
A Universidade dos Açores (UAc) promove, no próximo dia 13 de maio de 2026, entre as 08h30 e as 10h30, uma aula aberta dedicada à intervenção psicossocial com sobreviventes de violência doméstica e consumos de substâncias aditivas. O evento, que terá lugar no Anfiteatro D.007, em Ponta Delgada, assume-se como um momento de partilha de conhecimento internacional, contando com a participação de duas conceituadas académicas da Lakehead University, no Canadá.
Segundo nota de imprensa enviada pela instituição de ensino superior, a iniciativa é organizada no âmbito da unidade curricular de “Intervenção em Contextos de Exclusão”, lecionada pelo Professor Doutor Eduardo Marques, que será o moderador da sessão.
A presença das docentes Susan Scott e Angela Hovey permitirá uma análise comparativa e profunda sobre o funcionamento das casas de abrigo em Ontário, no Canadá, onde as estruturas de apoio a mulheres e crianças em situação de risco integram práticas inovadoras de redução de danos. A Prof.ª Doutora Susan Scott, especialista em Serviço Social com vasta experiência em políticas públicas, e a Prof.ª Doutora Angela Hovey, com percurso clínico focado em trauma e violência, apresentarão resultados de investigação que demonstram como estas estratégias podem diminuir as barreiras no acesso a serviços essenciais. O foco recairá sobre o “Quadro de Redução de Danos”, uma ferramenta que ajuda as instituições a criar ambientes mais seguros e inclusivos para sobreviventes que, simultaneamente, enfrentam desafios relacionados com o consumo de substâncias.
Para além da vertente técnica e clínica, a aula aberta abordará a interdependência entre o bem-estar humano e o meio envolvente, alinhando-se com os princípios do eco serviço social. De acordo com a organização, esta abordagem valoriza soluções sustentáveis e o impacto do ambiente no apoio a populações vulneráveis, uma reflexão que se torna particularmente relevante para a realidade açoriana e para os profissionais que atuam no terreno.
A sessão, que conta com a colaboração do projeto Trans-Lighthouses, é aberta não só a estudantes e investigadores, mas a toda a comunidade, convidando o público em geral a participar no debate sobre um tema de elevada sensibilidade e importância social.

Um tear é uma máquina de tecer, onde com pequenas tramas se fazem tecidos. No Centro de Intervenção “TEAR” – Transformar, Educar, Acolher, Reabilitar, localizado na freguesia de Santa Cruz, na Lagoa, não se tecem roupas ou mantas mas tecem-se competências e emoções para fortalecer os tecidos mais frágeis da sociedade.
“O TEAR funciona naquele edifício, que nós temos ali em frente à câmara da Lagoa. As entidades, algumas estão de segunda a sexta, outras não. As pessoas podem dirigir-se aqui presencialmente, ou por contato, ou por referenciação” começa por explicar Graça Costa, vereadora da câmara da Lagoa, com os pelouros da Ação Social e Saúde. No mesmo espaço, encontram-se várias instituições: a Associação Novo Dia, a Arrisca – Associação Regional de Reabilitação e Integração Sociocultural dos Açores, a APAV – Associação Portuguesa de Apoio à Vítima e a Kairós.
O Diário da Lagoa esteve à conversa com os responsáveis de três destas quatro instituições no edifício dos Paços do Concelho junto com a vereadora Graça Costa.
“ Só os técnicos podem atender as pessoas naquele local e é uma forma também de dar uma resposta descentralizada e de proximidade às pessoas”, destaca a autarca.
Uma vez por mês, os responsáveis das várias instituições que formam o TEAR, reúnem-se para fazer um balanço da rede. “ Acho que é sempre muito importante quando juntamos o grupo e nestas reuniões mensais vão surgindo várias ideias, várias propostas e também fazemos diagnóstico das necessidades”, sublinha Silvia Branco, da APAV.
“A APAV tem uma abrangência maior, não só no público-alvo, mas também nos tipos de crime. Fazemos apoio a vítimas de crimes patrimoniais, furtos ou abusos, ofensas à integridade física, violência sexual, ou seja, o nosso leque de intervenção é muito abrangente. O fato de nós termos aqui um espaço físico aqui na Lagoa permite-nos chegar a mais pessoas aqui do concelho de Lagoa. Este serviço de proximidade elimina barreiras geográficas”, considera Silvia Branco. A responsável indica que há cada vez mais pessoas a recorrer aos serviços da APAV: “qualitativamente, nós temos cada vez mais pessoas a solicitarem o nosso apoio. As pessoas estão cada vez mais informadas. Por isso, este registo de aumento é importante e significa que uma pessoa informada pode, efetivamente, fazer valer aqueles que são os seus direitos”.
Quem recorre aos serviços da associação são sobretudo mulheres, vítimas de violência doméstica. “Maioritariamente são vítimas de violência doméstica, aquilo que nós sentimos é que as vítimas dão o primeiro passo ou alguém dá por elas. Nós sabemos que o crime de violência doméstica é um crime que toca na esfera privada das pessoas, é um crime que é difícil denunciar.Toda a situação tem um impacto, a nível psicológico, muito negativo. Mas, como também diziam aqui há pouco, a partir do momento em que conseguimos estabelecer uma relação de empatia, de confiança, vamos dando passos pequeninos”, acredita a responsável.
O crime de violência doméstica é um crime público. “Todos nós temos esta obrigação de denunciar, mas a nós importa que a vítima, a nível psicológico, esteja bem, para que depois possa, efetivamente, dar início ao processo. E, a nível emocional, nem sempre as vítimas, no primeiro momento, estão capazes para o fazer”, alerta Silvia Branco. O que a APAV faz é “capacitar” as vítimas a prosseguir com as queixas “não só a nível psicológico, mas a nível de informação”.
Numa outra esfera de ação situa-se a Associação Novo Dia. “Nós temos aqui [na Lagoa] a equipa de Saúde na Rua, tal como também já existe em outros concelhos. A equipa começou em outubro e é constituída por um psicólogo, que sou eu, um enfermeiro e assistente social”, começa por explicar Alexandre Soares, da Novo Dia. Interage na exclusão social, ajudando quem vive na rua. “Podem ser pessoas que atualmente têm consumos e pretendem mantê-los. Pessoas que se encontram sem abrigo ou pessoas que estão à procura de tratamento “, sublinha o psicólogo. Alexandre Soares diz que “a Lagoa tem sido bastante desafiante” porque “somos uma equipa que vai ao encontro das pessoas, não ficamos à espera”. E para isso é preciso estabelecer vínculo com quem está na rua. Saem de quarta a sexta-feira: “Vamos nós comunicar e vamos conversar com as pessoas. Realmente é grande a diferença do dia-a-dia, porque nós vamos ao encontro das pessoas. Apesar de termos alguns momentos em que estamos aqui à guarda, mas a grande parte do nosso trabalho é sempre feito no terreno” destaca o responsável. “No início as pessoas ficam sempre um bocadinho desconfiadas, pensam que nós somos da polícia. Mas depois que começamos a estabelecer uma relação com os nossos utentes, as coisas realmente vão evoluindo. Os próprios utentes passam a palavra uns aos outros e realmente conseguimos ter aqui uma grande confiança, tal como já temos nos outros concelhos”, diz.
Numa espécie de fim da linha, está a Bio Kairós. A Kairós é uma cooperativa de incubação de economia solidária. A linha Bio, como o próprio nome indica, cultiva e produz produtos hortícolas e frutícolas biológicos, tendo uma das plantações na zona da Malaca, no Cabouco. Cada funcionário é devidamente remunerado e os produtos são de venda ao público e até chegam a hotéis de várias estrelas.“Promovermos a agricultura biológica e a integração e inserção de pessoas, essencialmente com doença e deficiência mental” explica Raquel Vargas, responsável pela Bio Kairós. “As pessoas que lá chegam têm de ter alguma estabilidade enquanto funcionários, mas para chegar a funcionários existe um percurso. E aí entra também esta parceria com a câmara municipal. Nós acabamos por ser privilegiados porque todas as equipas têm de intervir, desde a equipa da câmara, da Arrisca, do Novo Dia, a APAV, para depois eles chegarem à Bio Kairós com alguma estabilidade para que eles possam ver o retorno daquele esforço que tem vindo a ser feito por eles”, destaca a responsável.
Para isso, é preciso conseguir integrar, em quem tem mais dificuldades, rotinas simples como saber cumprir um horário laboral ou andar de autocarro. “O nosso trabalho é muito prático, é trabalhar muito a pessoa, precisamos muito uns dos outros. Esse projeto [TEAR] acho que é fundamental e muito necessário para que nós consigamos trabalhar um bocadinho melhor uns com os outros”, considera Raquel Vargas. Contribuir para a autonomia das pessoas, com maiores dificuldades, é um dos principais objetivos da cooperativa de economia solidária.
“Aquilo que fazemos com a prática agrícola é ensinar muito a relação com o outro, o respeito pelos colegas, perceber que é respeitado. As pessoas muitas vezes chegam lá e acham que estão sempre a fazer pouco deles, acham que a gente dizer para cumprir uma tarefa é fazer pouco. Fazemo-los perceber que todos fazemos o mesmo”, explica a responsável da Bio Kairós. “Não estamos a falar de pessoas que é fácil a intervenção, são pessoas que nunca foram aceites e fazermos ver que eles valem alguma coisa e que são válidos, não é fácil. Portanto, realmente, ter esse conjunto de pessoas que intervêm é muito bom, a Kairós neste momento é privilegiada”, considera.
O TEAR tem diferentes horários de acordo com as diferentes associações que lá estão.

Gabinete de Apoio à Vítima de Lagoa
Horário de Atendimento: Terça-feira e sexta-feira das 09h00 às 12h30.
E-mail: apav.lagoa@apav.pt | Telefone: 296 24 99 88
Situação de exclusão social, a dormir na Rua?
Equipa de Saúde da Novo Dia
Horário de Atendimento: De Segunda-feira a Sexta-feira das 09h00 às 16h30.
E-mail : saudenarualagoa@novodia.org | Telefone: 296 24 99 85
A consumir drogas ou álcool, precisa de apoio?
Marque o atendimento com a equipa da ARRISCA
Email: arrisca.pdl@gmail.com | Telefone: 296 281 658

Dia 8 de março. Dia Internacional da Mulher. Mais do que uma data para homenagear as mulheres que viram o seu papel na sociedade desvalorizado, este é um momento para valorizar quem, por sua conta e risco, enfrentou a morte depois de receber um diagnóstico de cancro, mas recusou desistir e continua presente para contar a sua história de vida.
Helena Sousa, 44 anos, natural da freguesia do Pico da Pedra, é um exemplo de mulher que ofereceu o peito às balas e recusou desistir perante um diagnóstico que abala qualquer pessoa. A irmã mais nova de quatro filhas não teve uma adolescência/início de vida adulta fácil, pois só concluiu o 9.º ano antes de emigrar para o Canadá, país onde conheceu o ex-namorado.
Poucos meses depois da experiência em solo canadiano, regressou a São Miguel, tendo engravidado para o filho mais velho. Mais tarde foi mãe pela segunda vez, de uma menina. Com pouco mais de vinte anos de idade já tinha dois filhos à sua responsabilidade e um futuro ex-namorado pouco solidário, entregue ao álcool e à droga.
A história de vida de Helena Sousa é contada na primeira pessoa. “Cresci na infância com mais três irmãs, todas mais velhas. Atualmente vivo em Ponta Delgada. Estudei no Pico da Pedra e depois fiz o Liceu até ao 9.º ano. Emigrei para o Canadá onde conheci o meu ex-marido, pai dos meus filhos. Não correu muito bem. Voltei a São Miguel para morar em casa da minha mãe, grávida do meu filho mais velho. Ele veio comigo, moramos ambos em casa da minha mãe. Ainda tivemos uma filha, atualmente com dezasseis anos. Depois comprei uma casa na Lagoa”, resumiu.
O sonho de uma vida a dois estava prestes a esfumar-se. “A crise entre 2012/2013 colocou-me no desemprego e fomos todos para casa. O meu ex-namorado também perdeu o emprego porque era segurança e com os problemas de alcoolismo que ele começava a evidenciar não ajudou. Tivemos de entregar a casa ao banco, mas ainda ficou uma dívida para pagar. Divorciamo-nos… Voltei para casa da minha mãe. Quando consegui uma casa mais barata mudei-me para Ponta Delgada e dei uma segunda oportunidade ao meu ex-namorado. Mas ele já estava nos vícios e depois andou na droga, alcoolismo e tudo se complicou”, recordou.
O pior veio depois. “Em 2024 decidi tirar o curso de segurança. Nessa altura já evidenciava alguns sintomas como o peito inchado. Antes do incêndio no Divino Espírito Santo tive febres muito altas e fui ao hospital. Parecia que ia morrer. A minha médica estava de serviço e mandou-me fazer antibiótico. Levou um bocado de tempo a passar, mas a massa dura persistia. Voltei uns tempos depois e voltei ao antibiótico. Ela pediu uma mamografia de urgência, mas com o incêndio tudo se complicou e, em junho, apareceu nova infeção. Acabei por pagar tudo do meu bolso na CUF e foi lá que foi detetada uma pequena suspeita. Fiz uma biopsia”.
A consulta agendada para 20 de agosto foi antecipada duas semanas. “Chamaram-me para o dia 4 de agosto e, nessa altura, percebi qual seria o resultado. A médica informou-me que era um tumor maligno, mas que era localizado, pelo que iria apenas fazer cirurgia e radioterapia. Mas, nessa altura, já estava a trabalhar e voltou tudo para trás. Tive de colocar baixa médica e fiquei sem receber qualquer apoio porque não tinha seis meses de trabalho para ter direito a apoio da Segurança Social. Foi muito complicado…”, assumiu.
Helena Sousa foi operada pela primeira vez a 5 de setembro de 2024. “Correu tudo bem”, disse. Dois dias depois teve alta, mas dois meses volvidos a médica “disse-me que tinha dois tipos de cancro: um intradutal e outro invasivo, sendo que o invasivo é mais complicado porque espalha-se para outros órgãos através das células”. Solução? “Tive de ser novamente operada para limpar o cancro invasivo e tive de fazer quimioterapia. Nessa altura não aguentei o choro porque o meu cabelo era comprido e sabia que iria cair. Para a imagem da mulher é algo difícil. Quando fui operada ao peito e olhei-me ao espelho e vi que me falta um mamilo também não é fácil”.
Com um tumor com cerca de 7,5 centímetros, Helena Sousa não tinha muitas opções. “No espaço de um mês fui operada por duas vezes. Correu tudo bem, mas depois fui encaminhada para a oncologia para a quimioterapia. Foram dezasseis sessões durante cinco meses. Mexeu comigo. Só queria deitar-me. O cansaço extremo quase não dava para subir as escadas de casa”, recordou.
Depois da quimioterapia veio a radioterapia e uma injeção hormonal de três em três meses para reduzir as células malignas. “Esta medicação é para reduzir o estrogénio para que o cancro não volte”, acrescentou.
Depois de dois anos a lutar pela vida, Helena Sousa voltou ao trabalho, como segurança, mas como uma mulher diferente. “A vida ensinou-me a pensar mais em mim. Sempre dei muito de mim aos outros, sempre lutei pelos meus filhos porque o pai ou está internado numa clínica ou está na rua. Quando os meus sogros faleceram ele recebeu a herança, mas não deu nada aos filhos. Os meus filhos só têm a mim e à minha mãe que também lida com cancro de pâncreas”.
“Sinto-me uma mulher diferente, mais madura. Conseguir colocar um travão numa relação tóxica, narcisista, durante a qual fui maltratada. Curei-me praticamente sozinha. Não tive apoio do meu ex-namorado que chegou a chamar-me de avariada porque tinha o peito retalhado. Depois de tudo o que já passei – inclusivamente duas reanimações quando a minha filha nasceu porque apanhei uma bactéria no hospital – só quero é paz, viver para mim e reconhecer-me como mulher. Sei que sou uma grande mulher!”

Foi detido um homem, de 20 anos, fortemente indiciado pela prática dos crimes de homicídio, na forma tentada e de violência doméstica, ocorridos na cidade de Ponta Delgada, ilha de São Miguel, anunciou a Polícia Judiciária (PJ).
De acordo com comunicado da PJ, a detenção ocorreu no passado dia 10 de agosto e a vítima trata-se de um jovem de 18 anos.
A investigação, levada a cabo pelo Departamento de Investigação Criminal dos Açores da PJ, apurou que, na origem dos factos, está um relacionamento amoroso iniciado pela vítima com a ex-companheira do suspeito, que este não aceita, vindo desde o final do mês de junho a dirigir ameaças e praticado agressões físicas contra o casal.
No decurso do conflito, suspeito e vítima encontraram-se, na data dos factos, num jardim público da cidade, com o propósito de “resolver” a contenda.
Durante a interação, que rapidamente evoluiu para agressões físicas, o suspeito terá utilizado um instrumento de natureza corto-perfurante para desferir vários golpes na região torácica e na face da vítima.
A vítima recebeu assistência no local e foi transportada para uma unidade hospitalar, tendo obtido alta no mesmo dia.
O detido foi presente às autoridades judiciárias competentes para interrogatório e aplicação das medidas de coação, tendo ficado sujeito a prisão preventiva.

A Polícia de Segurança Pública (PSP) da Lagoa deteve dois homens, na freguesia do Rosário, no concelho da Lagoa, nos dias 18 e 19 de outubro. Um indivíduo foi detido por suspeita da prática do crime de tráfico de droga e outro por suspeita da prática do crime de violência doméstica, comunicou a PSP.
No seguimento de uma queixa sobre tráfico de estupefacientes, em lugar público, por um homem que vendia droga aos que ali se deslocavam, a Brigada de Investigação Criminal da esquadra da Lagoa realizou várias diligências investigatórias que permitiram identificar o suspeito, de 31 anos, do sexo masculino, solteiro, desempregado e com antecedentes criminais, pode ler-se na nota.
Na sequência desta investigação, a 18 de outubro, a esquadra da Lagoa desencadeou uma operação policial nas imediações deste local, para chegar ao suspeito. A policia conseguiu deter, em flagrante delito, no exato momento em que vendia droga aos consumidores que o procuravam. As autoridades apreenderam ainda mais de 300 euros, 27 doses de droga sintética, uma arma proibida e outros objetos relacionados com o tráfico, explica o comunicado.
Ao arguido, após ser presente a primeiro interrogatório judicial, ficou em liberdade, com a obrigação de permanecer na habitação.
Numa segunda situação, no dia 19 de outubro, após uma denúncia da situação de violência doméstica, os polícias do carro-patrulha da esquadra da Lagoa deslocaram-se ao local, onde verificaram a presença de um homem de 54 anos, munido de uma arma branca, e com claros indícios de ter cometido agressões contra a sua companheira, momentos antes da chegada a polícia.
Face à gravidade dos ferimentos na vítima e o grau de agressividade do suspeito, foi imediatamente detido e, após ter sido presente em interrogatório judicial ficou em prisão preventiva.

Um homem de de 29 anos de idade foi detido no concelho da Ribeira Grande fortemente indiciado de um crime de violência doméstica em concurso com um crime de resistência e coação sobre funcionário, segundo comunicado da Polícia de Segurança Pública (PSP).
De acordo com as autoridades, no decurso de um crime de violência doméstica ocorrido a 20 de agosto deste ano, o arguido foi detido em flagrante delito, por ter sido intercetado pelas autoridades “no exato momento em que retirava objetos do interior da moradia da vítima”, sua mãe e, ainda, por ter resistido de forma violenta e agressiva à detenção.
A investigação prosseguiu, tendo as autoridades apurado que a detenção e subsequentes medidas de coação não foram suficientes para demover o arguido de forçar a aproximação com a sua mãe, “através de insistentes e perturbadoras tentativas de contato, continuando a subtrair-lhe bens com expressão económica, de forma a sustentar o seu consumo de produto estupefaciente”, explica a mesma nota.
Tendo em conta o agravamento da conduta do arguido, que durante julho voltou à liberdade, depois de ter estado em prisão preventiva, por crime de violência doméstica, o homem foi novamente detido, agora fora de flagrante delito, mediante ordem da Magistrada do Ministério Público da Ribeira Grande, titular do inquérito, acautelando, desta forma, a não continuidade da atividade criminosa, refere, ainda, o comunicado.
Depois de ter sido presente a primeiro interrogatório judicial, o detido ficou em prisão preventiva.
O Comando Regional dos Açores relembra a comunidade açoriana de que a violência doméstica se enquadra no tipo de crimes “que não carecem da apresentação de queixa-crime por parte das vítimas para o prosseguimento da investigação e do inquérito por parte das autoridades, razão pela qual se apela a que todas as testemunhas, amigos e familiares, que tenham conhecimento deste tipo de situações promovam a correspondente denúncia às autoridades competentes”, apela a PSP.

A Polícia de Segurança Pública deteve um homem de 24 anos de idade, por se encontrar fortemente indiciado da prática continuada de violência doméstica, segundo comunicado das autoridades.
A detenção aconteceu após investigação e ocorreu fora de flagrante delito, mediante ordem do Magistrado do Ministério Público da Ribeira Grande, titular do inquérito.
Presente no Tribunal Judicial de Ponta Delgada, ao suspeito foi decretada a medida de prisão preventiva, pelo Juiz de Instrução Criminal.
O Comando Regional dos Açores, na mesma nota, salienta a “excelência dos resultados de mais uma investigação realizada pela Esquadra da Ribeira Grande, que no âmbito das suas competências de investigação e prevenção criminal, das várias detenções realizadas em operações policiais nos últimos três meses, foi aplicada a 10 dos detidos a medida de coacção de prisão preventiva”.