
O município da Lagoa aprovou um apoio à paróquia de São José para a reconstrução da torre da igreja de São José, na Ribeira Chã. Este investimento está inserido nas medidas de apoio a atividades de interesse municipal, de natureza social, cultural, desportiva, recreativa, educacional e outras.
Neste âmbito, foi assinado um contrato-programa entre o presidente da Câmara Municipal da Lagoa, Frederico Sousa, e o pároco da Ribeira Chã, padre João Furtado. Este contrato, de 27,500 euros, incluiu o apoio financeiro para o desenvolvimento da festa religiosa anual da freguesia e a reparação da torre da igreja, que se encontra num nível avançado de degradação.
Inaugurada em 1967, a igreja de São José foi edificada após a chegada do padre João Caetano Flores à freguesia da Ribeira Chã, em 1956, sendo uma obra que resultou da persistência e esforço dos seus paroquianos, do pároco e das entidades oficiais. Projetada pelo arquiteto Eduardo Read Henriques Teixeira, o edifício religioso apresenta um estilo moderno, que traduz a inovação e a intemporalidade do seu autor.
Além disso, a igreja de São José está classificada como imóvel de interesse público, com uma área de delimitação classificada e respetiva zona de proteção de 50 metros, caracterizando-se pelo seu conceito modernista, onde se pode constatar, uma certa imaterialidade religiosa.

O prazo de candidaturas para a atribuição, através de concurso público, de 144 lotes infraestruturados para a construção de habitação foi prorrogado até ao dia 24 de abril, anunciou a secretaria regional da Juventude, Habitação e Emprego.
As candidaturas devem ser apresentadas nos termos que estão identificados e explicitados no anúncio publicado em Jornal Oficial e disponível para consulta no sítio da Direção Regional da Habitação (DRH) na internet, onde está também disponível o formulário de candidatura.
Os interessados podem apresentar a sua candidatura devidamente instruída até ao dia 24 de abril, inclusive, no serviço de atendimento da DRH, sito à Rua Dr. João Francisco de Sousa, n.º 30, 9500-187, Ponta Delgada, nos dias úteis, entre as 8h30 e as 14h30; nos postos de atendimento da RIAC – Rede Integrada de Apoio ao Cidadão;
por correio registado e com aviso de receção para a DRH, ou através do endereço de correio eletrónico da DRH – geral-drh@azores.gov.pt.
Os beneficiários dos lotes pagarão entre 5% a 45% do valor do lote, de acordo com os seus rendimentos, e podem ainda beneficiar, cumulativamente, de uma comparticipação até cinco mil euros, a fundo perdido, para a aquisição de projetos de arquitetura e especialidades, bem como de um apoio à autoconstrução até 75 mil euros, em função da composição e rendimento do agregado familiar e da tipologia da habitação.
Estes 144 lotes, dos quais 114 na ilha de São Miguel, 14 na ilha das Flores, 10 na ilha de São Jorge e seis na ilha de Santa Maria, destinam-se à construção de habitação própria permanente.

Júlio Tavares Oliveira
Professor de PLNM
Licenciado em Estudos Portugueses e Ingleses
Pós-Graduado em Português Língua Não Materna
Uma década é muito tempo, são dez anos, mas uma década de serotonina pode parecer tempo a mais na vida de um jovem – na verdade, é o tempo necessário.
Nem por acaso, há uma década que operacionalizo a minha vida pessoal, e profissional, através de ajuda clínica especializada, ajuda que é principalmente para alguém que, devido a problemas de saúde diversos, permanece numa demanda – muitas vezes, bastante solitária – de mudar de vida.
Se não mudarmos de vida, a vida muda-nos. Então, toda a ajuda é bem-vinda
Quando fiz 18 anos, em 2016, devido a vicissitudes várias na vida, comecei a ser seguido clinicamente, e, mais tarde, por outro clínico, com quem estou desde 2018, devido sobretudo à prevalência de problemas ligados à ansiedade bastante desregulada, a episódios recorrentes de depressão, bastante cíclicos e incapacitantes, entre outros fatores que se devem, entre outras causas diversas, a um défice meu na produção do neurotransmissor essencial para a regulação do humor, do sono, do apetite e da digestão, e que pode ter um impacto significativo na saúde física e também mental – a Serotonina.
A falta de Serotonina, ou a sua redução, está intimamente ligado a problemas de saúde mental adjacentes, como: depressão, ansiedade, transtono obsessivo-compulsivo; transtorno de pânico; problemas no sono ou dificuldades digestivas.
Devido a essa “falta” permanente, a esse défice natural, comecei a tomar vários medicamentos, que me compensaram essa lacuna, entre outras – uns mais grandes e mais potentes do que outros, inclusive, e que tornaram, gradualmente, uma pessoa mais saudável mentalmente, mais operacionalizável, mas que, outrora sem peso a mais, ganhou um aumento abrupto de peso e excesso de problemas de saúde física, devido ao seu peso, até atingir mesmo a Obesidade (grau I).
Embora a minha saúde mental tenha melhorado imenso – e até estabilizado de forma positiva -, o que tenho é, contudo, crónico – a Perturbação Obsessivo-Compulsiva (POC), esta resultante por exemplo de um défice de serotonina. É algo que, na minha vida, tem sido recorrente e só tem sido efetivamente controlado, mas não definitivamente curado.
Hoje, 10 anos depois, com 28 anos, assinalo 10 anos de ajuda mental, de acompanhamento clínico especializado – de uma acompanhamento que, na verdade, acompanha tanta gente por esse país, que não se reconhece ou que se reconhece como precisando de ajuda.
Um conselho que dou a quem, como eu, tem algo crónico, para a vida, e que provavelmente precisará de alguma medicação, é este: faz por ti, cuida de ti, ajuda-te muito, quando sentires que precisas dessa ajuda tua, também.
Todavia, nem tudo é por via de medicamentos solucionável, apenas, embora ajudem. Uma coisa que a experiência, e a prática, me ensinou é que podemos regular os níveis de serotonina também fazendo exercício físico regular; atividades ao ar livre e com luz natural; controlando o stress; e comendo, por exemplo, alimentos ricos em triptofano.
Uma reflexão pessoal que deixo a todos os leitores: apenas há 1 mês, em dez anos inteiros de tratamento, é que comecei a trabalhar, realmente com vontade e afinco, na regulação da minha serotonina, não apenas por via medicamentosa, que já o faço há dez anos, mas por via também natural, ou seja, recomecei, de forma permanente, as caminhadas ou corridas ao ar livre, dois a três quilómetros por dia, bem como recomecei a comer de forma mais equilibrada e saudável.
Tudo leva o seu tempo a acontecer. E, agora, tento manter uma postura mais saudável, mais rica, menos dolorosa – também para mim, como para os outros que gostam de mim.

O secretário regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, Paulo Estêvão, declarou, no passado dia 14 de abril, que a Rede Internacional de Organizações de Serviço Social dos Açores e da Diáspora, cujo protocolo de constituição foi assinado por cerca de duas dezenas de entidades, representa um “momento histórico” para os Açores e as suas comunidades.
“Estamos a enfrentar uma situação sem precedentes. Os últimos números do Governo português são que o país tem um milhão e meio de imigrantes. Trata-se de um crescimento muito significativo. Um país de emigrantes transformou-se num país que acolhe. Ao mesmo tempo, continuamos a ter uma população emigrante muito significativa. É uma conjuntura única”, declarou o governante, em Ponta Delgada, na sessão de encerramento de um seminário internacional dedicado à constituição da Rede.
Para o secretário regional com a tutela das comunidades, “esta situação extraordinária e histórica levanta desafios ao país” e aos Açores.
“Há uma conjuntura recente que tem a ver com a política de emigração da nova administração norte-americana. Neste momento, tendo em conta não propriamente as ações em relação à comunidade portuguesa, mas sobretudo o discurso, não há um número de deportações superior ao normal, essa situação não aconteceu. Se há neste momento um regresso em número significativo de açorianos é um regresso voluntário que tem a ver com o impacto do discurso da administração [norte-americana] e o medo que esse discurso possa ter consequências práticas”, assinalou.
Paulo Estêvão lembrou ainda os conflitos bélicos atualmente existentes, reconhecendo ser “muito difícil planificar seja o que for”, e dando exemplos como os números de exportações ou indicadores macroeconómicos.
“O que estamos aqui a fazer é contracorrente: juntar um conjunto de instituições regionais e da diáspora, no âmbito do serviço social, para partilharem conhecimento e juntos fazerem mais”, frisou, contrastando esta ideia com a do protecionismo político e económico de algumas democracias.
“Este protocolo tem essa importância de estarmos aqui todos com o espírito de ajudar, termos um apoio social cada vez mais alargado, que possa atingir mais gente. Estou verdadeiramente impressionado com o trabalho de todas estas instituições”, valorizou, depois de ter assistido à apresentação do conjunto de atividades de várias entidades da diáspora e parceiras neste projeto de cooperação.
A Rede Internacional de Organizações de Serviço Social dos Açores congrega associações e/ou outras organizações que desenvolvem atividades de índole social junto das comunidades açorianas nos Estados Unidos da América, Canadá e Bermuda e na qual a Direção Regional das Comunidades assume o papel de promotor e coordenação.
Segundo comunicado da Secretaria Regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, a entidade visa, entre outros objetivos, “promover a troca de informação permanente, promover um conjunto de respostas de suporte sociocultural que permitam, através da cooperação entre diferentes entidades, contribuir para a integração efetiva dos açorianos emigrados e açorianos regressados à Região, ou integrar na ação de intervenção social a envolvente imediata, família e comunidade do emigrante e do emigrante regressado, sempre que possível”.

Num momento em que “o jornalismo é agora mais necessário que nunca”, o secretário regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, Paulo Estêvão, valorizou esta sexta-feira, 18 de outubro, a aprovação pela Assembleia Legislativa Regional do apoio extraordinário aos órgãos de comunicação social privados açorianos.
“Os órgãos de comunicação social privados dos Açores exercem uma missão de inquestionável interesse público, cuja importância assume particular relevância como mediadores para a informação e formação de uma opinião pública qualificada, tornando-os imprescindíveis como garante da democracia, com a missão acrescida de unir todos os açorianos e manter vivas as especificidades próprias de cada comunidade local”, vincou o governante.
Paulo Estêvão falava na apresentação do Decreto apresentado pelo Governo regional dos Açores.
As empresas privadas de comunicação social regional, sinalizou o governante, enfrenta “sérios problemas que, nos últimos tempos, foram agravados pelo contexto pós-pandémico, num cenário de guerra na Europa e no Médio Oriente, com o consequente aumento de custos das matérias-primas, de subida de taxas de juro e o aumento de rendas”.
E prosseguiu: “Se é verdade que estas situações tiveram efeitos em todos os setores, também é certo que, num setor que sobrevive de receitas publicitárias e assinantes, este é um impacto que se faz sentir com ainda maior incidência”.
O apoio aprovado, sublinhou Paulo Estêvão, pretende apoiar a salvaguarda de emprego no conjunto das empresas de comunicação social privada e visa garantir mecanismos que evitem a redução da cobertura profissional da atualidade política, social, económica e cultural, seja regional ou local.

Os regulamentos de dois regimes de apoio para o setor das pescas, ao abrigo do Programa Mar 2030, foram esta quarta-feira, 19 de junho, publicados em Jornal Oficial. As medidas publicadas visam apoiar as embarcações e reforçar a competitividade do setor das pescas.
Segundo nota de imprensa publicada no portal do Governo regional dos Açores, o primeiro regulamento é referente ao regime de apoio aos investimentos a bordo no domínio da eficiência energética, segurança e seletividade, investimentos em inovação produtiva e organizacional das empresas de pesca e ações coletivas. O segundo refere-se ao regime de apoio às pequenas e médias empresas da transformação de produtos da pesca e da aquicultura no domínio dos investimentos produtivos.
No caso do primeiro regulamento, os apoios “têm como finalidade promover o aumento da competitividade e da viabilidade das empresas de pesca, através de investimentos nos navios de pesca, destinados a melhorar a higiene, a saúde, a segurança e as condições de trabalho dos pescadores”. O Governo explica que o objetivo passa também pela “valorização e a qualidade dos produtos da pesca”, bem como por “fomentar processos de digitalização da atividade e a melhoria da eficiência energética”. Atenuar os efeitos das alterações climáticas e reduzir o impacto da pesca no meio marinho são também metas a atingir, segundo o Governo regional.
Já na segunda área, há a finalidade de “reforçar a competitividade das empresas do setor da transformação dos produtos da pesca e da aquicultura”, sendo que a aprovação das candidaturas está sujeita a dotação orçamental. Quanto aos encargos relativos ao cofinanciamento regional das despesas públicas elegíveis, são suportados pelo orçamento da região através de verbas inscritas no plano de investimentos.

O torneio Pauleta Azores Soccer Cup vai receber um apoio financeiro de 15 mil euros da Câmara Municipal de Ponta Delgada, anunciou esta quarta-feira, 30 de maio, a autarquia do maior concelho do arquipélago dos Açores.
Na conferência de apresentação do torneio, no Complexo Desportivo Pedro Pauleta, o vice-presidente da autarquia de Ponta Delgada, Pedro Furtado, disse que a autarquia reconhece “a importância do torneio”.
“Temos consciência que os orçamentos de há 10 anos não são os mesmo de hoje em dia. Temos que tentar ir ao encontro daquelas que são as necessidades orçamentais de quem promove eventos desta ordem e calibre. Estamos perante um torneio com um nível de qualidade humana e técnica que poucos se aproximam”, afirmou Pedro Furtado.
“Este torneio tem ainda outra componente de relevo: a promoção turística do concelho”, acrescentou o autarca.
Segundo a Câmara Municipal, no ano passado a autarquia fez um investimento recorde, na ordem dos 750 mil euros, no apoio a eventos desportivos.
Na décima edição do Pauleta Azores Scoccer Cup, que vai ter como tema “Enjoy the Game”, está prevista a participação de 170 jogadores e mais de 200 elementos do staff e equipa técnica.
Como novidade, o torneio vai contar com uma vertente solidária através da criação de uma corrida/caminhada onde o dinheiro das inscrições vai reverter a favor da Seara do Trigo, uma IPSS que presta serviços terapêuticos, pedagógicos e assistenciais a jovens com deficiência mental. A prova decorre do dia 1 de junho.
O torneio decorre de 8 a 9 de junho e vai ter a participação do Paris Saint Germain, Escola de Futebol Pauleta, Raptors FC, Sporting Clube de Portugal, Sport Lisboa e Benfica, Futebol Clube do Porto, Club Sport Marítimo, Sport Clube Lusitânia, Clube União Micaelense e Azor Sports Club.