
Pela primeira vez, o Festival POP – Festival de Teatro e Ofícios do Espetáculo, organizado pela Corredor Associação Cultural, estende-se ao concelho da Lagoa, com duas ações que contam com o apoio da Câmara Municipal da Lagoa, através da Biblioteca Municipal Tomaz Borba Vieira. Um dos momentos do I Fórum Internacional Cidadania pela Estética, destinado ao público em geral, e o espetáculo «Trapos», um espetáculo infantojuvenil, ambos no dia 18 de outubro.
No próximo sábado, às 10h00, o convento de Santo António, em Santa Cruz, na Lagoa, acolhe um momento formativo do fórum de Cidadania pela Estética, subordinado ao tema «Arte e Resistência. Comunidade e Utopia», “num momento que pretende ser um espaço de encontro, reflexão e ação na interseção entre arte, política, imaginação e comunidade. Trata-se de um evento internacional que reúne artistas, académicos, curadores, jornalistas, diretores de museus, programadores e agentes culturais e cívicos, com o objetivo de explorar a relação entre estética e cidadania crítica e ativa”, lê-se na nota de imprensa da autarquia.
Entre os convidados internacionais dos vários momentos do Fórum, destacam-se nomes de referência no pensamento e na prática artística contemporânea, como Andrew Hewitt (University of Northampton) e Mel Jordan (Coventry University), cofundadores do Freee Art Collective; Esther Leslie (Birkbeck, University of London); Gregory Sholette (Queens College, CUNY), autor de obras fundamentais sobre arte e resistência cultural, e Olga Kopenkina, curadora e crítica radicada em Nova Iorque. A estes juntam-se os portugueses João Paulo Constância, diretor do Museu Carlos Machado; Raquel Ermida, investigadora e docente na Universidade Nova e Ricardo Alexandre, jornalista e programador cultural.
Às 11h00 de sábado, decorre o espetáculo intitulado «Trapos» no Cineteatro Lagoense Francisco d’Amaral Almeida, na freguesia de Nossa Senhora do Rosário. Esta criação da companhia uruguaia Coriolis, apresentada em múltiplos países e distinguida em festivais ibero-europeus, confirma a força expressiva do teatro visual sem palavras, acessível a várias idades e culturas. Segundo informação enviada pela organização, Corredor Associação Cultural, “as cenas alternam entre momentos e conflitos simples e, ao mesmo tempo, profundos, que evocam a fragilidade humana, num espetáculo sem texto, mas profundamente expressivo e sensível”.
A entrada é livre.