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Doentes deslocados e acompanhantes com alojamento assegurado em Lisboa

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Foi celebrado um novo protocolo que garante alojamento aos utentes deslocados a Lisboa em situação de doença, bem como aos seus acompanhantes. A informação foi avançada hoje pela Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social.

Segundo comunicado enviado às redações pelo Governo dos Açores, a secretária da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, diz que acredita que “esta será uma forma muito mais cómoda de alojar os doentes que têm de se deslocar a Lisboa, e criar um maior equilíbrio entre estas deslocações e as que se realizam à cidade do Porto, onde o alojamento já estava assegurado com estabilidade”.

“Nos últimos anos temos recebido queixas das enormes dificuldades que os nossos doentes deslocados sentem face ao aumento de custos com a estadia, sobretudo na cidade de Lisboa. Desenvolvemos inúmeros contactos, até conseguir encontrar está solução que não resolve a totalidade das situações, mas efetivamente é uma grande ajuda, pelas condições que os apartamentos apresentam”, realça.

Tanto em 2023 como em 2024, o valor das diárias no âmbito da deslocação de utentes ultrapassou os cinco milhões de euros, num total de 3,2 milhões em diárias ao longo de 2023, e de 2,3 milhões em 2024, sendo que os valores deste são apenas até setembro.

Com este protocolo, os utentes são responsáveis pelo pagamento até um montante máximo 34,42 euros por noite, correspondente aos 60 por cento do valor da comparticipação diária (sobre o escalão A), ficando então o remanescente a cargo da Direção Regional da Saúde.

O alojamento protocolado localiza-se na Rua dos Anjos. As marcações são efetuadas pelo Serviço de Apoio ao Doente Deslocado, mediante pedido dos Serviços Sociais do Hospital da área de referência do utente.

Consoante os termos protocolados, estão disponíveis a todo o tempo seis quartos, com possibilidade de alojar duas pessoas em cada quarto, designadamente o utente e acompanhante.

Mónica Seidi considera ainda que “a presença do acompanhante continua a ser um apoio fundamental, mesmo tendo em conta que este serviço é de proximidade e que os utentes são acompanhados de perto”.

Catarina Gonçalves Silva foi nomeada, em outubro de 2024, como Coordenadora do Serviço de Apoio ao Doente Deslocado por reunir “a experiência profissional exigida para o exercício das respetivas funções” e além disso, considera Mónica Seidi, “é uma profissional para quem o apoio psicossocial aos utentes é prioritário”.

Estudantes deslocados já podem usufruir da medida “Regressa a Casa”

© DL

Os jovens estudantes açorianos deslocados da sua ilha de residência para frequentar um estabelecimento de ensino podem apresentar a partir de amanhã, terça-feira, 23 de julho, a sua candidatura à medida “Regressa a Casa”, criada pelo Governo dos Açores, através da Secretaria Regional da Juventude, Habitação e Emprego.

De acordo com comunicado de imprensa recebido, as candidaturas decorrem até ao próximo dia 15 de agosto. Esta fase de candidaturas tem efeitos referentes ao ano letivo 2023/2024, para o pagamento de uma viagem aérea de ida e volta, ou duas só de ida, entre a ilha de residência do estudante e o local do estabelecimento de ensino que o jovem frequenta.

São elegíveis a este programa jovens até aos 26 anos de idade, a frequentar cursos de nível 4, 5, 6, 7 ou 8 do Quadro Nacional de Qualificações, num estabelecimento de ensino fora da sua ilha de residência, incluindo outra ilha dos Açores, continente português ou Madeira.

Segundo nota de imprensa publicada no portal do Governo, para Maria João Carreiro, esta medida visa incentivar os jovens a prosseguirem estudos, ao mesmo tempo em que lhes possibilita manter o vínculo com a sua ilha de residência por forma a que, concluída a sua formação, possam regressar e fixar residência nos Açores.

A medida “Regressa a Casa” inclui também despesas com a aquisição de uma bagagem de porão e com penalizações por alteração de datas das viagens, quando não incluído no bilhete.