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O nosso Lugar à Mesa

Júlio Tavares Oliveira

Estou a comercializar um novo livro, ‘Quadro de Domingo à Mesa’, um livro que, de si, reproduz um conjunto de poemas que vão beber ao íntimo de cada Família – um pouco ao estilo do poema que lhe dá nome e razão ‘Quadro de Domingo à Mesa’, dedicado, este ‘A todas as famílias’. Na verdade, este poema subjaz uma máxima fundamental: que, entre todas as famílias, ocorre, a dada altura, uma quebra, uma separação, um vínculo de despedida ou de partida que, muitas vezes, sem nos apercebermos anuncia a morte ou o fim de qualquer coisa.

Nas famílias o nosso Lugar à Mesa pode vir a estar sempre ocupado e ser de facto insubstituível: mas quantos de nós já não estamos lá, realmente? Mas quantos de nós desejaríamos voar, partir dali para outro lugar e assentar o nosso voo, quiçá, noutro Domingo, noutra Mesa, noutra Família?

Esses desejos, que nos surgem, são rápidos, vorazes, instantâneos e, muitas vezes, inconscientes. Contudo, podem denunciar algo bastante mais profundo: a nossa necessidade de renovação e de desprendimento. A necessidade de renovar esse vínculo à Família, a nós mesmos, e aos outros.

‘Quadro de Domingo à Mesa’ vai buscar a essa necessidade uma nova premente Luz – a importância da renovação do vínculo familiar, da Família, de nós e da nossa relação com a Família, usando, e dispondo, de um meio em particular: da Mesa e do nosso lugar à Mesa.

A Mesa, essa, cada vez mais desusada, cada vez mais extorquida, cada vez mais violada pelos iphones ou pelos tablets, ou sequer, se for, cada vez mais atormentada pelas discussões, pela violência ou pelo silêncio ensurdecedor. A Mesa, em família, cada vez mais vazia e despovoada – mesmo que cheia de gente. A Mesa, aos Domingos, cada vez menos sentida e menos significante para o seu real significado.

Este livro pretende, entre tantos sentidos, usar e dispor de um sentido real, que é o de dar um novo, e importante, valor à Família, à sua instância, enquanto Lugar de princípio, de valores e de significados: porquanto se perda o seu amor pelo caminho tantas e tantas vezes na bruma das circunstância, e o pão arrefeça nas nossas mãos, ou a comida queime no forno de distração, não percamos a esperança naquilo que é verdadeiramente fundamental. A Família, a nossa Família, a única que temos.

Sendo um livro ‘Quadro de Domingo à Mesa’ com um pendor saudosista, tanto ou quanto com um caminho, longo caminho, ainda, a percorrer, na sua demanda em chegar realmente aos seus leitores, entendo, pessoalmente, que este livro de poesia congrega valores de memória, de paixão, de sentimento, de união, de esperança e de fraternidade que, uma ou outra vez, convocam até o Passado ao Presente -numa saudade, ou nostalgia podemos dizer, do Impossível ou do Perdido.

Aos leitores que queiram adquirir este pequeno e humilde livro de poesia ‘Quadro de Domingo à Mesa’, podem fazê-lo via mensagem privada através de mim, seu autor.