
O Banco Alimentar Contra a Fome – São Miguel está a promover entre esta sexta-feira, 29 de maio e o próximo domingo, dia 31, mais uma campanha de recolha de alimentos em toda a ilha de São Miguel.
Esta iniciativa tem como principal objetivo reforçar os stocks de bens alimentares e garantir a continuidade do apoio a centenas de famílias que enfrentam situações de maior vulnerabilidade.
Ao longo destes três dias, os micaelenses são convidados a doar produtos alimentares de primeira necessidade nas quarenta e três lojas da ilha e com a participação de mais de oitocentos voluntários.
Em 2026, o Banco Alimentar assinala trinta anos de intervenção solidária junto da população. Três décadas depois, o percurso é marcado por um forte sentido de missão e de impacto social: mais de dez milhões de quilos de alimentos distribuídos, resultado da união entre voluntários, instituições parceiras, empresas, entidades públicas e todos os que, ao longo dos anos, nunca deixaram de contribuir.
Recorde-se que em 2025 foram apoiadas 2.340 pessoas, através da distribuição de cerca de 225.400 quilos de alimentos. Este apoio tem-se revelado cada vez mais essencial, num momento em que os pedidos de ajuda aumentaram cerca de 12%, refletindo as dificuldades económicas sentidas por muitas famílias na ilha.
Atualmente, o Banco Alimentar distribui, em média, cerca de setecentos cabazes alimentares por mês, sendo necessária a disponibilização regular de cerca de vinte e uma toneladas de alimentos mensais para responder às necessidades existentes.
Os alimentos mais necessários são os de maior validade: leite, arroz, massas, atum e outras conservas, azeite, óleo, farinha, cereais, bolachas, açúcar e leguminosas.

O presidente do Banco Português de Fomento, Gonçalo Regalado, reuniu esta terça-feira, 18 de março, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, com o secretário regional das Finanças, Planeamento e Administração Pública, Duarte Freitas. Do encontro, surgiu a criação do programa Fomento Garantia Açores, com uma dotação de 45 milhões de euros.
Segundo Duarte Freitas, o objetivo deste instrumento é “servir de garantia para empréstimos sob a forma de mútuo, isto é, as operações de financiamento são efetuadas pelos intermediários financeiros (bancos comerciais), com garantia de até 80% por parte do FCEA – Fundo de Capitalização das Empresas dos Açores”.
As duas entidades realizaram um ponto de situação sobre os vários instrumentos financeiros criados pela região ao abrigo do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR), sendo que foi também decidida a prorrogação, até ao final do ano de 2025, da medida Capital Participativo Açores.
O Capital Participativo Açores é um instrumento financeiro que visa apoiar a recapitalização das empresas açorianas através da obtenção de melhores condições de financiamento junto das instituições financeiras, disponibilizando instrumentos de quase capital, disponibilizados pelo FCEA – Fundo de Capitalização das Empresas dos Açores, através dos bancos comerciais que aderiram.
Por fim, o governante apelou à participação dos empresários açorianos para acederem a estes instrumentos, de forma a promover o crescimento económico e a alavancagem das suas empresas.

A Polícia Judiciária (PJ), através do Departamento de Investigação Criminal dos Açores, identificou e deteve um homem fortemente indiciado pela prática de um crime de roubo agravado, ocorrido numa agência bancária da cidade de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel.
Segundo nota de imprensa enviada às redações pela PJ, o roubo ocorreu na manhã do passado dia 14 de fevereiro. O suspeito entrou no banco com o rosto parcialmente oculto e dirigiu-se a um dos caixas, onde coagiu a funcionária a entregar-lhe todo o dinheiro disponível, sob ameaça de uso de armas, que, no entanto, não exibiu.
Devido aos sistemas de segurança que retardam a entrega das notas, o assaltante apenas conseguiu apropriar-se das moedas existentes, num valor total de 125 euros.
No decorrer das diligências de investigação, foram apreendidas as roupas utilizadas, bem como uma navalha com duas lâminas e um martelo, que estavam na posse do suspeito no momento do crime.
A PJ refere, ainda, que o “detido, de 36 anos, consumidor de substâncias sintéticas, será presente hoje às autoridades judiciárias competentes para aplicação das adequadas medidas de coação.”