
Duas jovens açordescendentes dos Estados Unidos da América, Amanda da Rosa, da Califórnia, e Kelsey Almerico, de Washington, venceram o concurso “I Love Azores”, promovido pela Secretaria Regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, através da Direção Regional das Comunidades, e pela SATA/Azores Airlines.
A iniciativa, promovida no âmbito das comemorações dos 50 anos da Região Autónoma dos Açores e dos 85 anos da SATA, convidou jovens açordescendentes radicados na América do Norte a partilharem, em língua inglesa, a sua relação com os Açores. O concurso recebeu candidaturas provenientes de diferentes comunidades dos Estados Unidos da América e do Canadá, prevendo a atribuição de quatro viagens aos Açores a partir dos aeroportos operados pela SATA: Boston, Nova Iorque, Toronto e Montreal.
O júri do concurso foi presidido pela escritora norte-americana de ascendência açoriana Katherine Vaz, residente em Nova Iorque, integrando ainda José Andrade, Diretor Regional das Comunidades, e Graça Silva, diretora de vendas e marketing da SATA. O júri deliberou atribuir dois dos quatro prémios em concurso, distinguindo os textos que mais se destacaram pela sua qualidade literária, originalidade e ligação genuína à identidade açoriana.

O Governo dos Açores reiterou o seu compromisso estratégico em consolidar os laços de proximidade e valorização com as comunidades da diáspora. Em visita oficial a Montreal, no Canadá, o secretário regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, Paulo Estêvão, destacou o papel fundamental dos emigrantes na preservação da identidade cultural junto das novas gerações.
De acordo com uma nota de imprensa enviada pelo executivo açoriano, a deslocação oficial enquadra-se nas comemorações do Jubileu de Diamante (60 anos) das Festas em honra do Senhor Santo Cristo dos Milagres em Montreal, uma das mais relevantes expressões religiosas e culturais da comunidade açoriana radicada na província do Quebeque, cuja primeira manifestação remonta a 15 de maio de 1966. Centradas na Missão Santa Cruz e organizadas pela Associação “Saudades da Terra Quebequente”, estas celebrações assumem-se há seis décadas como um pilar essencial na manutenção da fé e das tradições insulares em território canadiano.
Durante a sua intervenção, o governante agradeceu o acolhimento na Casa dos Açores do Quebeque — instituição fundada em 1978 e vital na congregação da comunidade na sociedade de matriz francófona — enaltecendo “a dedicação, a qualidade e o espírito de missão” que caracterizam o seu trabalho. Paulo Estêvão lembrou que este percurso coincide com a celebração dos 50 anos de Autonomia dos Açores e com a preparação das comemorações dos 600 anos da descoberta do arquipélago, momentos que contarão com iniciativas na região, no continente e junto da diáspora.
Evocando também o valor das Festas do Espírito Santo, o secretário regional sublinhou que “o sentimento de pertença açoriana permanece vivo mesmo após várias gerações fora da região”, concluindo que “cabe-nos continuar a criar pontes, fortalecer os laços comunitários e envolver os mais jovens nas nossas tradições, associações e Casas dos Açores”.
Atualmente, existem 20 Casas dos Açores espalhadas pelo mundo, apoiadas por uma vasta rede de associações e órgãos de comunicação social que mantêm viva a ligação à terra de origem.

O diretor regional das Comunidades, José Andrade, defendeu o papel estratégico do arquipélago na ligação histórica entre Portugal e as comunidades portuguesas da América do Norte e do Sul, sublinhando o contributo singular da emigração açoriana para a projeção internacional da identidade portuguesa e para a preservação da açorianidade, da portugalidade e da lusofonia junto das novas gerações da diáspora.
Em declarações exclusivas à nossa reportagem, no âmbito da iniciativa “Portugal Nação Global”, realizada no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, José Andrade começou por sublinhar que o envolvimento dos Açores neste fórum era “obrigatório” tendo em conta o peso histórico e identitário da emigração açoriana na construção das comunidades portuguesas além-fronteiras.
“Eu diria que era obrigatório assegurar a presença dos Açores neste primeiro fórum Portugal Nação Global”, afirmou. O responsável recordou que, em várias geografias da América do Norte, a presença portuguesa está profundamente associada à identidade açoriana, uma realidade que, na sua visão, representa simultaneamente motivo de orgulho e responsabilidade institucional.
“Se estivermos a falar da América do Norte, nos Estados Unidos, no Canadá, na Bermuda, Portugal escreve-se com a palavra Açores”, sustentou. José Andrade destacou que grande parte das comunidades portuguesas presentes em regiões como a Califórnia, a Nova Inglaterra, a província do Quebec, o Ontário ou as Bermudas são constituídas essencialmente por açorianos ou descendentes de açorianos, uma realidade que, segundo defende, obriga a região a assumir um papel ativo na preservação dessa herança.
“Para nós é um orgulho, mas é também uma responsabilidade não apenas assegurarmos a açorianidade, mas também a portugalidade e, em alguns casos, até a lusofonia”, afirmou.
Além da dimensão simbólica e comunitária, José Andrade sublinhou que os Açores marcaram presença no fórum com uma representação institucional alargada, envolvendo diferentes áreas estratégicas do governo regional.

A Universidade dos Açores (UAc) promove, no próximo dia 13 de maio de 2026, entre as 08h30 e as 10h30, uma aula aberta dedicada à intervenção psicossocial com sobreviventes de violência doméstica e consumos de substâncias aditivas. O evento, que terá lugar no Anfiteatro D.007, em Ponta Delgada, assume-se como um momento de partilha de conhecimento internacional, contando com a participação de duas conceituadas académicas da Lakehead University, no Canadá.
Segundo nota de imprensa enviada pela instituição de ensino superior, a iniciativa é organizada no âmbito da unidade curricular de “Intervenção em Contextos de Exclusão”, lecionada pelo Professor Doutor Eduardo Marques, que será o moderador da sessão.
A presença das docentes Susan Scott e Angela Hovey permitirá uma análise comparativa e profunda sobre o funcionamento das casas de abrigo em Ontário, no Canadá, onde as estruturas de apoio a mulheres e crianças em situação de risco integram práticas inovadoras de redução de danos. A Prof.ª Doutora Susan Scott, especialista em Serviço Social com vasta experiência em políticas públicas, e a Prof.ª Doutora Angela Hovey, com percurso clínico focado em trauma e violência, apresentarão resultados de investigação que demonstram como estas estratégias podem diminuir as barreiras no acesso a serviços essenciais. O foco recairá sobre o “Quadro de Redução de Danos”, uma ferramenta que ajuda as instituições a criar ambientes mais seguros e inclusivos para sobreviventes que, simultaneamente, enfrentam desafios relacionados com o consumo de substâncias.
Para além da vertente técnica e clínica, a aula aberta abordará a interdependência entre o bem-estar humano e o meio envolvente, alinhando-se com os princípios do eco serviço social. De acordo com a organização, esta abordagem valoriza soluções sustentáveis e o impacto do ambiente no apoio a populações vulneráveis, uma reflexão que se torna particularmente relevante para a realidade açoriana e para os profissionais que atuam no terreno.
A sessão, que conta com a colaboração do projeto Trans-Lighthouses, é aberta não só a estudantes e investigadores, mas a toda a comunidade, convidando o público em geral a participar no debate sobre um tema de elevada sensibilidade e importância social.

O programa de dois dias contou com um alinhamento diversificado. No sábado, dia 29, a abertura do certame foi realizada pelo cônsul-geral de Portugal em Montreal, Francisco Saraiva, e por José Andrade, diretor Regional das Comunidades do Governo dos Açores, que referiram, entre outros aspetos, as matrizes históricas da emigração portuguesa e a importância da promoção e valorização da cidadania nas comunidades.
O primeiro painel, às 9h, abordou o tema “Política e Juventude”, sendo coordenado por Carlos de Jesus. Os intervenientes foram Carlos Leitão, Luís Miranda, Armando Melo, Isabel dos Santos, Patrick Rebelo, Daniel Loureiro, Victor Faria, Michael Gouveia, Ricardo Torcato, Tiana Arruda, Alexander Norris, representantes dos partidos políticos locais e José António Garcia, vereador da Câmara Municipal da Ribeira Grande. Um momento que ficou marcado pela discussão em torno da importância da mobilização e participação dos jovens nos partidos políticos e nos órgãos de poder municipais.
Pelas 10h30, decorreu o painel “Comunicação Social”, sob coordenação de Aida Batista, reunindo nomes como Diniz Borges, Sidónio Bettencourt, Clementina Santos, Norberto Aguiar e Valérie Gendron. Em foco a relevância desses órgãos na preservação, manutenção e divulgação dos valores e símbolos identitários da comunidade açoriana, bem como da língua escrita e falada, além dos costumes e cultura.
Após o almoço, pelas 12h, foi a vez de se promover o painel “Comemorando”, coordenado por José Morais, tendo como participantes Arlindo Vieira, que falou sobre os “50 anos do 25 de Abril”; José Andrade, que abordou os “50 anos das Autonomias (Madeira e Açores); e Onésimo Teotónio Almeida, que falou sobre os “500 anos de Gaspar Frutuoso”.
Pelas 16h, o tema central foi “Dia da Mulher”, com coordenação de Paula Ferreira, presidente da Casa dos Açores do Quebeque. As palestrantes foram Aida Batista, Ludmila Aguiar, Marisol Ribeiro e Maria do Rosário Gaspar, que relataram os seus caminhos e experiências profissionais de afirmação, resiliência e conquista de objetivos.
No dia seguinte, domingo, pelas 10h30, teve lugar o painel “Comunidade/Emigração/Imigração”, tendo como coordenador Onésimo Teotónio Almeida e os intervenientes José Carlos Teixeira, Victor Pereira da Rosa, Paula Bernardino, Duarte Miranda e Vítor Carvalho.
Às 13h30, houve a “Festa Final”, com animação, discursos e entrega dos Prémios Corte-Real 2024 a Arlindo Vieira, Joe Puga, José Carlos Teixeira, Victor Carvalho e, a título póstumo, a Maria José Raposo.
O escritor açoriano Onésimo Teotónio Almeida, professor Emérito da Brown University, foi distinguido com o Prémio Carreira pelo Jornal LusoPresse.
O colóquio encerrou com um Almoço Festivo, na Casa dos Açores do Quebeque, confecionado pelo Chef José Artur Cabral, que viajou dos Estados Unidos para o Canadá a convite da organização. Houve ainda momentos de poesia por Ludmila Aguiar, Joaquim Eusébio e Sidónio Bettencourt.

Durante o seu discurso de abertura, José Andrade, diretor Regional das Comunidades, frisou que este segundo colóquio “confirma e consolida a sua missão de informar com responsabilidade social e com espírito comunitário” e que serve para “dar um contributo a ter em conta para melhorar o presente e preparar o futuro das comunidades portuguesas, maioritariamente de origem açoriana, em Montreal, no Quebeque, no Canadá, na América do Norte”.
“Esta iniciativa da própria comunidade, que parte da comunicação social em parceria com a Casa dos Açores, é um passo importante nessa caminhada conjunta de responsabilidade coletiva. Pela parte do Governo dos Açores, também a Direção Regional das Comunidades tem procurado cumprir a sua missão, com dedicação e até com paixão, de aproximar e valorizar a diáspora açoriana”, disse este responsável. José Andrade reiterou ainda que, em Montreal, o colóquio reuniu oradores do Canadá, Estados Unidos e Portugal, tendo como “preocupação estratégica motivar e envolver as novas gerações da diáspora açoriana para atrair e comprometer os filhos e os netos dos nossos emigrantes no processo de rejuvenescimento do movimento associativo que garanta o futuro das comunidades portuguesas”.
“O futuro da diáspora é uma preocupação comum dos poderes públicos e das entidades privadas, no arquipélago açoriano e no continente americano, convocando o contributo de cada um para o benefício de todos”, disse José Andrade.
O LusoPresse, fundado a 1 de dezembro de 1996, e a LusaQTV, iniciada a 11 de dezembro de 2017, são dois projetos que “dignificam” a comunicação social do Canadá e “prestigiam” a comunidade portuguesa do Quebeque. Andrade indica também que ambos os órgãos “não se limitam a contar o que acontece”, pois “eles próprios fazem acontecer”.
Note-se que na Província do Quebeque residem hoje cerca de 70 mil portugueses, maioritariamente originários dos Açores e, em especial, da ilha de São Miguel, sobretudo nas cidades de Montreal, Laval e Santa Teresa.

Uma comitiva oriunda de Sainte-Thérèse, Canadá, que se encontra a visitar a ilha de São Miguel, foi recebida no edifício dos Paços do Concelho.
De acordo com nota de imprensa enviada às redações pela Câmara Municipal de Lagoa, o presidente da Câmara Municipal de Sainte-Thérèse, Christian Charron e os seus vereadores participaram na celebração do feriado municipal, no passado dia 11 de abril, e nas comemorações dos 503 anos de elevação da Lagoa a Vila e Sede de Concelho e 13 anos de elevação a Cidade, mas também, no âmbito do 175.º aniversário da fundação da Vila de Sainte-Thérèse.
Desde 1994 que a Lagoa e Sainte-Thérèse são cidades geminadas, tendo sido assinado, oficialmente, um protocolo de geminação entre a Câmara de Lagoa – Açores e a Câmara de Sainte -Thérèse, em Québec, no Canadá. Nesse âmbito e ao longo dos últimos 30 anos, os laços de proximidade firmaram-se, com a realização de diversos intercâmbios e atividades, envolvendo várias pessoas e instituições.
Para o presidente da autarquia lagoense, Frederico Sousa, “as geminações têm como principal objetivo promover relações de proximidade, bem como potenciar sinergias, enaltecer laços históricos e dinamizar o intercâmbio, cultural, social, educativo e desportivo do interesse dos territórios e das suas populações”.
No decorrer da reunião, o autarca referiu a possibilidade de se realizar três projetos no âmbito desta geminação. Primeiramente, a intenção passa por dar oportunidade aos jovens lagoenses de conhecer outro país, mas também, permitir que os estudantes possam deslocar-se num intercâmbio até ao Canadá e finalmente, a realização de uma troca cultural com artistas lagoenses a expandirem a sua arte até Sainte-Thérèse.
No dia do Feriado Municipal da Lagoa foi atribuída uma medalha de Mérito Municipal Cultural à Câmara Municipal de Sainte-Thérèse, no âmbito do Protocolo de Geminação existente com a Lagoa.

Alguns músicos no Folk2025 já pisaram os palcos do Festival Cordas na ilha do Pico. Em destaque, a guitarra portuguesa da Marta Pereira da Costa, o multi-instrumentalista Vasco Ribeiro Casais com o projeto “OMIRI”, o açoriano Pedro Lucas, e ainda “O Gajo” fizeram parte do programa “Why Portugal” do gabinete de exportação de música portuguesa. “É importante que este tipo de investimento continue para levar Portugal além fronteiras,” admite Terry Costa. “Não há melhor forma de promover o país ao mundo, hoje em dia, do que investir no desenvolvimento e promoção dos seus artistas”.
A décima edição do Festival Cordas acontece de 1 a 11 de outubro de 2025 no concelho da Madalena do Pico. Eventos pré-festival estão a ser planeados para promover a celebração dos cordofones noutros concelhos e ilhas do arquipélago.

Os combatentes açorianos e portugueses falecidos no Ultramar foram homenageados no Canadá. Na sessão, organizada pelo Núcleo de Winnipeg da Liga dos Combatentes por Portugal, marcou presença o secretário regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, Paulo Estêvão, segundo comunicado do Governo Regional.
O governante lembrou Portugal como “uma das nações mais antigas do mundo”, reforçando ainda o papel da emigração na presença do país “em todo o mundo”. No que refere à guerra, e em concreto sobre oficiais açorianos, Paulo Estêvão lembrou testemunhos que recebeu de oficiais de “soldados disciplinados e temidos na frente de batalha”, pode ler-se.
“Não interessa as circunstâncias da guerra, que são sempre terríveis. Mas ouvi com orgulho o testemunho da bravura e coragem dos açorianos”, sustentou. “Aqui no Canadá, por exemplo, a sua presença é reconhecida. São parte desta nação, de um país com quem estivemos ao lado na Primeira Guerra Mundial”, prosseguiu, falando nas vésperas do Dia do Armistício, comemoração do fim simbólico da Primeira Guerra Mundial em 11 de novembro de 1918.
O governante está de visita ao Winnipeg a propósito da “Semana Cultural dos Açores”, promovida pela Casa dos Açores da cidade. Folclore, culinária, teatro, música, palestras, lançamentos de livros e outras atividades culturais chamam a atenção e apelam à imaginação não só da comunidade açoriana e açordescendente de Winnipeg, mas também de participantes de diversas origens., explica o mesmo comunicado.
A Casa dos Açores do Winnipeg, inicialmente denominada Centro Cultural Açoriano de Manitoba, foi fundada a 13 de setembro de 1992. A entidade tem como objetivos promover, preservar e divulgar localmente a cultura açoriana e criar pontes que aproximem cada vez mais os açorianos residentes, naquela zona do Canadá, aos Açores.

Rui Amaral é natural da freguesia de São Pedro Nordestinho, concelho do Nordeste, mas foi na cidade de Toronto, Canadá, que cresceu e estudou, acompanhando os pais na onda da emigração logo após a conclusão das obras de construção do centro de saúde do Nordeste, no final da década de 80 do século passado.
Desde cedo revelou interesse pelas artes e depois de experimentar o teatro e a dança, acabou por tirar mestrado em Curatorial Studies and Criticism na Ontario College of Art and Design. Atualmente, é curador-adjunto no Museu de Arte Contemporânea de Toronto e diretor/curador de um espaço artístico privado que disponibiliza exibições gratuitas.
“Desde pequeno que sentia que a minha vida ia ser dedicada às artes”, disse, recordando que “antes de ser curador no museu, fui ator, dançarino e trabalhei em lojas na decoração das montras. Foi aí que comecei a utilizar os objetos para criar histórias”, acrescentou.
Quando começou a frequentar os museus percebeu que “os curadores também faziam isso, mas a um nível diferente. Então comecei a colaborar com artistas e fui-me interessando cada vez mais, ao ponto de decidir ir para a Ontario College of Art and Design”.
A partir daí, nunca mais parou. Apesar de jovem, Rui Amaral coleciona uma impressionante lista de sucessos e tem trabalhado com vários artistas internacionais como Eduardo Basualdo, Carlos Bunga ou Eric N. Mack. Mas foi com Ydessa Hendeles que descobriu a sua verdadeira inspiração. “Foi como uma força… ela é uma artista, uma curadora que nunca sentiu necessidade de ser algo em particular”, explicou.
Contudo, lá como cá, o apoio às artes é fundamental. “No Canadá, como nos Açores, os artistas e as galerias lutam pela continuidade do apoio na representação da cultura e do talento local”, disse.
Rui Amaral vê nas artes e nos artistas um trabalho de salvaguarda do presente. “Os artistas desempenham um trabalho muito importante porque, como digo sempre, como saberíamos que viveram pessoas antes de nós? Por algo que nos deixaram, nomeadamente fotografias, obras de arte, etc. Quando vamos a um museu vemos a nossa história. Isso é que é cultura e precisamos disso porque as pessoas são curiosas por conhecimento”.
Responsável pela montagem, conceção e supervisão das exposições no Museu de Arte Contemporânea de Toronto, Rui Amaral entende que só o trabalho conjunto pode resultar numa boa exposição. “Os artistas têm que ter muita confiança no curador, mas o curador também tem que ter confiança nos artistas para montar uma obra que os orgulhe”.
*Com apoio de Nós Portugueses