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Futuro do HDES desenhado com reforço para 500 camas e novas valências pediátricas

O Governo regional dos Açores concluiu a apreciação da versão final do Programa Funcional para o maior hospital do arquipélago, prevendo a expansão de serviços, requalificação do edifício e a criação de uma Unidade de Cuidados Intensivos Pediátricos, num plano que será agora apresentado aos partidos e autarcas de São Miguel

© MIGUEL MACHADO

O Governo regional dos Açores concluiu a apreciação da versão final do Programa Funcional para o Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), em Ponta Delgada, um documento estratégico de reestruturação que prevê um aumento substancial da capacidade de internamento para 500 camas, com potencial de expansão até às 641 vagas. O anúncio foi feito pelo presidente do executivo açoriano, José Manuel Bolieiro, na Horta, após a reunião do Conselho do Governo, que autorizou o Conselho de Administração da maior unidade de saúde do arquipélago a iniciar os procedimentos para a divulgação pública do plano e a avançar com as etapas seguintes de reorganização e redimensionamento hospitalar.

De acordo com a nota de imprensa enviada pelo Governo dos Açores, esta profunda remodelação assenta na requalificação do edifício atual e na construção de novas infraestruturas na ilha de São Miguel. O plano detalha uma forte aposta no reforço assistencial, incluindo a ampliação do bloco operatório para dez salas de cirurgia programada, a duplicação das salas do bloco de partos e um crescimento expressivo da consulta externa, que mais do que duplicará a sua capacidade ao passar de 60 para 139 gabinetes de atendimento, com o objetivo de responder de forma eficaz às prementes necessidades da população micaelense e açoriana.

O desenho deste novo figurino para o HDES resultou de um amplo processo participativo e multidisciplinar, que envolveu mais de 75 profissionais e responsáveis ao longo de meia centena de reuniões de trabalho, garantindo que as reais debilidades e desafios da instituição fossem devidamente acautelados. Ao todo, realizaram-se 42 reuniões dedicadas à validação dos circuitos e fluxos clínicos com as diferentes especialidades médicas e outras oi-to sessões focadas nos serviços não clínicos, culminando num projeto que promete modernizar os cuidados de saúde da região.

“O Conselho do Governo concluiu a apreciação da versão final do Programa Funcional desenvolvido para a Reparação, Reorganização e Redimensionamento do HDES, na sequência das orientações dadas pelo Governo Regional e do trabalho da Comissão de Análise, que procedeu à discussão e ponderação daquele documento e da auscultação de todos os diretores dos serviços clínicos e não clínicos do HDES”, afirmou o Presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, assegurando que todas as fases do procedimento futuro continuarão sujeitas à validação do seu executivo através da prestação regular de informação.

Antes da sua implementação no terreno, o documento será alvo de uma ronda de auscultação e partilha política e social com as forças vivas da comunidade açoriana e, em particular, da maior ilha do arquipélago. O líder do executivo revelou que determinou que a empresa de consultoria Antares proceda, previamente, à apresentação do Programa Funcional aos partidos com assento na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, aos Municípios e à Mesa do Conselho de Ilha de São Miguel, garantindo a transparência de um processo vital para o futuro da saúde pública regional.

Além do incremento das camas e consultas, o plano foca-se na otimização de serviços críticos através do reforço dos hospitais de dia, onde a hemodiálise crescerá para 35 monitores e a oncologia para 16 postos, a par do alargamento do Hospital de Dia Polivalente. A futura estrutura hospitalar passará a cumprir as mais exigentes normas e melhores práticas internacionais, destacando-se a criação de novas valências há muito desejadas na região, como uma Unidade de Cuidados Intensivos Pediátricos, uma sala híbrida no bloco operatório, uma unidade dedicada em exclusivo à cirurgia de ambulatório e a ampliação global dos espaços e circuitos de emergência no Serviço de Urgência.

HDES estreia robô ortopédico de última geração em Ponta Delgada

O Hospital do Divino Espírito Santo realizou a primeira cirurgia com um novo equipamento robótico que promete intervenções de alta precisão e recuperações mais rápidas, num investimento de 1,1 milhões de euros financiado pelo PRR

© HDES

O Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, deu um passo histórico na modernização dos seus serviços de saúde com a realização da primeira cirurgia assistida por um novo robô ortopédico. O presidente do Governo regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, presenciou esta terça-feira, 7 de julho, à sessão inaugural da utilização do novo robô cirúrgico. O chefe do executivo classificou o acontecimento como um marco fundamental para o desenvolvimento do Serviço Regional de Saúde (SRS).

Este equipamento cirúrgico de vanguarda exigiu um investimento de 1,1 milhões de euros no HDES, financiado através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Somando-se ao dispositivo idêntico já operacional no Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira (HSEIT), o investimento global da tutela na modernização tecnológica hospitalar ascende a 2,35 milhões de euros.

O diretor do Serviço de Ortopedia do HDES, António Rebelo, destacou o impacto técnico e clínico da nova tecnologia no tratamento dos doentes, afirmando que “este é um robô cirúrgico ortopédico que nos vai trazer uma performance melhorada a todos os níveis. Vamos conseguir reproduzir tanto quanto possível a anatomia do doente com pós-operatórios mais rápidos, com menos dor”, afirma.

O responsável clínico detalhou ainda o plano de implementação progressiva do equipamento na unidade hospitalar. “Iniciamos com o joelho e a breve trecho anca e para o ano que vem para a articulação do ombro. É um momento marcante para o HDES, estamos na linha da frente com as novas tecnologias”, assegura o clínico.

Na mesma ocasião, José Manuel Bolieiro sublinhou que a dotação destes recursos responde à ambição dos profissionais do setor e posiciona a região na vanguarda da inovação médica: “A robótica cirúrgica representa um futuro de enorme alcance para a saúde nos Açores. Este robô ortopédico será um auxílio decisivo para os profissionais e, sobretudo, para os doentes, permitindo cirurgias mais precisas, tempos operatórios mais curtos, recuperações mais rápidas e menos dolorosas. Estamos a valorizar a capacidade de servir melhor os nossos doentes, mas também a responder a uma ambição legítima dos nossos profissionais de saúde.”

Esta medida integra-se na estratégia global de transformação do SRS promovida pelo executivo. Entre 2021 e 2026, o investimento alocado ao HDES superou os 25 milhões de euros, dos quais cerca de 14 milhões de euros provêm do PRR. Paralelamente, registou-se um reforço do capital humano da instituição, que conta atualmente com 2.418 profissionais (mais 434 do que em 2019), incluindo oito especialistas e sete médicos internos na valência de Ortopedia.

Os indicadores de produtividade formalizados pela direção do hospital validam este trajeto. Em 2025, o HDES registou um aumento de 12% nas consultas, de 10% na atividade cirúrgica global e de 26% nas cirurgias com internamento, tendência que se mantém consolidada no primeiro semestre de 2026.
A modernização da unidade abrange ainda a integração de Inteligência Artificial no apoio ao diagnóstico urgente — como a deteção precoce de Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC) — e programas de melhoria clínica contínua, como o projeto “STOP Infeção 2.0”, que evitou 24 óbitos na Unidade de Cuidados Intensivos.

O líder do executivo açoriano enquadrou este esforço numa política global de inovação, concluindo: “Demos prioridade à capacitação tecnológica, digital e robótica do nosso SRS. Estamos a passar das palavras aos atos em várias unidades de saúde dos Açores, construindo um sistema mais moderno, mais qualificado e preparado para responder aos desafios do futuro. A modernização faz-se com tecnologia, mas faz-se, acima de tudo, com pessoas”.

HDES acolhe abertura de ciclo formativo para melhorar cuidados materno-infantis nos Açores

Iniciativa integrada no Plano Regional de Saúde 2030 arranca esta sexta-feira com foco na uniformização de práticas clínicas e na prevenção da mortalidade infantil, reunindo especialistas em formato presencial e online

© NOTÍCIAS QUE CONTAM

O Hospital do Divino Espírito Santo (HDES) acolhe esta sexta-feira, 19 de junho, a sessão de abertura do ciclo formativo do Programa Regional para Acompanhamento e Melhoria da Mortalidade Infantil (PRAMMI). Segundo nota enviada à nossa redação pelo hospital, esta iniciativa está integrada no Plano Regional de Saúde 2030 e tem como principal propósito promover a uniformização de práticas clínicas, bem como a melhoria contínua da qualidade dos cuidados materno-infantis prestados em toda a região Autónoma dos Açores. Conforme detalhado no programa oficial, os destinatários são todos os profissionais desta área vinculados às Unidades Hospitalares e Unidades de Saúde de ilha da região.

O arranque dos trabalhos faz-se com o primeiro módulo, subordinado ao tema “Da Mãe ao Feto. Compreender para Prevenir”. O encontro terá lugar no Auditório do HDES, em Ponta Delgada, e funcionará em formato misto, presencial e online, visando reforçar a atualização científica e a partilha de conhecimentos essenciais para a prevenção e melhoria dos resultados na saúde materna e infantil. De acordo com o documento informativo do evento, nesta primeira fase a formação será direcionada para as ilhas dos grupos ocidental e oriental da região, estendendo-se o grupo central à segunda fase do projeto.

A sessão de abertura contará com um painel de representantes de diversas instituições do setor. Estão confirmadas as presenças e intervenções de Maria Inês Raposo, que representa o PRAMMI e assume o papel de palestrante; de Joana Rosa, gestora do programa (que participará por via online); da enfermeira Raquel Dutra, em representação do Coordenador do Plano Regional de Saúde; de Juan Gonçalves, em representação da Secção Regional de Ponta Delgada da Ordem dos Médicos; e da diretora clínica, Paula Macedo, em representação do Conselho de Administração do HDES.

O programa científico estende-se ao longo da manhã com várias palestras técnicas. A representante Maria Inês Raposo fará a primeira intervenção sobre a contextualização regional entre dados e controvérsias, seguindo-se debates sobre a patologia materna e a sua influência no feto e os critérios de referenciação à consulta de patologia obstétrica, temas que serão apresentados pela palestrante Diana Teixeira e que contam com a moderação da enfermeira Patrícia Simões. Um dos momentos altos do evento será a intervenção da convidada externa Rosete Nogueira, professora doutora e uma das maiores referências nacionais em Anatomia Patológica e Patologia Embriofetal e Perinatal, que abordará o papel do fetopatologista no estudo da morte fetal.

O encerramento dos trabalhos será assegurado pela diretora do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do HDES, Andrea Pereira, e por Juan Gonçalves, que acumula estas funções enquanto diretor do Serviço de Pediatria da mesma unidade hospitalar. No final da mesa de abertura, Maria Inês Raposo, irá abordar a relevância, os objetivos e o impacto esperado deste plano formativo na coesão territorial da saúde no arquipélago açoriano.

Investimento do PRR traz novas viaturas elétricas e tecnologia de ponta ao Hospital do Divino Espírito Santo

Reforço operacional e tecnológico no maior hospital da região arranca com a entrega das primeiras viaturas ecológicas de um total de 76 destinadas aos Açores

© SRSSS

O Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, recebeu as primeiras três viaturas elétricas de um lote de 76 destinadas a reforçar a frota do Serviço Regional de Saúde, num investimento integrado no Plano de Recuperação e Resiliência que visa aproximar os cuidados médicos dos cidadãos açorianos. A entrega dos veículos decorreu na sexta-feira, 22 de maio, e foi assinalada numa cerimónia presidida pela secretária regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, que, em nota enviada à imprensa pela tutela, sublinhou o impacto desta modernização na melhoria das condições de segurança e na operacionalidade diária dos profissionais que servem a comunidade regional.

Esta renovação automóvel assume particular relevância ao substituir veículos com várias décadas de uso, garantindo uma resposta mais célere e eficaz às necessidades dos utentes em todas as ilhas. Conforme explicou a governante na mesma ocasião, “esta aposta permite continuar a aproximar os cuidados de saúde das pessoas e representa um investimento estratégico em todas as ilhas dos Açores, renovando a frota automóvel e possibilitando uma resposta ainda mais eficaz às necessidades dos utentes”. Paralelamente ao reforço logístico, o hospital de referência da ilha de São Miguel foi também dotado de novos recursos tecnológicos de vanguarda no âmbito da segunda candidatura ao PRR — a qual prevê a aquisição de 165 equipamentos para as várias unidades de saúde dos Açores, encontrando-se já mais de metade do material entregue.

Entre as principais novidades tecnológicas agora alocadas ao hospital destacam-se um sequenciador de nova geração (NGS), avaliado em 398.142 euros, um sistema EBUS para eco vídeo broncoscopia, que representou um custo de 156.250 euros, e um sistema de deteção de gânglio sentinela vocacionado para a área do cancro da mama, num valor de 31.500 euros. Mónica Seidi fez questão de frisar que estes investimentos traduzem-se num “reforço muito significativo da capacidade tecnológica e clínica” na Região Autónoma, com impactos diretos no diagnóstico laboratorial, na diferenciação hospitalar e na eficácia do rastreio do cancro do pulmão.

A terminar, a secretária regional enalteceu publicamente o esforço das administrações e dos técnicos envolvidos, destacando “o trabalho muito intenso das equipas” para assegurar o cumprimento das metas estipuladas pelo plano de modernização europeu.

HDES elimina infeções graves nos Cuidados Intensivos e poupa mais de 439 mil euros

O Hospital do Divino Espírito Santo (HDES) alcançou resultados históricos na segurança do doente entre 2022 e 2025, conseguindo erradicar as bacteriemias por cateter na UCI e evitar a perda de 24 vidas através do projeto STOP Infeção 2.0

Sónia Carreiro (à esq.) – Enfª da Unidade Local do PPCIRA ; Ana Cristina Pimentel (ao centro) – Diretora dos Serviços Farmacêuticos do HDES; Verónica Amaral (à dtª) – Enfª coordenadora da Unidade Local do PPCIRA © HDES

O Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), em Ponta Delgada, deu um passo decisivo na vanguarda da segurança hospitalar ao apresentar, no passado dia 13 de abril, o balanço final do projeto STOP Infeção 2.0. Segundo uma nota de imprensa enviada pela instituição hospitalar às redações, a unidade de saúde açoriana conseguiu eliminar totalmente as bacteriemias por cateter na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) entre 2022 e 2025. Este esforço de melhoria contínua não só elevou os padrões clínicos para níveis superiores à média nacional, como permitiu evitar 141 casos de infeção no triénio, traduzindo-se numa poupança direta de 439 mil euros para os cofres públicos da região.

O sucesso da iniciativa, que se enquadra no Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e Resistências aos Antimicrobianos (PPCIRA), assenta na aplicação da metodologia “Planear-Fazer-Estudar-Agir”. O desempenho mais notável foi registado na UCI, onde a taxa de incidência de bacteriemia associada a cateter venoso central caiu de 2,72% em 2022 para uns absolutos 0,00% nos últimos dois anos. No mesmo período, as infeções urinárias associadas a cateter baixaram 66,5% e as pneumonias associadas à intubação reduziram cerca de 45%. Mais do que estatísticas, estes números representam um impacto humano profundo, com a estimativa de 24 mortes evitadas graças à adoção de protocolos rigorosos, como o uso sistemático de checklists e a padronização de procedimentos clínicos.

Para além de salvar vidas, a eficiência do projeto STOP Infeção 2.0 refletiu-se na gestão de recursos, libertando 1.464 dias de internamento que seriam consumidos por complicações hospitalares. Este resultado é particularmente significativo dado que foi alcançado num período de grandes desafios organizacionais e escassez de recursos humanos, culminando no reconhecimento público dos resultados na Alfândega do Porto. A nota de imprensa do HDES sublinha ainda que a adesão total dos profissionais de saúde aos novos protocolos foi o fator determinante para consolidar esta cultura de segurança, reafirmando o compromisso da maior unidade de saúde dos Açores com a excelência dos cuidados prestados aos utentes.

HDES distingue 400 dadores de sangue em dia de homenagem

Hospital do Divino Espírito Santo retomou as grandes cerimónias de reconhecimento, assinalando o Dia Nacional do Dador de Sangue com a entrega de medalhas e diplomas a centenas de açorianos que garantem a sobrevivência do sistema de saúde regional

© DL

Cerca de 400 dadores de sangue foram homenageados esta sexta-feira, 27 de março, numa cerimónia solene decorrida no auditório do Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), em Ponta Delgada. O evento, que serviu para assinalar o Dia Nacional do Dador de Sangue, marcou o regresso das distinções públicas com esta dimensão, algo que não ocorria desde 2019. Foram entregues diplomas e medalhas de honra como forma de agradecimento pelo altruísmo de centenas de cidadãos que, através das suas dádivas regulares, asseguram o suporte vital de doentes em toda a região.

O presidente do conselho de administração do HDES, Carlos Pinto Lopes, sublinhou durante a sua intervenção que o ato de doar sangue transcende o mero procedimento clínico, configurando-se como um pilar da responsabilidade cívica. “Dar sangue não é apenas um gesto de solidariedade. É um acto de responsabilidade ética profunda. É alguém que, sem conhecer quem vai ser beneficiado, escolhe fazer parte da sua história, muitas vezes até da sua sobrevivência”, afirmou o administrador, reforçando que para a instituição o sangue é um recurso de valor humano incalculável, assente na gratuidade e na confiança, e que “não é, nem pode ser uma mercadoria”.

A vertente pedagógica e a continuidade geracional da solidariedade também estiveram em destaque através de Fátima Oliveira, diretora do Serviço de Hematologia. A responsável defendeu a construção de uma cultura de entreajuda que deve ser semeada desde a infância. Este mote foi ilustrado com a presença de crianças do Colégio de São Francisco Xavier, que apresentaram uma música original sobre o tema. Como símbolo desta “semente” de esperança, foram distribuídos envelopes com sementes de girassol, preparados por alunos de várias escolas da região, reforçando a ideia de que cada doação permite que uma nova oportunidade de vida floresça.

O encerramento da sessão contou com a presença do presidente do Governo regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, que elevou o papel dos dadores ao de figuras inspiradoras para a sociedade civil num contexto global incerto. “É preciso dar humanismo à humanidade. Os dadores têm coragem e humanismo. Devemos ter olhos para quem nos inspira”, defendeu o governante. Bolieiro aproveitou a ocasião para elogiar o trabalho da Associação de Dadores de Sangue de São Miguel e a evolução do HDES, reconhecendo que, apesar dos desafios na gestão pública, o compromisso ético dos açorianos coloca a região num lugar de destaque no que toca ao sentido humanitário.

Ao longo de 2026, estas distinções continuarão a ser entregues nos três hospitais dos Açores, celebrando um estatuto de cidadania que, como recordou a administração do hospital, nenhuma estratégia política ou tecnologia consegue substituir.

Governo regional e Conselho de Ilha alinham futuro do Hospital do Divino Espírito Santo

Executivo propõe reorganização profunda no atual perímetro do hospital, aproveitando as estruturas modulares para garantir a continuidade dos cuidados de saúde em São Miguel

© MIGUEL MACHADO

O presidente do Governo regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, reuniu-se esta segunda-feira, 9 de fevereiro, no Palácio da Conceição, em Ponta Delgada, com a Mesa do Conselho de Ilha de São Miguel para discutir o plano de recuperação e modernização do Hospital do Divino Espírito Santo (HDES). O encontro, que contou com a presença da secretária regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, serviu para apresentar as linhas mestras de uma solução que passa pela reorganização do atual perímetro hospitalar, em vez de uma construção de raiz noutro local.

Segundo a nota de imprensa enviada pela Presidência do Governo, o líder do executivo sublinhou que a estratégia passa por “tirar partido da capacidade já instalada”, integrando a atual estrutura modular, implementada após o incêndio de maio de 2024, numa resposta hospitalar mais robusta. José Manuel Bolieiro defendeu uma intervenção concentrada e profunda, afirmando que “o objetivo é garantir que São Miguel disponha de uma resposta hospitalar moderna, funcional e preparada para o futuro, aprendendo também com a experiência recente”.

De acordo com os trabalhos técnicos em curso, o futuro hospital terá um reforço expressivo na componente ambulatória, seguindo os modelos assistenciais mais atuais. Os planos funcionais preveem igualmente o alargamento de áreas críticas como a cirurgia, o internamento, a urgência e os cuidados intensivos. O governante sublinhou que a estrutura modular continuará a ter um papel relevante durante as fases de intervenção, funcionando como suporte à atividade assistencial, pois “é fundamental assegurar estabilidade no serviço prestado à população enquanto se constrói uma solução duradoura”.

Por sua vez, o presidente do Conselho de Ilha de São Miguel, Jorge Rita, considerou que o processo deve ser conduzido com prudência. O representante defendeu uma abordagem faseada e financeiramente sustentável, sublinhando a importância de reforçar, em paralelo, a rede de cuidados de saúde primários na ilha. O projeto final para o HDES será oportunamente apreciado em Conselho do Governo, não existindo ainda um calendário fechado para a sua apresentação pública.

PS/Açores questiona Governo sobre condições de transporte de doentes entre Hospital Modular e HDES

© PS/Açores

O Grupo Parlamentar do Partido Socialista questionou na passada quarta-feira, 18 de dezembro, o Governo regional sobre as condições atuais em que estão a ser realizados os transportes de utentes entre o Hospital Modular e o edifício principal do Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), segundo nota enviada pelo partido.

Segundo os socialistas, “persistem relatos de dificuldades no funcionamento articulado entre estas duas unidades, especialmente em situações de emergência”, lê-se.

“Tendo em conta que a segurança e a qualidade assistencial no transporte de pacientes devem estar sempre garantidas”, o deputado Russell Sousa questiona o executivo sobre o tipo de viaturas utilizadas, se estas pertencem ao Serviço Regional de Saúde ou são alugadas e, neste caso, quais as condições contratuais e os custos associados ao aluguer, de acordo com o mesmo comunicado.

Num requerimento entregue na Assembleia Legislativa Regional, o GPPS solicita ainda ao Governo esclarecimentos sobre a presença de profissionais de saúde durante os transportes e as suas respetivas categorias e qual o protocolo atualmente definido para garantir o transporte seguro e eficaz dos referidos doentes.

Russell Sousa, citado na mesma nota, sublinha que “a instalação do Hospital Modular trouxe desafios acrescidos em termos logísticos, dado o seu funcionamento descontínuo e a necessidade de deslocação de pacientes entre o Hospital Modular e o edifício principal”.

“Nesse sentido, o PS/Açores considera essencial que o Governo assegure uma resposta adequada, que assegure a qualidade dos cuidados prestados e a segurança dos utentes”, concluiu.

PSD/Açores acusa Pedro Nuno Santos de “fazer politiquice com a saúde dos açorianos”

© D.R.

O presidente do grupo parlamentar do PSD/Açores, João Bruto da Costa, acusou, esta segunda-feira, 30 de setembro, o secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, de “desconhecer a realidade da região” e de “fazer politiquice com a saúde dos açorianos”, após as declarações do socialista, no congresso regional do PS/Açores, sobre a situação no Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), em Ponta Delgada.

No domingo, o secretário-geral do PS tinha criticado o Governo dos Açores pela demora em fazer o levantamento dos prejuízos do incêndio no HDES e acusou o executivo açoriano de “insensibilidade social” devido à redução dos beneficiários do Rendimento Social de Inserção e à aprovação, por parte do PSD, da recomendação do Chega para priorizar as crianças com pais trabalhadores no acesso à creche.

O social democrata João Bruto da Costa, segundo comunicado do partido, acusa agora Pedro Nuno Santos de estar “mal informado sobre a realidade dos Açores, nomeadamente no que diz respeito ao HDES”, recordando que “o primeiro levantamento dos prejuízos foi anunciado pelo Governo regional a 22 de maio, três semanas após o incêndio”.

A 24 de maio, no debate do Orçamento da Região para 2024, foi aprovada, com o voto favorável dos deputados do PS, uma proposta de alteração que criou uma rubrica de 24,3 milhões de euros para a recuperação do HDES, lê-se, na mesma nota.

A 5 de julho, o governo açoriano entregou na Assembleia Legislativa uma série de relatórios, nomeadamente sobre os custos resultantes do incêndio no HDES e o montante da despesa com a construção do hospital modular. “Ou seja, apesar de mal informado sobre a situação do HDES, o secretário-geral do PS não resistiu a fazer politiquice com a saúde dos açorianos” afirma João Bruto da Costa.

De acordo com presidente do grupo parlamentar do PSD/Açores, “o secretário-geral do PS mostrou também desconhecer a realidade social e económica dos Açores”, pois “os Açores têm hoje a maior população empregada de sempre, a economia cresce há 39 meses consecutivos e os salários dos trabalhadores aumentam de ano para ano”, diz ainda João Bruto da Costa, na nota.

No comunicado, João Bruto da Costa acusou ainda Pedro Nuno Santos de ter sido “um mau ministro para os Açores”, de ignorar os “interesses dos Açores”, de adiar o processo do novo cabo submarino de telecomunicações entre os Açores e Portugal Continental, e, ainda deixar “na gaveta a revisão das Obrigações de Serviço Público de transporte aéreo para as ilhas do Faial, Pico e Santa Maria”.

Bloco operatório do Hospital do Divino Espírito Santo reabre com duas salas

© DL

O Hospital Divino Espírito Santo (HDES), em Ponta Delgada, reabriu esta terça-feira, 24 de setembro, o bloco operatório nas suas instalações principais com a reativação de duas salas, adiantou a secretária regional da tutela, Mónica Seidi.

Com esta medida, “dá-se mais um passo no sentido de colmatar os constrangimentos associados à dispersão dos serviços, neste caso em particular, pela Clínica do Bom Jesus que, desde 4 de maio, foi uma das instituições a acolher doentes retirados da maior instituição de saúde dos Açores após o incêndio deflagrado”, explica o comunicado.

“Esta fase é de recuperação, com uma reabertura estratégica e faseada de mais um dos serviços dentro do perímetro do hospital”, frisou a governante, que visitou, na terça-feira, a Clínica do Bom Jesus, em Ponta Delgada.

A secretária regional explicou que o plano inclui a intervenção nas instalações do hospital de Ponta Delgada, “desde as limpezas, à substituição de filtros, portas e, claro, testes de qualidade”.

À saída de um encontro com a administração da Clínica do Bom Jesus, a secretária da Saúde e Segurança Social declarou que a abertura de duas salas de operação “permitirá melhorar a reorganização da atividade cirúrgica, porque volta a ser realizada no espaço do hospital, o que leva a melhorias nos tempos operatórios e do número de doentes intervencionados”.

Com a reabertura de duas salas do bloco operatório voltam a ser realizadas intervenções cada vez mais diferenciadas, diz o Governo regional, no mesmo comunicado, e “será feito também, nas próximas semanas, um trabalho ao nível do horário de funcionamento para que seja possível começar a trabalhar na redução das listas de espera”.

Mónica Seidi procura que haja “uma produção acrescida para doentes prioritários que sejam operados em horário laboral e que não estejam contemplados no programa CIRURGE”.