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3D Print Jam: a arte de imprimir quase tudo chegou à Secundária da Lagoa

Projeto escolar prova que o único limite é a imaginação, ajudando desde a criação de moléculas à socialização de jovens com necessidades especiais

David Rosa (na foto) foi o responsável por implementar a impressão 3D na Secundária da Lagoa © SARA SOUSA OLIVEIRA

Pelo colorido átrio da Escola Secundária da Lagoa, na ilha de São Miguel, estão espalhadas várias estruturas tridimensionais, ou seja, impressoras 3D. Como o próprio nomes indica, imprimem objectos a três dimensões. As impressoras são silenciosas mas o barulho das vozes dos alunos abafa qualquer outro ruído. 

David Rosa é o pai da impressão 3D na Secundária da Lagoa. Frase dita por colegas. Mas afinal, como começou este “bichinho”? “Foi no dia em que uma peça de um frigorífico se avariou e eles pediram um montão de dinheiro para a peça completa quando era só uma pecinha de plástico pequenina. E depois eu tinha um amigo que tinha uma impressora 3D, perguntei se era possível imprimir e fiquei completamente fascinado com a possibilidade de encontrar na internet a pecinha, de imprimir e poupei imenso dinheiro. Aquele dinheiro que era da peça do frigorífico, usei-o para comprar uma impressora 3D”, conta o docente de matemática ao Diário da Lagoa (DL). 

Ou seja, é possível imprimir praticamente tudo? “É e não é, tem limitações. Plástico é plástico, plástico não dura tanto. Mas não há problema, como a impressora é minha eu posso imprimir quanto eu já quiser. Eu posso imprimir no plástico que é vendido mas eu evito porque é um plástico que vai durar para sempre no planeta. A gente evita o ABS. A gente usa o PLA”, explica David Rosa. 

O docente destaca a importância deste tipo de atividades para os alunos: “quando tu consegues fazer um desenho onde metes matemática, ângulos, senos e cossenos, e tens aquele desenho feito no computador, e tens na tua mão, depois de imprimir, é o maior orgulho de uma pessoa. É que muitas vezes a gente pega a matemática, a gente faz os cálculos, a gente desenha a peça, e fica lá. Mas a seguir, mandamos imprimir, e temos a nossa mão”. E isso mesmo mostra-nos um grupo de alunos maioritariamente do 10º ano. “Aqui nós temos alguns dos constituintes de um projeto do ano passado chamado CanSat. Esta atividade consistia em elaborar um micro satélite do tamanho de uma lata de refrigerante e então depois transmitimos dados de pressão e temperatura por esta antena com a ajuda da estação de base. Finalmente tinha de aterrar em segurança no solo com a ajuda de um paraquedas”, explica ao aluno Gonçalo Martins. 

Sofia Linhares, também aluna do 10º ano da mesma escola, diz que “toda a equipa participou um pouco em tudo porque a nossa equipa era muito unida. Ajudamos na construção da antena, na parte da eletrónica, na estação base”.

Impressão 3D promove ensino inclusivo

© SARA SOUSA OLIVEIRA

“ Eles aqui constroem. No meio disso tudo, além de os motivar a fazer as tarefas que eu quero, eu ainda ganho o pensamento computacional. Porque isso é a primeira parte para ensinar modelação”, conta Paula Silva, professora de Físico-Química enquanto nos mostra os mais variados objectos expostos na sua banca. “ Eu desafiei os miúdos porque não, a modelarem, criarem e imprimirem. E cá está, essa é a minha molécula de metano. O facto dos miúdos também terem contato com o objeto, aprendem e apreendem mais facilmente. Uma coisa é desenhar em 2D, outra coisa é eles perceberem como é a molécula em 3D”, exemplifica a docente mostrando o objeto criado. 

“Podemos olhar aqui à volta, todos estão ligados à impressão 3D. E quando digo todos, começando pelos professores inicialmente para dar formação e depois passando para os alunos. Alunos que não só são de todos os ciclos, do secundário, do regular, mas também temos aqui muito trabalho feito pelo ensino especial. É um trabalho colaborativo em que temos vários professores que adquiriram as capacidades de usar a impressão 3D e agora aplicam em diversos cenários educativos”, explica o docente João Freitas, coordenador deste programa Erasmus. 

“Nós temos aqui trabalhos feitos em barro pelos meninos, mas muitos desses trabalhos que estão aqui foram utilizados com moldes que foram feitos na impressora 3D aqui da escola”, diz Marta Brum. Para a professora “é uma forma deles socializarem e mostrarem também à comunidade aquilo que fazem. Eles vão desenvolvendo algumas competências, muitas competências aqui connosco nesse tipo de trabalhos. São meninos que não conseguem ler nem escrever, não falam, praticamente, e a gente vai tentar desenvolver atividades com eles, outras capacidades”. 

A impressão 3D mostra assim que pode ser inclusiva e de fácil acesso a quem quiser aprender esta arte. “O único limite é a imaginação porque temos que imaginar que à nossa volta há todo um conjunto de objetos que antes tinham que ser comprados e neste momento nós podemos produzir na escola, inclusivamente, certos aparelhos, certas partes, componentes, quando se partem, em vez de a gente adquirir e se calhar pagar um valor bastante grande por eles, eles podem ser produzidos na escola”, defende João Freitas.

“Conseguimos produzir objetos de uma dimensão significativa. O conceito é, se eu consigo produzir pequeno, consigo produzir grande. Aliás, produzir grande é mais fácil do que produzir pequeno”, considera o docente. 

E há pessoas que podem imprimir sem perceber matemática? “Sim. É possível fazer um download na internet de um objeto já feito e só tem que perceber, mete o filamento e manda imprimir. A maior parte dos meus colegas que agora falam comigo que são de impressão 3D não são de matemática, são de todas as áreas, de História, para imprimir bustos, Educação Visual, para imprimir objetos que dêem imagem de 3D, em inglês eu posso imprimir o Shakespeare e outros”, exemplifica David Rosa. No mundo da impressão 3D o céu parece mesmo ser o limite. O céu e a imaginação.

Escola de Música de Rabo de Peixe perde apoio da Cultura

© EMRP

A direção da Associação Musical Esmúsica.RP, que gere a Escola de Música de Rabo de Peixe, informou que “pela primeira vez” em vinte e cinco anos não lhe será atribuída qual apoio financeiro por parte da Direção Regional da Cultura no âmbito do regime jurídico de apoio às atividades culturais.

“Esta decisão representa um duro revés para a nossa associação e para todos aqueles que, ao longo dos anos, têm encontrado na música uma oportunidade de crescimento pessoal, inclusão social e transformação de vidas”, pode ler-se no comunicado tornado público pela associação.

Mais acrescenta que “a não atribuição deste apoio coloca a associação numa situação muito difícil e sensível na execução daquele que é o pilar da nossa atuação: a disponibilização gratuita de oficinas de instrumento destinadas a crianças e jovens em situação de vulnerabilidade económica, social ou familiar”.

Para além disso “compromete também outras atividades desenvolvidas, como o combo ou as rodas de música, privando-os do acesso a experiências artísticas e culturais que promovem o desenvolvimento cognitivo, social e humanista, através de linguagens de expressão individual e coletiva acessíveis a todos, independentemente da sua condição social”.

Face à ausência de apoios para o ano de 2026, a associação assume dificuldades para o futuro. “Vemos seriamente limitada a continuidade da intervenção social que temos desenvolvido tendo a música e a cultura como farol orientador. Ao longo de 25 anos, procuramos afirmar-nos como um agente ativo de inclusão, acreditando que a arte tem a capacidade de aproximar pessoas, combater desigualdades e criar oportunidades onde muitas vezes apenas existem dificuldades. Essa missão torna-se agora ainda mais difícil de prosseguir”.

Fica assim em causa a celebração do 25.º aniversário da Escola de Música de Rabo de Peixe. “O ano de 2026 adivinhava-se como um ano de celebração. Ao longo deste quarto de século, formamos músicos, despertamos vocações, promovemos o acesso à cultura e à educação artística, mas, acima de tudo, contribuímos para transformar positivamente a vida de centenas de crianças, jovens e famílias que encontraram neste projeto um espaço de pertença, crescimento, empatia e esperança”.

O futuro também não promete ser risonho, mas os responsáveis não atiram a toalha ao chão. “Apesar deste momento difícil, a atual direção não abdica de sonhar com a continuidade deste projeto. Não desistiremos de procurar caminhos que permitam manter viva uma missão que ultrapassa em muito o ensino da música”.

Alunos do PDL Escol@tiva expõem trabalhos nos Fenais da Luz

© CMPDL

O Centro Cultural dos Fenais da Luz tem patente ao público, até ao dia 30 de junho, uma exposição que decorre da terceira edição do PDL Escol@tiva e reúne os trabalhos de artes plásticas dos alunos que participaram no Espetáculo de Talentos, realizado a 15 de maio, no Coliseu Micaelense. A exposição pode ser visitada gratuitamente em dias úteis, entre as 08h30 e as 12h30 e das 13h30 às 16h30.

Recorde-se que aquando da entrega de prémios do Espetáculo de Talentos, foi anunciado que todos os jovens que apresentaram trabalhos nas áreas da literatura e artes plásticas integrariam a programação dos próximos Encontros Literários e teriam a oportunidade de expor os respetivos trabalhos em centros municipais de cultura de Ponta Delgada. Igualmente, aqueles que participaram na modalidade de música fariam parte do cartaz da próxima edição das Noites de Verão.

O Espetáculo de Talentos marcou o primeiro dia da terceira vida do projeto PDL Escol@tiva, cuja programação prossegue nos próximos dias 5 e 12 de junho. No dia 5 de junho, sexta-feira, as atividades decorrerão no Parque Urbano, entre as 09h00 e as 15h00, sendo dedicadas à programação, robótica e ciência, com demonstrações de amostras geológicas, experiências tecnológicas e exploração de cenários de vulcanismo através de óculos de realidade virtual. Já no dia 12 de junho, também entre as 09h00 e as 15h00, o Campo de São Francisco receberá atividades centradas na solidariedade e no voluntariado, encerrando a terceira edição do PDL Escol@tiva.

O projeto surgiu no âmbito do Conselho Local de Educação, com o objetivo de promover dinâmicas pedagógicas fora da sala de aula. Através da sua implementação, procura-se fomentar valores essenciais como a cidadania, o trabalho em equipa e a solidariedade, contribuindo para o desenvolvimento pessoal e social das crianças e jovens do concelho.

Escola de Água de Pau consolida aposta na formação de adultos

A Escola Básica/Integrada de Água de Pau continua a consolidar a aposta na formação de jovens e adultos através dos cursos de educação e formação, opção educativa que tem vindo a transformar percursos de vida e a gerar impacto positivo junto da comunidade

© DIREITOS RESERVADOS

Desde o ano letivo 2020/2021, a escola já certificou cerca de setenta formandos, proporcionando a muitos jovens e adultos a oportunidade de concluir etapas essenciais do seu percurso escolar e abrir novas perspetivas pessoais e profissionais. Ao longo destes anos, onze formandos concluíram o 2.º ciclo, trinta obtiveram certificação do 3.º ciclo e vinte e nove finalizaram o ensino secundário.

Embora a maioria dos formandos seja proveniente do concelho da Lagoa, a escola tem recebido também participantes da Ribeira Grande, de Ponta Delgada e das Furnas, sinal do interesse que esta resposta educativa tem vindo a despertar em diferentes localidades da ilha.

O órgão executivo da escola considera que esta oferta formativa tem contribuído para criar oportunidades de qualificação e valorização pessoal junto de jovens e adultos da comunidade, conciliando educação, vida profissional e desenvolvimento pessoal.

Para muitos dos formandos, voltar à escola significou muito mais do que obter um diploma: significou recuperar confiança, abrir novas portas e redescobrir capacidades. É esse impacto humano e social que a Escola Básica/Integrada de Água de Pau pretende continuar a reforçar no próximo ano letivo.

Na sequência deste trabalho, a escola volta a disponibilizar, no próximo ano letivo, os cursos de educação e formação de adultos, em regime noturno, no âmbito do Programa Reativar, encontrando-se as inscrições abertas até ao próximo dia 20 de junho de 2026.

Os cursos destinam-se a adultos que pretendam concluir o 2.º ciclo, o 3.º ciclo ou o ensino secundário. Os cursos de nível básico dirigem-se a candidatos com idade igual ou superior a 18 anos, enquanto o curso de ensino secundário – Tipo A –destina-se a formandos com idade mínima de 23 anos, admitindo-se excecionalmente candidatos que completem essa idade até três meses após o início da formação.

Escola Secundária da Lagoa recebe novos equipamentos

© CM LAGOA

A Escola Secundária da Lagoa passa a dispor de diversos equipamentos desportivos e de dois micro-ondas destinados à sala de convívio dos alunos na sequência de um pedido apresentado à autarquia pela associação de estudantes, representada pelo seu presidente, Alexandre Almeida.

Esta iniciativa valoriza o bem-estar da comunidade estudantil e do corpo docente, contribuindo para a melhoria das condições disponibilizadas aos estudantes e professores. Simultaneamente, pretende incentivar a prática desportiva, o convívio entre os jovens e o apoio às atividades promovidas.

Na ocasião, Frederico Sousa destacou a importância da proximidade entre a Câmara Municipal de Lagoa e os jovens do concelho, sublinhando que “a Associação de Estudantes tem a missão de defender e representar todos os estudantes. Também eu fui eleito para defender toda a Lagoa, com destaque também para todos os jovens estudantes. Quando os jovens nos pedem apoio, a Câmara Municipal responde de forma natural e próxima”.

O presidente da Câmara Municipal da Lagoa, Frederico Sousa, salientou que “as portas da autarquia estarão sempre abertas para ouvir os jovens, os seus problemas e as suas ideias. A relação que temos com a associação de estudantes e com a Escola Secundária da Lagoa é de grande proximidade e queremos que a câmara municipal seja vista como um parceiro disponível para colaborar no que for necessário, porque investir nos jovens é investir no futuro do concelho”.

Durante o encontro, Frederico Sousa apelou também à participação ativa dos estudantes na vida do município, lembrando que “brevemente será lançado o Orçamento Participativo, uma oportunidade para os jovens apresentarem ideias e propostas inovadoras para a Lagoa. É fundamental ouvir aquilo que os jovens desejam para o concelho”.

Alunos da Alemanha visitam a Lagoa

© CML

Um grupo de alunos e professores provenientes de Hanôver, na Alemanha, visitaram a Câmara Municipal da Lagoa no âmbito de um intercâmbio Erasmus desenvolvido em parceria com a escola secundária.

A iniciativa assume-se de elevado valor educativo e cultural, uma vez que promove o enriquecimento de conhecimentos, a aproximação de culturas, o fortalecimento de laços de amizade e a abertura de novos horizontes entre os participantes.

A partilha de experiências e culturas distintas reforça, também, o carácter profundamente enriquecedor destes intercâmbios.

Na ocasião, a vereadora da Cultura, Albertina Oliveira, destacou o papel fundamental da Escola Secundária da Lagoa, sublinhando o seu empenho contínuo nestes projetos.

“A Escola Secundária da Lagoa tem sido incansável na promoção destas experiências. Queremos que se sintam em casa, que conheçam a nossa cultura, as nossas paisagens e tradições, e que também deixem no nosso concelho um pouco da vossa cultura. É nestes intercâmbios que o projeto verdadeiramente se enriquece, com boas memórias, novas amizades e, esperamos, com a vontade de regressarem à Lagoa”, referiu a vereadora.  

Durante a receção, Albertina Oliveira apresentou ainda diversas atividades e projetos promovidos pelo município, tanto a nível cultural como das festividades e políticas de juventude, destacando, entre outros, o funcionamento do Conselho Municipal Jovem e a Assembleia Jovem.

Alunos da Madalena conquistam primeiro prémio no CanSat Portugal

© CIÊNCIA VIVA

Já são conhecidas as equipas vencedoras da 13.ª edição do CanSat Portugal, que decorreu entre os dias 22 e 26 de abril no aeródromo municipal de Ponte de Sor, em Portalegre. A equipa Astros Nó Atlântico, da escola básica e secundária da Madalena, na ilha do Pico, arrecadou o primeiro prémio do concurso escolar do ESERO Portugal, e vai representar o país no evento Space Engineer for a Day da ESA – Agência Espacial Europeia.

A missão secundária da equipa vencedora consistiu em transformar o CanSat no último meio de comunicação viável para catástrofe, enquanto realiza o mapeamento tridimensional do voo, incluindo dados sobre a turbulência e a entropia termodinâmica da atmosfera.

Em declarações à Ciência Viva/Diário da Lagoa, no rescaldo após a vitória, Sara Oliveira, porta-voz da equipa Astros Nó Atlântico, disse: “Sentimo-nos muito realizados. Éramos a única equipa dos Açores, e estamos a representar as nossas ilhas. O mais importante, além dos prémios, é o conhecimento que adquirimos, as conexões que fizemos e as pessoas que conhecemos”. Da equipa vencedora fizeram também parte Rui Batista, Paulo Gabriel Medeiros, Martim da Costa, Maria Medeiros e Gil Gaspar, estudantes do ensino secundário.

Ao longo dos cinco dias do CanSat Portugal, as quinze equipas participantes, compostas por cerca de oitenta estudantes e vinte docentes de todo o país, finalizaram os seus projetos, naquele que foi o resultado de meses de trabalho.

“Tivemos missões secundárias muito criativas e exigentes. Desde o projeto da equipa vencedora, que veio de tão longe, e cuja mensagem captada pelo seu CanSat chegou a cinco pontos do país, passando pelo desenvolvimento de um modelo de inteligência artificial capaz de analisar as imagens do território em tempo quase real, até à construção de um dispositivo de estabilização da queda do CanSat. Houve, realmente, muita inovação nesta edição do CanSat Portugal”, referiu Ana Noronha, diretora executiva da Ciência Viva e membro do júri do concurso.

Jovens da Lagoa sensibilizados para a sustentabilidade ambiental

© CM LAGOA

No âmbito das comemorações do Dia Mundial da Terra, celebrado sob o lema “O nosso poder, o nosso planeta”, o município da Lagoa, através do Centro de Educação e Formação Ambiental da Lagoa (CEFAL), participou numa iniciativa promovida pela escola secundária que incluiu visitas à estação de tratamento de águas residuais da Caloura, ao reservatório de abastecimento de água e a um dos furos de captação de água, na freguesia do Cabouco.

A atividade teve como principal objetivo sensibilizar os alunos para a importância da sustentabilidade ambiental e da gestão eficiente dos recursos hídricos. Durante a visita à ETAR, foi apresentado, de forma detalhada, todo o processo de tratamento das águas residuais, desde a sua entrada na estação até à sua devolução ao meio ambiente em condições seguras.

Nas visitas ao reservatório e furo de captação de água, os alunos aprenderam o funcionamento do sistema de abastecimento e de captação de água no concelho da Lagoa.

Esta ação pedagógica permitiu trabalhar vários objetivos de desenvolvimento sustentável, evidenciando a ligação entre a gestão da água, a proteção dos ecossistemas e a adoção de comportamentos responsáveis.

Alunos do Nordeste propõem medidas de proteção do património

© CM NORDESTE

A Câmara Municipal do Nordeste lançou um desafio aos alunos da escola profissional para assinalarem o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, iniciativa que, em 2026, se centra na resposta de emergência em contexto de conflitos e desastres tendo em consideração o atual contexto de recuperação do país após uma sucessão de fenómenos meteorológicos extremos.

O município foi à escola desenvolver uma sessão com as turmas dos cursos de desporto e hotelaria que abordou o tema “Do território ao património vivo: o PDM como instrumento de ação climática e ferramenta de proteção em caso de catástrofe”. A iniciativa desafiou-os a pensar, num contexto global de alterações climáticas, em medidas concretas que o município poderá adotar para proteger o património arquitetónico e cultural do concelho.

Posteriormente, os formandos visitaram os Paços do Concelho para apresentarem as suas propostas para proteção de património local que os próprios selecionaram.

O vice-presidente da Câmara do Nordeste, Marco Mourão, esteve presente na apresentação, assim como a vereadora de Ação Social, Sara Sousa, tendo considerando as exposições coerentes e sensíveis face ao que foi proposto, especificamente a proteção do património num cenário climático cada vez mais instável, demonstrando também conhecimento do património mais evidente do concelho.

Num total de cinco grupos, os alunos dos dois cursos foram desafiados a identificar uma zona do concelho que considerassem ser de risco e onde encontrassem um exemplo de património a proteger; deveriam analisar o valor material e imaterial do imóvel e ainda investigar sobre a existência de medidas de proteção já existentes; por fim, pedia-se que propusessem medidas concretas para proteger o local escolhido e que indicassem o contributo dessas medidas para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

Numa semana, os formandos conseguiram demonstrar, através do trabalho apresentado, que conhecem o património do concelho, que identificam o seu valor cultural para a comunidade, que medidas preventivas de preservação devem ser tomadas e a sua implicação direta ao nível da sustentabilidade.

Foram apresentados trabalhos sobre as casas antigas da Fajã do Araújo, Boca da Ribeira, Parque da Ribeira dos Caldeirões, ermida da Senhora do Pranto/Pocinho e o farol do Arnel.

Câmara da Lagoa lamenta posição do Governo dos Açores sobre a demolição do Pavilhão do Fisher

Autarquia lagoense lembra que a Secretaria Regional da Educação, Cultura e Desporto é “a entidade responsável pela implementação de uma solução para garantir a continuidade das atividades desportivas naquele pavilhão”. Sofia Ribeiro respondeu ao Diário da Lagoa

Novo pavilhão desportivo terá uma área aproximada de 2.100,00m2. Polidesportivo exterior terá dois campos de jogos e uma pista de atletismo © SRECD

A demolição do pavilhão desportivo da Escola Básica Integrada (EBI) de Lagoa não é consensual e está a fazer correr tinta no Diário da Lagoa (DL). Em resposta a várias questões colocadas pelo DL à Câmara Municipal de Lagoa (CML), a autarquia liderada por Frederico Sousa escreve que “é de lamentar a posição tomada pela senhora Secretária Regional, entidade responsável pela implementação de uma solução para garantir a continuidade das atividades desportivas naquele pavilhão”. A CML garante ter enviado “em fevereiro de 2025, um pedido de solução de construção que salvaguardava o aumento e reforço das instalações desportivas no concelho”. A autarquia lagoense diz só ter obtido resposta da tutela vários meses depois, ou seja, “a somente a 17 de dezembro de 2025”. Nessa missiva a secretaria regional da Educação, Cultura e Desporto responde que “a alteração proposta pelo município implicaria a necessária reformulação do estudo prévio e um novo procedimento de contratação pública, o que levaria a um adiamento substancial da obra”. A CML considera que “o município emitiu um pedido com o tempo suficiente para que o estudo prévio fosse alterado sem comprometer os prazos de reabilitação da escola, visto que, à data do pedido, o projeto ainda não se encontrava finalizado, aliás nem até à presente data”.

O DL colocou a seguinte questão à secretária regional da Educação, Cultura e Desporto: “Qual a alternativa que a Secretaria Regional da Educação, Cultura e Desporto tem para facultar ao Clube de Patinagem de Santa Cruz (e dar continuidade aos treinos do clube), quando for feita a demolição do pavilhão desportivo da EBI de Lagoa (Escola do Fisher)?”. Em resposta ao DL, Sofia Ribeiro escreve que “o processo de reabilitação da EBI de Lagoa está em fase de revisão para aprovação do estudo prévio, para posterior elaboração de projeto de execução. A questão colocada será naturalmente analisada e considerada, dependendo das exigências da empreitada, tendo em conta a sua calendarização. O Governo dos Açores está ciente do cuidado específico que o planeamento da empreitada requer, face às exigências desportivas”.

Para a CML “é urgente requalificar a Escola Padre João José do Amaral (Fisher), que se encontra num estado de degradação considerável, de modo a devolver aos alunos lagoenses uma escola com condições de conforto e segurança e adequada às práticas pedagógicas atuais”. A autarquia considera que não vê “razão nenhuma para que o investimento não arranque em 2026, mesmo que já tardiamente, pois tanto quanto se sabe, este será feito com recurso ao PO2030 e já se encontra previsto em Planos e Orçamentos da Região há cerca de cinco anos, cabendo, única e exclusivamente à Secretaria Regional da Educação, Cultura e Desporto a execução atempada deste investimento, que é crucial para o bem-estar dos alunos e jovens desportistas lagoenses”.

Em janeiro deste ano, o DL noticiou que o pavilhão desportivo da EBI de Lagoa iria mesmo ser demolido dando lugar a um novo com ligação à nova escola que vai ser construída. Nesse artigo, a secretária regional da Educação, Cultura e Desporto explicava que “é uma fase que é complexa, mas com a reconstrução de um novo pavilhão, a fazer uma ligação ao edifício central para que os alunos possam ter uma deslocação ao abrigo da chuva e do vento, que é um problema atual desta escola, já há muitos anos neste tipo de construções”. A governante diz que manter o atual pavilhão “implicaria uma reformulação de todo o projeto e, lá está, com os atrasos que nós temos, não podemos comportar”.

A solução para a prática desportiva aquando da demolição do pavilhão do Fisher continua, para já, indefinida.