
A cidade canadiana de Brampton conta a partir de agora com uma réplica das Portas da Cidade de Ponta Delgada, num monumento construído com pedra basáltica proveniente da ilha de São Miguel. O novo marco foi inaugurado no Azores Park, junto à Igreja de Nossa Senhora de Fátima, no âmbito das Festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres de Brampton, reunindo a comunidade luso-canadiana local. A iniciativa foi divulgada através de nota de imprensa emitida pelo Governo regional dos Açores.
Durante a cerimónia, o presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, destacou o percurso e a integração da comunidade açoriana no Canadá, salientando a manutenção das ligações às origens. “É um orgulho saber que o nosso povo é um povo do mundo e não perde a sua identidade cultural”, declarou o chefe do executivo açoriano, dirigindo-se aos presentes e sublinhando que “cada um de vós representa e aumenta o prestígio dos Açores e de Portugal”.
O projeto do monumento, cujos trabalhos tiveram início a 24 de abril de 2026 com a participação de representantes municipais e dirigentes comunitários, inspira-se no exemplar original erguido em Ponta Delgada em 1783. A infraestrutura visa perpetuar a memória e a identidade cultural das ilhas junto das novas gerações de açorianos residentes na região de Toronto.
A inauguração coincidiu com as celebrações dos 20 anos da chegada da imagem do Senhor Santo Cristo dos Milagres à Paróquia de Nossa Senhora de Fátima em Brampton, momento central das festividades religiosas da comunidade. Na sua intervenção, o governante açoriano abordou igualmente a relação continuada entre o arquipélago e a diáspora, afirmando que “o vosso coração e a vossa alma não esquecem a vossa origem” e deixando uma mensagem direcionada a quem equaciona o regresso: “Somos uns Açores modernos, ansiosos pelo vosso regresso”. O espaço no Azores Park passa assim a integrar este elemento arquitetónico como representação física da ligação entre as duas margens do Atlântico.

A bancada parlamentar do PSD/Açores manifestou, no passado dia 8 de setembro, a necessidade de a proposta de Orçamento da Região Autónoma dos Açores para 2027 consolidar o investimento financeiro nas áreas da Saúde e da Habitação. A posição foi assumida pelo líder parlamentar social-democrata, João Bruto da Costa, no final de uma audição com o presidente do Governo regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, no âmbito do processo de auscultação para a elaboração do documento orçamental.
Segundo a informação transmitida pelo grupo parlamentar do PSD/Açores, a prioridade política para o próximo exercício económico passa pelo combate ao subfinanciamento do setor da saúde e pela resposta continuada às necessidades habitacionais no arquipélago. Entre as infraestruturas consideradas prioritárias pelo líder da bancada figura o financiamento destinado ao novo Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), em Ponta Delgada, assim como as intervenções de requalificação e modernização dos Centros de Saúde da Ribeira Grande e das Lajes do Pico, além de melhorias em diversas unidades de cuidados primários da região.
No âmbito económico e social, o representante partidário advogou a manutenção da trajetória de contenção fiscal através do diferencial fiscal reduzido, apontando a medida como essencial para mitigar a perda de poder de compra causada pela inflação e pelo contexto de instabilidade internacional. Na área dos apoios sociais, o grupo parlamentar defendeu a atualização do Complemento Regional de Pensão e do COMPAMID, no mínimo ao nível da taxa de inflação, bem como a transição para o Orçamento Regional do financiamento de medidas sociais até agora asseguradas pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), incluindo a gratuitidade das creches e o programa “Novos Idosos”.

Paulo Silveira
Deputado pelo PSD na ALRAA
Falar de agricultura nos Açores é falar de economia, território, emprego, coesão social e futuro. A agricultura, particularmente a agricultura familiar, continua a ser uma atividade estratégica da maior importância para os Açores. Uma atividade capaz de gerar valor ao longo de toda a cadeia, desde quem produz até quem transforma, distribui e coloca os produtos à disposição do consumidor.
Os números demonstram essa importância. Em 2024, a agricultura representava 6,6% do Valor Acrescentado Bruto total dos Açores. A produção regional de leite e carne demonstra a dimensão desta fileira e o seu impacto numa vasta rede de produtores, cooperativas, indústrias e trabalhadores dispersos pelas nossas 9 ilhas.
A agricultura açoriana tem sabido evoluir. Hoje existe mais conhecimento, informação, tecnologia e acesso a mercados. Mas os agricultores deparam-se com desafios complexos, num contexto internacional exigente, marcado pelo aumento dos custos de produção, com dificuldades na contratação de mão-de-obra, desafios na renovação geracional, pressão fiscal e, em alguns casos, desmotivação perante a incerteza do rendimento.
É por isso que a sustentabilidade da agricultura não depende apenas do agricultor. As cooperativas e as indústrias agroalimentares têm também uma responsabilidade decisiva. Sem produção, não há indústria; sem matéria-prima, não há o que transformar.
A valorização da produção e a garantia de escoamento são fundamentais para manter uma agricultura economicamente viável e motivadora. Agricultores, cooperativas, indústria e poder político devem trabalhar em conjunto, porque o sucesso de uma parte da fileira depende da sustentabilidade das restantes.
É neste contexto que importa reconhecer o caminho desenvolvido pelo Governo Regional dos Açores, sob a liderança de José Manuel Bolieiro. Desde 2021, foram reforçadas e diversificadas as respostas ao setor, através do apoio ao investimento e à modernização das explorações, da instalação de jovens agricultores, do apoio extraordinário aos fatores de produção, do SAFIAGRI e de medidas dirigidas à reconversão de explorações leiteiras para a produção de carne.
Também houve decisões que alargaram o universo de agricultores abrangidos pelas políticas públicas. A liberalização do gasóleo agrícola veio simplificar e facilitar o acesso a este benefício, enquanto o alargamento da sua abrangência aos agricultores a tempo parcial e à atividade apícola permitiu reconhecer realidades produtivas que também contribuem para a economia e para a gestão do território. É uma visão mais abrangente da agricultura, que não olha apenas para a dimensão da exploração, mas para o valor que cada produtor acrescenta à Região.
Nesta mudança de paradigma, há uma decisão que merece particular destaque: desde 2021, o Governo Regional assumiu o compromisso de não aplicar rateios nos apoios POSEI. Em vez de transferir para os agricultores o custo de eventuais insuficiências financeiras, assumiu essa responsabilidade, através do Orçamento Regional. Em 2025, essa responsabilidade foi assumida pelo Orçamento do Estado e espera-se que volte a ser em 2026, sendo certo que o Governo Regional dos Açores tem primado por garantir o pagamento integral do POSEI, sem cortes.
Esta é uma diferença clara relativamente ao passado. Durante os anteriores governos socialistas, os agricultores eram confrontados com rateios, que reduziam os apoios a que tinham direito.
Na prática, isto significa que o Governo Regional dos Açores tem assumido, anualmente, um esforço financeiro de cerca de 16 milhões de euros, valor que anteriormente acabava por recair sobre os próprios empresários agrícolas, por opção política. Em 2026, esse esforço ultrapassa já os 17 milhões de euros.
É uma opção política que demonstra responsabilidade, previsibilidade e compromisso com o setor e que traduz uma relação hoje mais próxima e transparente entre o Governo Regional e os agricultores.
A previsibilidade é essencial para quem investe, produz e prepara o futuro de uma exploração agrícola. Garantir o pagamento dos apoios previstos é também reconhecer o risco, o trabalho e o investimento de quem mantém viva uma das atividades mais importantes dos Açores.
Há ainda desafios importantes pela frente. Alguns são estruturais e exigem respostas de longo prazo, outros resultam de uma conjuntura internacional que tem tornado mais difícil produzir e investir. Mas é precisamente por isso que devemos continuar a apostar numa agricultura moderna, competitiva, diversificada e sustentável.
Porque defender a agricultura açoriana é muito mais do que defender um setor económico. É um compromisso com a nossa produção, as nossas ilhas, o nosso território e a capacidade dos Açores de criar riqueza e fixar pessoas motivadas para continuar a viver e a investir nos Açores.

A comemoração de meio século sobre a tomada de posse do I Governo regional dos Açores, ocorrida a 8 de setembro de 1976, serviu de enquadramento para o presidente José Manuel Bolieiro perspetivar o futuro político e socioeconómico do arquipélago. No Salão Nobre do Palácio da Conceição, em Ponta Delgada, o governante defendeu a transição para um “novo ciclo”, centrado na valorização dos recursos regionais através do saber e da qualificação.
Segundo nota de imprensa enviada à nossa redação, no documento, é sublinhado que, após cinco décadas focadas na construção de instituições próprias e na infraestruturação básica das nove ilhas, através da edificação de redes de transportes, escolas e serviços públicos de saúde, o desafio atual passa pelo reforço do capital humano e da capacidade de inovação.
“É aqui que começa o novo ciclo da nossa Autonomia Política. A Autonomia do Conhecimento”, afirmou o presidente na sua intervenção, na qual frisou que “não há economia do futuro sem pessoas qualificadas”, “não há inovação sem conhecimento” e “não há desenvolvimento sem talento”.
José Manuel Bolieiro apontou setores como a economia azul, a transição climática e energética, as tecnologias digitais e o espaço como áreas estratégicas onde o arquipélago pode assumir um papel proativo. Em particular sobre o mar açoriano, referiu que a dimensão oceânica constitui uma oportunidade para a investigação científica, a biotecnologia e a monitorização marinha, permitindo a criação de emprego qualificado.
A sessão evocativa contou com a presença de João Bosco Mota Amaral, o primeiro presidente do Governo regional dos Açores, a quem José Manuel Bolieiro prestou homenagem, assinalando a sua “visão, determinação e coragem política” na liderança da “geração fundadora” do poder político democrático regional. Segundo o atual presidente, cabe às gerações presentes e vindouras aprofundar a autonomia “através do conhecimento, da inovação e das oportunidades”.
Na mesma intervenção, Bolieiro reiterou a necessidade de manter a exigência perante o estado português e a União Europeia quanto ao cumprimento dos mecanismos de compensação pelas limitações permanentes da insularidade e ultraperiferia, devendo simultaneamente ser afirmado o valor estratégico da região no Atlântico.
A cerimónia incluiu a entrega de medalhas aos membros do I Governo regional e ficou igualmente marcada pela inauguração da exposição “50 Anos da Tomada de Posse do I Governo Regional dos Açores”, patente no coro baixo do Palácio da Conceição.

O presidente do Governo regional, José Manuel Bolieiro, defendeu hoje, na sessão solene evocativa dos 50 anos da autonomia, realizada na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, na Horta, que a próxima etapa do percurso autonómico deve reforçar a unidade das nove ilhas e afirmar a região como inovadora, sustentável e cada vez mais relevante no Atlântico.
A cerimónia foi presidida pelo presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, e reuniu representantes dos órgãos de soberania e dos órgãos de governo próprio, antigos titulares de cargos políticos, deputados e outras entidades regionais e nacionais.
Na sua intervenção, José Manuel Bolieiro recordou que há 50 anos teve início um novo período na vida política dos Açores, com a instalação dos órgãos de governo próprio na sequência das primeiras eleições legislativas regionais, realizadas a 27 de junho de 1976.
O governante evocou a abertura solene da então Assembleia Regional dos Açores, no edifício da Sociedade Amor da Pátria, na Horta, e o início do primeiro mandato democrático da Autonomia Política e Legislativa, assumido pelos 43 deputados eleitos pelos açorianos.
O presidente destacou a importância da consagração da Autonomia Política na Constituição de 1976, defendendo que a democracia portuguesa se aperfeiçoa quando reconhece e respeita a diversidade dos seus territórios e povos. Considerou, contudo, que o entendimento de Portugal enquanto estado descentralizado ainda não está plenamente concretizado.
A coesão das nove ilhas assumiu particular destaque na intervenção. José Manuel Bolieiro defendeu que cada ilha deve ter voz própria, mas que os eleitos representam a região no seu conjunto, considerando que as oportunidades e dificuldades de cada ilha devem ser entendidas como questões coletivas dos Açores.
Para o governante, o aprofundamento da autonomia passa pela capacidade de transformar diferenças em complementaridades e necessidades particulares em responsabilidades comuns. “A verdadeira Autonomia Política açoriana faz-se da pluralidade e da unidade da sua diversidade”, afirmou.
Projetando os próximos 50 anos, José Manuel Bolieiro defendeu que a autonomia deve servir não apenas para responder às necessidades específicas de uma região arquipelágica, mas também para potenciar as capacidades dos Açores. Nesse sentido, salientou que a pequena escala das ilhas pode constituir uma vantagem para experimentar novas soluções e que a diversidade do arquipélago permite comparar realidades e adaptar políticas às especificidades regionais.
O presidente do governo defendeu ainda uma “autonomia do conhecimento”, com os Açores a assumirem um papel acrescido nos contextos nacional, europeu e transatlântico. A este propósito, apontou a necessidade de passar de uma região que teve de vencer o isolamento para uma região capaz de afirmar a sua centralidade no atlântico.
Na sessão, José Manuel Bolieiro prestou também homenagem aos protagonistas da I Legislatura da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, alguns dos quais estiveram presentes na cerimónia.
A sessão solene contou ainda com a presença de antigos presidentes da Assembleia Legislativa e do Governo regional dos Açores, deputados à Assembleia da República, ao Parlamento Europeu e ao Parlamento açoriano, membros do Governo regional, autarcas e representantes de autoridades civis, religiosas, militares, judiciárias e académicas.

O Governo da Região Autónoma dos Açores formalizou a entrega de 12 ambulâncias do tipo B e de 70 monitores e desfibrilhadores de transporte a várias associações humanitárias de bombeiros do arquipélago, numa cerimónia realizada no quartel dos Bombeiros Voluntários de Ponta Delgada. A aquisição dos veículos e equipamentos representa um investimento superior a 1,68 milhões de euros, financiado através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
As 12 viaturas de transporte, orçadas em cerca de um milhão de euros, elevam para 21 o total de ambulâncias adquiridas ao abrigo desta candidatura, elevando o montante global afeto a estes veículos para sensivelmente dois milhões de euros. A distribuição abrange corporações situadas nas ilhas de São Miguel (Ponta Delgada, Ribeira Grande, Vila Franca do Campo, Povoação e Nordeste), Terceira (Angra do Heroísmo e Praia da Vitória), Pico (Madalena e Lajes do Pico), Flores (Santa Cruz das Flores) e Santa Maria.
Em simultâneo, foram distribuídos 70 monitores/desfibrilhadores de transporte equipados com capacidade de transmissão de dados por telemetria, um lote que representou uma verba superior a 800 mil euros. Os novos dispositivos permitem a monitorização e transmissão de parâmetros vitais em tempo real, auxiliando o suporte de decisão do médico regulador em episódios de emergência e integrando num único aparelho funcionalidades anteriormente divididas por dois equipamentos distintos.
Durante o ato oficial, o presidente do Governo regional, José Manuel Bolieiro, sublinhou a aplicação das verbas comunitárias na modernização do Sistema de Emergência Médica Pré-Hospitalar e na adaptação dos meios à realidade ultraperiférica açoriana. O líder do executivo sustentou que a região cumpriu os marcos e metas estabelecidos no âmbito do PRR, atribuindo os ajustamentos realizados às reprogramações do plano face às alterações do contexto internacional e nacional.
O governante destacou a cooperação institucional mantida entre a administração regional, os municípios e o Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores, dirigindo uma nota de reconhecimento às direções e operacionais dos corpos de bombeiros. Segundo os dados divulgados pelo executivo, a renovação da frota e do equipamento operacional contabiliza mais de oito milhões de euros em viaturas entregues ou adjudicadas, incluindo um concurso de 1,4 milhões de euros para uma autoescada na ilha Terceira e a expansão de tripulações a partir de 2027 nas Flores, em São Jorge e na Terceira.

O presidente do Governo regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, presidiu à cerimónia comemorativa dos 20 anos da construção das Portas da Cidade em Fall River, nos Estados Unidos da América, no âmbito da sua participação nas Grandes Festas do Divino Espírito Santo da Nova Inglaterra. A iniciativa assinalou duas décadas sobre a edificação da réplica do monumento de Ponta Delgada em solo norte-americano, homenageando os autarcas que promoveram o projeto e enaltecendo o papel da comunidade emigrante no estreitamento das relações transatlânticas.
Durante a intervenção no ato comemorativo, que contou também com a presença do ex-presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa, o chefe do executivo açoriano sublinhou que a estrutura simboliza os laços históricos entre o arquipélago e a América do Norte. O governante prestou homenagem aos promotores da geminação entre Ponta Delgada e Fall River e dirigiu uma saudação ao Mayor local, recordando o percurso e o contributo das sucessivas gerações de açorianos e açordescendentes para o desenvolvimento económico e social das comunidades de acolhimento.
A projeção da identidade açoriana na América do Norte terá uma nova expressão no Canadá com a instalação de uma réplica idêntica das Portas da Cidade no município de Brampton, na área metropolitana de Toronto. A inauguração da estrutura canadiana está prevista para o corrente mês de setembro, alargando a presença deste símbolo arquitetónico da ilha de São Miguel em território transatlântico.
“Por ocasião deste vigésimo aniversário das Portas da Cidade de Fall River, deixo uma saudação calorosa e sentida à cidade e ao seu Mayor”, afirmou José Manuel Bolieiro, acrescentando que “estas Portas recordam-nos a profunda e histórica ligação entre os Açores e os Estados Unidos”. O presidente do Governo regional destacou que “durante gerações, os açorianos atravessaram o Atlântico com coragem e esperança, encontrando na América uma terra que os acolheu e à qual deram honestidade, trabalho e inteligência”, concluindo que “a união entre as cidades-irmãs de Fall River e Ponta Delgada é um símbolo vivo desta amizade” e desejando “que estas Portas continuem a ser uma homenagem à nossa história, à nossa gratidão e aos laços duradouros que unem Fall River e o povo açoriano”.

O presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, participou como convidado de honra nas Grandes Festas do Divino Espírito Santo da Nova Inglaterra, em Fall River, nos Estados Unidos da América, onde destacou o papel e o prestígio da comunidade emigrante.
A presença do líder do executivo açoriano no evento, que contou também com a participação do ex-presidente da república, Marcelo Rebelo de Sousa, enquadrou-se numa nota de imprensa divulgada sobre as celebrações da diáspora em território norte-americano.
Durante as festividades no Kennedy Park, presididas por Márcia da Ponte, o chefe do executivo açoriano sublinhou a dimensão “universal” da identidade do arquipélago, afirmando que a “Açorianidade está presente no mundo inteiro e tem a sua sede na alma de cada açoriano”.
O governante prestou homenagem às gerações de emigrantes que partiram dos Açores em busca de melhores condições, sublinhando a contribuição do seu trabalho e perseverança para o desenvolvimento dos países de acolhimento.
Na sua intervenção perante a comunidade local, o presidente do governo caracterizou a diáspora como “a expressão da ousadia e da coragem de dar às gerações vindouras um futuro melhor do que aquele que receberam”.
Dirigindo-se aos presentes pelos 40 anos da iniciativa, expressou o reconhecimento pelo percurso realizado no estado de Massachusetts, declarando: “Parabéns por serem o que são, por terem sido o que foram e por continuarem a projetar nos vossos descendentes a capacidade açoriana em qualquer parte do mundo”.
O líder açoriano apontou o contributo dos emigrantes e descendentes açorianos para o desenvolvimento cívico e económico dos Estados Unidos, bem como o papel do arquipélago no reforço das relações transatlânticas e da centralidade de Portugal entre o continente europeu e o norte-americano.
O evento voltou a reunir a comunidade em torno das tradições, da fé e da cultura açoriana na cidade de Fall River, marcando o encerramento de mais uma edição das festividades na região da Nova Inglaterra.

A cidade da Horta acolhe, entre os dias dois e quatro de setembro, um conjunto de iniciativas organizadas pela Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA) para assinalar o cinquentenário da Autonomia Constitucional dos Açores, reunindo diferentes gerações da comunidade regional em torno da história e dos valores democráticos do arquipélago, segundo nota de imprensa enviada à nossa redação.
A programação comemorativa inicia-se na manhã de dois de setembro com atividades lúdico-pedagógicas dirigidas a crianças dos centros de atividades e tempos livres no Museu do Parlamento e na Sala do Plenário. No mesmo dia, durante o período da tarde, a sede do parlamento açoriano abre portas aos utentes de centros de dia e de convívio para uma visita focada na história da autonomia açoriana, sendo ambos os grupos acolhidos pelo presidente da Assembleia Legislativa, Luís Garcia.
No dia três de setembro, pelas 14h00, o presidente da Assembleia Legislativa recebe, na Sala do Plenário, os deputados da I Legislatura da então Assembleia Regional dos Açores e o primeiro presidente do governo regional, numa iniciativa de homenagem aos primeiros protagonistas dos órgãos de governo próprio da região. Mais tarde, às 16h00, Luís Garcia recebe, no Aeroporto da Horta, o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, que se desloca aos Açores para participar nas comemorações.
O programa de dia 3 prossegue às 18h00 com uma Missa de Ação de Graças na Igreja Matriz do Santíssimo Salvador da Horta, celebrada a convite do Ouvidor Eclesiástico da Horta e presidida pelo Bispo de Angra, Dom Armando Esteves Domingues, aberta à população. Às 21h30, o Teatro Faialense acolhe a estreia do musical «O Canto da Autonomia», da autoria de Filipe Fonseca e Victor Rui Dores, com a presença de entidades convidadas. A obra terá uma segunda exibição no mesmo local e horário no dia 4 de setembro, com entrada gratuita mediante levantamento prévio de bilhetes na Urbhorta.
A efeméride culmina a quatro de setembro, data em que se cumprem exatamente 50 anos sobre a sessão inaugural da Assembleia Regional dos Açores, realizada em 1976. A jornada tem início às 10h00 com a receção oficial ao presidente da Assembleia da República na sede do parlamento açoriano, seguindo-se, às 10h30, a Sessão Solene Evocativa dos 50 Anos da Autonomia na Sala do Plenário.
A sessão solene contará com as intervenções dos líderes dos grupos e das representações parlamentares, do presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, do presidente da Assembleia Legislativa, Luís Garcia, e do presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco. A cerimónia integrará uma homenagem aos antigos presidentes da Assembleia Legislativa e do Governo Regional, encerrando com a interpretação do Hino dos Açores e do Hino Nacional pelo grupo Stella Maris OTC.
A sessão solene é aberta ao público em geral, sujeita à lotação da Sala do Plenário, sendo a emissão da RTP Açores transmitida na Galeria dos Presidentes do Museu do Parlamento. Paralelamente, às 18h30 de 4 de setembro, os 19 municípios açorianos associam-se às comemorações através de um momento celebrativo simultâneo em todos os concelhos da região, promovido em articulação com a Associação de Municípios da Região Autónoma dos Açores (AMRAA).

A freguesia da Maia conta a partir de agora com uma nova Unidade de Saúde, infraestrutura pensada para reforçar a prestação de cuidados médicos no lado oriental do concelho da Ribeira Grande, na ilha de São Miguel. O novo edifício substitui as anteriores instalações cediças pela Santa Casa da Misericórdia do Divino Espírito Santo da Maia, que apresentavam já limitações físicas e operacionais face às exigências atuais.
A cerimónia de inauguração contou com a presença do presidente do Governo regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, e do presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, Jaime Vieira. Segundo a informação enviada pela autarquia ribeiragrandense, a construção da infraestrutura representou um investimento global de 3,4 milhões de euros, assegurado pelo Governo regional através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Durante o ato oficial, o autarca Jaime Vieira manifestou a sua satisfação pelo encerramento de um ciclo de espera na freguesia. “Quero felicitar o Governo dos Açores por esta importante obra e pela concretização de uma infraestrutura que vem melhorar significativamente as condições de prestação de cuidados de saúde à população da Maia e de todo o lado oriental do concelho. É um investimento que demonstra a importância atribuída à melhoria das condições de acesso à saúde e à valorização dos serviços públicos de proximidade”, afirmou o autarca.
O responsável autárquico aproveitou ainda a ocasião para destacar o enquadramento deste investimento no panorama da saúde local, recordando o recente lançamento do concurso público internacional para a construção do novo Centro de Saúde da Ribeira Grande. “Estamos perante um conjunto de investimentos que terá um impacto muito significativo na qualidade dos cuidados de saúde prestados às nossas populações e que merece ser reconhecido e valorizado”, acrescentou Jaime Vieira, sustentando que o volume de obras em curso no setor “não encontra paralelo nos últimos anos”.
Com a entrada em funcionamento do novo polo assistencial na Maia, a Câmara da Ribeira Grande reiterou a intenção de manter a colaboração com o executivo regional no acompanhamento das necessidades de saúde da população concelhia.