
O Dia da Marinha foi celebrado nos Açores com um conjunto de iniciativas distribuídas por várias ilhas, reforçando o compromisso permanente da Marinha com a segurança marítima, a memória histórica e a proximidade às comunidades.
Diversos faróis do arquipélago estiveram abertos ao público, permitindo a visita às infraestruturas responsáveis pela segurança da navegação e contribuindo para a valorização do património costeiro, tendo sido registados 383 visitantes.
Paralelamente, o NRP Figueira da Foz esteve atracado no cais das Portas do Mar, em Ponta Delgada, recebendo 328 visitantes. As visitas possibilitaram o contato direto com a guarnição e a observação dos sistemas de bordo, proporcionando uma visão abrangente das missões desempenhadas pela Marinha no arquipélago, incluindo vigilância marítima, busca e salvamento e apoio à proteção civil.
Houve também lugar à celebração de uma missa comemorativa na igreja de São José, presidida pelo capelão da Zona Militar dos Açores, reunindo militares, autoridades e cidadãos num momento de reflexão e homenagem aos que servem e serviram Portugal no mar, seguindo-se uma cerimónia de deposição de uma coroa de flores no monumento junto ao Forte de São Brás, prestando tributo aos marinheiros que dedicaram a sua vida ao serviço da pátria.
As comemorações incluíram ainda regatas associadas ao Dia da Marinha 2026, realizadas em várias ilhas do arquipélago, promovendo o desporto náutico e celebrando a tradição marítima açoriana. A participação da população demonstrou o reconhecimento pelo trabalho desenvolvido pelos militares e pela missão permanente da Marinha na defesa dos interesses de Portugal no mar.
O Dia da Marinha assinala a chegada de Vasco da Gama e a sua armada a Calecute, na Índia, no dia 20 de maio de 1498, ligando, assim, pela primeira vez o ocidente ao oriente.

O Farol do Albarnaz é, a par do Farol da Ponta das Lajes, localizado a sul da ilha das Flores, responsável pelo assinalamento marítimo dos que navegam no grupo ocidental do arquipélago dos Açores e esta terça-feira, 28 de janeiro, o farol celebrou o seu centenário.
As comemorações contaram com a presença do chefe do departamento Marítimo dos Açores, comodoro Paulo Conceição Lopes. O diretor de Faróis, comandante Pedro Miranda de Castro, e representantes da Câmara Municipal de Santa Cruz das Flores, entre outras entidades locais, também marcaram presença.
Na ocasião, o chefe do departamento Marítimo dos Açores destacou que “este farol não é apenas uma luz física”, mas “também uma luz simbólica, que representa a força e a união de Portugal e, em particular, do povo açoriano”. O comodoro Paulo Conceição Lopes realçou ainda “as histórias que ele guarda, de faroleiros dedicados que, com coragem e determinação, garantiram que a luz nunca se apagasse”, tendo reconhecido o mérito dos três faroleiros que prestam serviço no farol mais ocidental da Europa.
A celebração enquadrou-se no centenário da direção de Faróis, organismo da Autoridade Marítima Nacional responsável pelos faróis e demais estruturas de assinalamento marítimo em Portugal, bem como pelo estabelecimento dos procedimentos de natureza técnica de assinalamento e posicionamento marítimo.