
A câmara municipal da Lagoa deu início à edição de agosto do Programa de Ocupação de Tempos Livres (OTL). Trata-se de uma iniciativa desenvolvida no âmbito das políticas de juventude da Direção Regional da Juventude (DRJ) dos Açores que acolheu 21 participantes nos Paços do Concelho, na cidade da Lagoa, para um mês de atividades focadas no desenvolvimento pessoal, cidadania ativa e contacto com o serviço público municipal.
De acordo com nota de imprensa enviada à redação pela autarquia, o presidente da Câmara da Lagoa, Frederico Sousa, recebeu os jovens na sessão de boas-vindas, sublinhando a oportunidade para a aquisição de competências, desenvolvimento do sentido de responsabilidade e participação direta nas iniciativas do município.
Durante o corrente mês, os participantes integrados neste programa regional serão distribuídos por vários projetos e serviços locais, nomeadamente no Museu de Lagoa – Açores, no programa Promover o Envelhecimento Ativo, nas Atividades Náuticas no Portinho de São Pedro, na Dinamização Desportiva, na gestão dos Trilhos Municipais e no apoio aos Postos de Turismo e ao Gabinete de Juventude.
A agenda inclui também a colaboração em eventos organizados no concelho, com destaque para a final do Torneio Interfreguesias, o Percurso Pedestre da Janela do Inferno a 12 de agosto, as comemorações do Dia do Mar a 17 de agosto e o Sunset da Baixa da Areia a 29 de agosto, evento que marca o encerramento da edição de agosto.
Segundo a autarquia lagoense, a execução do OTL em parceria no concelho visa facultar uma ocupação prática e formativa durante o período de férias escolares, aproximando a população jovem do funcionamento da administração local e promovendo o trabalho em equipa, a autonomia e o compromisso comunitário.

A câmara municipal da Lagoa aprovou em reunião pública de executivo a revisão e atualização do Plano de Mobilidade Sustentável para a cidade. O instrumento estratégico, elaborado em 2022 e apresentado publicamente em outubro de 2023, será ajustado às dinâmicas do concelho e à recente reorganização do transporte público na ilha de São Miguel, segundo informação divulgada pela autarquia.
A proposta de revisão foi apresentada pelo presidente da câmara da Lagoa, Frederico Sousa, tendo sido aprovada pelo executivo. No mesmo ato, foi chumbada por maioria a proposta apresentada pelo vereador do PSD/Açores, Rúben Cabral, que no passado dia 28 defendera o desenvolvimento e a formalização de um novo Plano Municipal de Mobilidade. O executivo social-democrata considerou a iniciativa da oposição “redundante e despropositada”, atendendo à existência do trabalho técnico já efetuado.
A decisão de atualizar o documento em vez de elaborar um novo fundamenta-se nas alterações ocorridas no sistema de transportes da ilha após a conclusão do plano original. Em causa está o lançamento e subsequente adjudicação do Concurso Público para a Concessão do Serviço de Transporte Regular Rodoviário de Passageiros na Ilha de São Miguel a um novo operador, cenário que alterou o modelo de exploração da rede regional e exige o alinhamento das soluções locais com a nova concessão.
A autarquia assinala ainda que, na sequência de reuniões, pareceres e pedidos de esclarecimento articulados com a Direção Regional da Mobilidade, estão reunidas as condições para compatibilizar as competências respeitantes aos serviços urbanos e municipais suburbanos de transporte público de passageiros.
O Plano de Mobilidade Sustentável em vigor estrutura-se em eixos como a promoção da mobilidade pedonal e ciclável, a melhoria do transporte público, a reorganização da circulação rodoviária e do estacionamento, a eficiência energética e a logística urbana. O documento base resultou de diagnósticos de campo e da auscultação de entidades locais, incluindo as cinco Juntas de Freguesia do concelho, a Polícia de Segurança Pública, o Serviço Coordenador dos Transportes Terrestres, a Associação de Táxis de Lagoa, a Escola de Condução Lagoense e operadores de transporte.

A Câmara Municipal da Lagoa acolheu, nos Paços do Concelho, uma comitiva da Banda Sociedade Musical União e Trabalho de Lapas, no âmbito de um intercâmbio cultural promovido pela Sociedade Filarmónica Lira do Rosário. A iniciativa, divulgada pela autarquia lagoense, contou com a presença do presidente da autarquia lagoense, Frederico Sousa, e da p
Durante a sessão de boas-vindas, o autarca salientou a relevância das bandas de música enquanto estruturas de dinamização local e de formação de jovens e adultos. “As filarmónicas desempenham um papel fundamental na preservação e valorização da nossa identidade cultural, constituindo espaços de aprendizagem, de convívio e de participação comunitária, com uma presença muito significativa na vida das nossas freguesias e do nosso concelho”, afirmou Frederico Sousa.
O presidente da autarquia reafirmou também o compromisso do município na manutenção de apoios ao setor cultural e ao ecossistema filarmónico local. “O Município continuará a apoiar e a promover o trabalho desenvolvido pelas filarmónicas lagoenses, criando condições para que a música tenha uma presença cada vez mais forte no nosso território e incentivando, simultaneamente, o intercâmbio e a partilha de experiências e conhecimento com outras instituições e comunidades”, garantiu o autarca.
A concretização do intercâmbio entre a Sociedade Filarmónica Lira do Rosário e a formação do concelho de Torres Novas contou com o apoio logístico da Câmara Municipal da Lagoa.

A Câmara Municipal de Lagoa celebrou esta quarta-feira o Dia dos Avós de forma antecipada, com a inauguração do painel têxtil intitulado de “Não Voltamos para a Janela”. Segundo nota de imprensa enviada pela autarquia lagoense, esta é uma obra que celebra memórias e vivências, assim como o papel do coletivo feminino, particularmente o das avós, na construção da comunidade e na transmissão de saberes e experiências entre gerações.
A obra têxtil inaugurada resultou de um processo de escuta e criação partilhada com um grupo de avós do projeto “A Avó Veio Trabalhar”. Com curadoria da Fermenta, a peça junta palavras, gestos e materiais construídos a partir de conversas gravadas sobre temas como trabalho, família, amor, medo, desejo, resistência e memória, integrando ainda um poema coletivo concebido pelas participantes.
Na sessão de inauguração, o presidente da Câmara Municipal da Lagoa, Frederico Sousa, sublinhou que comemorar o Dia dos Avós é “reconhecer a importância de quem, ao longo de gerações, cuidou, ensinou, trabalhou e contribuiu para a construção das nossas famílias e da nossa comunidade”. O autarca destacou igualmente que “este momento representa uma oportunidade de dar voz às histórias e às memórias das avós lagoenses, promovendo um encontro entre gerações e valorizando os saberes e as experiências que fazem parte da nossa identidade coletiva”.
A inauguração do painel contou com cerca de 80 participantes da comunidade, num momento de encontro e partilha intergeracional.
O programa comemorativo prosseguiu com uma visita guiada à exposição “Ninguém é uma Ilha”, orientada por Fátima Mota. As peças patentes nesta mostra pertencem à “Glimpse Collection”, acervo dos colecionadores Fátima Mota e António Macedo que reúne obras de vários artistas açorianos.
A iniciativa pretendeu destacar o papel dos avós na transmissão de memórias, afetos e saberes entre gerações, promovendo simultaneamente um trabalho de educação cultural junto da população do concelho.

O concelho da Lagoa serviu de palco para o acolhimento de 26 alunos dos 11.º e 12.º anos da Escola Secundária das Lajes do Pico, que se deslocaram à ilha de São Miguel para um itinerário de visitas a várias instituições de referência regional. A iniciativa decorre no âmbito do projeto «A SIBIL Vai à Universidade», uma ação promovida pelo Município das Lajes do Pico através da Antiga Fábrica da Baleia – Centro de Artes e de Ciências do Mar (CACM), conforme detalha a nota de imprensa enviada pela autarquia lagoense à nossa redação. O grande objetivo desta viagem passa por abrir horizontes aos jovens picoenses, dando-lhes a conhecer de perto diferentes oportunidades de formação académica, investigação científica e desenvolvimento profissional.
Ao longo da permanência na maior ilha do arquipélago, a comitiva estudantil cumpriu uma agenda preenchida que incluiu passagens pela Universidade dos Açores, pelo Observatório Vulcanológico e Geotérmico dos Açores (OVGA), pelo ExpoLab – Centro Ciência Viva e pelo NONAGON – Parque de Ciência e Tecnologia de São Miguel. O grupo, que viajou acompanhado pela presidente da Câmara Municipal das Lajes do Pico, Ana Brum, passou ainda pelo Clube Náutico de Lagoa e foi recebido nos Paços do Concelho pelo presidente da Câmara Municipal da Lagoa, Frederico Sousa.
Segundo o comunicado, «A SIBIL Vai à Universidade» assume-se como uma ferramenta de proximidade que pretende divulgar a oferta formativa do ensino superior e incentivar os jovens açorianos a prosseguir os estudos. O projeto foca-se em valorizar as capacidades dos estudantes e em sensibilizá-los para o papel ativo que podem desempenhar no futuro do arquipélago, aproximando-os de entidades ligadas à investigação, à inovação, ao empreendedorismo e ao desenvolvimento local.
Durante o encontro formal nos Paços do Concelho da Lagoa, o autarca Frederico Sousa partilhou com os jovens a visão do município sobre o desenvolvimento local e sublinhou o papel crucial que as autarquias desempenham na criação de oportunidades para as novas gerações. Na sua intervenção, o presidente da Câmara da Lagoa destacou que o caminho para a construção de comunidades mais resilientes e competitivas na região assenta obrigatoriamente na qualificação académica, na inovação e na participação cívica dos cidadãos.
A vertente estratégica do projeto foca-se também no reverso da medalha: sensibilizar as próprias instituições para a importância de apoiar o percurso dos estudantes e, acima de tudo, criar as condições necessárias para favorecer o regresso destes jovens aos Açores após o término dos seus estudos superiores. Esta fixação de quadros e a integração no mercado de trabalho regional são apontadas como fatores vitais para a valorização do capital humano e para o desenvolvimento sustentável das ilhas. A Câmara da Lagoa e a Junta de Freguesia de Santa Cruz associaram-se a esta viagem do município picaroto, enquanto sublinha que se trata de reforçar o compromisso conjunto com o futuro da educação, da ciência e da juventude açoriana.

A Praia da Baixa d’Areia, na Vila de Água de Pau, será o palco do festival Caloura Sunset 2027, programado para o último fim de semana de agosto do próximo ano. O anúncio foi feito pelo presidente da Câmara da Lagoa, Frederico Sousa, e consta de uma nota de imprensa enviada à nossa redação. De acordo com a informação disponibilizada pela autarquia, a iniciativa integra-se numa estratégia de dinamização do concelho através de eventos direcionados para o público jovem, que incluirá também a expansão do Lagoa Tech, um evento focado em tecnologia e videojogos sediado no Auditório Ferreira da Silva.
A divulgação do programa decorreu publicamente durante o ato oficial de hastear da Bandeira Azul na Praia da Baixa d’Areia. O momento contou com a presença da presidente da Junta de Freguesia de Água de Pau, Vanessa Silva, além de representantes da câmara municipal, entidades parceiras e convidados institucionais. Na perspetiva técnica apresentada pelo executivo de Frederico Sousa, a escolha desta praia decorre da valorização infraestrutural que o espaço tem registado, afirmando que o local reúne os requisitos necessários para acolher iniciativas de assinalável dimensão, articulando o lazer com a salvaguarda do património natural.
“Queremos que o Caloura Sunset seja uma referência da programação de verão em Lagoa e um momento de encontro para a juventude, promovendo um ambiente de convívio, música e animação num dos espaços mais emblemáticos do nosso concelho”, declarou o presidente da câmara no decorrer do evento. O ato formal serviu igualmente para assinalar a manutenção do galardão internacional da Bandeira Azul na referida praia, uma distinção que atesta o cumprimento de critérios regulamentares de qualidade ambiental, segurança, serviços e gestão sustentável da água balnear na ilha de São Miguel.
Nas palavras de Frederico Sousa, “a renovação da Bandeira Azul é motivo de enorme orgulho para Lagoa e demonstra o compromisso permanente do Município com a sustentabilidade, a proteção ambiental e a qualificação das nossas zonas balneares. Queremos continuar a oferecer espaços de excelência a quem vive no concelho e a quem nos visita”. O autarca assegurou a continuidade do investimento público municipal na preservação dos recursos naturais e na manutenção das infraestruturas de apoio balnear locais. Com este procedimento protocolar, a Praia da Baixa d’Areia iniciou formalmente a época balnear corrente, que se manterá ativa até ao dia 26 de setembro.

A Câmara Municipal da Lagoa, na ilha de São Miguel, apresentou publicamente, no Cineteatro Lagoense Francisco d’Amaral Almeida, a obra completa «Etnologia dos Açores», da autoria de Francisco Carreiro da Costa. O lançamento, divulgado em nota de imprensa enviada pela autarquia, assinala os 45 anos do falecimento do investigador, convertendo-se numa homenagem ao seu legado e num contributo para a salvaguarda do património histórico e identitário açoriano.
O projeto destaca-se pela sua dimensão e relevância cultural, integrando não só a reedição dos dois primeiros volumes anteriormente publicados localmente, mas também a edição de quatro novos volumes inteiramente inéditos. Estes tomos adicionais reúnem cerca de 1.400 palestras radiofónicas que Francisco Carreiro da Costa proferiu e transmitiu no antigo Emissor Regional dos Açores, onde utilizou os microfones da rádio como uma plataforma de eleição para aproximar a cultura dos cidadãos e registar minuciosamente as tradições, a etnografia e as vivências mais profundas das gentes das ilhas.
Durante a sessão solene, Frederico Sousa realçou o significado histórico do momento para a comunidade local e regional, classificando a publicação como «um verdadeiro marco histórico» e «um verdadeiro ato de soberania cultural», que assegura às novas gerações um reencontro direto com as suas raízes coletivas. No momento, foi expresso ainda o orgulho institucional na concretização deste desígnio, afirmando ser «com profundo orgulho e elevado sentido de dever cultural que a Câmara Municipal de Lagoa apresenta a obra completa “Etnologia dos Açores”, um projeto singular que reúne o vasto e inestimável legado documental de uma das mais brilhantes figuras da cultura açoriana do século XX».
De acordo com Frederico Sousa, o investigador compreendeu, de forma singular, que a riqueza de um povo se alicerça na dignidade e na preservação da sua cultura popular, tendo a rádio desempenhado um papel crucial nessa democratização do saber. Frederico Sousa enfatizou que Francisco Carreiro da Costa «encontrou o veículo ideal para aproximar a cultura dos cidadãos, retratando com mestria as tradições, os costumes, a etnografia e a alma do povo açoriano, valorizando sempre a identidade insular», lembrando ainda que o visado «nunca guardou o conhecimento para si; pelo contrário, devolveu-o generosamente aos açorianos».
A concretização desta vasta compilação resultou de um esforço conjunto, que na nota oficial motivou um agradecimento público à Universidade dos Açores, à família do homenageado e a toda a equipa técnica e de investigação envolvida. Na ocasião, Frederico Sousa fez questão de evidenciar o trabalho rigoroso de Susana Goulart Costa e de Albertina Oliveira, cuja dedicação foi determinante para o levantamento e publicação final de toda a obra documental.
Com esta edição monumental, pretende-se que o conhecimento etnográfico saia dos arquivos e se dissemine pelo quotidiano da Região Autónoma. Ao encerrar a sua intervenção, Frederico Sousa concluiu que, a partir deste momento, «a “Etnologia dos Açores” passa a habitar as nossas bibliotecas, as nossas escolas e as nossas casas», terminando com um apelo à comunidade para que se saiba «olhar para o passado com absoluto respeito e, simultaneamente, caminhar para o futuro com firmeza e confiança».

O Complexo Municipal de Piscinas da Lagoa, na ilha de São Miguel, conta com novas infraestruturas de apoio, inauguradas esta quinta-feira, 11 de junho. A cerimónia coincidiu com o início da época balnear de 2026 no concelho e com o hastear da Bandeira Azul no Complexo de Piscinas Naturais da Lagoa e na zona balnear da Caloura. Segundo a nota de imprensa enviada pela câmara da Lagoa, o investimento visa a modernização daquele espaço público.
A intervenção realizada incluiu a construção de um novo bar com cozinha e áreas de arrumos, além de melhorias na zona da esplanada. Foi também edificada uma nova bilheteira, com maior espaço, instalação sanitária e um novo acesso para o público. Durante o ato, o presidente da câmara municipal, Frederico Sousa afirmou que “a conclusão desta obra representa um investimento importante para a valorização de um dos espaços balneares mais emblemáticos do concelho. Este novo equipamento oferece melhores condições para trabalhadores, utentes e visitantes, tornando o Complexo Municipal de Piscinas da Lagoa mais moderno, funcional e atrativo”. O autarca acrescentou que a requalificação faz parte de uma estratégia municipal de investimento nas infraestruturas de lazer e turismo da tipologia local.
No âmbito ambiental, as três zonas balneares do concelho, nomeadamente, o Complexo de Piscinas Naturais de Lagoa, zona balnear da Caloura e praia da Baixa d’Areia, foram distinguidas em 2026 com o galardão da Bandeira Azul. Sobre estas distinções, o presidente da câmara referiu que representam “o reconhecimento do trabalho contínuo desenvolvido pelo Município da Lagoa na valorização das zonas balneares, na proteção ambiental e na melhoria das condições oferecidas a residentes e visitantes”. Em termos de histórico, o Complexo de Piscinas Naturais regista este galardão há 30 anos e a Caloura há 27 anos consecutivos. Ambas as zonas mantêm ainda, pelo 15.º ano consecutivo, o selo “Qualidade de Ouro” da Quercus, tendo o Complexo Municipal recebido novamente a classificação de “Praia Acessível”.
A época balnear abre a partir desta quinta-feira, no Complexo de Piscinas Naturais e na Caloura, enquanto na Baixa d’Areia a abertura está agendada para o dia 4 de julho. O encerramento do período balnear está marcado para 6 de setembro no Complexo de Piscinas Naturais e para 26 de setembro nas restantes zonas balneares do concelho.

A polémica instalou-se após a reunião ordinária do executivo realizada a 12 de março de 2026, cuja ata n.º 05/2026 registou as intervenções dos intervenientes na íntegra. Na referida sessão, o presidente da Câmara Municipal da Lagoa (CML), Frederico Sousa, manifestou publicamente “estranheza” pela publicação de notícias baseadas em denúncias anónimas, referentes ao denominado “caso Aquafit”, retirando-lhes “relevância formal” e instando os cidadãos a identificarem-se perante o poder político.
Em março deste ano, o Diário da Lagoa noticiou que os utentes do Aquafit denunciavam “falhas na gestão técnica e precariedade laboral no complexo municipal” que contém um ginásio e uma piscina coberta. “Denúncia feita ao nosso jornal questiona a ausência do Diretor Técnico e a falta de atualização salarial dos trabalhadores, num cenário de aumentos nas mensalidades que chegam aos 37%”, noticiou o nosso jornal.
Perante o que considera ser uma tentativa de deslegitimar o recurso a fontes confidenciais e as restrições introduzidas pelo novo regulamento, a direção do Diário da Lagoa formalizou uma exposição junto da Associação Portuguesa de Imprensa (API) e avançou com uma participação formal à Comissão da Carteira Profissional de Jornalista (CCPJ).
Em resposta enviada à direção do jornal, a API manifestou “preocupação institucional”, sublinhando que as declarações do autarca e a proibição absoluta de gravação convocam matérias sensíveis como a liberdade de expressão, o acesso à informação e a proteção legal do sigilo profissional consagrado no Estatuto do Jornalista e na Constituição da República Portuguesa. A associação clarificou que “a circunstância de uma denúncia ser anónima não retira, por si só, relevância jornalística aos factos”, cabendo exclusivamente ao órgão de comunicação social avaliar o seu interesse público, e advertiu que o veto genérico à captação de som e imagem em reuniões públicas belisca o princípio da proporcionalidade.
Instada a prestar esclarecimentos através de um requerimento escrito enviado pelo Diário da Lagoa, a Câmara da Lagoa procurou desvalorizar o alcance do episódio das fontes e defendeu a legalidade do novo documento. O município alegou que as intervenções do presidente ocorreram no âmbito de uma “troca de impressões fora da ordem do dia”, não consubstanciam uma deliberação formal tendo ficado registadas no documento oficial dos trabalhos.
Relativamente à proibição de captação de som e imagem nas reuniões de câmara, a CML justificou que a norma visa garantir o regular funcionamento dos trabalhos e a proteção de dados pessoais, assegurando que a transparência se mantém salvaguardada pela possibilidade de assistência presencial e consulta das atas.
Caso venham a verificar-se barreiras concretas ao exercício da atividade jornalística nas próximas sessões para com jornalistas da nossa redação, o Diário da Lagoa admite acionar também o Sindicato de Jornalistas e a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC).

O Município da Lagoa, na ilha de São Miguel, recebeu o Selo “Município Amigo da Juventude – 5 estrelas”, a distinção máxima atribuída pela Federação Nacional de Associações Juvenis (FNAJ), no âmbito da Rede Nacional de Municípios Amigos da Juventude. A entrega do galardão ocorreu durante a Semana da Juventude, realizada na Lagoa, no Algarve, evento onde marcou presença uma comitiva de jovens lagoenses, acompanhada pelo presidente da Câmara Municipal, Frederico Sousa, e pela vereadora Albertina Oliveira, de acordo com a nota de imprensa enviada pela autarquia à nossa redação.
A atribuição deste selo de cinco estrelas está indexada ao cumprimento integral de nove critérios definidos pela organização promotora. Entre os requisitos avaliados encontram-se a existência de um Conselho Municipal de Juventude, de um Plano Municipal de Juventude, o apoio direto ao associativismo juvenil e a implementação de políticas de apoio à iniciativa jovem nas áreas do talento e do empreendedorismo. A nível estrutural, a avaliação validou também a presença de um Pelouro e de uma Divisão de Juventude com técnicos especializados, um plano de investimento específico para o setor, ferramentas de cogestão (como o Orçamento Participativo Jovem) e a disponibilização de espaços destinados a associações e projetos juvenis.
A distinção sinaliza o alinhamento do município com os parâmetros de investimento e desenvolvimento de programas integrados na rede nacional. Em reação ao reconhecimento obtido, Frederico Sousa afirma, em comunicado, que “este selo distingue o trabalho desenvolvido pela Câmara Municipal de Lagoa na definição e implementação de políticas municipais consistentes, estruturadas e orientadas para a juventude, promovendo a participação ativa dos jovens, a criação de oportunidades e o reforço da cidadania jovem”.