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Distribuídos 660 cabazes de Páscoa pelos beneficiários do Cartão Lagoa + Saúde

Iniciativa abrangeu todas as freguesias do concelho e privilegiou a aquisição de produtos no comércio local

© DIÁRIO DA LAGOA

À semelhança do que tem sucedido em anos anteriores, a Câmara Municipal da Lagoa procedeu à entrega de 660 cabazes de Páscoa destinados aos munícipes abrangidos pelo Cartão Lagoa + Saúde. De acordo com a nota de imprensa enviada pela autarquia lagoense, a medida chegou a todas as freguesias do concelho.

A iniciativa focou-se na população mais vulnerável e na valorização do tecido económico da região. Este apoio indireto à economia local reflete-se na composição dos cabazes, cujos produtos alimentares foram adquiridos diretamente nos estabelecimentos comerciais do concelho.

O presidente da Câmara, Frederico Sousa, sublinha o simbolismo da ação, afirmando que “a Páscoa é um momento especial de partilha e proximidade, e quisemos, mais uma vez, estar presentes na vida dos nossos munícipes, em particular dos mais idosos”.

O autarca realça ainda o cariz humano desta política social, notando que “este é um gesto simples, mas feito com muito carinho, que procura levar algum conforto e mostrar que não estão sozinhos. É também uma forma de agradecer tudo aquilo que deram ao nosso concelho ao longo da vida”.

Esta medida está integrada num programa de apoio mais abrangente, suportado pelo Cartão Lagoa + Saúde. Em vigor desde 2017, este mecanismo destina-se a residentes com idade igual ou superior a 65 anos ou cidadãos a partir dos 45 anos com um grau de incapacidade superior a 60%.

Para além da distribuição de cabazes nas épocas festivas da Páscoa e do Natal, o cartão assegura benefícios contínuos. Entre estes destacam-se o apoio mensal de 15 euros para medicamentos, descontos nas tarifas de água e saneamento, e a realização de pequenas obras de manutenção habitacional.

Segundo a Câmara Municipal, o Cartão Lagoa + Saúde constitui uma ferramenta central na estratégia municipal de promoção do bem-estar e da qualidade de vida da população mais fragilizada do concelho.

Projeto de desenvolvimento económico junta 25 comerciantes na Praça do Rosário

© DL

Entre os dias 8 e 24 de novembro, a Praça da Nossa Senhora do Rosário, na cidade da Lagoa, recebeu o projeto de desenvolvimento económico “Market PopUp”, organizado pela Market Azores. Foram 25 os expositores, de vários pontos da ilha, que ao longo dos 17 dias rodaram entre as 12 barracas instaladas na Praça e que marcaram presença e apresentaram os seus produtos aos visitantes, segundo a organização.

O mercado teve o intuito de permitir aos trabalhadores independentes, produtores, agricultores, empresas e comércio, vender e apresentar os seus serviços e produtos sob a forma de mini loja temporária designada como pop-up store.

Para muitos comerciantes, que não têm loja física para venderem os seus produtos e serviços, feiras e mercados como este representam uma oportunidade de conseguirem visibilidade.

O Diário da Lagoa (DL) esteve pelo mercado, a conhecer os projetos de alguns expositores.

Numa das bancas estava António Carvalho, que apresentava a poncha e o bolo de caco, produtos tradicionais da Madeira. O comerciante nasceu no Funchal, mas veio para São Miguel com apenas três meses. António Carvalho explica que com o seu projeto, denominado “Caralhinho” (ferramenta de fazer a poncha), pretende “trazer produtos da Madeira para os Açores. Nesta primeira fase, os comes e bebes e, eventualmente, trazer outros artigos”.

Por sua vez, Patrícia Costa tem à disposição na sua banca doçaria, para os visitantes mais gulosos, com os seus docinhos do dia. “Comecei a ter gosto pela doçaria em criança com a minha madrinha de batismo”, lembra a comerciante residente na Lagoa.

Pedro Almeida começou o seu projeto há cerca de um ano. Veio apresentar os seus artigos em 3D. Para si é apenas um passatempo, que quer partilhar com os outros. “Vim mostrar o que se consegue fazer com impressão 3D. As pessoas mostram-se interessadas. Muitas não conheciam o que era a impressão 3D”, conta.

Já Nicole Correia, professora, trouxe ao mercado as belas artes, às quais se dedica nos tempos livres. A sua banca conta com quadros e retratos realistas, bem como artigos de artesanato como brincos, porta chaves, e objetivos de decoração.

Organização aponta falhas ao apoio da autarquia

Em balanço desta edição do mercado, Corinne Joliot, do MarketAzores, entidade organizadora da iniciativa, apontou a “ausência de um envolvimento mais ativo da Câmara da Lagoa”.

Segundo a organização, “a falta de coordenação e apoio logístico da Câmara tem dificultado a implementação de melhorias infra estruturais vitais para o projeto”.

A Câmara Municipal da Lagoa, questionada pelo DL sobre o assunto, referiu que acordou “apoiar na logística do evento, nomeadamente na montagem das barraquinhas e na eletrificação de três delas, conforme solicitado”.

A vereadora da Cultura, Albertina Oliveira, nos mesmos esclarecimentos diz que foi oferecido apoio dos serviços da câmara “para o envio de um ofício circular a todas as instituições do concelho, não só para a divulgação do evento, mas também para a solicitação de apoio na dinamização do mercado”.

Albertina Oliveira acrescenta ainda que a autarquia também apoiou na disponibilização do espaço, “uma vez que sendo um evento de iniciativa particular deveria ter pago a ocupação do espaço, tendo a câmara isentado o pagamento dado o objetivo do evento”.

A organização do mercado alegou ainda que “todos os gabinetes da Câmara Municipal de Lagoa ignoraram ou recusaram participar nas atividades durante o Market PopUp, não interagindo com os expositores”. 

Por sua vez, a autarquia afirma que só a meio da iniciativa, “é que foi enviado convite para alguns serviços da câmara participarem no evento”, sendo que “para participar num evento, temos de ter tempo suficiente para preparar o material necessário à nossa participação”.

Albertina Oliveira refere ainda que marcou presença na inauguração do mercado, que acabou por não se concretizar, “porque apenas estavam presentes dois expositores”.

A Câmara da Lagoa esclarece por fim que não ficou a seu cargo a dinamização do espaço e evento, “ficando apenas à nossa responsabilidade enviar o ofício circular a todas as instituições/entidades do concelho”.

Veja a fotorreportagem, aqui.