
O secretário regional do Ambiente e Ação Climática, Alonso Miguel, distinguiu as quarenta e sete juntas de freguesia dos Açores que se destacaram pelo seu desempenho e contributo para a preservação do ambiente, numa cerimónia realizada em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel.
Segundo o governante, “o Programa Eco-freguesia desempenha um papel fundamental, enquanto instrumento estratégico de cooperação entre o governo regional e as juntas de freguesia para a limpeza e manutenção de espaços públicos, incluindo linhas de água e a orla costeira, envolvendo as populações em ações de sensibilização e educação ambiental”.
Alonso Miguel sublinhou que “este contributo que não se esgota apenas na limpeza, salubridade e embelezamento dos nossos espaços públicos, estendendo-se também à consolidação da imagem de sustentabilidade da região, e, sobretudo, à segurança e bem-estar das populações açorianas”.
O secretário regional lembrou que “o governo regional tem vindo a reforçar as verbas alocadas ao programa Eco-Freguesia ao longo dos anos com o objetivo de capacitar e muscular decisivamente as juntas de freguesia para que possam enfrentar com firmeza esta importante e exigente missão”.
Alonso Miguel revelou que “no ano de 2025, em concreto, participaram 126 freguesias no Eco-freguesia, cujo trabalho conjunto permitiu monitorizar e intervir em cerca de 240 quilómetros de linhas de água e em aproximadamente 175 quilómetros de extensão de orla costeira, nas nove ilhas do arquipélago”.

A associação Amigos dos Açores – Associação Ecológica faz um balanço positivo do projeto de restauro ecológico que tem vindo a desenvolver na Reserva Florestal de Recreio do Pinhal da Paz, na ilha de São Miguel. Segundo a organização, a parcela intervencionada já apresenta sinais consistentes de recuperação ambiental, afirmando que os resultados agora observados “confirmam a evolução favorável do processo de restauro da área” que tem estado sob intervenção direta da associação desde setembro de 2023.
A evolução do ecossistema é visível através da floração e do aparecimento de novos rebentos nas plantas endémicas introduzidas, sinais que a associação destaca como cruciais para o sucesso da iniciativa. O projeto incide sobre uma área de aproximadamente 6.000 metros quadrados, onde o esforço de recuperação tem permitido o crescimento sustentado de flora nativa, num processo que os responsáveis consideram estar a dar “provas de vitalidade”.
Neste espaço, têm sido plantadas espécies como a ginja, a faia, a urze, o sanguinho, o azevinho e o folhado, fornecidas pelos Serviços Florestais. No entanto, os Amigos dos Açores reforçam que o trabalho vai além da plantação, sendo essenciais as intervenções de remoção de espécies invasoras como a conteira ou o incenso, de forma a “assegurar espaço, luz e nutrientes às espécies em desenvolvimento” que ali tentam singrar.
De acordo com nota enviada pela associação, o sucesso desta iniciativa deve-se em grande medida à componente comunitária, tendo já contado com a participação de cerca de 300 voluntários, com idades entre os 4 e os 81 anos. Perante tamanha adesão, a associação fez questão de expressar publicamente “o seu agradecimento pelo empenho e contributo para o sucesso do projeto”, sublinhando o papel fundamental da sociedade civil na proteção do património natural da ilha de São Miguel.
Esta intervenção decorre ao abrigo de um protocolo de cooperação com a Direção Regional dos Recursos Florestais e Ordenamento Territorial, que prevê a cedência da parcela para que a associação assuma a responsabilidade pela sua limpeza e manutenção. Os Amigos dos Açores lembram que este é um compromisso contínuo e que a colaboração institucional é o que permite a disponibilização das plantas endémicas necessárias para repovoar a área.
A próxima ação de voluntariado ambiental já tem data marcada para o dia 28 de fevereiro, pelas 10h00, convidando a população a participar ativamente na preservação deste pulmão verde. A organização sublinha que a participação é gratuita e aberta a todos, mas recorda que a inscrição prévia é “obrigatória para efeitos de seguro”, podendo os interessados contactar a associação através dos canais habituais.

Maria Chaves Martins
Licenciada em Direito
A relação entre jornalismo e sustentabilidade ganha cada vez mais espaço na atual conjuntura de emergência climática, aumentando o volume do alerta para as alterações climáticas. Pois, o jornalismo, enquanto importante veículo de conhecimento e literacia da população, é responsável por disseminar informação produto de trabalho de investigação, despertando consciências, promovendo a construção de opiniões, criando debate e fortalecendo a democracia.
É incontestável a importância do jornalismo como parceiro no combate à crise climática, norteado pelas diretrizes da justiça social, cultura de prevenção de riscos e desastres climáticos e fiscalização do poder, expondo atitudes que privilegiam poucos à custa do interesse comum e contrários ao estado de emergência climática.
Essa atitude fortalece a cidadania e a capacidade de ação dos sujeitos sociais, fomentando uma relativa inquietude que mobiliza o combate aos contribuintes da aceleração do aquecimento global, reivindicando a responsabilização dos decisores.
Os jornalistas oferecem informações que alertam para riscos e danos ecológicos, possibilitando a sua compreensão, servindo de interlocutores entre a comunidade científica, decisores das políticas públicas, agentes económicos e a sociedade em geral. Esses profissionais tornam percetível linguagem técnica e, por vezes, inacessível à larga maioria, sem prejuízo de alertar para a marginalização de grupos e de interesses específicos contrários aos comunitários.
Esse papel incentiva a população a participar na tomada de decisões estratégicas para o clima, incrementando a democracia climática participativa, pressionando os decisores e agentes económicos na adoção de comportamentos ambientalmente responsáveis.
Por isso, os jornalistas, sobretudo os que denunciam a inação dos governos no combate climático, enfrentam situações de perigo e violência dirigidas por entidades públicas e privadas, pois são alvo de assédio, online e offline, processos judiciais, ameaças, entre outras formas de violência que visam constranger a sua liberdade e atuação.
Dados recentes da UNESCO demonstram que cerca de 70% dos jornalistas que narram a crise climática ou desenvolvem investigação ambiental sobre segurança alimentar, consumo, energia, desflorestação, poluição, agropecuária, etc, sofrem alguma forma de violência. Para o efeito, os jornalistas admitem já se terem autocensurado, limitando a informação que é transmitida como forma de salvaguarda pessoal.
O jornalismo tem uma missão crítica na promoção da sustentabilidade. Porquanto, ao tornar visíveis os impactos das ações humanas e as possíveis soluções, ajuda a sociedade a tomar decisões conscientes e informadas, exigindo responsabilidade de governos e empresas.
Daí que a transição digital dos jornais seja igualmente importante para aumentar a rapidez e alcance da informação, disseminando informações ambientais urgentes. A par disso, potencia a interatividade com os leitores: dados abertos, mapas interativos e imagens de satélite. Juntos, formam uma discussão que envolve sustentabilidade, tecnologia e o futuro da comunicação.
Todavia, é de evitar o “greenwashing jornalístico”, fomentando práticas que não são realmente sustentáveis, e combater algoritmos que privilegiam apenas entretenimento em vez de assuntos ambientais.
A transição, parcial e conciliada, do jornalismo do papel para o digital deve ser vista como um passo rumo à sustentabilidade, num mundo caracterizada pela rápida mudança.

Os peixes meros, que recentemente começaram a surgir à superfície da água do mar, morreram por ação de um agente patogénico de natureza viral responsável, ou seja, por ação de um vírus que provoca a destruição do sistema nervoso central e do olho, segundo comunicado do Governo regional.
A Secretaria Regional do Mar e das Pescas, através das suas duas direções regionais (Direção Regional das Pescas e Direção Regional das Políticas Marítimas) e Serviço de Ilha das Flores, tem estado a acompanhar o fenómeno registado nas populações selvagens de meros (Epinephelus marginatus) dos Açores desde o passado mês de setembro, lê-se, na nota.
A direção regional acionou um protocolo de monitorização e de identificação dos agentes etiológicos responsáveis, com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), através do seu Laboratório de Patologia de Animais Aquáticos.
O despiste de potenciais agentes patogénicos, nomeadamente parasitas e/ou agentes virais, bem como a determinação de biotoxinas, foi ontem, 24 de outubro, concluído, explica o mesmo comunicado, tendo o mesmo concluído que peixes morreram “por ação de um agente patogénico de natureza viral responsável por retinopatia e encefalopatia viral”.
O surto viral manifestou-se em indivíduos adultos, parasitados, após o período de reprodução, e sujeitos a stress fisiológico adicional devido a um aumento da temperatura da água do mar, e que por esta multiplicidade de fatores se encontravam com o seu sistema imunitário debilitado, explica o governo açoriano.
Segundo o comunicado, “esta não é uma doença infeciosa transmissível ao ser humano. Ainda assim, apela-se à população que mantenham as boas práticas indicadas anteriormente, nomeadamente que não consumam estes peixes”.
Em caso de avistamentos de meros à superfície da água do mar ou arrojados na linha de costa devem aceder à plataforma de registo centralizado por forma a colaborar com o Governo Regional na recolha sistematizada dos avistamentos e a sua posição geográfica no arquipélago dos Açores.
O Governo dos Açores informa ainda, na mesma nota, que a pesca deste peixe vai manter-se interdita por forma a dar continuidade aos trabalhos de monitorização para recolha de informação adicional pelas entidades competentes e comunidade científica que possibilite adaptar o plano de gestão deste recurso a esta pressão emergente.

A Campanha SOS Cagarro decorre entre 1 de outubro e 15 de novembro, período que coincide com a saída dos cagarros juvenis dos ninhos para o primeiro voo oceânico.
A Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) associa-se novamente à campanha, promovendo brigadas de resgate em Vila Franca do Campo (VFC), Nordeste, Povoação e Faial da Terra, de 20 de outubro a 10 de novembro, segundo comunicado da SPEA, que convida a todos os que se queiram voluntariar a participar nas iniciativas.
Para as brigadas na marina e porto de Vila Franca do Campo, locais com maior número de quedas de cagarros do arquipélago, os interessados podem realizar a sua inscrição no site do Centro Ambiental do Priolo.
Em Vila Franca do Campo, as brigadas começaram a partir das 19h30 e das 20h00, podendo prolongar-se até de madrugada. Os locais de encontro são no Marina Bar (19h30), e no Clube Naval de VFC (20h00).
Nos feriados e aos fins de semana, ou seja, 26 e 27 de e outubro e 1, 2 e 3 de novembro, acontecem as libertações das aves resgatados, a partir das 10h00. O local de encontro é no Clube Naval, e o local de libertação vai ser no parque de lazer Poço Largo.
O cagarro (Calonectris borealis) é uma ave marinha que nidifica nos Açores (cerca de 75% da sua população mundial nidifica na região). Em outubro, estas aves iniciam a sua migração para o Sul, percorrendo milhares de quilómetros até chegar ao seu destino.
São aves muito ativas durante a noite, e a poluição luminosa provoca o encandeamento de muitos juvenis que saem dos seus ninhos, caindo por terra e ficando sujeitos a ser atropelados ou mortos por predadores.

O secretário regional da Agricultura e Alimentação disse hoje, em Ponta Delgada, que as reservas florestais de recreio constituem “o cartão-de-visita da floresta açoriana, pretendendo-se que sejam, cada vez mais, espaços versáteis, multifuncionais, emocionalmente reconfortantes e que deixem gratas recordações a quem as visita”, segundo comunicado do Governo regional.
António Ventura falava no âmbito de uma visita à Reserva Florestal de Recreio do Pinhal da Paz, onde adiantou que “estes espaços, sob a administração florestal, que ocupam um total de 570 hectares e constituem as 27 reservas florestais de recreio da região em oito das nove ilhas, recebem anualmente cerca de 500 mil visitantes, entre turistas e locais”.
“Para assegurar estas pretensões, é muito importante fazer uma aposta estratégica, efetiva e determinada no potencial do recreio florestal que passa pela valorização de espaços, pela requalificação de infraestruturas, que não conseguem dar resposta às novas necessidades e expetativas e inovar nas respostas aos desafios do tempo que aí vem”, defende, citado na mesma nota.
O governante frisou que nos últimos anos, “fruto das políticas florestais implementadas, tem sido possível criar condições para o usufruto popular destes espaços florestais através de diversas intervenções que visaram a criação e beneficiação de zonas de lazer, aprazíveis e com condições infraestruturais que permitem às populações usufruir das reservas de forma adequada, adulta, consciente e disciplinada, permitindo a valorização destes espaços pelos açorianos”, lê-se ainda.
O secretário regional salienta, assim, os investimentos que têm sido feitos nestes espaços, designadamente no melhoramento das instalações sanitárias e de zonas de lazer, nomeadamente de churrasqueiras, fornos, palheiros, mesas e bancos; a potencialização da flora endémica; a adaptação das reservas a indivíduos de mobilidade reduzida; a melhoria de acessos e instalações mais incorporativas, assim como de expositores de animais, “numa estimativa anual de 1,3 milhões de euros”.
Para além da promoção de múltiplos usos destinados ao lazer e ao recreio, como circuitos de manutenção física, equipamentos de recreio infantil e miradouros, têm sido desenvolvidas ao longo dos anos diversas atividades educativas, nomeadamente visitas guiadas e percursos didáticos, que “são a concretização de diferentes estratégias no âmbito da educação ambiental e da divulgação florestal”.
“O aumento do fluxo turístico na Região e da qualidade de vida das populações justificam a procura crescente e uma maior participação nas atividades de recreio ao ar livre”, acrescentou.
O responsável pela pasta dos recursos florestais disse ainda que, “sendo um instrumento potenciador na valorização do espaço público natural”, as reservas florestais de recreio dos Açores dão garantias de um crescimento integrado e sustentado da oferta turística, com a descentralização dos equipamentos de recreio florestal pelas ilhas.
Nos Açores, a floresta representa uma área de aproximadamente 30% da superfície do arquipélago, fazendo parte integrante da paisagem das ilhas. A utilização da paisagem florestal processa-se a partir de zonas muito localizadas, contidas, devidamente adaptadas e sujeitas a cuidados de manutenção e vigilância permanentes, devidamente preparados para proporcionar conforto, segurança e funcionalidade.

O município da Lagoa, através do Cefal – Centro de Educação e Formação Ambiental de Lagoa, vai assinalar, pelo sexto ano consecutivo, no dia 3 de julho, o Dia Internacional Sem Sacos de Plástico, segundo nota de imprensa da Câmara Municipal da Lagoa.
Nesse âmbito, uma equipa do CEFAL vai estar durante a manhã a proceder à entrega aos banhistas de um saco de pano, nas duas zonas balneares galardoadas do concelho: no Complexo Municipal de Piscinas e na Zona Balnear da Caloura.
“Esta iniciativa, pretende, assim, incentivar a redução do uso de sacos de plástico, minimizando o seu impacto no ambiente, e consciencializando a comunidade para alternativas sustentáveis”, explica a autarquia.
No saco de pano que será entregue vai constar a mensagem: “milhares de animais marinhos morrem, anualmente, por asfixia e ingestão de sacos de plástico”, alertando para a ameaça crescente à vida marinha, sendo as aves um dos grupos mais ameaçados globalmente, “pretendendo-se ainda, sensibilizar para a problemática do lixo marinho”.
Esta atividade encontra-se inserida no programa Bandeira Azul, que este ano se foca no tema “O Mar precisa de Líderes!”. O Programa Bandeira Azul, tal como os restantes programas da Foundation for Environmental Education (FEE), procura envolver cidadãos, governantes locais, turistas e todos os banhistas e levá-los a ter um papel ativo na defesa dos ecossistemas marinhos.

A 13.ª edição da Limpeza da Orla Costeira e Subaquática, que aconteceu a 8 de junho, permitiu recolher cerca de uma tonelada de resíduos da costa do concelho da Lagoa, segundo comunicado da Câmara Municipal da Lagoa, entidade promotora da iniciativa.
No total, foram contabilizados 1019kg de resíduos recolhidos, entre eles: 580kg de madeiras oriundas das intempéries, 220kg de resíduos urbanos indiferenciados, 68kg de plástico rígido, 56kg de ferro, 40kg de embalagens de plástico e metal, 33kg de têxteis, 17 kg de resíduos de origem piscatória e 5kg de calçado.
A limpeza incidiu em quatro zonas distintas: do Porto dos Carneiros até o Portinho de São Pedro; do Porto dos Carneiros até ao Complexo de Piscinas Naturais de Lagoa; Calhau da Relvinha e Baixa D´Areia.
No total, cerca de 250 voluntários juntaram-se à atividade este ano, que teve como mote “A Liderar pela limpeza do Oceano!”.
Além dos voluntários individuais, esta ação com a colaboração de diversas instituições regionais forças vivas do concelho, como a Junta de Freguesia de Nossa Senhora do Rosário, a Polícia Marítima de Ponta Delgada, os Escuteiros Marítimos de Ponta Delgada, a Escola Secundária de Lagoa, o Clube Náutico de Lagoa, a Associação Terra Jovem, a Associação Juvenil Clube Operário Desportivo (AJCOD), o Blue Azores, o Clube Naval de Rabo de Peixe, o Grupo de Mergulhadores dos Bombeiros da Ribeira Grande. Também o Expolab – Centro Ciência Viva se associou à ação.
No dia da limpeza, a presidente da autarquia lagoense, Cristina Calisto, “salientou a importância desta ação de limpeza, tendo como principal objetivo alertar a população para os efeitos nocivos do lixo marinho, identificado como um dos grandes problemas ambientais da atualidade, bem como do envolvimento da comunidade em iniciativas desta índole”, lê-se, na mesma nota.
A limpeza da orla costeira foi inserida no Programa Bandeira Azul 2024 sob o tema «O Mar precisa de líderes, a tua praia é a tua casa!».

A Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA Açores) vai promover, no próximo dia 25 de maio, uma visita guiada à Mata dos Bispos, na Povoação, zona que está a ser alvo de restauro ecológico.
Segundo comunicado da SPEA Açores, a iniciativa está inserida na atividade “Restaurar a Laurissilva” para comemorar o Dia Europeu da Rede Natura 2000 e o Dia Internacional da Biodiversidade.
A visita conta com transporte gratuito de Ponta Delgada até à Mata dos Bispos, localizada na costa sul de São Miguel, na Povoação. A atividade é gratuita, mas é obrigatório efetuar a inscrição, no website do Centro Ambiental do Priolo.
Os participantes vão ter a oportunidade de caminhar no interior de uma mancha de floresta Laurissilva restaurada, onde também lhes será explicado como é desenvolvido um projeto de conservação da natureza, os seus desafios e benefícios.
Como explica a mesma nota, a Mata dos Bispos, a exemplo de outras áreas intervencionadas pela SPEA, tem sido objeto de estudos e restauro ecológico de diferentes habitats da floresta Laurissilva (floresta nativa dos Açores e habitat prioritário para o Priolo), no âmbito dos projetos LIFE Laurissilva (2009-2013), LIFE Terras do Priolo (2014 a 2019) e, mais recentemente, LIFE IP Azores Natura (2019-2027).
“Os mais de 10 anos de trabalho nesta área fazem dela um excelente laboratório para observar diferentes técnicas e resultados do restauro ecológico levadas a cabo, como por exemplo, técnicas de engenharia natural. É a melhor forma de demonstrar que a conservação de áreas com estas características é possível”, afirma Rui Botelho, coordenador da SPEA nos Açores, citado no comunicado.
O ponto de encontro da atividade está marcado para as 8h45 na Escola Secundária Domingos Rebelo e o transporte acontece de autocarro até ao local da atividade. Na zona da Mata dos Bispos, será realizada uma caminhada de aproximadamente seis quilómetros para observar as diferentes áreas restauradas.
Devido à sua localização e caraterísticas, a Mata dos Bispos é fundamental para o abastecimento de água da Povoação, sendo o restauro dos habitats existentes nesta área importantes também para garantir a disponibilidade de água e a regulação hídrica evitando enchentes durante períodos de chuva torrencial.

No passado mês de abril, terminou a época de plantação de espaços florestais 2023-2024, tendo sido plantados um total de 152 hectares em áreas públicas e privadas de floresta de produção e de floresta de proteção, segundo comunicado do secretário regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura.
Relativamente às florestas de produção, foram plantados cerca de 57 hectares de floresta de produção nas áreas privadas e 31 hectares nas áreas públicas, maioritariamente com espécies resinosas, lê-se, ainda, na nota.
No que diz respeito às florestas de proteção, foram plantados cerca de 44 hectares em áreas privadas e 20 hectares em áreas públicas, principalmente com espécies endémicas, autóctones e folhosas.
Citado no mesmo comunicado, o responsável pela pasta das florestas relembrou que este tipo de florestação “protege nascentes, controla a erosão do solo e garante a estabilidade de encostas”, sendo que “as políticas de proteção e fiscalização dos recursos florestais são implementadas para preservar esses importantes ecossistemas, combatendo a desflorestação e promovendo a recuperação de áreas degradadas”.
“Estas plantas foram produzidas nos viveiros dos Serviços Florestais, em virtude do investimento que tem sido realizado nos últimos anos para se aumentar a produção de espécies como o Louro, o Pau branco , o Cedro do mato, o Azevinho, a Faia da terra, a Uva da serra, a Ginga do mato, a Urze, o Sanguinho e o Folhado”, refere o governante.
O Secretário Regional diz ainda que com o encerramento da época de plantação, o trabalho que se segue “é monitorizar o crescimento das plantas e implementar medidas de gestão para garantir o sucesso das florestas, nomeadamente executar as limpezas necessárias para se combater as espécies invasoras de rápido crescimento, que pela sua sombra causam muita mortalidade nas jovens plantações”.
“Para se garantir o sucesso da época de plantação que agora terminou será necessário novo investimento em limpezas, a realizar na próxima época estival ou início do outono, consoante as condições do terreno e das plantas”, conclui.