No próximo dia 12 agosto, caso as condições meteorológicas o permitam, haverá “chuva de estrelas”no Observatório Astronómico de Santana – Açores, que estará aberto a partir das 21h00 para a observação da chuva de meteoros das Perseidas.
Em resultado de decorrerem no verão, as Perseidas são das chuvas de meteoros mais populares, apesar de nem sempre serem as mais fortes. Esta “chuva de estrelas” decorre entre os dias 17 de julho e 24 de agosto, podendo ser vistos alguns meteoros durante todo este período. No entanto, é no pico desta chuva que mais meteoros se poderá ver, com a taxa máxima a poder atingir cerca de 100 “estrelas cadentes” por hora no Zénite, explica o OASA em nota de imprensa.
Refere o OASA que, infelizmente em 2015, o pico desta chuva acontecerá entre as 06h30 e as 09h00 UT (mesma hora dos Açores, mais uma hora no continente e na Madeira). No entanto, esperam-se dezenas de meteoros durante toda a noite de 12 para 13 de agosto. Assim, e cumprindo já uma tradição, o OASA volta a abrir portas para receber todos os que connoscos queiram observar este espetáculo (literalmente) celestial.
As “chuvas de meteoros” não necessitam de material específico para serem observadas, podendo qualquer pessoa, com alguma paciência, observar à vista desarmada. De qualquer forma, o OASA estará de portas abertas para todos os que queiram partilhar connosco uma noite pintada com uma “chuva de estrelas”. Haverá alguns telescópios apontados para a radiante e todas as condições para que todos possam estar confortavelmente “encostados” a observar esta “chuva de estrelas”.
Conforme a International Meteor Organization, a chuva de estrelas das Perseidas deste ano poderá ter atividade superior ao pico esperado nas duas horas seguintes às 18h39 do dia 12 agosto, apesar de estes serem muito incertos. Caso chegue a acontecer, esta atividade acima dos níveis normais durará várias horas. Esta previsão resulta de uma atividade invulgar já anteriormente registada em 1992 e 2004, que aconteceram no encontro da Terra com o periélio da passagem do cometa.
Conforme a mesma organização, esta previsão resulta do modelo teórico que indica que a Terra passará, às 18h39 UT do dia 12 agosto, o mais perto possível (numa separação de apenas 0.00053 unidades astronómicas, ou cerca de 80 000 km) do trilho de poeiras deixados pelo cometa 109P/Swift-Tuttle na sua última passagem em 1862, o cometa responsável por esta chuva de meteoros que parece radiar da constelação de Perseus.
DL/OASA
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