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Governo regional avança com reforma estrutural para combater burocracia e aproximar serviços dos cidadãos

Executivo açoriano apresenta estratégia assente na simplificação de processos, valorização dos trabalhadores e investimento de 30 milhões do PRR para transformar a relação com os cidadãos e empresas

© MIGUEL MACHADO

O Governo regional dos Açores está a implementar uma reforma estrutural na Administração Pública com o objetivo de simplificar procedimentos, modernizar a tecnologia e valorizar os recursos humanos. A meta passa por tornar os serviços públicos mais céleres, transparentes e acessíveis aos açorianos e ao tecido empresarial.

A informação foi avançada hoje pelo secretário regional das Finanças, Planeamento e Administração Pública, Duarte Freitas, durante a sua intervenção na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, na cidade da Horta. O governante falava no âmbito de um debate de urgência motivado pelo peso da burocracia no quotidiano regional.

Numa nota de imprensa enviada à nossa redação, o governante assegurou que o atual executivo não desvaloriza as dificuldades sentidas pela população e pelas empresas. Duarte Freitas rejeitou, contudo, qualquer cenário de imobilismo perante este desafio estrutural.

De acordo com o titular da pasta das Finanças, a estratégia em curso rege-se pelo princípio de colocar primeiro as pessoas, seguindo-se os processos e, por fim, a tecnologia. No parlamento regional, o secretário avisou que o maior erro seria julgar que a mera digitalização de formulários resolve os entraves existentes.

“O maior erro seria pensar que basta digitalizar formulários para eliminar burocracia. Digitalizar procedimentos complicados apenas cria burocracia digital. O nosso objetivo é simplificar verdadeiramente a Administração Pública”, frisou Duarte Freitas durante o debate.

Para o secretário regional, o verdadeiro combate ao excesso de zelo administrativo faz-se com investimento e mudança organizacional. A simplificação foi definida pelo governante como o ato de eliminar passos desnecessários, encurtar os tempos de resposta e acabar com a duplicação de documentos.

Neste caminho de reestruturação, a capacitação humana tem sido apontada como uma das traves-mestras. Desde 2021, contabiliza-se a realização de 557 ações de formação, que envolveram mais de 14.900 trabalhadores do sector público da Região Autónoma.

A par da formação de funcionários e dirigentes para uma maior autonomia processual, o governante relembrou que já foi aprovado o Plano de Rejuvenescimento da Administração Pública Regional. Destacou ainda o funcionamento da nova Bolsa de Emprego Público dos Açores, ferramenta digital que já registou mais de 15 mil candidaturas.

No plano tecnológico e organizacional, o Governo dos Açores destaca a introdução da GIRA – Sistema Integrado de Gestão da Informação. Esta plataforma foi desenhada para redesenhar as metodologias internas, erradicar redundâncias e reduzir de forma drástica o consumo de papel nos serviços públicos.

Duarte Freitas sustentou que os utentes não pretendem conhecer a orgânica interna ou em que departamento se encontra um determinado processo. “O cidadão quer saber se entrou, em que fase se encontra e quando pode esperar uma resposta. É isso que estamos a construir”, afirmou.

Para dar corpo a esta ambição, estão a ser investidos 30,6 milhões de euros, provenientes do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR-Açores). A verba destina-se ao desenvolvimento de novas plataformas digitais, à arquitetura LINKA e à criação do futuro Portal de Serviços da Administração Pública Regional.

Consciente da dispersão geográfica e das diferentes realidades de inclusão digital nas ilhas, o governante garantiu que a modernização não deixará ninguém para trás. O investimento público contempla, por isso, o reforço da Rede Integrada de Apoio ao Cidadão (RIAC) e do Centro de Contactos.

O plano prevê também o alargamento do projeto RIAC Móvel, salvaguardando o atendimento presencial e de proximidade para quem dele necessite nas várias ilhas. Assumindo que o percurso de simplificação ainda não está esgotado, Duarte Freitas concluiu que a prioridade passa por alterar a cultura organizacional da região.

AMRAA e Governo regional reforçam articulação para acelerar investimentos do Açores 2030

O presidente da associação, Carlos Ferreira, defende que a boa execução dos fundos comunitários exige cooperação permanente para criar soluções e responder às expetativas das populações

© AMRAA

A Associação de Municípios da Região Autónoma dos Açores (AMRAA) reuniu com o secretário regional das Finanças, Planeamento e Administração Pública, Duarte Freitas, e com a Direção Regional do Planeamento e Fundos Estruturais. Conforme avançado pela associação em nota de imprensa enviada à nossa redação, o encontro foi dedicado ao acompanhamento da execução do Programa Açores 2030 e ao reforço da articulação institucional entre os municípios açorianos e as entidades gestoras dos fundos comunitários.

A reunião permitiu analisar detalhadamente o ponto de situação da execução do programa, bem como partilhar informações relativas aos investimentos municipais previstos para os próximos anos, numa lógica de cooperação e acompanhamento permanente entre os diversos intervenientes.

O presidente do Conselho de Administração da AMRAA, Carlos Ferreira, destacou a importância deste trabalho de proximidade institucional. O responsável sublinhou que “a boa execução dos fundos comunitários exige uma articulação permanente entre os Municípios, o Governo regional e a Autoridade de Gestão. Mais do que identificar constrangimentos, importa criar soluções e mecanismos de cooperação que permitam acelerar a concretização dos investimentos que as nossas populações aguardam”.

A sessão constituiu igualmente uma oportunidade para aprofundar o diálogo entre o Governo regional e os municípios, identificando áreas onde uma maior coordenação poderá contribuir para potenciar a execução dos fundos disponíveis para o arquipélago. Carlos Ferreira salientou ainda que “a AMRAA continuará a assumir o seu papel de plataforma de concertação e de diálogo entre os Municípios e o Governo Regional, contribuindo para que exista uma visão partilhada sobre os desafios da execução dos fundos europeus e sobre as medidas necessárias para os ultrapassar”.

No final do encontro, foi reconhecida por ambas as partes a importância de assegurar uma monitorização contínua da execução do Programa Açores 2030, reforçando os mecanismos de cooperação e o trabalho conjunto, com vista à maximização do aproveitamento dos fundos europeus e à concretização dos investimentos estruturantes previstos pelos concelhos açorianos.

Governo regional trava subida dos combustíveis com descida do imposto em abril

Governo regional reduz ISP em abril para travar escalada nos combustíveis e admite reativar o programa Credithab para apoiar famílias com o crédito à habitação

© HUGO MOREIRA

O executivo açoriano vai avançar com uma redução do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP) para mitigar o impacto da escalada de preços nos combustíveis. Segundo a nota de imprensa enviada pela Secretaria Regional das Finanças, Planeamento e Administração Pública, a medida terá efeitos práticos já na próxima atualização de preços, agendada para o mês de abril, servindo de amortecedor face à instabilidade dos mercados internacionais e ao conflito no Médio Oriente.

Durante o anúncio feito na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, o secretário regional Duarte Freitas explicou que o objetivo central desta intervenção é “conter a subida do preço dos combustíveis”, procurando aliviar a pressão financeira que recai atualmente sobre as famílias e as empresas açorianas, incluindo a comunidade da Lagoa, onde os custos de transporte e produção têm impacto direto na economia local.

Paralelamente à questão energética, o governante revelou que o executivo está atento à volatilidade das taxas de juro e ao seu reflexo no orçamento das famílias. Duarte Freitas admitiu estar a “equacionar a possibilidade de reativar” o programa Credithab, caso se verifiquem aumentos anormais nos encargos bancários, garantindo assim um mecanismo de apoio para quem enfrenta maiores dificuldades em suportar os custos com a habitação.

No que concerne ao custo de vida, a nota oficial confirma ainda um reforço na fiscalização dos bens essenciais: a monitorização de preços, que tinha passado a ser trimestral, regressa ao modelo mensal. Esta alteração permitirá, segundo o secretário Rregional, “reagir mais rapidamente a qualquer variação anormal” nos preços, garantindo uma proteção mais eficaz dos consumidores num período marcado pela forte instabilidade económica.

Requalificação da Fábrica do Açúcar abre “novo ciclo” urbano em Ponta Delgada

Proposta orientadora prevê polo multifuncional com habitação, cultura e comércio na antiga fábrica da Sinaga

© SRFPAP

A antiga Fábrica do Açúcar (Sinaga), em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, será transformada num polo multifuncional de regeneração urbana que combina habitação acessível, espaços culturais, áreas verdes e valências económicas. A proposta orientadora para a intervenção, apresentada esta quinta-feira, 5 de fevereiro, no Teatro Micaelense, resulta de um processo de planeamento participativo entre o Governo regional dos Açores e a Ordem dos Arquitetos, marcando o que a autarquia local classifica como um “novo ciclo” para a zona poente da cidade. O projeto incide sobre uma área de mais de cinco hectares na freguesia de Santa Clara e propõe um modelo de uso misto que preserva a memória industrial do complexo, articulando-se com valores patrimoniais e naturais relevantes, como a Gruta do Carvão.

O programa de usos, detalhado no relatório de participação pública, prevê a criação de comércio e restauração de proximidade, pequena indústria alimentar, escritórios e espaços de coworking, além de serviços comunitários e habitação com quota acessível. Para garantir a viabilidade da intervenção, o documento técnico recomenda a classificação de elementos do conjunto como Imóvel de Interesse Público e identifica a necessidade urgente de obras de conservação nas coberturas e estruturas para estancar a degradação do edificado.

O secretário regional das Finanças, Planeamento e Administração Pública, Duarte Freitas, sublinhou o caráter “exemplar” deste exercício de cidadania, destacando que a mobilização pública registada durante as fases de auscultação valida a estratégia do executivo. Segundo o governante, o Governo avançará nos próximos meses com um procedimento concursal que integrará a conceção, construção e concessão, sem excluir soluções específicas para parcelas distintas do terreno.

Pela parte do município, o presidente da Câmara de Ponta Delgada, Pedro Nascimento Cabral, afirmou ser um “imperativo categórico” projetar valências que dignifiquem o tempo atual e criem referências para as novas gerações. O autarca enalteceu o diálogo institucional e reiterou a disponibilidade total da autarquia para colaborar na implementação de soluções que revitalizem a zona urbana a poente da cidade, transformando o antigo complexo fabril numa alavanca de desenvolvimento económico e social para a ilha de São Miguel.

Para a concretização do plano, a Comissão de Trabalho sugere um modelo de concurso que avalie em simultâneo a qualidade arquitetónica e a viabilidade económica, admitindo-se ainda a criação de uma Unidade de Execução para garantir que o desenvolvimento do complexo ocorra de forma faseada, coerente e integrada na malha urbana existente.

Empresas incubadas dos Açores com acesso a ‘voucher’ de 20 mil euros

© MIGUEL MACHADO/GRA

O Secretário das Finanças, Planeamento e Administração Pública, Duarte Freitas, apresentou esta terça-feira, 19 de novembro, o novo “‘Voucher’ de Incubação”, que consiste na atribuição de um apoio máximo de 20 mil euros, a fundo perdido, para cada empresa incubada.

A apresentação do novo ´voucher` decorreu no Encontro anual da Rede de Incubadoras de Empresas dos Açores na cidade da Horta.

O encontro reuniu as incubadoras de empresas dos Açores num momento de reflexão e contributo para a definição de políticas públicas de apoio ao tecido empresarial em incubação.

Segundo nota de imprensa enviada às redações pela Secretaria Regional das Finanças, Planeamento e Administração Pública, a taxa de comparticipação do apoio a atribuir terá em atenção a fase em que a empresa se encontra no processo de incubação e mediante confirmação da respetiva incubadora.

São consideradas despesas elegíveis os custos com serviços de gestão, de marketing, de assessoria jurídica e financeira, de desenvolvimento de produtos e serviços e de serviços de financiamento.

“Este apoio visa não só fortalecer a capacidade empreendedora na nossa região, mas também criar as condições necessárias para que novas empresas possam crescer e prosperar num ambiente competitivo e inovador”, realçou na ocasião Duarte Freitas.