
A Ryanair, através do seu CEO, Michael O’Leary, afirmou numa conferência em Lisboa, que pretende reabrir a base em Ponta Delgada, em São Miguel, mas crítica a demora ao pedido de reabrir a base nos Açores.
Segundo o jornal de Negócios, o responsável pela companhia de aviãção irlandesesa disse que: “parte desse plano é reabrir a base em Ponta Delgado, apesar de termos perdido dinheiro. Enquanto conseguirmos crescer em Lisboa, Faro e Porto, vamos continuar a investir”.
A Secretaria Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, em comunicado enviado esta sexta-feira, 19 de setembro, às redações, diz que acolhe “com muito agrado, as notícias veiculadas pela comunicação social”.
O Governo regional dos Açores, refere ainda que se congratula com o interesse da Ryanair e “manifesta-se disponível, como sempre tem feito, para prestar a sua colaboração no desenvolvimento do processo que, de acordo com a informação pública, decorre junto das instâncias governativas nacionais”.
No entanto, o Governo regional diz que é reconhecido que “estas decisões de investimento e respetivos processos subjacentes são complexos e dependem de diferentes fatores, envolvendo diversos requisitos legais e a articulação entre várias entidades, incluindo o Governo da República, a Autoridade de Aviação Civil (ANAC) e a ANA Aeroportos”.

Os partidos da Coligação que suporta o Governo regional dos Açores (PSD, CDS-PP e PPM) anunciaram na passada sexta-feira, 11 de outubro, a entrega no parlamento de uma iniciativa que visa baixar o preço máximo das passagens aéreas para residentes nas ligações ao continente, que atualmente é de 134 euros.
No projeto de resolução, que será discutido no plenário de outubro da Assembleia Legislativa dos Açores, é defendida a “redução do valor máximo, atualmente fixado em 134 euros, a pagar pelos passageiros residentes nas ligações aéreas entre o arquipélago e o território nacional continental, o qual deverá já incluir uma alteração da reserva sem custo adicional”.
De acordo com nota de imprensa enviada às redações, a iniciativa surge na sequência da recente decisão do Governo da República de estabelecer um limite máximo de 600 euros por passagem aérea, como valor elegível para acesso ao Subsídio Social de Mobilidade, o que, no entender dos deputados do PSD, CDS-PP e PPM, “condiciona o direito dos açorianos à livre deslocação em território nacional”.
“[É] inaceitável a imposição, pelo Governo da República, de um limite máximo de 600 euros por passagem aérea no valor elegível para acesso ao Subsídio Social de Mobilidade pelos passageiros residentes nas viagens para território nacional continental e Madeira, o qual constitui uma limitação à mobilidade dos açorianos”, refere a iniciativa.
Segundo o projeto de resolução dos três partidos que suportam o Governo regional, “não é aceitável qualquer retrocesso num modelo de transporte que tem contribuído para uma maior mobilidade dos açorianos”, pelo que se justifica que a Assembleia Legislativa dos Açores “tome posição sobre uma matéria da maior importância”.
Na iniciativa é referido, igualmente, que se “lamenta que o Governo da República tenha decidido fixar um teto financeiro por passagem aérea antes do grupo de trabalho para a revisão do modelo do Subsídio Social de Mobilidade ter concluído os trabalhos e aprovado o seu relatório”.
Os deputados do PSD, CDS-PP e PPM defendem também que “os passageiros residentes apenas devem pagar, no ato da aquisição da viagem, o valor correspondente à parcela da viagem que lhes cabe pagar”.
Os partidos da Coligação que suporta o Governo açoriano, argumentam que “são importantes todas as alterações que conduzam à simplificação do atual modelo do Subsídio Social de Mobilidade, salvaguardem a mobilidade dos açorianos e reduzam o risco de fraude”.