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Lagoense José Raimundo reconduzido como embaixador da ética no desporto

Dirigente, que assume a vice-presidência da Federação de Patinagem de Portugal, vê renovado o reconhecimento pelo seu compromisso com a integridade e os valores do fair play

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O dirigente José Raimundo, natural da cidade da Lagoa, na ilha de São Miguel, foi novamente nomeado embaixador da ética no desporto, numa recondução que reforça o prestígio institucional de um percurso marcado pela liderança e pelo compromisso com os valores fundamentais do desporto.

A designação para o cargo partiu de uma indicação da Federação de Patinagem de Portugal (FPP), onde o responsável desempenha atualmente as funções de presidente adjunto, tendo tido um papel preponderante no crescimento e na afirmação internacional da patinagem artística sobre rodas.

Além do seu trabalho no panorama nacional, o dirigente lagoense integra o Comité Técnico Europeu de Patinagem Artística da World Skate Europe, contribuindo para o desenvolvimento técnico da modalidade no contexto europeu e elevando o nome da sua região de origem aos patamares mais altos da gestão desportiva.

Ao longo da sua carreira, José Raimundo tem orientado a sua ação por princípios de ética e integridade, assumindo um papel que ultrapassa a gestão organizativa para focar-se na vertente pedagógica e formativa junto de atletas, treinadores e comunidades. Esta recondução como embaixador surge como um reconhecimento do impacto do seu trabalho na promoção de ambientes desportivos baseados no respeito e na inclusão, consolidando-o como uma das vozes mais ativas na valorização de uma cultura desportiva consciente.

Ao representar os Açores e, especificamente, o concelho da Lagoa neste plano nacional, a sua nomeação reforça também o compromisso do Plano Nacional de Ética no Desporto em envolver a diversidade regional na disseminação dos princípios que sustentam o desporto contemporâneo.

José Raimundo defende que “todos nós somos embaixadores da promoção dos valores éticos no desporto”

Recém eleito presidente-adjunto da Federação de Patinagem de Portugal, José Raimundo faz um balanço positivo do trabalho realizado. O lagoense considera que a patinagem artística, com cerca de 10 mil atletas federados no país, tem tido um crescimento “bastante acentuado”

José Raimundo foi recentemente eleito presidente-adjunto da Federação de Patinagem de Portugal © DL

DL: Que balanço faz da patinagem artística?
Bastante positivo. A patinagem artística em Portugal tem crescido de ano para ano. Depois da pandemia bateu todos os recordes e este ano já ultrapassou o ano anterior, que já foi um ano histórico. Estamos com cerca de 10 mil atletas federados na patinagem artística, a nível nacional. É um número bastante bom. Há um crescimento bastante acentuado, que depois também vai ao encontro daquilo que é a qualidade da patinagem apresentada, quer na Europa, quer no mundo. 

DL: A ética no desporto também é fundamental para a patinagem?
A ética no desporto é fundamental para tudo, para o desporto em geral. Neste caso, a Federação de Patinagem de Portugal tem isso alinhado e coordenado com o plano nacional da ética no desporto do IPDJ, em diversas ações que o mesmo tem, desde logo por uma promoção de valores com o lema “patina pela ética”, que é passar valores aos atletas, é oferecido merchandising, são feitas várias ações de sensibilização nas questões relacionados com a ética. 

DL: Faz um balanço positivo dos cargos que tem ocupado neste espaço de tempo?
Sem dúvida que o balanço é muito positivo, desde logo os objetivos que foram propostos e alcançados, com resultados muito positivos. Claro que há sempre muito a fazer ainda, há mais objetivos a atingir.

DL: Tem  observado o que se passa nos Açores? Acha que há condições para praticar ou há alguma coisa que falte ainda?
Acho que no caso do hóquei em patins, por exemplo, as instalações são um grande entrave ao desenvolvimento da sua atividade. Enquanto cá estive, sempre me debati com pavilhões. Tirando o pavilhão Carlos Silveira, o Sidónio Serpa, e o Complexo da Ribeira Grande, todos os outros não estão preparados para a prática do hóquei em patins. E pior do que isso é que há clubes a treinar dois escalões no mesmo espaço, o que não é bom e não contribui para o desenvolvimento e a própria competitividade do hóquei em patins, neste caso concreto. Tem de haver uma sensibilidade por parte de quem gere as instalações desportivas e quem governa, de ter alguma atenção especial nesse sentido, porque é importante todas as modalidades poderem promover o seu desenvolvimento.

DL:  Como olha o futuro da patinagem?
Acho que tem de ser um crescimento sustentável e adaptado aos desafios. Por termos um crescimento bastante acentuado, é necessário adaptá-lo aos quadros competitivos, e isto será uma preocupação do futuro. Claro que nesse caso concreto, quanto mais quantidade tivermos, certamente vamos ter mais competitividade e também melhor qualidade. Penso que os clubes cada vez mais se estão estruturando para aquilo que é a organização desportiva da patinagem e acabam por, de alguma forma, ter outro tipo de objetivos, de organizações e estruturas.
Estou muito optimista, sem dúvida, nas diversas frentes. Com formação certamente também — que é um pilar bastante importante — iremos dar passos bastante interessantes no crescimento dos próprios agentes não-desportivos que também são muito importantes para toda a estrutura de uma modalidade.