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O diagnóstico precoce como aliado no combate ao cancro do pulmão

Com uma taxa de incidência que supera a média nacional, o cancro do pulmão continua a ser uma das doenças oncológicas mais prevalentes nos Açores e aquela que causa mais mortalidade. A propósito do Dia Mundial do Cancro do Pulmão, assinalado a 1 de agosto, o especialista em Pneumologia, Tiago Sá (OM 54970), explica os principais fatores de risco, os sinais de alerta que devem ser tidos em conta, bem como o papel da TAC de baixa dose na deteção precoce, sublinhando que identificar a doença numa fase inicial pode aumentar significativamente as possibilidades de tratamento

Tiago Sá (OM 54970), coordenador de Pneumologia do Hospital CUF Açores © CUF AÇORES

Olhando para a realidade dos Açores, o cancro do pulmão continua a ser uma patologia com grande incidência. Como se caracteriza a prevalência desta doença na Região Autónoma dos Açores, de acordo com os dados existentes?
De acordo com os dados existentes, na Região Autónoma dos Açores é estimada uma incidência anual de aproximadamente 130 casos de cancro do pulmão e, quando observamos os dados relativos à taxa de mortalidade, verificamos que existem, anualmente, mais de 150 mortes no arquipélago que são atribuídas a este tipo de cancro. Com estes números, sabemos que a incidência de cancro de pulmão no arquipélago é das mais elevadas do país, assim como a taxa de mortalidade por esta doença.

Quais são os principais fatores de risco para o desenvolvimento do cancro do pulmão?
O consumo de tabaco é o principal fator de risco para o desenvolvimento de cancro do pulmão e cerca de 80% dos doentes com este diagnóstico são fumadores ou ex-fumadores. Por esse motivo, nunca é demais reforçar a importância da cessação tabágica na prevenção do cancro do pulmão, assim como a importância da exposição passiva ao fumo do tabaco. Como em quase todos os cancros, a idade é outro fator de risco a ter em consideração, uma vez que a incidência de cancro do pulmão cresce à medida que envelhecemos. Importa ainda referir que familiares de doentes com cancro do pulmão apresentam, também, um risco superior para o desenvolvimento desta doença oncológica.

Sendo o cancro do pulmão uma doença silenciosa nas fases iniciais, quais os primeiros sinais de alarme que devem motivar a marcação imediata de uma consulta com um especialista?
Idealmente, e ainda antes do aparecimento de qualquer sintoma, todos os fumadores devem procurar avaliação médica para que seja possível detetar, de forma precoce, alguma doença que afete o sistema respiratório. A consulta é sempre uma oportunidade para promover a cessação tabágica e, também, para identificar pessoas elegíveis para ingressar no Programa de Deteção Precoce de Cancro do Pulmão. Contudo, tosse crónica, falta de ar, dor no peito, presença de sangue na expetoração, rouquidão permanente, fadiga, perda de peso e falta de apetite são sinais de alarme que devem sempre motivar uma avaliação médica a curto prazo.

O Hospital CUF Açores é capaz de realizar Tomografias Computarizadas (TC) de baixa dose. Em que consiste esta tecnologia e de que forma revoluciona a capacidade de detetar cancro do pulmão de forma atempada?
A Tomografia Computorizada (TC) de baixa dose realizada ao tórax, consiste num exame de imagem rápido e indolor que permite a identificação de nódulos pulmonares que podem representar cancro do pulmão numa fase inicial, permitindo o diagnóstico precoce e, idealmente, promover o tratamento curativo do cancro do pulmão.

Sendo esta uma ferramenta essencial na deteção precoce do cancro do pulmão, está indicada para populações de risco, ou seja, fumadores de longa data e ex-fumadores, com idades compreendidas entre os 50 e os 75 anos.

A partir do momento em que o diagnóstico de cancro do pulmão é feito no Hospital CUF Açores, como se processa o acompanhamento e o encaminhamento do doente?
Em primeiro lugar, o diagnóstico oncológico é comunicado pelo médico assistente e esse momento é essencial para esclarecer todas as primeiras dúvidas que surgem. No Hospital CUF Açores, temos o privilégio de contar com uma equipa multidisciplinar dedicada que, em articulação com colegas das restantes unidades CUF no país, composta por profissionais de várias especialidades médicas como a Imagiologia, a Pneumologia, a Cirurgia Torácica e a Oncologia, torna-se fundamental para o sucesso do diagnóstico, tratamento e acompanhamento de todos os doentes com cancro do pulmão. Outro recurso essencial é, também, o Gestor Oncológico, um profissional que irá acompanhar o doente ao longo de todo o processo oncológico, facilitar a marcação de consultas e dos exames necessários, prestar apoio administrativo e esclarecer dúvidas ao longo de todo o percurso clínico, facilitando a comunicação com todos os profissionais envolvidos.

Os avanços no diagnóstico e tratamento do cancro do pulmão nos últimos anos foram extraordinários. Cada um de nós, profissionais na área da saúde, desempenha um pequeno papel em todo este processo que será tão melhor sucedido quanto mais diferenciada e experiente for a equipa responsável. Na rede CUF para além de profissionais de referência na área, dispomos de equipamento e tecnologia de última geração que nos permitem oferecer os melhores cuidados disponíveis para o tratamento do cancro do pulmão. A rede CUF desenvolve ainda ensaios clínicos, com destaque para o Hospital CUF Tejo, em Lisboa, que atua como centro de referência nacional em tratamentos inovadores para o cancro do pulmão.

Que conselho gostaria de deixar sobre o cuidado ativo com a saúde respiratória?
Acima de tudo, nunca é demais dizer, evite o fumo do tabaco. Caso seja fumador procure ajuda para deixar de fumar. Se tiver mais de 50 anos e for fumador ou ex-fumador, procure o seu médico pois poderá ser elegível para o Programa de Deteção Precoce do Cancro do Pulmão. Por último, seja vigilante em relação aos sintomas respiratórios, e não se esqueça que tosse e falta de ar persistente são sintomas que carecem de avaliação médica.

*Este artigo faz parte do Suplemento do Hospital CUF Açores na edição deste mês de agosto.
Hospital CUF Açores | Hospital CUF Açores, S.A. | Licença nº 1/2020 | Lagoa | NIPC 514362472

Mitos e verdades sobre o tabaco: esclareça as suas dúvidas

Fumar apenas um cigarro por dia faz mal? Os cigarros eletrónicos são seguros? E deixar de fumar depois de muitos anos ainda compensa? Conheça a resposta a algumas das dúvidas mais frequentes e descubra o que a evidência científica nos diz sobre os verdadeiros riscos do tabaco para a saúde respiratória

Tiago Sá (OM 54970), coordenador de Pneumologia do Hospital CUF Açores © CUF AÇORES

1. “Fumar apenas um ou dois cigarros por dia não faz mal à saúde.”
Mito:
Fumar apenas um ou dois cigarros por dia é prejudicial à saúde, pois não existe um limite seguro ou quantidade isenta de riscos no consumo de tabaco. A ideia de que fumar pouco é inofensivo é errada.

2. “Deixar de fumar traz benefícios para a saúde em qualquer idade e melhora a respiração em poucas semanas.”
Verdade:
Os benefícios da cessação tabágica são inequívocos em qualquer fase da nossa vida. Em apenas 12 horas sem fumar os níveis de monóxido de carbono no sangue diminuem e os de oxigénio aumentam. Já entre as duas semanas e os três meses após parar de fumar, a capacidade pulmonar melhora e o risco cardiovascular diminui.

3. “Os cigarros eletrónicos são completamente seguros.”
Mito: Um dos mitos mais perigosos que existem. Os cigarros eletrónicos são perigosos e estão associados a doenças agudas e potencialmente fatais, como a EVALI (E-cigarette or Vaping use-Associated Lung Injury), uma lesão pulmonar grave, caracterizada pela inflamação aguda dos pulmões.

4. “Fumar tabaco light ou tabaco de enrolar é menos prejudicial do que fumar cigarros industriais.”
Mito: Qualquer forma de combustão do tabaco acarreta graves riscos à saúde. Existem, inclusivamente, dados que revelam que o tabaco de enrolar pode conter níveis mais elevados de nicotina, alcatrão e monóxido de carbono e, por isso, estar associado a um maior risco de cancro da boca, laringe, faringe e pulmão.

5. “O fumo do tabaco prejudica apenas quem fuma.”
Mito:
O tabagismo passivo é hoje um factor de risco bem estabelecido para o desenvolvimento de doenças respiratórias, doenças cardiovasculares, cancro do pulmão e pode, adicionalmente, revelar-se fatal.

6. “Depois de muitos anos a fumar, deixar o tabaco já não vale a pena.”
Mito:
Vale sempre a pena! A evidência científica mostra que após 1 ano sem fumar o risco de ter um enfarte cardíaco diminui 50%; após 5 anos, o risco de ter um AVC (Acidente Vascular Cerebral) é igual ao de alguém que nunca fumou; após 10 sem fumar o risco de ter um cancro do pulmão diminui para metade e, após 15 anos, o risco de doença cardíaca é igual ao de um não fumador.

7. “O tabaco é um dos principais fatores de risco para a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC).”
Verdade:
A DPOC é uma doença pulmonar comum, incurável e progressiva que causa falta de ar, tosse crónica e obstrução das vias aéreas. Ao longo do tempo os sintomas podem evoluir até à falta de ar em repouso ou mesmo insuficiência respiratória. O diagnóstico precoce, a cessação tabágica e a promoção da atividade física são essenciais para condicionar o curso da doença.

8. “Fumar aumenta apenas o risco de cancro do pulmão.”
Mito: Fumar aumenta o risco de vários tipos de cancro para além do pulmão, nomeadamente da mama, cólon, fígado, pâncreas, língua e laringe.

9. “Se pratico exercício físico regularmente, consigo compensar os malefícios do tabaco.”
Mito: Embora algum impacto negativo do tabaco, nomeadamente no sistema cardiovascular, possa ser contrabalançado pelo exercício físico regular, muitos outros malefícios – como o aumento do risco de cancro -, não. Por outro lado, o fumo do tabaco pode reduzir muitos dos benefícios obtidos através da prática de exercício físico regular.

10. “Engordar é inevitável quando se deixa de fumar.”
Mito: Apesar de comum, engordar após deixar de fumar não é inevitável e muitos indivíduos mantêm o peso estável com os hábitos certos. O aconselhamento nutricional e a promoção da atividade física são importantes neste processo.

11. “A nicotina é a principal substância responsável pelo cancro causado pelo tabaco.”
Mito: A nicotina é a principal substância responsável pela dependência do tabaco. O cancro associado ao fumo é provocado por dezenas de outros compostos químicos tóxicos, como o alcatrão e as nitrosaminas.

12. “Fumar aumenta o risco de doenças cardiovasculares e infeções respiratórias.”
Verdade: Fumar aumenta significativamente o risco de hipertensão arterial, enfarte do miocárdio e AVC, pneumonia, tuberculose e outras doenças respiratórias como a DPOC e a fibrose pulmonar idiopática, uma doença pulmonar crónica, progressiva e sem cura, caracterizada pela cicatrização do tecido pulmonar, causando falta de ar e perda de elasticidade pulmonar.

*Este artigo faz parte do Suplemento do Hospital CUF Açores na edição deste mês de agosto.

Hospital CUF Açores abre portas à comunidade com rastreios gratuitos no Mês do Coração

Durante todas as quartas-feiras de maio, o Hospital CUF Açores promove avaliações de risco cardiovascular e aconselhamento especializado, visando o diagnóstico precoce e a sensibilização para estilos de vida saudáveis na Lagoa

© CUF AÇORES

O Hospital CUF Açores, sediado na cidade da Lagoa, associou-se às comemorações do Mês do Coração com o lançamento de uma iniciativa de proximidade que visa reforçar a literacia em saúde dos cidadãos. Segundo uma nota de imprensa enviada pela instituição, o hospital está a dinamizar um conjunto de ações de sensibilização abertas a toda a comunidade, focadas na prevenção e no diagnóstico atempado de patologias cardiovasculares. Estas sessões decorrem todas as quartas-feiras de maio, entre as 12h00 e as 16h00, num espaço dedicado denominado “Ponto do Coração”, instalado na receção principal da unidade hospitalar.

A iniciativa conta com a intervenção direta de uma equipa multidisciplinar que integra profissionais das áreas de Enfermagem, Nutrição e Medicina Dentária. Durante estas ações, os interessados podem realizar a medição da tensão arterial e da glicemia, bem como a avaliação do Índice de Massa Corporal (IMC). Com base nos indicadores recolhidos, os participantes recebem aconselhamento personalizado, permitindo uma gestão mais informada e segura da sua condição de saúde.

Para o enfermeiro diretor do Hospital CUF Açores, Alexandre Costa Matos, esta abertura à comunidade local é fundamental para a saúde pública da região. “Com o ‘Ponto do Coração’, acolhemos a comunidade de forma especial neste mês do coração. Através deste evento gratuito, queremos disponibilizar o conhecimento da nossa equipa para sensibilizar para a adoção de estilos de vida saudáveis, algo que consideramos essencial para identificar precocemente fatores de risco”, sublinha o responsável na nota enviada à redação. Esta ação reflete a estratégia da unidade em promover a prevenção ativa como o pilar central do bem-estar, aproximando os cuidados de saúde especializados da população lagoense e açoriana.

Hospital CUF Açores promove debate científico sobre patologias do coração na Lagoa

Primeira edição das Jornadas Médicas serviu para atualizar conhecimentos em cardiologia. Autarquia lagoense associa-se à iniciativa e anuncia “Semana da Saúde” para abril

© CM LAGOA

O Hospital CUF Açores, na cidade da Lagoa, ilha de São Miguel, organizou este sábado, 14 de março, a primeira edição das Jornadas Médicas dos Açores, um encontro científico que reuniu profissionais de diferentes especialidades em torno das patologias do coração e dos vasos. Segundo notas enviadas à nossa redação pelo Hospital CUF Açores e pela Câmara Municipal da Lagoa, o evento focou-se na discussão multidisciplinar sobre o diagnóstico e tratamento de doenças como a coronária, arritmias e valvulopatias, destacando a necessidade de circuitos assistenciais diferenciados na região.

De acordo com a coordenadora de Cardiologia do Hospital CUF Açores e membro da comissão organizadora, Anabela Tavares, estas jornadas representam um “momento estruturante” para a articulação entre especialidades. “O nosso objetivo é reforçar a capacidade de resposta clínica no arquipélago, com qualidade, proximidade e integração de cuidados”, afirmou a médica, sublinhando que a partilha de conhecimento é fundamental para o sucesso de um projeto diferenciador na área cardiovascular e para a valorização do conhecimento científico nos Açores.

A sessão contou com a participação da vereadora da Saúde da Câmara da Lagoa, Graça Costa, que reforçou a importância das autarquias na criação de condições que incentivem estilos de vida saudáveis. A autarca felicitou a organização do encontro, frisando que a partilha científica tem um reflexo direto na “qualidade de vida das pessoas”. Na sua intervenção, Graça Costa destacou o papel do hospital enquanto parceiro ativo da autarquia em diversas iniciativas de promoção do bem-estar, sublinhando que o trabalho desenvolvido pela CUF Açores tem tido um papel relevante na melhoria dos cuidados prestados à população lagoense.

Aproveitando o mote da prevenção, a vereadora anunciou a realização da “Semana da Saúde”, que a autarquia lagoense vai promover entre os dias 6 e 10 de abril. Esta iniciativa será dirigida a toda a comunidade e conta com a parceria de várias entidades, focando-se em literacia em saúde, rastreios preventivos e incentivo à atividade física. No encerramento, a autarca lembrou que o sucesso da redução dos fatores de risco “só é possível através de um trabalho em rede”, enaltecendo o contributo diário dos profissionais de saúde e a aposta da unidade hospitalar na segurança clínica e tecnologia moderna.

Hospital CUF Açores cria Unidade da Coluna Vertebral

© D.R.

O Hospital CUF Açores, situado na Alameda do Conhecimento, Lagoa, criou a Unidade da Coluna Vertebral, “com o intuito de prestar uma resposta cada vez mais especializada à população”, anunciou o hospital.

A nova unidade “integra uma equipa multidisciplinar e diferenciada no diagnóstico e tratamento de todas as patologias de coluna. Esta nova Unidade assegura cuidados de saúde personalizados às necessidades específicas de cada doente”, de acordo a unidade privada de saúde.

Integram a equipa médica desta nova unidade, Ricardo Rodrigues Pinto, ortopedista (diferenciado em fraturas e deformidades da coluna) Gonçalo Fernandes de Freitas, neurocirurgião (com diferenciação em doenças degenerativas, infecciosas e oncológicas) e Miguel Carvalho, neurocirurgião (diferenciado em fraturas, hérnias e cirurgia de dor).

“Nos últimos anos, tem-se vindo a observar um aumento significativo dos problemas relacionados com a coluna vertebral, sendo a dor lombar uma das principais causas de incapacidade a nível mundial, segundo a Organização Mundial da Saúde”, lê-se, no mesmo comunicado.

“Um tratamento eficaz com uma abordagem integrada, que envolva uma equipa multidisciplinar e diferenciada, torna-se, assim, essencial para mitigar a repercussão das patologias da coluna”, considera a CUF Açores, sendo que “foi com base nessa necessidade, que o Hospital CUF Açores criou a Unidade da Coluna Vertebral, que conta com uma equipa especializada e com experiência no seguimento destas patologias, nomeadamente no tratamento cirúrgico minimamente invasivo”.

Para Isabel Cássio, diretora clínica do CUF Açores, citada na mesma nota, este novo serviço “aumenta a nossa capacidade de resposta às necessidades de saúde da população. A abordagem multidisciplinar privilegiada na Unidade da Coluna, permite-nos assegurar tratamentos integrados e personalizados, melhorando a qualidade de vida das pessoas”.

“Desta forma, o Hospital CUF Açores garante o diagnóstico, tratamento e acompanhamento de doenças de todos os segmentos da coluna vertebral, como lombalgia, cervicalgia, hérnias discais, escolioses, cifoses, fraturas, entre outras, dispondo das tecnologias mais avançadas”.