A Esquadra da PSP de Lagoa tem atualmente um efetivo de 23 elementos, um número que é considerado como satisfatório e que vão conseguindo realizar o trabalho essencial dos elementos policiais.
Há pouco mais de um mês à frente da Esquadra da PSP de Lagoa, o novo Comandante desta Esquadra considera que o efetivo existente até é satisfatório, embora haja a necessidade de mais um ou outro elemento.
Em declarações ao Jornal Diário da Lagoa, o Comissário Edgar Ferreira recorda que este é um problema generalizado em toda a região. Um número de elementos que vai sendo possível trabalhar, sendo que esta esquadra deverá ser reforçada, em breve, com mais um elemento, que vai permitir trabalhar doutra forma. Segundo o responsável, na maioria dos casos há só dois elementos de serviço, e havendo um reforço das equipas, será possível colocar mais elementos na rua.
São 23 elementos, divididos por cinco grupos, alguns com dois e outros com três elementos. Um fraco número de efetivos ao serviço que, em situações mais gravosas, levam a que a esquadra possa encerrar para resolver as diligências. Aliás mais uma situação que acaba por ser transversal pelas esquadras dos Açores.
Na entrevista concedida ao nosso jornal, o novo comandante da Esquadra da Lagoa refere que, em termos de criminalidade, a Lagoa tem tido uma baixa incidência, face também ao trabalho que tem sido realizado nos últimos anos neste concelho. Atualmente o maior flagelo é mesmo a questão do tráfico de estupefacientes.
Segundo o comissário Edgar Ferreira, a Lagoa é segura e o objetivo da polícia é continuar a fazer o trabalho que tem sido feito, por forma a que a população sinta essa segurança e, ao andar na rua, possam andar sem medo da sombra.
Outra questão para a qual os elementos da PSP tem vindo a ser chamados tem a ver com a violência doméstica, um problema que segundo o comissário e mais uma vez mais transversal à própria cultura açoriana.
Na Lagoa, nos últimos tempos, com todos os programas que têm vindo a surgir, essa realidade tem vindo também a diminuir, mas recorda Edgar Ferreira que trata-se de um crime que não há forma de precaver. Trata-se de uma questão que ocorre no seio familiar, e o que pode ser feito é formar e sensibilizar para o problema. “O trabalho que tem vindo a ser realizado passa por ações de sensibilização junto dos mais novos, essencialmente nas escolas, para que a questão possa ser levada para casa por forma a ajudar a diminuição dos casos, em que os filhos acabam por sensibilizar os próprios pais para uma melhor vida familiar”, refere.
Segundo explicou o Comissário à nossa reportagem, a PSP tem um modelo integrado de proximidade que trabalha junto das escolas, mas na Lagoa, não existe uma equipa exclusiva a esse propósito. “O que vamos fazendo são algumas formações mensais para tentar chegar a todos os alunos, por forma a sensibiliza-los”.
Tráfico de estupefacientes continua a ser o maior problema
Na Lagoa, o maior problema continua a ser o tráfico e consumo de estupefacientes, onde existem alguns nichos de pequeno tráfico e outros de maior tráfico.
Segundo o Comandante da Esquadra de Lagoa, a PSP está atenta a esses casos, mas admite que nunca será possível acabar de uma vez com este problema que é aliás mundial, mas pode-se sempre minimizar, com a realização de várias ações de combate ao consumo e tráfico de estupefacientes, tal como têm sido realizadas.
O Comissário Edgar Ferreira admite uma intensificação no combate ao tráfico de estupefacientes, especialmente em zonas referenciadas. “Nunca iremos acabar com este problema, mas cabe à PSP incutir e alertar para os comportamentos de risco, especialmente junto dos jovens”, explica.
O Comandante da Esquadra de Lagoa recorda que neste concelho é possível verificar que os jovens entram cada vez mais cedo para o mundo das drogas, e ai entra uma vez mais as várias ações de sensibilização junto das escolas.
Outra questão tem a ver com as novas drogas, as chamadas drogas sintéticas, que já é possível encontrar na Lagoa. Trata-se de uma situação de difícil controle e quando há detenções, pouco pode ser feito, até porque não existe legislação para este tipo de drogas, uma vez que são maioritariamente compostas por pesticidas.
Segundo Edgar Ferreira, o objetivo da PSP passa por continuar a combater estes problemas, incrementando a formação junto dos jovens para uma maior sensibilização para o consumo das drogas.
A própria comunidade é também um elemento da polícia
O novo Comandante da Esquadra de Lagoa recorda que “a segurança é feita por todos, não é só a policia que tem que contribuir para segurança, mas o próprio cidadão que tem também que colaborar na sua própria segurança, e ver a policia como alguém que está presente para ajudar”.
“As pessoas podem e devem sempre denunciar alguma situação que seja fora da lei, desde violência doméstica, desacatos públicos, algo que aconteça fora da lei, podem e devem denunciar, até porque a policia não pode estar em todo o lado e ao mesmo tempo, não podendo conhecer igualmente tudo e todos, dai ser muito importante a colaboração da população” refere o Comissário, destacando que assim todos contribuem para a sua própria segurança.
DL
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