
A Câmara Municipal da Lagoa oficializou, no edifício dos Paços do Concelho, a Agenda Cultural para 2026. A apresentação foi conduzida pelo presidente da autarquia lagoense, Frederico Sousa, acompanhado pela vereadora Albertina Oliveira, detalhando um plano composto por meia centena de eventos que abrangem áreas como o cinema, música, teatro, literatura e património histórico. Segundo a nota de imprensa enviada pelo Município às redações, o documento agrega os principais eventos realizados de forma regular no concelho.
Sobre a estratégia para este ano, Frederico Sousa afirmou que a agenda “mantém-se consistente, contando com a parceria e o apoio de diversas instituições e associações lagoenses”. O autarca salientou ainda que o objetivo passa por reforçar a “valorização das tradições, da identidade local e do património”, adaptando a oferta às preferências do público, especialmente no que concerne aos eventos festivos que já integram o calendário local.
No que respeita aos equipamentos culturais, o plano prevê a continuidade da exibição regular de cinema no Cineteatro Lagoense Francisco D’Amaral Almeida e a dinamização do Auditório Ferreira da Silva, em Água de Pau. Para este último espaço, estão previstos oito eventos principais, incluindo concertos de Rita Rocha, a 1 de maio, e o espetáculo “Namasté”, com Inês Aires Pereira, a 31 de outubro, além de iniciativas de caráter gratuito em parceria com associações locais e a Sinfonietta de Ponta Delgada.
O calendário de verão inclui a 10.ª edição da Festa Branca do Convento, a 22 de agosto, e a Festa de Santo António, entre 9 e 14 de junho, que retoma o modelo de arraial aberto ao público com as tradicionais marchas e atuações de artistas como Toy e Augusto Canário. O Festival Lagoa Bom Porto e as festas em honra do Divino Espírito Santo, em Água de Pau, mantêm-se na programação. Uma das novidades inseridas para 2026 é o Cabouco AgroFest, agendado para os dias 4, 5 e 6 de setembro, dedicado à promoção do mundo rural e dos produtos locais na freguesia do Cabouco.
A vertente literária e de preservação da memória encerra as prioridades da agenda, com destaque para o lançamento da obra “Memória da Cultura Desportiva da Lagoa”, de Marcelo Borges, e a apresentação da edição completa da “Etnologia dos Açores”, de Francisco Carreiro da Costa, no dia 26 de junho.

Patrícia Miranda
Deputada pelo PS na ALRAA
Celebramos o Dia Internacional da Mulher.
Este ano com um significado ainda mais especial: 2026 foi declarado, pela ONU, como o Ano Internacional da Mulher Agricultora.
É uma oportunidade importante para reconhecer algo que sempre esteve presente, mas que muitas vezes passou despercebido.
A agricultura sempre teve mãos de mulher. Hoje começa, finalmente, a ter voz.
Talvez por isso seja tão importante dizê-lo de forma simples, mas clara: a agricultura também tem rosto de mulher.
Tem o rosto das mulheres que acordam cedo para ajudar na ordenha, que tratam dos animais, que cuidam das culturas, que plantam vinhas e colhem as uvas, que acompanham as contas da exploração e que equilibram o trabalho no campo com a vida familiar. Mulheres que, muitas vezes sem grande visibilidade, foram sempre uma parte essencial da vida agrícola.
Nos Açores, essa realidade é particularmente evidente. Em muitas explorações, as mulheres estão presentes nas decisões, nas tarefas diárias e também nos momentos difíceis que o setor enfrenta. São parte da força silenciosa que sustenta muitas famílias e muitas comunidades rurais.
Durante muito tempo, o papel das mulheres na agricultura foi visto como um complemento. Hoje sabemos que não é assim. As mulheres são cada vez mais agricultoras, gestoras, técnicas, empreendedoras e líderes no setor.
Mas, acima de tudo, são pessoas profundamente ligadas à terra e ao que ela representa.
A agricultura ensina-nos muitas coisas: a paciência, a persistência e o respeito pelos ciclos da natureza. Quem vive da terra sabe que nada se constrói de um dia para o outro e que o futuro depende das decisões que tomamos hoje.
Talvez por isso muitas mulheres tragam também para a agricultura uma forma particular de olhar para o trabalho agrícola: com sentido de cuidado, de responsabilidade e de continuidade.
Mulheres que não pedem privilégios, pedem apenas reconhecimento, condições e oportunidades.
Mas falar das mulheres na agricultura não é apenas reconhecer o passado. É, sobretudo, pensar o futuro.
Quando falamos do futuro da agricultura, falamos da necessidade de atrair jovens para o setor. E isso é verdade. Mas esse futuro também passa por criar condições para que mais mulheres possam escolher a agricultura como projeto de vida.
Isso significa reconhecer o valor do seu trabalho, garantir melhores condições para quem produz e dar espaço para que as mulheres possam também participar nas decisões sobre o futuro do setor.
No fundo, trata-se de algo simples: valorizar quem trabalha a terra. Sem isso, falar de rejuvenescimento do setor é apenas retórica.
Eu própria cresci ligada à agricultura e sei bem o que ela representa para muitas famílias.
Foi na agricultura que aprendi o significado da persistência, da responsabilidade e da ligação profunda entre trabalho e vida.
Sei também que por trás de muitas explorações agrícolas existe sempre uma mulher que ajuda a manter tudo de pé, muitas vezes com discrição, mas com uma força enorme.
A política ensinou-me outra coisa: que liderar é também abrir caminhos para os outros.
E é por isso que acredito que o futuro da agricultura deve ser construído com mais mulheres a decidir, a inovar, a produzir e a liderar.
Porque quando uma mulher ocupa o seu lugar, não transforma apenas a sua própria vida.
Transforma também a comunidade que a rodeia.
Por isso, neste Dia Internacional da Mulher, e neste Ano Internacional da Mulher Agricultora, vale a pena lembrar algo que sempre esteve diante de nós:
A agricultura não se faz apenas com máquinas, terras ou números.
Faz-se sobretudo com pessoas. E muitas dessas pessoas são mulheres.
Mulheres que trabalham, que cuidam, que resistem e que continuam, todos os dias, a ajudar a construir o futuro da nossa agricultura.
Talvez por isso seja tão importante dizê-lo de forma simples, mas clara: a agricultura também tem rosto de mulher.
Tem o rosto das nossas avós, das nossas mães, das nossas filhas, das agricultoras que hoje continuam a escolher a terra como caminho.
E reconhecer esse rosto é também reconhecer uma verdade essencial: valorizar as mulheres agricultoras não é apenas fazer justiça. É investir no futuro da agricultura e no futuro da nossa sociedade.

Sónia Cabral é natural de Santo António, concelho de Ponta Delgada, nasceu a 1 de janeiro de 1981, e é a atual diretora pedagógica da Inetese.
O seu percurso é definido por uma vocação que se manifestou cedo onde Sónia sabia que o seu futuro passaria pelo ensino de Inglês. Fiel a esse objetivo, licenciou-se em Português e Inglês pela Universidade dos Açores, iniciando um caminho de dedicação à educação que já conta com quase duas décadas.
A sua trajetória profissional é marcada por uma profunda ligação à comunidade. Escoteira dos 6 aos 22 anos, procurou desenvolver valores de serviço e liderança. Além disso, demonstrou o seu espírito competitivo e de equipa tendo jogado futebol de cinco em Santo António, onde se sagrou campeã regional pela Casa do Povo de Santo António na época de 2002/2003.
Durante 19 anos, trabalhou na Casa do Povo de Santo António, onde, no Centro Comunitário Jovem, acompanhou o crescimento de várias gerações de alunos. Em 2010, abraçou o desafio do Ensino Profissional em Vila Franca do Campo, desafiando a sua capacidade de trabalho ao conciliar a docência com a intervenção social.
No ano de 2020, Sónia viveu um dos seus maiores marcos pessoais ao ser mãe de uma menina. Este acontecimento, ocorrido em plena pandemia, trouxe novos desafios e reforçou a sua resiliência, obrigando-a a equilibrar a maternidade com as exigências de um mundo em adaptação.
Na Inetese desde 2015, o seu percurso tem sido de constante evolução. Após quase dez anos como formadora, assumiu a Direção Pedagógica da instituição há dois anos. Este novo cargo é o reflexo de um caminho ascendente onde a experiência acumulada no terreno e a sensibilidade de quem educa e cuida se unem para liderar o futuro da instituição.
DL: Como tem sido gerir a maternidade e a vida profissional ao mesmo tempo?
Não é fácil. Se queremos continuar a fazer um bom trabalho na escola, profissionalmente, acabamos por ter de fazer algum trabalho em casa. Nos primeiros tempos chegava a casa, o foco era a minha filha, pois eu sentia que tinha de separar as águas. Hoje tento manter essa postura. Apesar de a responsabilidade ser agora muito maior e de dormir muitas vezes com ansiedade, só depois de ela estar a dormir é que me dedico às tarefas da instituição.
DL: É um desafio que a obriga a “cuidar” de muitos mais filhos. Quantos alunos tem a escola atualmente sob a sua responsabilidade?
É, de facto, um desafio muito exigente, mas extremamente gratificante quando alcançamos as metas definidas. Neste momento, temos 97 alunos no polo da Lagoa. Além disso, sou também a diretora pedagógica do polo de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, onde temos três turmas que totalizam 48 alunos. No total, gerimos o percurso formativo de 145 jovens.
DL: Quais são as maiores dificuldades que encontra na gestão pedagógica?
A maior dificuldade prende-se com a necessidade constante de equilibrar os recursos humanos com as exigências pedagógicas e o enquadramento legal, que é muito dinâmico. Atualmente, as escolas profissionais deixaram de estar sob a tutela da Direção Regional da Educação para passarem para a Direção Regional de Qualificação Profissional e Emprego. Esta transição criou um certo “limbo” documental que tem sido um processo de grande aprendizagem. Assumi estas funções sozinha há quase dois anos e tem sido um caminho de afirmação e responsabilidade.
DL: O facto de as escolas públicas da região também oferecerem cursos profissionais coloca em causa a sobrevivência de instituições como a Inetese?
As escolas profissionais possuem uma identidade própria, muito mais próxima do tecido empresarial e com uma forte componente prática, algo que continua a ser valorizado. No entanto, é inegável que se uma escola secundária próxima oferece o mesmo curso, o aluno acaba por não sentir necessidade de mudar para a Inetese, o que nos prejudica. É fundamental que os decisores políticos reconheçam, de uma vez por todas, o trabalho das escolas profissionais como um pilar essencial da formação e não apenas como um complemento. Durante muitos anos, fomos vistos como o “parente pobre” da educação. Esse preconceito de que o ensino profissional servia apenas para alunos com menos capacidades tem de acabar.
DL: Sente que essa perceção tem mudado junto da comunidade?
Sim, penso que já começou a haver uma mudança de mentalidade. Notamos isso na elevada procura: este ano fechámos as turmas de Ação Educativa e de Auxiliar de Saúde com o limite máximo de alunos, tendo ficado vários candidatos pelo caminho. As pessoas começam a perceber que a escola profissional deve ser valorizada. Temos exemplos claros de sucesso: alunos que saíram daqui diretamente para a universidade e até um antigo aluno que, após licenciar-se, regressou à Inetese agora como formador. É a prova de que este ensino abre portas reais para o futuro.
DL: O abandono escolar na Lagoa continua a ser dos mais elevados. De que forma essa realidade afeta a escola?
Esta realidade desafia-nos diariamente, mas também nos leva a reforçar o nosso papel social. Trabalhamos ativamente na prevenção do abandono através de metodologias práticas. Tentamos “agarrar” os jovens mostrando que a escola não é apenas teoria, sentados o dia todo numa sala. Além da parte prática de cada curso, promovemos atividades, visitas de estudo e trazemos pessoas com capacidades reconhecidas para darem palestras e incentivarem os alunos.
DL: A permanência da escola na Lagoa está garantida para o futuro?
O crescimento da escola e a procura registada permitem-nos encarar o futuro com muita confiança. A parceria da Inetese com a Câmara Municipal de Lagoa tem sido fundamental para que esta permanência seja uma realidade. Temos uma relação muito boa; as instalações são do município e essa colaboração tem-nos ajudado muito a crescer.
DL: Que investimentos têm sido feitos na qualidade do ensino?
Através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), adquirimos material de ponta, como uma sala de informática com 25 computadores e quadros interativos em todas as salas. Na área da saúde, temos uma sala prática apetrechada com o que há de melhor — desde camas articuladas a manequins — para que a formação técnica seja o mais próxima possível da realidade hospitalar. Além disso, como temos a capacidade física máxima instalada, estamos a expandir para o virtual com a medida Qualifica.IN, que oferecerá formação online para ativos e desempregados a partir de fevereiro.
DL: Atualmente fala-se muito em saúde mental. Como é que a escola lida com esta questão?
Deve ser pensada e trabalhada. Temos alunos com muita ansiedade que desistem com facilidade perante obstáculos. O papel da direção, dos formadores e até das nossas colaboradoras é fundamental nesse sentido. Às vezes o apoio é apenas um abraço ou uma palavra de incentivo. Também me preocupa a dependência do telemóvel; dou ordens expressas para que não sejam autorizados durante as aulas. Todas as nossas decisões são pensadas para o bem-estar deles.
DL: Quais são os grandes objetivos para 2026?
O objetivo passa por manter o crescimento alcançado. É um desafio, pois sabemos que o número de alunos está a diminuir devido à baixa natalidade. Queremos continuar a manter os padrões de qualidade pedagógica, reforçar as parcerias locais e garantir que os nossos alunos continuam a ter percursos de sucesso, seja no mercado de trabalho ou no prosseguimento de estudos.

A exposição «Gestos de Abundância» será inaugurada no próximo dia 26 de setembro, pelas 17h00, na sala de exposições Numídico Bessone, no Convento de Santo António, na cidade da Lagoa, anunciou a autarquia lagoense.
Da autoria de Inês Coelho da Silva & Kita Rancaño Ward, Soya the Cow, Uhura Bqueer, Mirna Bamieh, trata-se de uma iniciativa inserida no âmbito da Bienal de Artes do Walk & Talk que decorre por toda a ilha de São Miguel entre 25 de setembro e 30 de novembro do corrente ano.
De acordo com nota de imprensa enviada pela Câmara Municipal, a iniciativa que promove o encontro com as artes na ilha de São Miguel, “convida o público a uma reflexão coletiva sobre o território, os seus imaginários e transformações, desenvolvendo-se exposições, performances, encontros, caminhadas e ações públicas que envolvem artistas, curadores, especialistas e comunidades locais”.
A exposição intitulada «Gestos de Abundância» explora diferentes formas de conhecimento que vão além dos livros e das instituições, valorizando práticas do quotidiano, da memória e da partilha. A mostra reúne obras que abordam temas como a relação entre pessoas e comunidades, a transmissão de saberes fora dos circuitos formais, a preservação do tempo e da memória e a importância dos vínculos coletivos e ecológicos.
A exposição fica patente até ao dia 30 de novembro, no Convento de Santo António, na freguesia de Santa Cruz. O horário de visita funciona de segunda a sexta-feira, das 9h30 às 13h00 e das 14h00 às 17h30.

O claustro do convento de Santo António, na freguesia de Santa Cruz, cidade da Lagoa, vai receber o concerto Wave Jazz Ensemble, que terá lugar no próximo dia 18 de julho, pelas 21h30.
Segundo comunicado da Câmara Municipal de Lagoa, a iniciativa acontece no âmbito das comemorações dos 25 anos do Festival AngraJazz.
“Trazendo a magia do jazz a um dos sítios mais emblemáticos do concelho, este espetáculo promete uma noite envolvente, marcada por ritmos sofisticados e melodias intensas, numa simbiose perfeita entre a história do espaço e a liberdade criativa do género musical”, refere a autarquia lagoense na nota de imprensa.
O Wave Jazz Ensemble é um quinteto composto por músicos do panorama jazzístico nacional: Paulo Borges no trompete, Rui Melo no saxofone, Antonella Barletta no piano, Antero Ávila no baixo elétrico e Nuno Pinheiro na bateria.
Este concerto integra-se na programação cultural da autarquia da Lagoa que justifica como “uma oportunidade única para o público local e visitantes usufruírem de um momento artístico de elevada qualidade, num cenário intimista e histórico”.
A entrada é livre, mas sujeita à lotação do espaço.

Durante o mês de junho, na freguesia de Santa Cruz, na Lagoa, decorrem as maiores festas populares da cidade de Lagoa. Desde 2017 que a Junta de Freguesia de Santa Cruz promove a iniciativa “Casamentos de Santo António”, que permite o casamento de vários casais.
No dia 12, pelas 17h00, quatro casais irão contrair o sacramento do matrimónio, sob a bênção do santo casamenteiro, nomeadamente: Liliana Cordeiro e Dino Correia, Lina Silva e João Silva, Linda Pavão e João Botelho, Cátia Vital e Gualter Tavares.
Após a cerimónia religiosa, no adro do Convento de Santo António, haverá a partilha gratuita do bolo comunitário, bem como o tradicional brinde aos noivos de Santo António.
A realização deste evento, conta com a colaboração de vários patrocinadores locais e dos arredores que proporcionam aos noivos uma experiência única e inesquecível.
É de referir que a oportunidade de casar numa data tão especial, com o apoio da comunidade e o simbolismo da tradição, torna este momento ainda mais significativo.

As obras de requalificação do campo de futebol de Santo António, no concelho de Ponta Delgada, ilha de São Miguel, foram adjudicadas por cerca de 600 mil euros. O anúncio foi feito pelo presidente da autarquia.
“Foi um compromisso público que assumimos e estamos a cumpri-lo. Trata-se de uma importante intervenção no campo de futebol, que entendemos como um forte incentivo à prática de atividade física e valorização social de centenas de jovens da freguesia de Santo António e da costa norte do concelho”, salienta Pedro Nascimento Cabral.
As empreitadas envolvem a substituição do relvado sintético e da rede de rega do campo de futebol, assim como a colocação de novos assentos de bancada e pintura dos muros do recinto desportivo, obedecendo, respetivamente, a prazos de execução de 120 e 45 dias.
A autarquia promoveu a requalificação do Estádio de São Roque, num investimento próximo de 1 milhão de euros, e arrancou recentemente com os procedimentos para construir um novo e moderno campo de futebol no concelho.
Ao longo dos últimos quatro anos, os apoios direcionados pela Câmara Municipal de Ponta Delgada aos clubes e coletividades desportivas do concelho ascenderam aos cinco milhões de euros.

O cantor português Tony Carreira é cabeça de cartaz da 32.ª edição das Festas de Santo António, na freguesia de Santa Cruz, Lagoa, que irá decorrer entre 9 e 15 de junho.
De acordo com nota de imprensa enviada às redações pela Câmara Municipal de Lagoa, o concerto do cantor popular decorre no feriado, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, dia 10 de junho, a partir das 22h30, junto ao Convento de Santo António. O concerto terá o custo de cinco euros, no entanto será gratuito para crianças até aos 12 anos de idade (inclusive), sendo que a entrada far-se-á mediante a apresentação de pulseira, que poderá ser adquirida nos seguintes locais: Convento de Santo António; Gabinete de Atendimento ao Munícipe no Rosário; Posto de Turismo do Passeio Marítimo da Cidade de Lagoa; Posto de Turismo do Mar, na Caloura; Casa de Água Trail Point e Junta de Freguesia de Água de Pau.
As festas, organizadas entre a Câmara Municipal de Lagoa, Junta de Freguesia de Santa Cruz e a Paróquia de Santa Cruz, têm a sessão oficial de abertura marcada para o dia 9 de junho, pelas 17h00, seguindo-se a distribuição gratuita de sardinhas e pão de milho e da atuação do grupo Doce Sinfonia, sendo o ponto alto deste primeiro dia, o concerto dos Sons do Minho, às 22h30, finalizando com a atuação do DJ Ricky.
A tarde do dia 10 de junho, será dedicada aos mais novos com uma tarde infantil, entre as 15h00 e as 18h00, com pulas-pulas e pinturas faciais. Neste mesmo dia, antes do concerto do artista nacional Tony Carreira, irá atuar o cantor lagoense, Nuno Martins, a partir das 21h00.
No dia 11 de junho, pelas 19h30, o polidesportivo de Santa Cruz acolherá uma demonstração por parte dos atletas do Centro Karaté de Lagoa, seguida da atuação do grupo «Som do Vento». A noite será ainda abrilhantada pela Gala de Patinagem Artística do Clube de Patinagem Artística de Santa Cruz.
O dia 12 de junho será marcado pelos Casamentos de Santo António, com início pelas 17h00, na igreja do convento de Santo António. A cerimónia inclui um brinde aos noivos com bolo comunitário. Neste mesmo dia, iniciará a Feira de Artesanato que terá as suas portas abertas entre as 20h00 e as 22h30, onde haverá lugar para a atuação do grupo folclórico “O Grujola”, seguindo-se, às 21h00 da atuação do Grupo de Cantares Tradicionais de Santa Cruz.
No dia 13, pelas 19h00, realizar-se-á a missa solene de Santo António, com bênção do novo guião, seguida de procissão acompanhada pela Banda Estrela d´Alva e da tradicional bênção e distribuição do “pão de Santo António”. Em seguida, decorrerá a abertura da Feira de Artesanato, entre as 20h00 e as 22h30, em que todos os presentes poderão assistir a uma Noite de Tunas Académicas.
No penúltimo dia das festas em honra de Santo António, a Feira de Artesanato terá as suas portas abertas entre as 17h00 e as 22h00, onde haverá lugar para a atuação do grupo “Sempre a Abrir”. Este dia será marcado pelo desfile e atuação das Marchas Populares de Santo António, com início pelas 19h30, com as atuações das Charangas dos Escuteiros 1290 de Santa Cruz e dos Bombeiros Voluntários. Crianças, jovens e adultos desfilarão no Polidesportivo de Santa Cruz, abrilhantando e animando toda a noite, que termina pelas 24h00 com a tradicional fogueira de Santo António e fogo de artifício, sendo que o grupo Brunim do Acordeão e Amigos encerram as festividades neste dia.
Por último, no dia 15 de junho, a partir das 8h00, decorre a 25.ª Prova de Pesca Desportiva de Santo António, marcando, assim, o encerramento das festividades.

A Associação Cultural e Recreativa – Plutão Camaleão, assinou esta sexta-feira, 21 de março, um contrato-programa com a Câmara Municipal de Lagoa, para promover um Festival Mini-Tremor na Lagoa. O convento de Santo António, na freguesia de Santa Cruz, foi o local escolhido para o festival que vai decorrer no próximo dia 12 de abril.
De acordo com comunicado da autarquia lagoense, a assinatura contou com a presença do Luís Banrezes, presidente da associação que desenvolve atividades de caráter recreativo e que possibilita diversas iniciativas na área das artes e do espetáculo, da música e da educação. O presidente da autarquia Frederico Sousa e a vereadora da Cultura, Albertina Oliveira, anunciaram a iniciativa esta sexta-feira.
Segundo a nota de imprensa enviada às redações pela autarquia, “este apoio financeiro servirá para promover o festival Mini-Tremor”, que vai contar com “uma programação destinada a crianças e famílias”. A cidade da Lagoa vai receber “dois espetáculos do coletivo WeTumTum, «UMI» e «Tédio», numa experiência imersiva que, segundo a autarquia, pretende proporcionar “um momento lúdico e único para os participantes”.
O contrato, agora assinado, “tem por objetivo o incentivo e a cooperação financeira entre a Câmara Municipal de Lagoa e esta associação, naquele que será o apoio destinado ao desenvolvimento e a dinamização da sua atividade no Município”, refere, ainda, a Câmara Municipal.
A Associação Cultural e Recreativa – Plutão Camaleão é conhecida por ser responsável pela organização do Festival Tremor, que tem por objetivo criar uma cultura de fruição da música em época baixa, reduzindo as assimetrias sazonais e geográficas no acesso à cultura.

O Centro Cultural de Santo António, no concelho de Ponta Delgada, vai ter patente entre 27 de fevereiro e 12 de junho, a exposição “Olhos nos Olhos”. A mostra reúne 23 obras da artista micaelense Patrícia Medeiros, que explora a sua visão pessoal sobre os diferentes olhares dos animais e seres humanos.
A exposição, na freguesia da costa norte de São Miguel, utiliza a técnica do acrílico sobre tela e oferece ao público uma oportunidade de contemplar a expressividade dos olhares captados pela autora, destacando a sensibilidade e profundidade emocional que caraterizam a sua obra.
Em nota de imprensa enviada pela autarquia de Ponta Delgada, Patrícia Medeiros explica que este projeto “começou com uma experiência que queria fazer com as cores, o preto e dourado” e que mais tarde aplicou “essa experiência no desenho, que sempre foi a minha habilidade, muito antes de descobrir a pintura”.
A artista relata ainda que “na primeira pintura o pincel fluiu com muita facilidade, criando em mim uma vontade de pintar mais”.
Patrícia Medeiros nasceu em 1976 em Ponta Delgada. Em 1985 frequentou a Academia de Belas Artes com o Artista Gilberto Silva e em 2007 teve aulas de pintura no Atelier Ponto de Arte com o artista Martim Cymbron. Entre 2015 e 2024, realizou oito exposições, consolidando a sua presença no panorama artístico regional.
A exposição também vai estar patente no Centro Cultural de Fenais da Luz entre 26 de junho e 18 de setembro.