
A empresa multinacional Google, responsável pelo projeto transatlântico de cabos submarinos “Nuvem” e “Sol”, vai instalar-se no Tecnoparque, na cidade da Lagoa, construído um edifício de telecomunicações, que incluirá uma estação de receção de cabos (CLS). A informação foi avançada esta quinta-feira, 17 de julho, pela Câmara Municipal de Lagoa.
O gigante tecnológico irá instalar-se no Lote 32 B do Tecnoparque, uma área de cerca de 15 mil metros quadrados.
Segundo o presidente da autarquia lagoense, Frederico Sousa, “é com orgulho e sentido de responsabilidade que vemos confirmado que uma empresa como a Google, decidiu escolher instalar-se na Lagoa. Este é um sinal claro de que o nosso potencial e qualidade está a ser reconhecido, mas também, a nossa estabilidade institucional e o trabalho que temos desenvolvido em favor da sustentabilidade, da inovação e da captação de investimento, também reforçado pela presença do Nonagon e de outros investimentos de grande prestígio no Tecnoparque. Este marco histórico posiciona assim a Lagoa e os Açores como um polo estratégico no panorama tecnológico nacional e internacional”.
Em setembro de 2023, a Google anunciou o seu projeto “Nuvem”, um novo sistema de cabos submarinos transatlânticos que irá ligar Estados Unidos, Bermudas, Açores e Portugal. Com este projeto, a rede em todo o Atlântico será melhorada, sendo que o novo trajeto do cabo irá aumentar a diversidade das rotas internacionais e apoiar o desenvolvimento de infraestruturas de tecnologias da informação e comunicação para os continentes e países envolvidos, nomeadamente o universo Google Cloud. Um projeto entretanto reconhecido como relevante e de interesse público pelo Governo regional dos Açores.
A autarquia da Lagoa, em comunicado, salienta ainda que a instalação do complexo de telecomunicações na Lagoa “irá reforçar a capacidade de atratividade de novas empresas e oportunidade de novos negócios para a Lagoa e para os Açores, oferecendo uma rota alternativa para os sistemas submarinos transatlânticos, com menor latência e maior resiliência”.