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Mónica Seidi assinala Dia da Mulher com foco na redução das desigualdades salariais na região

Governante apela ao reforço das políticas públicas e da sensibilização para garantir uma sociedade açoriana livre de discriminação e mais equitativa

Momento reuniu mais de uma centena de trabalhadoras da tutela para assinalar Dia da Mulher © SRSSS

A secretária regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, assinalou o Dia Internacional da Mulher através de uma iniciativa simbólica no Solar dos Remédios, em Angra do Heroísmo, no passado dia 6 de março. O momento reuniu mais de uma centena de trabalhadoras da tutela numa fotografia conjunta que, segundo nota enviada pela Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social, visou reconhecer o contributo diário das mulheres para o desenvolvimento dos Açores e renovar o compromisso do Governo regional com a promoção da igualdade, tanto no mercado de trabalho como na sociedade em geral.

Durante a iniciativa, a governante destacou que a data constitui uma oportunidade para valorizar o papel feminino no crescimento social, económico e institucional do arquipélago açoriano, reforçando a importância de políticas que garantam uma igualdade efetiva de oportunidades. De acordo com os dados partilhados pela Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social, baseados no Barómetro das Diferenças Remuneratórias, os Açores registam atualmente um gender pay gap de 11,3% na remuneração base e de 13,3% no ganho médio. Estes indicadores, referentes a 2023 e publicados este ano, revelam-se inferiores à média nacional (12,5% e 15,4%, respetivamente).

No que diz respeito à presença feminina em funções de liderança, a secretaria regional da Saúde e Segurança Social detalha que as mulheres representam já 53% dos cargos de direção intermédia na Administração Pública Regional, ao passo que nos cargos de dirigente superior de 1.º grau a representação fixa-se nos 43,7%. No entanto, e apesar dos progressos estatísticos, Mónica Seidi reconhece que ainda persistem desafios estruturais. “Apesar dos progressos registados, continua a ser necessário reforçar a sensibilização, a monitorização e as políticas públicas que promovam uma igualdade efetiva entre mulheres e homens”, afirmou a secretária regional, citada no comunicado da sua tutela.

A responsável concluiu a sua intervenção reforçando a vertente política e social da data, sublinhando que “assinalar o Dia Internacional da Mulher é também reafirmar o compromisso do Governo dos Açores com uma sociedade mais justa, equitativa e livre de discriminação”.

Reforçado alojamento para doentes deslocados em Lisboa

Assinatura de novo protocolo garante mais dois apartamentos na capital, incluindo uma unidade adaptada a pessoas com mobilidade reduzida

© SRSSS

O Governo regional dos Açores procedeu ao reforço da capacidade de alojamento do Serviço de Apoio ao Doente Deslocado (SADD) na cidade de Lisboa, através da assinatura de um novo protocolo que garante a integração de mais dois apartamentos na rede de apoio. O reforço inclui uma unidade de tipologia T2 e um apartamento T1 especificamente adaptado a utentes com mobilidade reduzida, respondendo a uma necessidade identificada pela equipa técnica do serviço perante o fluxo crescente de açorianos que viajam para o continente por motivos de saúde.

Em nota de imprensa enviada às redações, a secretária regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, sublinha que “o Governo regional está atento às dificuldades que os utentes da Região enfrentam quando se deslocam ao exterior para a realização de exames ou tratamentos e pretende minimizar estes impactos, garantindo uma resposta próxima, digna e humanista”. Segundo a governante, esta medida reflete a atenção permanente do executivo às carências sentidas por quem é obrigado a sair da região para obter cuidados médicos.

A importância desta expansão é sustentada pelos indicadores de atividade de 2025, ano em que o SADD prestou assistência a 832 utentes num total de 1.139 processos distintos. Grande parte destas deslocações teve como destino unidades de saúde de referência na capital portuguesa, com especial incidência no Instituto Português de Oncologia (IPO) e nos hospitais de Santa Cruz, Curry Cabral e Dona Estefânia. Em termos estatísticos, os dados revelam que 54% dos utentes são provenientes do Hospital do Divino Espírito Santo de Ponta Delgada, seguindo-se o Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira com 34% e o Hospital da Horta com 12%. No que diz respeito à duração das estadas, verificou-se que 46% corresponderam a períodos breves, inferiores a cinco dias, o que demonstra a rotatividade e a necessidade de uma gestão logística ágil.

Para além da vertente habitacional, o balanço de 2025 destaca o papel psicossocial da estrutura, que realizou cerca de 12 mil intervenções ao longo do ano. Estas ações abrangeram desde o acompanhamento direto e diagnósticos sociais até ao apoio administrativo no processamento de diárias e orientação sobre os direitos dos doentes.

Mónica Seidi conclui que “por detrás de cada um destes números estão utentes do Serviço Regional de Saúde e as suas famílias, bem como histórias marcadas pelo apoio, dedicação e humanismo”.