
O Teatro Micaelense apresentou, esta quinta-feira, 15 de janeiro, o programa das comemorações do seu 75.º Aniversário, que decorrem ao longo de 2026.
O momento principal destas comemorações é a apresentação, nos dias 31 de março e 1 de abril, de um espetáculo inédito, concebido e interpretado por artistas e criativos açorianos. Com direção artística de Isabel Albergaria Sousa e Maria João Gouveia, este espetáculo, cruza a música, a dança e o cinema, e é uma celebração do passado e do futuro da instituição.
No âmbito do Serviço Educativo, e numa parceria com o Estúdio 13, será apresentado, numa sessão para famílias, a 22 de março, e em várias sessões para escolas, ao longo do ano, um espetáculo-oficina, “Ponto de Encontro”, cocriado por Sara Lopes e João de Brito.
Até ao final do ano, será ainda publicado um livro evocativo dos 75 anos do Teatro Micaelense, coordenado por Isabel Albergaria Sousa, e apresentado “Teatro Micaelense – Um Ano Na Vida”, um registo audiovisual, por Fernando Resendes, com banda sonora de Ana Paula Andrade.
Já patente está a mostra fotográfica “À Luz Deste Tempo, O Tempo de Outras Luzes”, organizada pelo fotógrafo Fernando Resendes, que revisita fragmentos significativos da memória do Teatro Micaelense. A mostra, que está disponível até ao dia 12 de abril, pode ser visitada no foyer do Teatro Micaelense, de terça-feira a sábado, das 14h00 às 17h30, e 30 minutos antes do início dos espetáculos (para portadores de bilhete).
Projetado pelo arquiteto Raul Rodrigues de Lima, por iniciativa de Francisco Luís Tavares, diretor-delegado da Companhia de Navegação Carregadores Açorianos, e com o apoio da sociedade micaelense da altura, o Teatro Micaelense foi inaugurado a 31 de março de 1951. Serviu a ilha de São Miguel, durante cerca de quatro décadas, com uma programação regular. A partir de meados da década de 1980, a quebra de receitas que afetou os cineteatros um pouco por todo o mundo, a par da degradação do edifício, conduziram à inatividade e posterior encerramento.
Reabilitado pelo Governo Regional dos Açores, o Teatro Micaelense voltaria a reabrir ao público a 5 de setembro de 2004, reprojetado pelo arquiteto Manuel Salgado.
Os bilhetes para os espetáculos estarão à venda, a partir de dia 20 de janeiro, na bilheteira do Teatro Micaelense e em bol.pt.

O Centro Cultural dos Fenais da Luz, no concelho de Ponta Delgada, acolhe a Exposição “Desenho A, Artes Visuais ESDR” , de 23 de outubro do corrente ano a 8 de janeiro de 2026.
Sob a coordenação do professor João Vaz de Medeiros, os alunos do 12.º ano do Curso de Artes Visuais, da Escola Secundária Domingos Rebelo, Afonso Oliveira, Beatriz Ferreira, Bruna Ferreira, Francisco Carvalho, Martim Damásio e Sofia Benjamim, deram forma a um convite apresentado pela Câmara Municipal, no âmbito do programa “PDL Escol@tiva”.
Segundo nota de imprensa enviada pela autarquia de Ponta Delgada, foi neste contexto que surgiu a exposição coletiva, que estará patente na freguesia dos Fenais da Luz. A mostra vai apresentar trabalhos realizados na disciplina de Desenho A, que deram continuidade ao projeto de apoio à criação artística em meio escolar, nas suas variadas formas de ação, expressão e representação.
Do contexto escolar ao contexto público, a exposição tem como objetivo “proporcionar uma nova experiência aos alunos e dar a conhecer os trabalhos por eles desenvolvidos, garantindo um contacto mais próximo deste jovens com o público, através da apresentação e exposição dos seus trabalhos a toda a comunidade”, finaliza a autarquia.

O “Azores Birdwatching Arts Festival” acontece nas Lajes do Pico, de 16 a 24 de novembro, para promover a prática da observação de aves e fomentá-la, de forma educativa, através da dinâmica criada por intermédio das artes.
A MiratecArts, em parceria com o Município das Lajes do Pico apresenta uma programação que chega às escolas do concelho e incentiva o público em geral a participar em saídas de campo e eventos culturais.
O programa artístico inclui uma extensa exposição de fotografia, em formato de bandeiras pelas ruas da vila baleeira, com o trabalho fotográfico de aves avistadas na ilha do Pico por André Vieira, Bruno Pereira, João Quaresma, Nuno Bicudo, Nuno Gonçalves, Olivier Coucelos, Pedro Madruga, Pedro Silva e Valter Medeiros.
A exposição de arte na Biblioteca Municipal Dias de Melo inclui os trabalhos de Jason Wheatley, Joana Castro, Márcia Ávila, Tran Nguyễn. Dois filmes fazem parte do programa: o vencedor do Óscar 2024, “O Rapaz e a Garça” do grande mestre japonês Miyazaki, e a animação para toda a família, “PATOS”, que encerra o programa em matiné, no domingo 24 de novembro, no Auditório Municipal das Lajes do Pico. Workshops de fotografia, escrita criativa e narração oral estão abertas a registo do público.
Programas em parceria com a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves – SPEA, Asas do Mar – IOMA, Clube de Observação de Aves do Triângulo e a EBS das Lajes do Pico incentivam à observação e cuidado da natureza.
Na vertente de observação de aves, além de programa diário no Moinho do Juncal nas Lajes do Pico, os eventos acontecem nas ilhas Terceira, São Miguel e Faial, com equipamento providenciado pela ZEISS e a Loja Sniper Outdoor.

A Casa da Cultura Carlos César, na freguesia de Santa Cruz, concelho da Lagoa, vai acolher aulas de pintura e desenho ministradas pelo artista açoriano, Victor Almeida, numa iniciativa promovida pela Câmara da Lagoa.
As aulas vão ter início a 8 de outubro e decorrem até 27 de maio de 2025. As sessões formativas e práticas vão ter lugar todas as terças-feiras, das 19h00 às 21h00, sendo que no fim das aulas, prevê-se a realização de uma exposição com alguns dos trabalhos produzidos.
As aulas vão ter um limite máximo de nove participantes e um mínimo de cinco alunos, sendo que, este ano, a idade mínima dos alunos será de 18 anos. A oferta formativa irá abranger sessões práticas no domínio da técnica a óleo, a realização de trabalhos de cópia de artistas de referência, trabalho livre e a execução de trabalhos de observação de objetos ao vivo. Segundo a autarquia lagoense, o formador, Víctor Almeida, abordará ainda, em sessões teóricas, a contextualização da arte contemporânea.
Victor Almeida, artista plástico açoriano, nasceu em Ponta Delgada, em 1967. Em 1999 licenciou-se em Artes Plásticas – Pintura pela Faculdade de Belas Artes do Porto e, atualmente, é professor de Artes Visuais na Escola Secundária da Lagoa.
Em 2000, recebeu o Prémio Artes & Letras para melhor exposição do ano 1999 e, em 2003.
As aulas têm um custo mensal de 40 euros por formando.