
Chegaram ainda antes das nove e meia da manhã. João Andrade, o filho Alcídio, e o ajudante, Sérgio Almeida, todos de Água de Pau, trazem com eles – numa carrinha de caixa aberta – a matéria prima que lhes ocupa os dias, há muitos e longos anos. Das mãos de pai e filho já saíram milhares de peças em vime, cada vez mais apreciadas por locais e estrangeiros.
Quando questionado sobre há quantos anos se dedica à arte da cestaria, João Andrade, de 68 anos, responde-nos: “faça as contas, já ando nisto desde 1963”, ainda Portugal vivia em ditadura. É mais de meio século dedicado a uma arte única. E o interesse de João Andrade pela arte dos vimes começou tinha ele muito tenra idade. “A minha mãe dizia que eu com três anos levantava-me logo de manhã cedo e estava todo o dia de roda do homem que meu avô metia lá em casa...
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Comentários
Boa reportagem