
O Banco Alimentar Contra a Fome – São Miguel está a promover entre esta sexta-feira, 29 de maio e o próximo domingo, dia 31, mais uma campanha de recolha de alimentos em toda a ilha de São Miguel.
Esta iniciativa tem como principal objetivo reforçar os stocks de bens alimentares e garantir a continuidade do apoio a centenas de famílias que enfrentam situações de maior vulnerabilidade.
Ao longo destes três dias, os micaelenses são convidados a doar produtos alimentares de primeira necessidade nas quarenta e três lojas da ilha e com a participação de mais de oitocentos voluntários.
Em 2026, o Banco Alimentar assinala trinta anos de intervenção solidária junto da população. Três décadas depois, o percurso é marcado por um forte sentido de missão e de impacto social: mais de dez milhões de quilos de alimentos distribuídos, resultado da união entre voluntários, instituições parceiras, empresas, entidades públicas e todos os que, ao longo dos anos, nunca deixaram de contribuir.
Recorde-se que em 2025 foram apoiadas 2.340 pessoas, através da distribuição de cerca de 225.400 quilos de alimentos. Este apoio tem-se revelado cada vez mais essencial, num momento em que os pedidos de ajuda aumentaram cerca de 12%, refletindo as dificuldades económicas sentidas por muitas famílias na ilha.
Atualmente, o Banco Alimentar distribui, em média, cerca de setecentos cabazes alimentares por mês, sendo necessária a disponibilização regular de cerca de vinte e uma toneladas de alimentos mensais para responder às necessidades existentes.
Os alimentos mais necessários são os de maior validade: leite, arroz, massas, atum e outras conservas, azeite, óleo, farinha, cereais, bolachas, açúcar e leguminosas.

O presidente da Câmara Municipal da Lagoa, Frederico Sousa, reuniu-se com a Comissão Diocesana de Bens Culturais de Angra, organismo responsável pela salvaguarda, conservação e valorização do património artístico, documental e arquitetónico da Igreja a nível local.
Durante o encontro, foi destacado o papel fundamental da comissão, frequentemente organizada como secretariado ou departamento diocesano, na proteção e gestão dos bens culturais eclesiásticos.
Entre os principais temas abordados, sublinhou-se a importância da inventariação rigorosa dos bens religiosos, sendo este processo de registo essencial não só para prevenir furtos e perdas, mas também para garantir uma conservação adequada e uma valorização sustentada do património.
O encontro permitiu ainda consolidar estratégias de cooperação e partilha de boas práticas, visando uma gestão mais eficaz e consciente destes bens, que constituem um património cultural e espiritual de elevado valor.
Por fim, importa salientar que o município da Lagoa tem vindo a adotar boas práticas na conservação e salvaguarda do património religioso, nomeadamente através da promoção de ações de sensibilização, como a iniciativa “Cuidar para preservar: boas práticas na limpeza do património religioso”, dinamizada pelo Museu da Lagoa – Açores, que capacitou os participantes com noções essenciais de conservação preventiva em espaços de culto e respetivos bens culturais.
Paralelamente, destaca-se a valorização e proteção de bens classificados de interesse público no concelho, como a ermida de Nossa Senhora dos Remédios, a igreja do convento de Santo António, a ermida de Nossa Senhora do Cabo, em Santa Cruz, a igreja de São José, na Ribeira Chã, e ainda o órgão histórico da igreja de Nossa Senhora do Rosário, reforçando o compromisso com a preservação de um património que constitui parte integrante da identidade e memória coletiva.