
A vereadora da Câmara Municipal de Ponta Delgada, Cristina do Canto Tavares, marcou presença na apresentação de resultados do projeto social “Não Esquecer – Combater a Solidão” e do projeto piloto MOVida e assumiu que “continuará atenta ao combate a situações de solidão ou de isolamento social no concelho”, de acordo com nota de imprensa da autarquia.
“Os referidos projetos foram desenvolvidos pela Associação de Sénior de São Miguel, contaram desde a primeira hora com o apoio da Câmara Municipal de Ponta Delgada e culminam num enorme e meritório instrumento de trabalho, que exige de todos nós a maior das atenções quer para a consciencialização da sociedade e das instituições, quer na tomada de ação no combate a esta situação que urge intervir”, referiu na ocasião.
Cristina do Canto Tavares assumiu que “efetivamente, a solidão é a doença invisível que afeta cada vez mais idosos em Portugal e em todo o mundo. Por isso, reconhecendo a importância desta temática e no sentido de promovermos a saúde e o envelhecimento ativo, a Câmara Municipal de Ponta Delgada para além de parceira da Associação Sénior no desenvolvimento deste estudo, financiou o projeto piloto MOVida, para agora registar, fazer nota e se socorrer destes resultados para complementar e aprimorar as ações que temos vindo a desenvolver no âmbito do Plano de Envelhecimento Ativo”, de acordo com a mesma nota.
Na ocasião, a responsável autárquica aproveitou para falar deste “Plano de Envelhecimento Ativo, que foi aprovado em agosto de 2023, para atuarmos cirurgicamente em quatros eixos, que são a saúde e o bem-estar, a participação social, a aprendizagem ao longo da vida e a segurança, mobilidade e conforto. Com este documento estratégico, o Município já dispõe de algumas respostas sociais e medidas estratégicas dirigidas à pessoa idosa como: os nossos centros de convívios, os centros intergeracionais, o projeto Conforto de Apoio Geriátrico ao Domicílio, o programa Idosos Ativos nas 24 freguesias, o Exercício e Saúde na Terceira Idade com a hidroginástica, o programa da teleasssistência, o apoio à habitação degradada, o Táxi + para apoiar nas deslocações à consultas ou tratamentos, a isenção do pagamento de MiniBus, a partir de setembro, e o programa yoga sénior implementado em abril deste ano”.
“Reforço, aqui, novamente, a nossa disponibilidade técnica e financeira para criar parcerias e continuar este estudo, numa vertente mais prática e abrangente a todo o concelho, com vista a continuar a obter dados que nos ajudem a melhorar a qualidade de vida dos nossos cidadãos”, comprometeu-se a autarquia.
Segundo a câmara de Ponta Delgada, o projeto social “Não Esquecer – Combater a Solidão”, iniciou-se em 2021 na cidade de Ponta Delgada e estendeu-se às freguesias rurais do concelho, “com um recenseamento porta-a-porta, que visou recolher informação junto das pessoas com 65 ou mais anos que residem sozinhas, procurando desta forma compreender melhor o fenómeno em questão e, assim, fomentar o debate e a elaboração de medidas de intervenção que possam amenizar os impactos negativos deste problema”.
Já o MOVida foi um projeto piloto que foi implementado na freguesia de São Sebastião, também no âmbito do projeto “Não Esquecer – Combater a Solidão”, e pretendeu meter em prática e efetivar métodos de combate à solidão que afeta a população idosa.

O Governo regional dos Açores (GRA) anunciou esta terça-feira, 16 de abril, a “capacitação de 40 novos cuidadores para Ponta Delgada, a juntar aos 39 da formação que decorreu na Praia da Vitória dentro da primeira fase” do programa “Novos Idosos”.
A segunda fase, iniciada em abril de 2023, novamente com 50 vagas por concelho, contemplou a Horta, Lagoa e Vila Franca do Campo.
Segundo, nota de imprensa enviada pelo Governo regional às redações e publicada no portal online do GRA, atualmente “são já 210 os cuidadores domiciliários integrados e 19 os técnicos superiores especializados contratados, pelas IPSS e Misericórdias, a dar apoio domiciliários a 219 idosos, como resultado do investimento de 2,1 milhões de euros.”
A secretária da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, já entregou os diplomas de formação aos novos cuidadores domiciliários que receberam formação no Lar Luís Soares de Sousa e, citada no comunicado, considerou que este é um projeto “inovador”, que “terá continuidade apesar da mudança da pasta em termos políticos” com a entrada do novo Governo dos Açores.
“Reconhecemos que é uma mais-valia para os nossos idosos e para a nossa sociedade, sendo certo que necessitará, ao longo do tempo, de algumas adaptações”, salientou a governante.
“Mas o maior agradecimento maior vai para os novos cuidadores porque terão sempre um sorriso para aqueles de quem cuidam, e porque têm uma missão verdadeiramente nobre” concluiu.
Este projeto-piloto visa implementar uma resposta de proximidade, que permita aos idosos continuarem a viver em casa e na comunidade, ao longo do tempo, com segurança e de forma independente.
Em termos práticos, materializa-se através da conceção e execução de um Plano Individual de Cuidados e da atribuição de um apoio financeiro mensal de até 948 euros, para assegurar os serviços e auxílios necessários à realização das atividades básicas e instrumentais da vida diária.
O programa é financiado por verbas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Está a decorrer esta semana na Lagoa o projeto “A Avó Veio Trabalhar nos Açores,” que junta seniores para realizarem trabalhos manuais e artísticos.
As “avós” contaram agora com a visita e a colaboração especial da artista Sarah Lindsay, natural do Reino Unido e que atualmente vive e trabalha no seu estúdio em Melbourne, na Austrália.
Sarah Lindsay quis vir conhecer o trabalho artesanal dos Açores e colaborar na nova coleção do grupo açoriano do projeto “A Avó Veio Trabalhar,” segundo nota da Câmara Municipal da Lagoa (CML).
É uma artista têxtil, cujo trabalho consiste em tapeçarias de algodão. Recebeu a sua formação inicial na tapeçaria no Australian Tapestry Workshop, onde trabalhou como artista e diretora. Foi reconhecida pelo governo australiano, com o prémio “Fellowship Grant.” No ano passado, realizou residências artísticas em Quioto, no Japão, e em Lisboa.
A autarquia informa que o grupo do projeto “A Avó Veio Trabalhar nos Açores” tem vindo a crescer e conta agora com cerca de 20 “avós” do concelho da Lagoa, e com a integração dos centros de convívio da Atalhada e da Ribeira Chã. Os interessados em integrar o projeto podem contactar a Câmara Municipal da Lagoa.
A Avó Veio Trabalhar, com sede no continente português, apresenta-se como uma “hub criativa intergeracional, onde os laços sociais e emocionais são tricotados na comunidade local e onde os mais velhos podem ser eles próprios.”