
A estrutura modular do Hospital do Divino Espírito Santo (HDES) prepara-se para receber os utentes do Serviço Regional de Saúde que, neste momento, estão internados na CUF Açores. A transferência vai decorrer na próxima quarta-feira, 5 de fevereiro.
Este domingo, 2 de fevereiro, decorreu uma visita à estrutura modular do HDES em que marcaram presença o presidente do Governo regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, e a secretária regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi.
Em declarações prestadas durante a visita, a ministra da Saúde considerou que o que visitou é “do mais moderno” que se encontra na Europa e no mundo, e do mais sofisticado que se encontra em Portugal.
Ana Paula Martins acrescentou que esta “é a tecnologia do futuro”, e que dará o mote “para o programa funcional do HDES”.
Mónica Seidi, por seu turno, revelou uma enorme satisfação com o regresso dos utentes ao perímetro do Hospital de Ponta Delgada, e destacou a presença de tantos profissionais e das ordens dos médicos e dos enfermeiros.
O Governo regional, em comunicado, explicou hoje que a saída do Hospital CUF Açores será feita num único dia, de forma faseada e será articulada entre os serviços, a Proteção Civil e a Equipa de Gestão de Vagas.
A estrutura modular está pronta a receber 24 por cento do total das vagas existentes neste momento, ou seja, 92 vagas, entre as quais nove em obstetrícia, dez em neonatologia, seis em cuidados intensivos, sete em cuidados continuados, além das vagas em internamento. Inclui-se também nesta disponibilidade o Bloco de Partos (com uma sala de operatório, quatro de indução, uma partos e quatro recobros).
Entre os novos equipamentos que foram hoje dados a conhecer encontra-se o Sistema de Terapia Infusão Integrada da Bbraun; as soluções completas de Videolaringoscopia Philips, de Ecografia Siemens e de Pendentes Drager; um parque completo de camas diferenciadas Baxter-Hillrom, além de equipamentos de Ressonância Magnética, TAC e RX.
Em termos de espaço, a estrutura modular ocupa 1.400m2 para Serviços de Urgência Crítica e Não Crítica.

Foi celebrado um novo protocolo que garante alojamento aos utentes deslocados a Lisboa em situação de doença, bem como aos seus acompanhantes. A informação foi avançada hoje pela Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social.
Segundo comunicado enviado às redações pelo Governo dos Açores, a secretária da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, diz que acredita que “esta será uma forma muito mais cómoda de alojar os doentes que têm de se deslocar a Lisboa, e criar um maior equilíbrio entre estas deslocações e as que se realizam à cidade do Porto, onde o alojamento já estava assegurado com estabilidade”.
“Nos últimos anos temos recebido queixas das enormes dificuldades que os nossos doentes deslocados sentem face ao aumento de custos com a estadia, sobretudo na cidade de Lisboa. Desenvolvemos inúmeros contactos, até conseguir encontrar está solução que não resolve a totalidade das situações, mas efetivamente é uma grande ajuda, pelas condições que os apartamentos apresentam”, realça.
Tanto em 2023 como em 2024, o valor das diárias no âmbito da deslocação de utentes ultrapassou os cinco milhões de euros, num total de 3,2 milhões em diárias ao longo de 2023, e de 2,3 milhões em 2024, sendo que os valores deste são apenas até setembro.
Com este protocolo, os utentes são responsáveis pelo pagamento até um montante máximo 34,42 euros por noite, correspondente aos 60 por cento do valor da comparticipação diária (sobre o escalão A), ficando então o remanescente a cargo da Direção Regional da Saúde.
O alojamento protocolado localiza-se na Rua dos Anjos. As marcações são efetuadas pelo Serviço de Apoio ao Doente Deslocado, mediante pedido dos Serviços Sociais do Hospital da área de referência do utente.
Consoante os termos protocolados, estão disponíveis a todo o tempo seis quartos, com possibilidade de alojar duas pessoas em cada quarto, designadamente o utente e acompanhante.
Mónica Seidi considera ainda que “a presença do acompanhante continua a ser um apoio fundamental, mesmo tendo em conta que este serviço é de proximidade e que os utentes são acompanhados de perto”.
Catarina Gonçalves Silva foi nomeada, em outubro de 2024, como Coordenadora do Serviço de Apoio ao Doente Deslocado por reunir “a experiência profissional exigida para o exercício das respetivas funções” e além disso, considera Mónica Seidi, “é uma profissional para quem o apoio psicossocial aos utentes é prioritário”.