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Ribeira Grande acolhe debate sobre o combate ao abandono escolar e o papel das famílias

O V Encontro da FAPA decorre entre 29 e 31 de maio, no Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas, com o objetivo de traçar medidas concretas para melhorar os indicadores educativos na região

V Encontro regional acontece no Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas, na Ribeira Grande © DL

A Federação das Associações de Pais e Encarregados de Educação dos Açores (FAPA) promove, entre os dias 29 e 31 de maio de 2026, o seu V Encontro regional no Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas, na Ribeira Grande. O evento surge num contexto em que os indicadores educativos locais revelam desafios estruturais, como a taxa de abandono escolar precoce que ainda atinge 21,1% dos jovens açorianos, apesar dos progressos registados no ensino básico e secundário em 2025. A iniciativa pretende transformar o movimento associativo parental num catalisador de mudança, fortalecendo a parceria entre escola, família e poder local para fomentar trajetórias de sucesso educativo.

A programação tem início na sexta-feira, dia 29, às 21h00, com a sessão aberta à comunidade “Educar pela Positiva: missão (im)possível?”, dinamizada por Nuno Pinto Martins, formador certificado e fundador da Academia Educar pela Positiva. No sábado, o foco recai sobre a comunidade educativa com uma sessão de abertura que contará com a presença do presidente da FAPA, Pedro Tavares, da vice-presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, Délia Melo, e da secretária regional da Educação, Cultura e Desporto, Sofia Ribeiro. Ao longo do dia 30, serão realizados debates e grupos de trabalho em formato world café sobre temas como literacia digital, mediação parental e o fortalecimento do movimento associativo, contando com a participação do diretor regional da Educação, Rui Espínola.

De acordo com a nota de imprensa da organização, os trabalhos de sábado resultarão na compilação de um “Guia de Ativação Parental”, que reunirá medidas concretas a propor à comunidade educativa. O encerramento do encontro acontece no domingo, dia 31 de maio, com a realização da primeira Assembleia Geral presencial da história da FAPA, agendada para as 09h30, onde será formalmente aprovado o documento resultante dos debates dos dias anteriores. O evento conta com o apoio de diversas entidades, incluindo o Governo dos Açores e a Câmara Municipal da Ribeira Grande.

Arquipélago convida público a co-criar nova exposição de Teresa Pereira

Oficina participativa antecipa a inauguração de “Fitas do Devir”, uma instalação que transforma a arquitetura em escultura através da cor e do gesto

© DIREITOS RESERVADOS

O Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas, na Ribeira Grande, prepara-se para transformar a sua Sala 3 num laboratório de criação viva com a exposição “Fitas do Devir”, da artista visual Teresa Pereira. De acordo com nota de imprensa enviada às redações pela Direção Regional da Cultura (DRC), antes da inauguração oficial, marcada para o dia 14 de março, a instituição promove, já no próximo dia 28 de fevereiro, uma oficina participativa que permite à comunidade colaborar diretamente na construção da obra.

Em residência artística durante todo o mês de fevereiro, Teresa Pereira utiliza a fita de pintor como elemento central de uma exploração abstrata que desafia os limites do espaço. O projeto assenta no gesto mínimo (a linha colada na parede) para edificar composições geométricas complexas que se sobrepõem e expandem, transmutando a rigidez da arquitetura numa escultura de intensa vibração cromática e jogo ótico.

Segundo a DRC, nesta proposta o processo criativo é tão importante como o resultado visual, assumindo-se como uma matéria performativa contínua onde pintar, colar e reorganizar são atos em constante fluxo. Não existe, por isso, uma versão estanque da instalação, por isso a obra define-se pela sua natureza mutável, integrando o corpo da artista e dos participantes na própria estrutura do trabalho.

Teresa Pereira é artista visual e nasceu em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, em 1963. Faz parte de projetos de ação artística através do desenho, pintura e performance. Fundou o grupo “Felizes da Fé” e criou a fanzine “Olho de Gaja” durante a vida estudantil em Arquitetura e Pintura na ESBAL. Na Suíça, estuda na F+F School for Art, Media Design de Zurique.

Arquipélago com novo programa de residências artísticas

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O novo programa de residências artísticas “Ilhas Revisitadas”, dirigido a Iniciativa assinala o centenário da publicação do livro “As ilhas desconhecidas” propondo uma homenagem crítica à obras e às ilhas. artistas contemporâneos naturais ou residentes nos arquipélagos dos Açores e da Madeira, tem inscrições abertas entre 15 de novembro e 15 de dezembro de 2025. A iniciativa, da responsabilidade do Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas dos Açores, na Ribeira Grande, assinala o centenário da publicação de As Ilhas Desconhecidas de Raúl Brandão, propondo uma homenagem crítica e poética à obra e aos territórios insulares portugueses. Está iniciativa é desenvolvida em conjunto com as seguintes entidades: Agência de Promoção da Cultura Atlântica (APCA), CHAM – Centro de Humanidades e o MUDAS.Museu de Arte Contemporânea da Madeira. 

Com este programa, artistas de ambos os arquipélagos são convidados a apresentar projetos que dialoguem com a experiência da insularidade, revisitada à luz da criação contemporânea. À semelhança da viagem de Brandão, as residências promovem um movimento de atravessamento simbólico e físico entre ilhas: um convite a “habitar a ilha do outro” e a criar a partir da fricção entre o familiar e o desconhecido.

“Da experiência residencial resultarão duas exposições finais, a realizar na ilha de São Miguel (Açores) e na Madeira, onde serão apresentados os projetos desenvolvidos. Estas exposições pretendem abrir espaço para novas leituras sobre os arquipélagos, revelando olhares atentos às texturas do território, às vozes subterrâneas da paisagem e às histórias que ecoam há gerações sobre o mar e a terra”.

“Ilhas Revisitadas” constitui, assim, uma proposta de escuta, deslocação e reinterpretação poética da insularidade — um encontro entre artistas, ilhas e tempos, onde o passado literário de Raúl Brandão se cruza com o presente criativo dos territórios.

Arquipélago acolhe exposição “Produção artesanal portuguesa: a atualidade do saber fazer ancestral”

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O Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas inaugura este sábado, 19 de julho, às 16h00,  a exposição “Produção artesanal portuguesa: a atualidade do saber-fazer ancestral”, integrada no Programa Nacional Saber Fazer da Direção-Geral das Artes.
 
Instalada em vários espaços do Arquipélago – corredor do piso zero, Serviço de Mediação e piso dois – a exposição propõe uma reflexão sobre a produção artesanal portuguesa e a sua relevância no contexto contemporâneo, através da valorização dos saberes tradicionais e das práticas ancestrais.
 
A exposição estrutura-se em torno de quatro eixos fundamentais: Sentido quotidiano das produções artesanais, Respeito pela paisagem e o território, Valor patrimonial dos saberes e práticas, Resiliência económica do sector artesanal.
 
Estes princípios refletem a missão do Programa Nacional Saber Fazer: promover a produção artesanal tradicional como um setor viável, sustentável e culturalmente significativo. Através desta iniciativa, destaca-se o trabalho de artesãs e artesãos, assim como os produtos, os processos e os materiais utilizados, em diálogo com o seu contexto sociocultural e a paisagem natural.
 
A nota de imprensa do Arquipélago indica que “esta exposição itinerante reafirma o compromisso do «saber fazer» com a valorização e reconhecimento da herança material e imaterial associada à produção artesanal portuguesa”.

“Jovens Digitais” com mais de 10 mil euros em apoios para associações juvenis

Anúncio foi feito na abertura da II edição do “Associativismo Talks”, que decorreu no Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas

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“Jovens Digitais – Oficinas Locais de Formação em Competências Digitais” é o novo programa da Secretaria Regional da Juventude, Habitação e Emprego, através da Direção Regional da Juventude, para apoiar a criação de espaços formativos a funcionar nas sedes das associações juvenis, ou equiparadas. O anuncio foi feito na quarta-feira passada, 30 de abril, na Ribeira Grande, em São Miguel, pela secretária regional da Juventude, Habitação e Emprego, Maria João Carreiro.

Segundo a secretária regional, que falava na abertura da II edição do “Associativismo Talks”, que decorreu no Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas, no âmbito do Dia do Associativismo Jovem, o regulamento deste novo programa será publicado na próxima segunda-feira, 5 de maio, em Jornal Oficial, seguindo-se a publicação dos despachos com os períodos de candidaturas.

O “Jovens Digitais” prevê dois tipos de apoio que podem totalizar 10.850,00 euros por associação.

Um apoio para cofinanciamento em 95% da aquisição de portáteis, software e serviços de internet, que pode chegar a um total de 8.100,00 euros, e um outro apoio para financiar a dinamização de unidades de formação de curta duração em competências digitais para jovens.

No caso deste último, o apoio incide sobre cada hora de formação, entre os 40 e os 50 euros, até um máximo de 2.500,00 euros, e sobre as despesas com consumíveis informáticos, serviços de apoio, manutenção ou outros indispensáveis à realização das formações até um máximo de 250 euros.

Podem beneficiar do “Jovens Digitais” jovens entre os 12 e 24 anos de idade, ou até aos 30 anos de idade, caso estejam integrados em projetos de inclusão ou reinserção social, sendo entidades promotoras as associações juvenis, equiparadas, de caráter juvenil e outras com plano de atividades para jovens e entidades formadoras as Escolas Profissionais da Região e Entidades Formadoras Certificadas. 

“Este programa dará um importante contributo para abrir as sedes das associações juvenis a mais jovens, que podem e devem ali encontrar espaços para o exercício da cidadania, da socialização e da aprendizagem em áreas, como as digitais, que são também um desafio sob o ponto de vista da boa vivência democrática, da participação responsável, plural e inclusiva”, explicou Maria João Carreiro.

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Também para estimular a participação mais alargada de diferentes públicos nas atividades das associações vai ser criado no portal da Juventude dos Açores, disponível em juventude.azores.gov.pt, o “Itinerário do Associativismo”, adiantou a governante.

Através deste “Itinerário” vão ser divulgadas as atividades das associações juvenis da região, “o que vai, seguramente, contribuir para uma maior visibilidade destas atividades e incentivar a participação da comunidade na vida das associações”, enalteceu.

“A diversidade e a importância das atividades das associações merecem ser divulgadas e chegar a ainda mais jovens. No que depender de nós, Governo dos Açores, podem contar com a nossa colaboração para esta boa divulgação”, garantiu Maria João Carreiro.

A secretária regional expressou, também, o reconhecimento do Governo regional dos Açores a cada uma das associações juvenis da região pelos “méritos inestimáveis” e “contributo estratégico” para o desenvolvimento comunitário, ocupação e capacitação dos jovens, voluntariado, criatividade e inovação, consciencialização ambiental ou ainda para a promoção dos Direitos Humanos.

“O associativismo jovem nos Açores está vivo e recomenda-se”, enalteceu, indicando que o financiamento aos planos de atividades das associações juvenis aumentou de cerca de 83 mil euros 2019 para 150 mil euros em 2025, ou seja, o dobro do investimento, consequência das melhorias que a coligação PSD/CDS/PPM inscreveu no sistema de incentivos à atividade associativa.

Durante o “Associativismo Talks”, e antes da comunicação “Associativismo: da convicção pessoal à missão social”, com Rita Saias, ex-presidente do Conselho Nacional de Juventude, foi feita uma homenagem a Leonardo Sousa, que faleceu recentemente, com a entrega, a título póstumo, do Diploma de Mérito pela “excelente contribuição dada ao associativismo na ilha de São Miguel e pelo esforço e trabalho continuado no desenvolvimento de atividades nas áreas da promoção juvenil, participação cívica e envolvimento comunitário dos jovens”.

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Seguiu-se a mesa-redonda “O associativismo na juventude”, moderada pela jornalista Sara Sousa Oliveira, com Hugo Medeiros, da Associação de Escoteiros de Portugal; Mariana Pedro, da Associação de Guias de Portugal; José Carlos Melo, do Corpo Nacional de Escutas; Micaela Pimentel, da ICHTUS – Associação de Juventude de Porto Judeu; e Lisandra Oliveira, da AJIFA – Associação de Jovens da ilha do Faial.

A “Associação 9 Circos” e o grupo de dança “VengaGirls” asseguraram os momentos culturais de um encontro que celebrou o associativismo juvenil no Dia do Associativismo Jovem.