
Não é sobre estatísticas. Não é sobre o peso do metal das medalhas ou as datas precisas de campeonatos regionais. O projeto que nasceu de um convite para o álbum dos 500 anos do Concelho de Lagoa transformou-se em algo muito mais profundo: uma radiografia da alma de um povo. “O meu propósito era humanizar a informação”, explica o autor, Marcelo Borges, que dedicou quase dois anos a escavar memórias que o betão do tempo ameaçava enterrar.
“O meu pai, desde de cedo, levou-me para o desporto, acompanhava-me muito. Quando me fizeram o convite, disse que aceitaria ir nesse propósito, mas num propósito mais de humanizar a informação”, explica o autor.
A história do desporto na Lagoa começa com um ato de sobrevivência psicológica. Em 1522, após o terramoto devastador que arrasou Vila Franca do Campo, o capitão donatário Luís Gonçalves encontrou no “jogo de canas” — uma disputa de perícia a cavalo — a forma de demover as pessoas de abandonarem a ilha. O desporto foi, ali, a primeira ferramenta de reconstrução social.
Recorda os tempos idos em que em 1905 foi instalado um campo de cricket no jardim do Rosário, pela câmara municipal.
Em 1917, foi criado o Eden Park. Onde antes se empilhava carvão para a Fábrica do Álcool, nasceu um espaço de lazer vanguardista com o primeiro ginásio público ao ar livre. Foi ali que as famílias se reuniam, onde as senhoras faziam renda enquanto assistiam aos primeiros jogos de futebol, e onde a dinâmica social da rua ganhou uma nova vida.
O livro “Breve História da Cultura Desportiva na Lagoa”, editado pela Câmara da Lagoa, destaca um período áureo: a era das grandes indústrias. A Fábrica do Álcool e a Fábrica do Sabão (Provimi) não eram apenas polos económicos, mas o coração pulsante do desporto. Os operários terminavam turnos exaustivos e corriam para os treinos. O autor recorreu sobretudo a testemunhos orais, a livros e à imprensa da época.
“O que mais me agradou foi confirmar a resiliência dos lagoenses”, afirma Marcelo Borges. As histórias de bastidores são comoventes: dirigentes que transformavam as suas próprias casas em sedes de clubes e treinadores “vanguardistas” que, perante a escassez, davam “quadradinhos de marmelada” aos atletas para garantir que tinham calorias para competir. É este “ADN” de sacrifício que explica como clubes com poucos recursos conseguiram, tantas vezes, bater-se contra gigantes.
Se outrora era preciso esperar horas para conseguir um lugar nos polidesportivos de Santa Cruz ou do Rosário, hoje o silêncio nas ruas preocupa. O autor aponta para um “desligamento” das novas gerações, provocado não só pelos ecrãs, mas por uma alteração na dinâmica familiar.
“Eu não ouço as bolas a baterem na rua”, lamenta, recordando o tempo em que o sentido de pertença era tão forte que os próprios alunos tomavam a iniciativa de decorar os pavilhões escolares com azulejos. Para o autor, o desporto não é apenas exercício físico; é uma lição de cidadania e de dever sobre o direito.

A obra, que agora integra a coleção da Biblioteca Tomás Borba Vieira, não pretende ser um ponto final. Com atletas como Natacha Candé e Apollo Caetano a reescreverem a história no presente, o livro serve como um estandarte para que os clubes não deixem perder os seus arquivos orais, sendo a história atual um desenrolar constante de novos marcos. “O livro já está desatualizado”, diz Marcelo Borges, assumindo que é a própria história a acontecer. O autor espera que este trabalho incentive outros a escreverem sobre modalidades específicas antes que a memória dos dirigentes mais antigos se perca.
Numa altura em que a informação digital é efémera, este resgate das fontes orais e dos periódicos antigos (como “O Lagoense” de 1905) é um presente para a Lagoa de amanhã eternizando assim a história da cultura desportiva no concelho.

O Clube Operário Desportivo (COD), na cidade da Lagoa, ilha de São Miguel, deu início ao processo para a eleição dos seus novos corpos diretivos. Segundo um comunicado emitido pela Mesa da Assembleia Geral da instituição sediada na mais jovem cidade açoriana, os sócios interessados podem apresentar as suas listas de candidatura até ao próximo dia 30 de abril.
As propostas devem ser entregues formalmente na sede do clube, situada na Rua da Fábrica, ou diretamente ao presidente da Mesa da Assembleia Geral, na Rua Dr. Botelho, no Rosário. Este ato eleitoral visa dar continuidade à gestão da histórica Instituição de Utilidade Pública, fundada em 1948, que permanece como uma das referências desportivas da Associação de Futebol de Ponta Delgada.
O culminar deste processo ocorrerá no dia 5 de maio, data em que será realizada a Assembleia Geral. A reunião magna dos sócios terá lugar pelas 20h30, nas instalações da sede do COD, para a definição do futuro elenco diretivo do clube.

A Associação de Veteranos do Clube Operário Desportivo assinalou na passada sexta-feira, 27 de fevereiro, o seu 15.º aniversário com a inauguração de uma nova sala de convívio no Campo Municipal João Gualberto Borges Arruda, na cidade da Lagoa.
O novo espaço, resultante de uma colaboração entre a autarquia local e a associação, surge com o propósito de servir não apenas os associados, mas também a comunidade em geral, funcionando como um ponto de encontro e dinamização de atividades sociais.
A cerimónia oficial contou com a presença de dirigentes dos Veteranos do Operário e de representantes do município. De acordo com os responsáveis, a infraestrutura visa fomentar o espírito de equipa e a valorização do associativismo, reforçando o papel do desporto como ferramenta de integração e fortalecimento dos laços comunitários na região. Para marcar a data e a abertura do espaço, foi realizado um jogo amigável entre a equipa de veteranos e uma formação composta por funcionários da Câmara da Lagoa.
Fundada a 28 de fevereiro de 2011, a associação lagoense tem-se dedicado à prática de futebol de 11 no escalão de veteranos. Ao longo de mais de uma década, a associação tem promovido diversos intercâmbios desportivos e culturais, organizando jogos com clubes da ilha de São Miguel, bem como com equipas de Portugal Continental, Madeira e do estrangeiro, projetando o nome do concelho da Lagoa através do desporto.

A Junta de Freguesia da Maia, no concelho da Ribeira Grande, e o Clube Desportivo Santa Clara assinaram, recentemente, um protocolo de cooperação através do qual é cedido o campo professor Aurélio do Couto Botelho para a prática de futebol dos escalões de formação por parte do clube de Ponta Delgada.
Na sequência da assinatura do protocolo, ao Diário da Lagoa chegaram algumas denúncias relativamente aos moldes do mesmo, principalmente no que diz respeito à legalidade e contrapartidas financeiras. O nosso jornal entrou em contato com o presidente da junta de freguesia, Hélder Tavares, para esclarecer as dúvidas.
Hélder Tavares esclareceu que a cedência do campo professor Aurélio do Couto Botelho ao Clube Desportivo Santa Clara é “gratuita”, pelo que “não existe nenhuma contrapartida financeira”, acrescentando que o contrato tem uma “duração de doze meses, renovável por igual período”.
Relativamente à legalidade do contrato, o presidente da junta de freguesia deixou claro que “o campo de jogos é propriedade da junta de freguesia que mantém um espírito de cooperação, diálogo e boa-fé com entidades públicas e privadas”, vincando ainda que o documento foi “aprovado por unanimidade na Assembleia de Freguesia”.
O autarca acrescentou que o acordo firmado entre as partes foi “tratado após as eleições autárquicas” de outubro passado, confirmando a não existência de “conversações” com o anterior executivo relativamente a este assunto.
Quanto ao facto de haver clubes no concelho que carecem de mais espaço para os seus jovens jogarem/treinarem e ser dada primazia a um clube de fora do concelho da Ribeira Grande para a utilização do recinto desportivo da Maia, Hélder Tavares foi claro na resposta:
“Uma das grandes diferenças que a freguesia da Maia tem em relação às restantes é que é uma freguesia acolhedora, que sabe receber e que pensa a longo prazo, na medida em que vê nesta cooperação institucional uma mais-valia para o desenvolvimento, podendo até futuramente nascer novos talentos na nossa freguesia”.

O auditório do edifício dos Paços do Concelho, na cidade da Lagoa, recebeu esta segunda-feira, 22 de junho, a apresentação do Torneio Interfreguesias em futsal. O torneio volta, assim, a dinamizar desportivamente o concelho com a sua quarta edição que inicia no dia 2 de julho.
O Torneio Interfreguesias irá decorrer de 2 a 30 de julho, sendo que a prova será, à semelhança do ano transato, disputada em cinco jornadas, cada uma a decorrer numa das cinco freguesias lagoenses, com dois jogos, o primeiro a acontecer às 20h00 e o segundo às 21h30, sendo este último com a equipa da casa.
Segundo a autarquia lagoense, a prova tem animado os diversos polidesportivos municipais, com a mobilização da comunidade em torno da modalidade desportiva. E tal como nas edições anteriores, estará assegurada a presença de um massagista e de um Desfibrilhador Automático Externo (DAE), em cada uma das cinco jornadas.
Em colaboração com a Associação de Futebol de Ponta Delgada e com a parceria das cinco juntas de freguesia do concelho, o torneio é homologado pela Federação Portuguesa de Futebol, no cumprimento da legislação vigente, sendo que esta iniciativa, promovida desde 2022 pela Câmara Municipal de Lagoa.

A apresentação serviu ainda para a assinatura de um compromisso de conduta e fair-play entre responsáveis das equipas, presidentes de junta ou seus representantes, Câmara Municipal de Lagoa, Associação de Futebol de Ponta Delgada e arbitragem.
Todas as informações referentes ao Torneio Interfreguesias poderão ser acedidas na página do Portal da Câmara Municipal de Lagoa.
1ª jornada – 2 de julho, Polidesportivo do Rosário
20:00 – Santa Cruz x Cabouco
21:30 – Rosário x Água de Pau
Folga: Ribeira Chã
2ª jornada – 9 de julho, Polidesportivo de Água de Pau
20:00 – Cabouco x Rosário
21:30 – Água de Pau x Ribeira Chã
Folga: Santa Cruz
3ª jornada – 16 de julho, Polidesportivo de Santa Cruz
20:00 – Ribeira Chã x Cabouco
21:30 – Santa Cruz x Rosário
Folga: Água de Pau
4ª jornada – 23 de julho, Polidesportivo do Cabouco
20:00 – Santa Cruz x Ribeira Chã
21:30 – Cabouco x Água de Pau
Folga: Rosário
5ª jornada – 30 de julho, Polidesportivo da Ribeira Chã
20:00 – Água de Pau x Santa Cruz
21:30 – Ribeira Chã x Rosário
Folga: Cabouco

O torneio infantil Figueiras Cup, organizado pelo Clube Desportivo de Santo António, no concelho de Ponta Delgada, ilha de São Miguel, viu ser anunciado pelo vice-presidente da Câmara Municipal, Pedro Furtado, que o apoio para o mesmo será duplicado.
“Este reforço traduz o reconhecimento do papel determinante que o desporto assume no nosso concelho. Além do seu valor formativo e de coesão, o desporto é hoje um ativo estratégico na promoção turística e no desenvolvimento económico local. Eventos como este fortalecem a imagem de Ponta Delgada como território dinâmico, saudável e mobilizador”, afirmou o autarca durante a conferência de imprensa de apresentação do torneio.
A oitava edição do Figueiras Cup vai ser, pela primeira vez, uma iniciativa certificada com Bandeira da Ética, atribuída pelo Instituto Português do Desporto e da Juventude. O selo visa distinguir projetos que promovam valores éticos através da prática desportiva.
Para Pedro Furtado, o Clube Desportivo de Santo António “vive uma das páginas mais bonitas da sua história”, sendo esta conquista “o reflexo da coragem, da tenacidade e do trabalho incansável das suas direções, atuais e passadas, que nunca desistiram de fazer do desporto um verdadeiro instrumento de cidadania”.
O autarca acrescentou ainda que ver o Figueiras Cup “chegar tão longe” é como “acompanhar o crescimento de uma criança: vimos os primeiros passos, incentivámos os primeiros desafios e hoje testemunhamos, com orgulho, a sua maturidade e autonomia”.
Dada as obras de requalificação do Campo de Futebol de Santo António, o torneio vai realizar-se este ano, de forma excecional, no Campo de Futebol das Capelas.
“Estou certo de que a edição de 2026 será ainda mais especial porque se vai realizar no novo sintético com certificação FIFA Quality Pro – um selo de excelência que representa mais uma conquista para o clube, mas também para a nossa autarquia. Continuamos empenhados em criar infraestruturas desportivas de topo para estarem ao serviço da nossa comunidade”, frisou.
A edição de 2025 do “Figueiras Cup” vai decorrer de 13 a 15 de junho, com a participação de 16 equipas das Regiões Autónomas e Portugal Continental.

O União Micaelense é o novo campeão de São Miguel de futebol sénior. A formação de Ponta Delgada festejou a conquista do título e consequente subida ao campeonato de futebol dos Açores na partida da 17.ª jornada da prova organização pela Associação de Futebol de Ponta Delgada.
O coletivo da rua dos Mercadores dependia apenas de si para chegar ao título e não deixou créditos por mãos alheias. Os seis pontos de vantagem sobre o Vitória do Pico da Pedra à entrada para a penúltima jornada constituíam uma confortável almofada para o líder da prova.
Jogando em casa e com o apoio dos seus adeptos, o União Micaelense confirmou o título com uma vitória por 2-0, com golos de Martim Paiva e João Garcia, carimbando assim o regresso ao campeonato de futebol dos Açores e sucedendo ao Santa Clara B na lista de campeões de ilha.

Na freguesia de São Roque, concelho de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, decorreu este sábado, 8 de março, a cerimónia de alteração da toponímia da Variante de São Roque, que passa agora a chamar-se Rua Pedro Pauleta.
O presidente do Governo regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, acompanhado pela secretária regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, Berta Cabral, presidiu à homenagem a Pedro Pauleta.
O líder do executivo açoriano destacou este gesto como um “justo reconhecimento” ao mérito do antigo futebolista açoriano, cuja carreira levou longe o nome dos Açores.
José Manuel Bolieiro sublinhou a importância de homenagear figuras que, com o seu talento e caráter, contribuem para o prestígio da região.
“Pedro Pauleta é um ilustre açoriano que muito honra a freguesia, o seu povo e os Açores inteiros”, afirmou José Manuel Bolieiro, enquanto confessou ser “fã do desportista e do cidadão Pedro Pauleta, uma pessoa que engrandece os Açores no mundo”.
O governante destacou a humildade, atitude positiva e contributo do ex-jogador para a sociedade.
Pedro Pauleta agradeceu a distinção, expressando a sua gratidão pela homenagem simbólica na terra que o viu nascer.
“É um orgulho enorme ver o meu nome nesta rua, aqui em São Roque, onde cresci e onde tenho as minhas raízes”, afirmou.
O ex-jogador recordou com carinho a sua infância na freguesia e salientou que, apesar da projeção internacional da sua carreira, os Açores foram sempre o seu ponto de referência.
“Os Açores fazem parte de mim e estarão sempre no meu coração”, disse, comovido.
Segundo nota de imprensa enviada às redações peço governo açoriano, a homenagem agora concretizada “cumpre o compromisso assumido pelo Governo regional aquando da inauguração da variante, em fevereiro de 2022, e reforça a ligação de Pedro Pauleta à sua terra natal, perpetuando o seu nome num espaço público da freguesia”.
Ao longo da sua carreira, Pauleta destacou-se em clubes como o Bordéus e o Paris Saint-Germain, onde se tornou um ícone, e foi durante anos o melhor marcador da Seleção Nacional, sendo ainda hoje o segundo melhor de sempre.
Na cerimónia estiveram também presentes o vice-presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, Pedro Furtado; o diretor regional das Obras Públicas, Pedro Azevedo; a presidente da Junta de Freguesia de São Roque, Lúcia Rego; o ex-presidente da Junta de Freguesia de São Roque, Pedro Moura; assim como o próprio Pedro Pauleta, acompanhado por familiares e amigos.

O 17.º Torneio Internacional de Futebol sub-11 do Clube União Micaelense, que decorre a cada ano na ilha de São Miguel, “prevê trazer nos dias 16 a 19 de abril a Ponta Delgada cerca de 5.000 pessoas”. Os números foram avançados pelo presidente do clube, Manuel Arruda, num encontro com o presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, Pedro Nascimento Cabral.
A informação chegou em nota de imprensa enviada às redações pela autarquia, referindo que se trata de “um evento que tem vindo a registar uma crescente adesão, quer por parte das equipas, quer da população em geral”.
O encontro de Pedro Nascimento Cabral com Manuel Arruda, serviu para ultimar os preparativos para o 17.º Torneio Internacional de Futebol sub-11, agendado para abril.
Segundo o comunicado, o presidente da autarquia reiterou a aposta no evento e enalteceu “o trabalho de excelência que é desenvolvido por clubes como este, quer a nível da formação desportiva, quer a nível da transmissão de valores que o desporto nos ensina e que nós levamos ao longo da nossa vida”.
“Os clubes desportivos de Ponta Delgada são parceiros estratégicos fundamentais da autarquia, na promoção da prática da atividade física e de hábitos de vida saudável e, por isso, a Câmara Municipal compromete-se em continuar a apoiar as suas atividades, pois o vosso sucesso é o sucesso de Ponta Delgada”, vincou.
Manuel Arruda salientou também que “o presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada reconhece o êxito deste torneio e a autarquia de Ponta Delgada mantém-se, uma vez mais, como o principal patrocinador do Torneio Internacional de Futebol sub-11 do Clube União Micaelense”.
A reunião contou igualmente com a presença do diretor-geral do CUM, Arsénio Furtado, e do dirigente Paulo Couto.

Natural de Vila Franca do Campo, Pedro Tavares, 30 anos, é defesa central do Clube Operário Desportivo (COD). Começou a jogar futebol com apenas oito anos, formando-se com a camisola dos fabris. “Desde muito novo, sempre estive associado ao desporto”, conta, em conversa com o Diário da Lagoa.
Nos juvenis, no COD, conquistou o título de campeão de São Miguel, bem como várias taças de ilha. Com 17 anos já jogava nos seniores do Operário. “Com essa idade, em 2014, estreei-me na equipa principal do Operário”, lembra.
Decidindo enveredar pela área do ensino, com 18 anos, rumou a outras terras para alcançar os seus objetivos. O vilafranquense foi estudar para Lisboa, onde se licenciou em Ciências do Desporto, na Faculdade de Motricidade Humana. Na Universidade de Coimbra, tirou o mestrado em Educação Física. No continente português, jogou uma época no Grupo Sportivo Loures.
No último ano do mestrado, voltou a São Miguel, para estagiar. Na época 2015/16, voltou ao Operário. Em 2019/20, deu o pontapé de saída em outro desafio e juntou-se ao Clube Desportivo Rabo de Peixe, onde ficou duas épocas, até voltar a vestir a camisa dos fabris durante um ano. Após esta fase na Lagoa, Pedro Tavares voltou a jogar duas épocas em Rabo de Peixe, tendo conquistado com este clube o título de campeão no Campeonato de Futebol dos Açores e duas taças de São Miguel. Na época 2024/25, o defesa central voltou ao COD. “Sempre estive muito ligado à Lagoa”, reconhece o futebolista.
Neste momento, divide o seu tempo entre os treinos e jogos, e a escola. Pedro Tavares é professor de Educação Física na Escola Profissional de Vila Franca do Campo e há um ano começou a assumir funções como diretor pedagógico daquele estabelecimento.
“Adoro ensinar e ser um facilitador de aprendizagem. Acho que um professor tem de ser um facilitador de aprendizagem, arranjar estratégias e a melhor maneira para chegar aos alunos”, considera Pedro Tavares.
“Não podemos escolher os alunos, temos é de arranjar formas e estratégias para chegar a eles. O ensino, por si só, é um meio de inclusão”, defende o diretor pedagógico.
O defesa do Operário tem também o curso de treinador de futebol, “mas ainda não enveredei muito por essa área, porque a nível de disponibilidade horária, não consigo dar resposta a tudo isso”, diz.
Questionado sobre como tem corrido esta época para a equipa da Lagoa, Pedro Tavares diz que “tem sido difícil”, mas tem esperanças que o panorama mude para melhor.
“No início tínhamos objetivos ambiciosos. A verdade é que até começámos bem o campeonato, mas agora estamos a viver uma fase difícil, num ciclo negativo de derrotas, mas creio que temos todas as condições para dar a volta e estamos a trabalhar nesse sentido. Quando os resultados começarem a chegar, penso que vamos subir na classificação”, defende o jogador.
O Clube Operário Desportivo mudou de treinador principal em novembro, tendo Hugo Santos assumido funções como treinador interino. Sobre o novo técnico dos fabris, Pedro Tavares considera que “a sua carreira futebolística fala por si. Esteve na primeira Liga, jogou em muitos clubes a nível nacional e a nível de ilha. É uma pessoa que nos tem ajudado imenso. Tem um poder de comunicação muito bom. Trouxe uma leveza, de certa forma, ao balneário”, revela ao Diário da Lagoa (DL).
O Operário estreou-se com o novo treinador em jogo em casa, com o Moncarapachense, mas o resultado não foi o esperado. Sobre este ciclo menos positivo do clube, Pedro Tavares sente que a equipa tem dado tudo em campo, mas que tem cometido erros que têm de ser corrigidos. “A culpa é nossa. Todos juntos vamos trabalhar para tentar sair desta fase negativa. Estamos todos unidos, a remar para o mesmo sítio. Portanto, vamos treinar e melhorar para conseguir sair desse ciclo”, deixa como mote Pedro Tavares.