
O presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, Jaime Vieira, reuniu-se com a Guarda Nacional Republicana (GNR) na sequência de uma recente alteração na coloração da água da principal ribeira que atravessa a cidade. O fenómeno gerou imediata preocupação junto da população local, que chegou a suspeitar de uma eventual contaminação por chorume. Contudo, após uma avaliação preliminar efetuada no terreno, a autarquia informou que tudo indica que a situação terá resultado de um deslizamento de terras na área da Fajã do Redondo, não existindo, para já, indícios de poluição química ou orgânica.
O encontro de trabalho serviu para estreitar o planeamento logístico e operacional, contando também com a presença de elementos da Proteção Civil Municipal e da Divisão de Ambiente, Serviços Urbanos e Equipamentos Municipais (DASUEM). Perante a ocorrência, o município liderado por Jaime Vieira pretende avançar com uma ação conjunta imediata, que ligará os esforços da GNR, dos bombeiros e de outros meios técnicos especializados, onde se inclui a utilização de drones para missões de monitorização e vigilância ambiental preventiva em zonas de difícil acesso.
Paralelamente à vertente técnica, a autarquia refere que assumiu o compromisso de envolver as associações ambientais locais e promover uma estratégia de proximidade e sensibilização junto dos munícipes em prol da defesa dos recursos naturais. De acordo com o líder do executivo, Jaime Vieira, a proteção do meio ambiente “exige uma atuação conjunta e coordenada entre instituições e comunidade”, defendendo a necessidade de garantir uma resposta “rápida, preventiva e eficaz” perante qualquer situação suscetível de afetar de forma negativa os ecossistemas e as linhas de água que cruzam o concelho.
O autarca aproveitou ainda a ocasião para recordar a intenção, anunciada recentemente, de criar um piquete ambiental na Ribeira Grande. Esta nova estrutura terá como missão principal o reforço da fiscalização no terreno, a identificação rápida de situações irregulares e a colaboração direta com as autoridades competentes na proteção dos ecossistemas. Reiterando que a defesa da natureza “é uma prioridade permanente” do seu mandato, Jaime Vieira apelou à colaboração ativa de toda a população na denúncia de práticas nocivas e garantiu que, em cenários análogos, o município assegurará sempre a recolha de amostras de água para análises laboratoriais em articulação com a GNR, salvaguardando a transparência e a tranquilidade pública.

No passado dia 29 de maio, foram apreendidos 16 quilos de lapas na ilha das Flores, segundo comunicado da Guarda Nacional Republicana (GNR).
No decorrer de uma ação de patrulhamento e vigilância da costa, os militares da Guarda detetaram o suspeito de 52 anos que se encontrava a exercer a apanha de lapas, em período de defeso, pela modalidade de apanha submarina (mergulho), não possuindo qualquer tipo de licenciamento, motivo que levou à apreensão das lapas e à identificação do indivíduo.
No âmbito dessa fiscalização à atividade piscatória, foi dado conhecimento à Inspeção Regional das Pescas e elaborado o respetivo auto de contraordenação, cuja coima pode ascender a 3.500 euros, refere ainda a GNR, na mesma nota.
Em virtude de os espécimes apreendidos reunirem boas condições de sobrevivência, foram devolvidos ao seu habitat natural.
A GNR relembra que os recursos marítimos devem ser explorados de modo a garantir, a longo prazo, a sustentabilidade ambiental, económica e social da pescaria, dentro de uma abordagem de precaução, definida com base nos dados científicos disponíveis, procurando-se simultaneamente assegurar os rendimentos da pesca aos seus profissionais.