
DL: O Judolag existe desde quando?
O Judolag foi fundado em 2012 mas honrou os pergaminhos do Clube Operário Desportivo e da Junta de Freguesia e do Rosário há vinte anos atrás. Tivemos de ajustar, como os apoios não são todos iguais, e tomar uma nova estratégia e projetar o nosso clube.
DL: Quantos atletas é que tem o clube?
167 atletas federados.
DL: Quais são as maiores dificuldades que têm encontrado nos últimos tempos?
Os obstáculos foram sempre surgindo desde o início quando não havia apoio para os estágios, o Judolag pedia apoio aos pais, fazíamos cremesses, vendíamos rifas para ir aos estágios internacionais, aos estágios no continente, para ir aos estágios que havia em São Jorge, noutras ilhas. À maneira que vamos aumentando os objetivos, os obstáculos vão sendo mais difíceis. Nesse momento, a maior dificuldade é o tapete que está muito curto para a nossa classe de competição e mesmo para as classes mais pequenas.
DL: Precisam de um tapete maior?
Sim, precisamos de um tapete maior porque não conseguimos treinar quando chegamos à parte do treino de luta, porque temos que dividir em dois grupos e às vezes três grupos. E a sala que temos não dá para mais.
DL: Isso implicaria mudarem de sítio?
Sim, implica mudar de sítio. Sabemos que aqui o Clube Operário Desportivo também está num processo de venda do edifício. E também estamos aqui um bocadinho sem saber o que vai acontecer. Um dia que o edifício seja vendido, para onde é que vamos? É uma incógnita. Claro que temos legítimas aspirações a ter um edifício, já há muitos anos que temos sugerido, pedido e tentado procurar.
DL: Em relação a um novo espaço, o que já foi feito nesse sentido?
Já fizemos esse projeto. Há um rascunho daquilo que se pretende, com uma sala de Judo, com uma sala de musculação, com salas para equipas multidisciplinares para o desporto ou para outro desporto, com psicólogos, com nutricionista e fazendo aqui na Lagoa. Já tivemos contactos de seleção estrangeiras para vir aos Açores treinar.
DL: Está a descrever o que seria um Centro Estágio de Judo?
A ideia mesmo é essa, é fazer um Centro Estágio de Judo.
DL: Imagina a Lagoa como a capital do Judo dos Açores?
Imagino, sim.
DL: A nível Açores, tem ideia de quantos atletas é que há?
São 1.300 atletas no total.
DL: E pensam nos Jogos Olímpicos?
Claro que pensamos. O anterior diretor regional do Desporto falava já no sonho olímpico. E ao nível do sonho olímpico, o judo, o atletismo, são modalidades onde já se consegue sonhar com os Jogos Olímpicos. Se continuarmos a trabalhar da maneira que temos trabalhado, com a Associação de Judo do Arquipélago dos Açores, com os Projetos Especiais do Centro de Treino, tudo o que tem sido feito, consegue-se sonhar com tudo.
DL: Acha que pode sair daqui um atleta olímpico?
Acho que sim. Nos Açores só temos um e que foi o primeiro atleta olímpico de judo português, em 1964. Mas agora temos aí três ou quatro atletas que podem chegar lá.