara Municipal de Lagoa, para promover um Festival Mini-Tremor na Lagoa. O convento de Santo António, na freguesia de Santa Cruz, foi o local escolhido para o festival que vai decorrer no próximo dia 12 de abril.

De acordo com comunicado da autarquia lagoense, a assinatura contou com a presença do Luís Banrezes, presidente da associação que desenvolve atividades de caráter recreativo e que possibilita diversas iniciativas na área das artes e do espetáculo, da música e da educação. O presidente da autarquia Frederico Sousa e a vereadora da Cultura, Albertina Oliveira, anunciaram a iniciativa esta sexta-feira.

Segundo a nota de imprensa enviada às redações pela autarquia, “este apoio financeiro servirá para promover o festival Mini-Tremor”, que vai contar com “uma programação destinada a crianças e famílias”. A cidade da Lagoa vai receber “dois espetáculos do coletivo WeTumTum, «UMI» e «Tédio», numa experiência imersiva que, segundo a autarquia, pretende proporcionar “um momento lúdico e único para os participantes”.

O contrato, agora assinado, “tem por objetivo o incentivo e a cooperação financeira entre a Câmara Municipal de Lagoa e esta associação, naquele que será o apoio destinado ao desenvolvimento e a dinamização da sua atividade no Município”, refere, ainda, a Câmara Municipal.

A Associação Cultural e Recreativa – Plutão Camaleão é conhecida por ser responsável pela organização do Festival Tremor, que tem por objetivo criar uma cultura de fruição da música em época baixa, reduzindo as assimetrias sazonais e geográficas no acesso à cultura.

Exposição “Olhos nos Olhos” no Centro Cultural de Santo António

© CM PONTA DELGADA

O Centro Cultural de Santo António, no concelho de Ponta Delgada, vai ter patente entre 27 de fevereiro e 12 de junho, a exposição “Olhos nos Olhos”. A mostra reúne 23 obras da artista micaelense Patrícia Medeiros, que explora a sua visão pessoal sobre os diferentes olhares dos animais e seres humanos.

A exposição, na freguesia da costa norte de São Miguel, utiliza a técnica do acrílico sobre tela e oferece ao público uma oportunidade de contemplar a expressividade dos olhares captados pela autora, destacando a sensibilidade e profundidade emocional que caraterizam a sua obra.

Em nota de imprensa enviada pela autarquia de Ponta Delgada, Patrícia Medeiros explica que este projeto “começou com uma experiência que queria fazer com as cores, o preto e dourado” e que mais tarde aplicou “essa experiência no desenho, que sempre foi a minha habilidade, muito antes de descobrir a pintura”.

A artista relata ainda que “na primeira pintura o pincel fluiu com muita facilidade, criando em mim uma vontade de pintar mais”.

Patrícia Medeiros nasceu em 1976 em Ponta Delgada. Em 1985 frequentou a Academia de Belas Artes com o Artista Gilberto Silva e em 2007 teve aulas de pintura no Atelier Ponto de Arte com o artista Martim Cymbron. Entre 2015 e 2024, realizou oito exposições, consolidando a sua presença no panorama artístico regional.

A exposição também vai estar patente no Centro Cultural de Fenais da Luz entre 26 de junho e 18 de setembro.